Em nenhumas eleições desta espécie de democracia que é a portuguesa foi tão fácil escrever por antecipação como nas presentes.
E assim posso escrever à sexta-feira de manhã que, à margem de todas as sondagens, estas legislativas antecipadas constituíram a crónica de vencedores anunciados e coligados.
E os vencedores foram as agências de ‘rating', paradigma do império da manipulação sobre as regras de vida democrática, e também o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia presidida pelo dr. Barroso — que prega austeridade para os pobres e, ao que se diz, esbanja milhões em festanças. E porque é que são estes os vencedores? Ora ainda bem que me fazem essa pergunta. Porque os primeiros provocaram uma crise, elevando os custos de resgate da dívida para níveis insustentáveis; e os segundos, usando o pretexto da crise, impuseram uma mudança política e social radical e de longa duração em Portugal.
Os vencedores das eleições são efémeros: duram uma ou duas legislaturas e depois vergam-se à lei do alterne democrático porque, de algum modo, a actuação dos eleitos fica sujeita a um próximo escrutínio. No caso presente, não houve nem haverá escrutínio para a vitória do FMI e da Comissão Europeia de fundamentalistas neoliberais. As mudanças não ficam sujeitas às legislaturas. Isso será apenas para os gerentes da nova ordem das coisas em Portugal, capatazes que aceitam submeter-se às ordens de patrões não eleitos. As mudanças no plano político, económico e social são para ficar.
Estes são os vencedores. Quanto aos vencidos, o que mais perdeu foi o regime democrático. Pois se até a Constituição da República, em vez de mandar nas leis, vai ser adequada ao que os novos patrões de Portugal já decidiram...
segunda-feira, junho 06, 2011
sábado, junho 04, 2011
Já reflectiste filho?
por Mário Tomé

E não querem qu'a malta ocupe o seu lugar na rua (a rua é nossa, não é dos cabrões dos esbirros, nem dos cabrões dos que mandam neles, as altas entidades do Governo, o Sócrates, os Ministro, o Presidente, a Troika, os ladrões e corruptos que fizerem da corrupção uma coisa de gente séria!
Estás entalado filho, estás lixada filha, se não preparas as coisas para o grande combate que aí vem.
Eu sei filho que os que te vão tirar não sei quantos do salário, do abono, do emprego, da pensão, do subsídio, do tempo de trabalho aos bochechos, e é se queres, que lá foram há muitos à espera de serem postos a recibo verde, os que te vão pôr a trabalhar até aos 70, que te lixam o SNS, a escola mesmo esta de fazer chouriços, e te vão fazer pagar mais IVA para os patrões serem produtivos, sabes como é, não sabes? então não digas que não sabes.
Os senhores da Troika, mais a Troika dos senhores enchem a mula (viste esta do Durão? era lá capaz disso um homem tão capaz!, dizias tu) e querem gozar contigo.
É tempo de os lixares. Precisamos de dar força a um programa político que os deixe a falar sozinhos. […].
Reflecte filho, reflecte. Já reflectiste? Bem me parecia.
Vejam bem
Sócrates nunca prestou nem presta, […] Passos Coelho não presta nem nunca prestará e […] Paulo Portas foi, é e será imprestável.
Aos 47 anos, não era para admirar: a minha optometrista demonstrou-me que os meus olhos padecem de hipermetropia e presbiopia. O olho esquerdo acumula estas moléstias com um assinalável véu astigmático. Quer dizer que troquei os óculos de leitura por umas cangalhas de lentes progressivas para o resto da vida. Sou, portanto, hipermétrope, presbita e astigmata. Paciência: a idade e as fadigas deram-me as duvidosas mas indubitáveis prendas do “olho curto”, da ovalação da córnea e da formação de imagens atrás da retina.
Quero porém deixar claramente expresso, sem pretender dar nas vistas, que nada disto me impede de ver com toda a nitidez que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Não há desfoque físico que me impeça de ver tudo isto com a mais cristalina, reverberante, nívea, luminosa e iluminada clareza.
Podem ser turvas as minhas escleróticas, pupilas e córneas; pode o meu humor aquoso ter conhecido dias bem mais solares; pode qualquer das minhas íris nunca mais irisar com olhos de ver; pode o humor vítreo estar estilhaçado como nunca; pode o nervo óptico andar mais nervoso do que vidente; pode o cristalino achar-se, até por melancolia, mais turvo do se calhar merecia; podem a retina e a coróideia ter chegado a este ponto algo torpe da insuficiência de acomodação tão própria dos presbitas. Podem, podem.
O que não podem é impedir-me de continuar a ter os olhos abertos. Eles estarão cansados, tristes e a funcionar mal no mundo das volumetrias luminoplastas. Eles, os olhos, estão. A vista está. Mas a visão, não. Olho com dificuldade, mas vejo perfeitamente.
E o que perfeitamente vejo é que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Dia 5 de Junho, na posse dos meus óculos novos, não terei qualquer dificuldade em ver de onde venho e para onde quero ir. Os meus leitores verão, naturalmente, o que quiserem ver. Porque ver é ser, não é olhar para o lado.
O mais que recomendo é que, em vez de vistas curtas, se lembrem da canção que dá nome a esta crónica. Porque “não há só gaivotas (ou milhafres) em terra / quando um homem se põe a pensar”.
Texto de Daniel Abrunheiro
Quero porém deixar claramente expresso, sem pretender dar nas vistas, que nada disto me impede de ver com toda a nitidez que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Não há desfoque físico que me impeça de ver tudo isto com a mais cristalina, reverberante, nívea, luminosa e iluminada clareza.
Podem ser turvas as minhas escleróticas, pupilas e córneas; pode o meu humor aquoso ter conhecido dias bem mais solares; pode qualquer das minhas íris nunca mais irisar com olhos de ver; pode o humor vítreo estar estilhaçado como nunca; pode o nervo óptico andar mais nervoso do que vidente; pode o cristalino achar-se, até por melancolia, mais turvo do se calhar merecia; podem a retina e a coróideia ter chegado a este ponto algo torpe da insuficiência de acomodação tão própria dos presbitas. Podem, podem.
O que não podem é impedir-me de continuar a ter os olhos abertos. Eles estarão cansados, tristes e a funcionar mal no mundo das volumetrias luminoplastas. Eles, os olhos, estão. A vista está. Mas a visão, não. Olho com dificuldade, mas vejo perfeitamente.
E o que perfeitamente vejo é que Sócrates nunca prestou nem presta, que Passos Coelho não presta nem nunca prestará e que Paulo Portas foi, é e será imprestável. Dia 5 de Junho, na posse dos meus óculos novos, não terei qualquer dificuldade em ver de onde venho e para onde quero ir. Os meus leitores verão, naturalmente, o que quiserem ver. Porque ver é ser, não é olhar para o lado.
O mais que recomendo é que, em vez de vistas curtas, se lembrem da canção que dá nome a esta crónica. Porque “não há só gaivotas (ou milhafres) em terra / quando um homem se põe a pensar”.
terça-feira, maio 24, 2011
O eucalipto e os fiscais
"A banca é um eucalipto que secará tudo à sua volta, impedindo que haja mais justiça e mais riqueza”. E, na verdade, se dos 78 mil milhões que estão prometidos, os bancos engolirem mais de metade (12 mil milhões, directamente, e 35 mil milhões, em garantias do Estado) e cerca de 30 mil milhões forem para pagamento de juros, é fácil de perceber que nada sobrará para a recuperação da economia e o combate ao desemprego.
E no entanto, será a maioria dos portugueses a pagar, com sangue, suor e lágrimas, a chamada ajuda externa, se votar na coligação de fiscais do FMI (PS-PSD-CDS). A menos que vote na Esquerda (BE-CDU) e, deste modo, possibilite a formação de um governo capaz de exigir uma rigorosa auditoria à dívida e a sua indispensável renegociação. Só assim conseguiremos levantar a cabeça e sair do atoleiro em que nos atascaram.
E no entanto, será a maioria dos portugueses a pagar, com sangue, suor e lágrimas, a chamada ajuda externa, se votar na coligação de fiscais do FMI (PS-PSD-CDS). A menos que vote na Esquerda (BE-CDU) e, deste modo, possibilite a formação de um governo capaz de exigir uma rigorosa auditoria à dívida e a sua indispensável renegociação. Só assim conseguiremos levantar a cabeça e sair do atoleiro em que nos atascaram.
domingo, maio 22, 2011
Manifesto Plural
MANIFESTO PLURAL
(aprovado na Assembleia Popular do Rossio)
Os reunidos no Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram manifestar o seguinte:
1. Depois de muitos anos de apatia, um grupo de cidadãs e cidadãos de diferentes idades e estratos sociais (estudantes, professores, bibliotecários, desempregados, trabalhadores…), REVOLTADOS com a sua falta de representação e com as traições levadas a cabo em nome da democracia, reuniram-se, no Rossio, em torno da ideia de Democracia Verdadeira.
2. A Democracia Verdadeira opõe-se ao paulatino descrédito de instituições que dizem representar os cidadãos, convertidas em meros agentes de administração e gestão, ao serviço das forças do poder financeiro internacional.
3. A democracia promovida a partir dos corruptos aparelhos burocráticos é, simplesmente, um conjunto de práticas eleitorais inócuas, em que os cidadãos têm uma participação nula.
4. O descrédito da política trouxe consigo um sequestro das palavras, por parte de quem detém o poder. Devemos recuperar as palavras e dar-lhes significado, para que não se manipule com a linguagem e se deixe a cidadania indefesa e incapaz de uma acção coesa.
5. Os exemplos de manipulação e sequestro da linguagem são numerosos e constituem uma ferramenta de controlo e desinformação.
6. Democracia Verdadeira significa dar nome à infâmia em que vivemos: Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu, NATO, União Europeia, as agências de notação financeira (rating), como a Moody’s e a Standard and Poor’s, o PS, PSD, CDS; contudo, há muitos mais e a nossa obrigação é nomeá-los.
7. É preciso construir um discurso político capaz de criar um novo tecido social, sistematicamente fragilizado por anos de mentiras e corrupção. Nós, cidadãos, perdemos o respeito pelos partidos políticos maioritários, mas isso não significa perder o nosso sentido crítico. Pelo contrário, não tememos a POLÍTICA. Tomar a palavra é POLÍTICA. Procurar alternativas de participação cidadã é POLÍTICA.
8. Uma das nossas premissas principais é devolver à Democracia o seu verdadeiro sentido: um governo dos cidadãos. Uma democracia participativa. E, para além disso, exigimos uma deontologia para os políticos que assegure as boas práticas.
9. Fazemos finca-pé em que os cidadãos aqui reunidos compomos um movimento TRANSGERACIONAL, porque pertencemos a várias gerações condenadas a uma perda intolerável de participação nas decisões políticas que condicionam a sua vida diária e o seu futuro.
10. Não apelamos à abstenção. Exigimos que o nosso voto tenha uma influência real na nossa vida.
11. Hoje não estamos aqui para reclamar simplesmente o acesso a subsídios ou para protestar contra as insuficiências do mercado de trabalho. ESTE É UM ACONTECIMENTO. E, como tal, um evento capaz de abrir novos sentidos às nossas acções e discursos. Isto nasce da RAIVA. Mas a nossa RAIVA é imaginação, força, poder cidadão.
fonte 5 dias
Subscrevemos na íntegra. E relevamos os pontos 6. — é preciso chamar os "bois" pelos nomes — e 7. — defender a democracia directa e participativa não exclui o dever de votarmos por uma política ao serviço dos cidadãos (já só faltam 15 dias para o fazermos!).
sábado, maio 21, 2011
Finalmente!
As tuas palavras começam a fazer eco, José. Finalmente!…

A Porta do Sol abre-se à indignação e ao protesto. Contra o desemprego, a precariedade, a pobreza. Por uma democracia verdadeira, já, solidária e justa. Não apenas em Madrid e em Espanha. Mas por toda a Europa. E pelo Mundo.
O Circo e a Revolução
Por cá, começa hoje o circo da campanha eleitoral e, com a mais que previsível vitória da troika PS-PSD-CDS, tudo continuará na mesma, ou seja, no plano inclinado para a bancarrota.
Aqui mesmo ao lado, a revolução tomou conta da rua e nada será como dantes. Gracias España!
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sexta-feira, maio 20, 2011
Quando o povo acorda é sempre cedo
O ataque cerrado ao euro, eufemisticamente designado por "nervosismo dos mercados", não cessa, graças à acção concertada dos especuladores financeiros e das suas agências de "notação" (que, por estranha coincidência, são todas do país do dólar!).
Não admira, por isso, que o risco de incumprimento de pagamento da dívida e a consequente probabilidade de bancarrota de Portugal esteja a aumentar de dia para dia, ainda antes da aplicação da receita do FMI/Comissão Europeia!
Não admira, por isso, que sejam já os próprios responsáveis europeus a admitir aquilo que o BE e o PCP desde sempre têm vindo a defender: a renegociação/restruturação imediata de uma dívida, que nunca poderemos pagar com as condições que o FMI e a Comissão Europeia do senhor Barroso nos querem impor, e que PS/PSD/CDS aceitam sem pestanejar.
O que nos admira e entristece é que a maioria dos portugueses não entenda o descalabro que está a acontecer, de forma tão vertiginosa, e continue a vitoriar Sócrates, Coelho e Portas como se tudo isto mais não fosse do que um carnaval!… Talvez um destes dias acordem e descubram que afinal a situação é mesmo grave e é a própria Europa que corre o risco de implodir! Talvez um destes dias acordem e descubram que afinal a revolução já anda nas ruas! "Quando o povo acorda é sempre cedo", escreveu Ary dos Santos. Esperemos que continue a ter razão.
Não admira, por isso, que o risco de incumprimento de pagamento da dívida e a consequente probabilidade de bancarrota de Portugal esteja a aumentar de dia para dia, ainda antes da aplicação da receita do FMI/Comissão Europeia!
Não admira, por isso, que sejam já os próprios responsáveis europeus a admitir aquilo que o BE e o PCP desde sempre têm vindo a defender: a renegociação/restruturação imediata de uma dívida, que nunca poderemos pagar com as condições que o FMI e a Comissão Europeia do senhor Barroso nos querem impor, e que PS/PSD/CDS aceitam sem pestanejar.
O que nos admira e entristece é que a maioria dos portugueses não entenda o descalabro que está a acontecer, de forma tão vertiginosa, e continue a vitoriar Sócrates, Coelho e Portas como se tudo isto mais não fosse do que um carnaval!… Talvez um destes dias acordem e descubram que afinal a situação é mesmo grave e é a própria Europa que corre o risco de implodir! Talvez um destes dias acordem e descubram que afinal a revolução já anda nas ruas! "Quando o povo acorda é sempre cedo", escreveu Ary dos Santos. Esperemos que continue a ter razão.
quinta-feira, maio 19, 2011
Democracia ou bancarrota?
Simplesmente não é possível que as políticas infligidas à Grécia, Irlanda e agora Portugal reduzam o fardo da dívida daqueles países – acontecerá exactamente o oposto, como se viu desde a Zâmbia, na década de 1980, até a Argentina, no princípio da última década. Políticas semelhantes àquelas que estão a ser infligidas à Europa viram o rácio dívida/PIB da Zâmbia duplicar na década de 80 quando a economia se contraiu. A Argentina incumpriu as suas dívidas maciças em 2011, após uma recessão de três anos provocada pelas políticas do FMI. Tal como à Irlanda, hoje, disseram à Argentina que havia ido longe demais, apesar de a dívida ter disparado por causa de um desastroso conjunto de privatizações e de um atrelamento da divisa impingido ao país pelo mesmo FMI. A economia só começou a recuperar um mês após o incumprimento.Não há dúvida, os povos têm de se levantar contra este roubo. O movimento de contestação às políticas do FMI e da CE já começou na Grécia, na Irlanda e até na Espanha. E nós, vamos resignar-nos? Rejeitamos o Programa do FMI e da Comissão Europeia, nas ruas e nas eleições de 5 de Junho, ou aceitamos ser depenados até ao último cêntimo? Queremos democracia ou bancarrota? A resposta é nossa.
Então, por que é que estas políticas ainda estão a ser prosseguidas? Quase todos os comentadores souberam desde o primeiro dia que os pacotes de "ajuda" não tornariam sustentáveis as dívidas da Grécia ou da Irlanda. Mas […] este não é o problema em causa. O problema em causa é recuperar tanto dinheiro dos investidores quanto possível, por mais responsáveis pela crise que eles tenham sido, e transferir o passivo para a sociedade. Excerto de um artigo de Nick Dearden, Director da Jubilee Debt Campaign,
terça-feira, maio 17, 2011
Voto útil
Nem de propósito!… Depois de ainda ontem aqui termos afirmado que a CDU e, em particular o BE, parecem estar a ser vítimas de uma possível transferência de votos para o PS, votos que, em nosso entender, não são apenas inúteis mas, pior do que isso, desastrosos, sabe-se agora que Henrique Neto, histórico militante socialista, declarou publicamente que não vai votar no seu partido e que a sua opção de voto deverá recair na CDU, por entender que "o país está primeiro".
Isto sim, é um excelente exemplo de voto útil. Bom seria que outros se lhe seguissem!…
Isto sim, é um excelente exemplo de voto útil. Bom seria que outros se lhe seguissem!…
segunda-feira, maio 16, 2011
O voto desastroso
Mesmo que a percentagem de indecisos e abstencionistas potenciais atinja ainda cerca de 44 por cento, CDU e, mais acentuadamente, Bloco de Esquerda, parecem estar a perder demasiados eleitores para o PS, que ultrapassa já o PSD nas sondagens.
Pensando porventura que, votando desta forma, contribuirão para impedir uma vitória eleitoral da Direita e do PSD, estes eleitores mais não fazem do que escolher o programa comum do PS-PSD-CDS, imposto pelo FMI/BCE, o qual, a ser levado à prática, agravaria a recessão económica, o desemprego, a pobreza e a própria dívida, e, muito provavelmente, empurrar-nos-ia, de resgate em resgate, para o desastre da bancarrota.
Pensam que se trata de um voto útil mas nem sequer inútil o podemos considerar. É, isso sim, um voto desastroso!
As opções
Em 5 de Junho, as opções que se me colocam são duas e muito nítidas:
⬇ ou quero o "programa" do FMI/BCE, em que 30 dos 78 mil milhões do empréstimo são para pagar juros, 12 milhões vão directamente para a banca (e 35 milhões podem lá ir parar sob a forma de garantias do Estado), a taxa de juro vai ser de 5,5 a 6 por cento (com a economia a cair 2 dois por cento ao ano!!), que não é um plano de resgate mas um suicídio que irá aumentar o desemprego, a pobreza e a própria dívida, e daqui a um ano, o país estará pior, a renegociar a dívida e a pedir outro resgate — e voto PS/PSD/CDS;
⬆ ou quero uma alternativa que defenda a renegociação imediata da dívida (com juros e prazos comportáveis), relance a economia e o emprego, reparta os sacrifícios da austeridade com justiça exigindo mais aos que mais têm, única forma de conseguirmos honrar os nossos compromissos, sairmos do ciclo vicioso da pobreza em que nos querem manter e garantirmos o direito ao futuro — e voto BE/CDU.
Sou livre de votar como entender.
Até de dar um tiro no pé. Mas depois não adianta queixar-me dos "políticos" que escolher.
Para ler e meditar (todos os dias, se necessário for) e decidir convenientemente — BE ou CDU, obviamente.
Se tiver dúvidas, discuta-as e esclareça-se.
No seu próprio interesse, partilhe com amigos e conhecidos e faça campanha.
⬇ ou quero o "programa" do FMI/BCE, em que 30 dos 78 mil milhões do empréstimo são para pagar juros, 12 milhões vão directamente para a banca (e 35 milhões podem lá ir parar sob a forma de garantias do Estado), a taxa de juro vai ser de 5,5 a 6 por cento (com a economia a cair 2 dois por cento ao ano!!), que não é um plano de resgate mas um suicídio que irá aumentar o desemprego, a pobreza e a própria dívida, e daqui a um ano, o país estará pior, a renegociar a dívida e a pedir outro resgate — e voto PS/PSD/CDS;
⬆ ou quero uma alternativa que defenda a renegociação imediata da dívida (com juros e prazos comportáveis), relance a economia e o emprego, reparta os sacrifícios da austeridade com justiça exigindo mais aos que mais têm, única forma de conseguirmos honrar os nossos compromissos, sairmos do ciclo vicioso da pobreza em que nos querem manter e garantirmos o direito ao futuro — e voto BE/CDU.
Sou livre de votar como entender.
Até de dar um tiro no pé. Mas depois não adianta queixar-me dos "políticos" que escolher.
Para ler e meditar (todos os dias, se necessário for) e decidir convenientemente — BE ou CDU, obviamente.
Se tiver dúvidas, discuta-as e esclareça-se.
No seu próprio interesse, partilhe com amigos e conhecidos e faça campanha.
quarta-feira, maio 11, 2011
Queriam beijinhos, é ???…
Grécia acolhe inspectores da UE e do FMI com greve geral.
Com os "brilhantes" resultados a que a "receita" que lhes impuseram conduziu — queda do PIB de mais de 4 por cento e taxa de desemprego perto de 15 por cento —, queriam que os gregos lhes dessem beijinhos, é ???…
Será que nem assim a maioria dos portugueses vai perceber que votar na troika executante (PS-PSD-CDS) é votar no programa de destruição nacional da troika mandante (FMI-BCE-UE) ???…
Será que nem assim a maioria dos portugueses vai perceber que votar na troika executante (PS-PSD-CDS) é votar no programa de destruição nacional da troika mandante (FMI-BCE-UE) ???…
Sabedoria popular
A sabedoria popular é inesgotável.
Já em 2009, Jerónimo de Sousa advertia que PS e PSD são “farinha do mesmo saco”. E a verdade é que, posteriormente, os factos vieram demonstrar que ele tinha razão.
Ontem à noite, no debate com Passos Coelho, quando Judite de Sousa lhe perguntou se preferia um governo liderado pelo PSD em vez do PS, o dirigente do PCP, respondeu prontamente que "isso seria a mesma coisa que saltar da frigideira para o lume".
Ou seja, trata-se de uma escolha que só mesmo diabos podem fazer. E acreditem que eles — FMI-BCE-UE — já a fizeram. A menos que os portugueses, no dia 5 de Junho, sejam dignos herdeiros da sabedoria dos seus antepassados e lhes troquem as voltas!
Já em 2009, Jerónimo de Sousa advertia que PS e PSD são “farinha do mesmo saco”. E a verdade é que, posteriormente, os factos vieram demonstrar que ele tinha razão.
Ontem à noite, no debate com Passos Coelho, quando Judite de Sousa lhe perguntou se preferia um governo liderado pelo PSD em vez do PS, o dirigente do PCP, respondeu prontamente que "isso seria a mesma coisa que saltar da frigideira para o lume".
Ou seja, trata-se de uma escolha que só mesmo diabos podem fazer. E acreditem que eles — FMI-BCE-UE — já a fizeram. A menos que os portugueses, no dia 5 de Junho, sejam dignos herdeiros da sabedoria dos seus antepassados e lhes troquem as voltas!
O que faz falta é acordar a malta!
Mais de 30 dos 78 mil milhões de euros que, "generosamente", FMI e BCE nos vão emprestar são para pagar juros. Com a economia a cair 2 dois por cento ao ano e uma taxa de juro entre 5,5 e 6 por cento, "não é possível pagar esta taxa de juro". "É inaceitável. É um insulto à economia portuguesa".
Se a Grécia e a Irlanda viram a sua situação agravar-se e tiveram de renegociar as taxas de juro para níveis inferiores (e já se fala da necessidade de um novo resgate da dívida grega de 60 milhões de euros), porque razão a União Europeia insiste na mesma receita usurária e recessiva para Portugal?… Porque razão PS-PSD-CDS aceitam, sem pestanejar, o programa do FMI/BCE/UE, que Cavaco Silva considera uma oportunidade mas a experiência dos outros países revela tratar-se de um "suicídio" que, com as condições que impõe, nos conduzirá a um novo pedido de intervenção externa?… E porque razão a maioria dos portugueses parece insistir em "suicidar-se" em 5 de Junho, como as sondagens continuam a indiciar???…
O que faz falta é acordar a malta! Urgentemente.
Se a Grécia e a Irlanda viram a sua situação agravar-se e tiveram de renegociar as taxas de juro para níveis inferiores (e já se fala da necessidade de um novo resgate da dívida grega de 60 milhões de euros), porque razão a União Europeia insiste na mesma receita usurária e recessiva para Portugal?… Porque razão PS-PSD-CDS aceitam, sem pestanejar, o programa do FMI/BCE/UE, que Cavaco Silva considera uma oportunidade mas a experiência dos outros países revela tratar-se de um "suicídio" que, com as condições que impõe, nos conduzirá a um novo pedido de intervenção externa?… E porque razão a maioria dos portugueses parece insistir em "suicidar-se" em 5 de Junho, como as sondagens continuam a indiciar???…
O que faz falta é acordar a malta! Urgentemente.
quinta-feira, maio 05, 2011
A pilhagem do "bom acordo"
O programa imposto pela troika mandante (FMI, BCE e CE), apoiado pela troika obediente (PS, PSD e CDS) e assinado por José Sócrates, não é um "acordo" e, muito menos, "bom". Pelo menos, para a esmagadora maioria dos portugueses, como se pode comprovar por algumas das gravosas medidas nele previstas:
Só mesmo para os grupos económicos e financeiros nacionais e estrangeiros se pode falar em "ajuda", com um programa feito à sua medida:
Por tudo isto, nunca uma eleição terá sido tão dramaticamente importante como a de 5 de Junho. Se a maioria dos portugueses não acordar rapidamente e for capaz de dizer NÃO a este crime, as conquistas de Abril não serão mais do que uma saudosa memória e Portugal um país cada vez menos viável. É isso que está em jogo!
- Despedimentos mais fáceis e baratos;
- Redução da duração e do montante do subsídio de desemprego;
- Congelamento do salário mínimo nacional e desvalorização geral dos salários;
- Diminuição real de todas as pensões e reformas durante três anos;
- Aumento do IVA, designadamente nas taxas de bens e serviços essenciais;
- Aumento do IRS por via da redução ou eliminação de deduções fiscais (saúde, educação, habitação);
- Eliminação das isenções do IMI nos primeiros anos, após a compra da casa;
- Aumento dos preços da energia eléctrica e do gás;
- Aumento das rendas da habitação e facilitação dos despejos;
- Continuação dos cortes nas prestações sociais;
- Agravamento significativo das taxas moderadoras e diminuição das comparticipações dos medicamentos;
- Cortes significativos na saúde, educação, justiça, administração local e regional;
- Congelamento durante três anos dos salários da função pública e redução de dezenas de milhares de postos de trabalho na administração pública;
Só mesmo para os grupos económicos e financeiros nacionais e estrangeiros se pode falar em "ajuda", com um programa feito à sua medida:
- Entrega de empresas e participações estratégicas ao capital privado;
- Privatização da participação do Estado na EDP, na REN e na TAP, já em 2011;
- Alienação dos direitos especiais do Estado (“golden shares”) em empresas estratégicas como a PT;
- Privatização da Caixa Geral de Depósitos no seu ramo segurador (mais de 30% da actividade financeira do grupo);
- Privatização das empresas municipais e regionais;
- Ofensiva contra o sector público de transportes de passageiros e mercadorias, designadamente com a privatização da ANA, CP Carga, Linhas ferroviárias suburbanas, gestão portuária, etc.;
- Venda generalizada de património público;
- Transferência para o sector privado, por via do encerramento e degradação de serviços públicos, de vastas áreas de intervenção até aqui asseguradas pelo Estado;
- Isenção da Banca e dos grupos económicos de qualquer medida de penalização;
- Transferência de 12 mil milhões de euros para a banca, acrescida de garantias estatais no valor de 35 mil milhões de euros;
- Assunção pelo Estado dos prejuízos da gestão fraudulenta do BPN, através da sua privatização até Julho de 2011, sem preço mínimo e liberta de qualquer ónus para o comprador;
Por tudo isto, nunca uma eleição terá sido tão dramaticamente importante como a de 5 de Junho. Se a maioria dos portugueses não acordar rapidamente e for capaz de dizer NÃO a este crime, as conquistas de Abril não serão mais do que uma saudosa memória e Portugal um país cada vez menos viável. É isso que está em jogo!
quarta-feira, maio 04, 2011
Obama assegurou a sua reeleição!
Segundo consta, o homem até já teria sido assassinado. Mas, mesmo sem apresentar fotografias da morte do líder da Al Qaeda e tendo feito desaparecer o seu cadáver em menos de vinte e quatro horas nas profundezas do Índico, se Obama afirmou que apanhou Osama, não seremos nós que o vamos contradizer ("em política o que parece é" — dizia Salazar — e os EUA têm meios de sobra para impor a sua verdade).
De resto, este é até um final mais adequado à estória, podendo assim concluir-se que o criador, finalmente, pôs fim à criatura — um Frankenstein criado pela CIA para combater a ocupação soviética do Afeganistão, que, mais tarde, haveria de virar-se contra os amigos americanos e os seus fiéis aliados.
Bin Laden foi o principal responsável por actos de terrorismo absolutamente condenáveis que tiraram a vida a milhares de cidadãos. Mais tarde ou mais cedo teria obrigatoriamente de ser julgado e pagar pelos crimes que cometeu. Porém, acabou por ser executado sumariamente, à revelia da justiça, por aqueles que se acham acima da Lei e do Tribunal Penal Internacional e que, desde a Guerra do Vietname até à actualidade, foram responsáveis por verdadeiros actos de terrorismo de Estado que tiveram como trágica consequência a invasão e a destruição de vários países e a morte de milhões de pessoas.
Seja como for, apesar do assassinato de Osama, o terrorismo não acabará tão depressa, infelizmente. Nem dum lado (a miséria, o atraso e o fanatismo religioso são um cocktail explosivo), nem do outro (o complexo industrial-militar americano precisa de guerra para facturar). Mas uma coisa é certa: Obama já assegurou a sua reeleição!
De resto, este é até um final mais adequado à estória, podendo assim concluir-se que o criador, finalmente, pôs fim à criatura — um Frankenstein criado pela CIA para combater a ocupação soviética do Afeganistão, que, mais tarde, haveria de virar-se contra os amigos americanos e os seus fiéis aliados.
Bin Laden foi o principal responsável por actos de terrorismo absolutamente condenáveis que tiraram a vida a milhares de cidadãos. Mais tarde ou mais cedo teria obrigatoriamente de ser julgado e pagar pelos crimes que cometeu. Porém, acabou por ser executado sumariamente, à revelia da justiça, por aqueles que se acham acima da Lei e do Tribunal Penal Internacional e que, desde a Guerra do Vietname até à actualidade, foram responsáveis por verdadeiros actos de terrorismo de Estado que tiveram como trágica consequência a invasão e a destruição de vários países e a morte de milhões de pessoas.
Seja como for, apesar do assassinato de Osama, o terrorismo não acabará tão depressa, infelizmente. Nem dum lado (a miséria, o atraso e o fanatismo religioso são um cocktail explosivo), nem do outro (o complexo industrial-militar americano precisa de guerra para facturar). Mas uma coisa é certa: Obama já assegurou a sua reeleição!
Dizem que é uma espécie de bom acordo!
De PEC em PEC, com mais e mais austeridade sobre as vítimas do costume, Sócrates conduziu-nos à beira do precipício. Sempre com o aval do PSD.
Quando percebeu que não tinha saída, avançou com o PEC IV, sabendo antecipadamente que ele seria chumbado. Foi o pretexto de que necessitava para se demitir e alegar que o FMI, com quem afinal já governava, iria cá entrar por causa dos outros.
Mas hoje, já todos sabemos que o FMI cá está porque o PS e a Direita, de uma forma ou de outra, assim o quiseram. E ontem demonstraram-no, uma vez mais, na televisão, numa despudorada manobra de pura campanha eleitoral e de criminosa ocultação da dura realidade a que nos querem sujeitar nos próximos anos — Sócrates afirmou sem pestanejar que conseguiu um bom acordo; Catroga respondeu, sem hesitar, que o PSD foi crucial para o resultado alcançado. Uma vez mais, estão de acordo, no essencial!
Num país decente, políticos deste jaez, que põem a luta pelo poder e os interesses partidários, acima dos interesses colectivos, "mereciam era cadeia, porque são eles os responsáveis pela bancarrota!", como dizia um cidadão anónimo. Infelizmente, vamos ter de ser nós a fazer alguma coisa pela limpeza da política e da governação, no dia 5 de Junho. Espero que o façamos!
Quando percebeu que não tinha saída, avançou com o PEC IV, sabendo antecipadamente que ele seria chumbado. Foi o pretexto de que necessitava para se demitir e alegar que o FMI, com quem afinal já governava, iria cá entrar por causa dos outros.
Mas hoje, já todos sabemos que o FMI cá está porque o PS e a Direita, de uma forma ou de outra, assim o quiseram. E ontem demonstraram-no, uma vez mais, na televisão, numa despudorada manobra de pura campanha eleitoral e de criminosa ocultação da dura realidade a que nos querem sujeitar nos próximos anos — Sócrates afirmou sem pestanejar que conseguiu um bom acordo; Catroga respondeu, sem hesitar, que o PSD foi crucial para o resultado alcançado. Uma vez mais, estão de acordo, no essencial!
Num país decente, políticos deste jaez, que põem a luta pelo poder e os interesses partidários, acima dos interesses colectivos, "mereciam era cadeia, porque são eles os responsáveis pela bancarrota!", como dizia um cidadão anónimo. Infelizmente, vamos ter de ser nós a fazer alguma coisa pela limpeza da política e da governação, no dia 5 de Junho. Espero que o façamos!
domingo, maio 01, 2011
Primeiro de Maio só de quinze em quinze anos?
Precisamente em 1979, o ano em que, pela primeira vez, o FMI andou por cá a tratar-nos da saúde, Sérgio Godinho, no tema "Arranja-me um emprego", do álbum "Campolide", cantava com a sua ironia corrosiva:
Se eu mandasse nelesIngenuamente, muitos deverão ter pensado que SG não estaria a fazer um sério aviso, que deveria estar a brincar ou a exagerar!… Pois não estava. Como agora não estão Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos quando pressionam os seus empregados a trabalharem no dia 1.º de Maio. Para estes "senhores", o mercado é quem mais ordena e, em nome do lucro, são até capazes de aderir ao "princípio da loja chinesa" e abrir os hipermercados Continente e Pingo Doce 365 dia por ano!… P'ra falar verdade, com o(s) governo(s) que temos (tido), sempre a porem-se a jeito dos grandes grupos económicos e a fazerem vista grossa aos seus desmandos, não me admiraria que tal viesse a acontecer!…
os teus trabalhadores
seriam uns amores
greves era só
das seis e meia às sete
em frente a um cassetete
primeiro de Maio
só de quinze em quinze anos
feriado em Abril
só no dia dos enganos
e reivindicações
quanto baste ma non troppo
anda, bebe mais um copo
arranja-me um emprego
Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego
quinta-feira, abril 28, 2011
Que país é este?
Alegam que não têm dinheiro. Recusam-se a comprar mais dívida pública e exigem a entrada do FMI/ BCE, para os outros — os outros somos nós!… — pagarem. Os outros, a quem eles, os bancos, fazem cada vez mais exigências para conceder crédito!…
Apesar disso, os seus lucros não param de engrossar!…
A democracia está gravemente ferida (de morte, talvez!). Enquanto a maioria do povo, anestesiada, dá mostras de se resignar e de aceitar as coisas como elas sempre foram, o capital é quem mais ordena!
Que país é este???… A Terra da Fraternidade, que o Zeca cantou, não é, seguramente.
Apesar disso, os seus lucros não param de engrossar!…
A democracia está gravemente ferida (de morte, talvez!). Enquanto a maioria do povo, anestesiada, dá mostras de se resignar e de aceitar as coisas como elas sempre foram, o capital é quem mais ordena!
Que país é este???… A Terra da Fraternidade, que o Zeca cantou, não é, seguramente.
segunda-feira, abril 25, 2011
25 de Abril, sempre! Sem confusões!…
A troika mandante (FMI-BCE-UE) vai pedir um "compromisso" aos partidos já esta semana. E podem ter a certeza que há uma troika obediente (PS-PSD-CDS) que vai dizer sim. Mesmo se a receita que nos querem impôr vai trazer mais recessão económica, falências, desemprego, cortes nos salários e nas pensões, aumento de impostos e agravamento generalizado das condições de vida da esmagadora maioria dos portugueses, cujas expectativas são das mais baixas do mundo.
De resto, amanhã, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro Presidente da República com popularidade negativa (que, estranhamente, conseguiu ser reeleito depois do apoio que deu às políticas anti-sociais de Sócrates e dos escândalos em que se envolveu!), vai também ele reforçar a necessidade daquele "compromisso", que mais não é do que uma imposição, aos partidos da "União Nacional".
De resto, amanhã, Aníbal Cavaco Silva, o primeiro Presidente da República com popularidade negativa (que, estranhamente, conseguiu ser reeleito depois do apoio que deu às políticas anti-sociais de Sócrates e dos escândalos em que se envolveu!), vai também ele reforçar a necessidade daquele "compromisso", que mais não é do que uma imposição, aos partidos da "União Nacional".
Enquanto em Lisboa, na Avenida da Liberdade, e por todo o país, milhares de portugueses celebrarão o 25 de Abril, cada vez mais "marcado pela dor" e com "tanta raiva a andar a solta", em Belém, Cavaco e os seus convidados, se alguma coisa vão comemorar só pode ser o 25 de Novembro. Hoje, como em 1975, Esquerda e Direita estão bem separadas. Antes assim! Para que não haja confusões!…
quarta-feira, abril 20, 2011
Otelo é burro
O regime salazarista negou os mais elementares direitos cívicos e políticos aos portugueses, prendendo, torturando e assassinando muitos dos seus opositores; manteve o povo na mais completa miséria, sem saúde pública, sem ensino universal e gratuito, sem segurança social, razão pela qual, quase não havia dívida pública nem défice orçamental (como Medina Carreira, "desonestamente" propagandeia sem explicar por quê); e, apesar do crescimento económico, nas décadas de 50 e de 60, que não se deveu a um milagre da Senhora de Fátima, nem mesmo à política económica seguida, mas sim à boleia da melhor conjuntura internacional do capitalismo, "os 30 anos gloriosos" (1945-1973), nunca tirou Portugal da cauda da Europa.
Pois apesar do lamentável hiato histórico que foi a ditadura salazarista, Otelo Saraiva de Carvalho vem agora afirmar que "Precisávamos de um homem com a inteligência de Salazar".
Não fico chocado, nem triste, nem mesmo admirado, por incrível que pareça. Otelo é um mito que há muito caiu. Há muito deixou de ser um símbolo do 25 de Abril. Não direi que seja fascista ou salazarista. É simplesmente burro. Nada mais.
Pois apesar do lamentável hiato histórico que foi a ditadura salazarista, Otelo Saraiva de Carvalho vem agora afirmar que "Precisávamos de um homem com a inteligência de Salazar".
Não fico chocado, nem triste, nem mesmo admirado, por incrível que pareça. Otelo é um mito que há muito caiu. Há muito deixou de ser um símbolo do 25 de Abril. Não direi que seja fascista ou salazarista. É simplesmente burro. Nada mais.
segunda-feira, abril 18, 2011
Falta de comparência
À semelhança do que aconteceu com Sócrates, quando propôs a todos os partidos um suposto acordo governamental que ele sabia perfeitamente que nunca iria acontecer, o convite da troika FMI-BCE-UE ao BE e ao PCP, para participarem nas negociações da ajuda, não passou, é certo, de uma hipócrita formalidade. No entanto, apesar disso, BE e PCP não deveriam ter-se recusado a comparecer, ainda que fosse apenas para, frente a frente, reafirmarem que não aceitam uma receita que agrave a miséria em que o país já está atolado, e que a Esquerda tem uma política alternativa para enfrentar a crise.
Podemos perder o jogo, mas que não seja por falta de comparência, caramba!
Podemos perder o jogo, mas que não seja por falta de comparência, caramba!
quinta-feira, abril 14, 2011
O "resgate" imposto
O "resgate" da dívida portuguesa foi cozinhado e imposto pelos "mercados" e as suas "agências de serviço". Com a aceitação e a passividade do Governo, do Presidente da República (de quem a formação em Economia de nada nos serve!) e dos partidos do FMI (PS/ PSD/ CDS). Já o sabíamos, mas dito pelo insuspeito New York Times, tira todas as dúvidas a quem ainda as alimentasse…
O "RESGATE" DESNECESSÁRIO A PORTUGAL
O pedido de ajuda de Portugal ao Fundo Monetário Internacional e à União Europeia, na semana passada, por causa da sua dívida, deve ser um aviso para todas as democracias. A crise, que começou com o "resgate" à Grécia e à Irlanda, no ano passado, tomou um rumo feio. No entanto, este terceiro pedido de "resgate" não é realmente sobre a dívida. Portugal teve um forte desempenho económico em 1990 e estava a gerir a sua recuperação da recessão global melhor do que vários outros países na Europa, mas tem estado sob pressão injusta e arbitrária por parte dos negociantes de títulos, dos especuladores e dos analistas de notação de crédito que, por miopia ou por razões ideológicas, já conseguiram expulsar um governo democraticamente eleito e, potencialmente, amarrar as mãos do próximo. Se forem deixadas sem regulamentação, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos — talvez até mesmo dos Estados Unidos — para fazer suas próprias escolhas sobre impostos e gastos.Está aqui o artigo completo, em inglês, na fonte.
quarta-feira, abril 13, 2011
A escolha é nossa!
Apesar dos resultados desencorajadores/manipuladores (?) das sondagens, apesar da (des)informação da comunicação social, apesar do desconhecimento e da confusão do eleitorado, apesar de pretenderem fazer-nos crer que as eleições não servirão para nada porque o programa do FMI terá de ser assinado entre o governo e a UE até 15 de Maio, a verdade é que, ao contrário, as eleições de 5 de Junho são absolutamente decisivas para o futuro do país. Os portugueses têm, por isso, de ser confrontados com esta escolha:
☁ ou querem o FMI, mais recessão económica e falência de empresas, mais desemprego, mais cortes nos salários e nas pensões, mais impostos, ficar sem o 13.º mês, ficar sem casa, passar fome (e ainda assim o país não conseguir pagar a dívida!), e votam nos partidos do arco do FMI e da bancarrota (PS/PSD/CDS);
☼ ou querem uma política alternativa que defenda a renegociação da dívida (juros e prazos), faça uma auditoria às contas públicas, reparta os sacrifícios através duma política fiscal justa que taxe mais os que mais têm, reduza drasticamente as despesas sumptuárias e inúteis do Estado e das empresas públicas e municipais, reveja as ruinosas parcerias publico-privadas, dinamize a economia incentivando o investimento e promovendo o emprego, e votam na Esquerda (BE/PCP).
Em 5 de Junho, mais do que votar num partido, vamos, portanto, ter de escolher uma de duas alternativas: ou o "fim" que nos impõe o FMI, ou o direito a (re)construirmos o nosso futuro, como estão a fazer os islandeses. Em 5 de Junho, a escolha é nossa! Em 5 de Junho, se quisermos, o povo (ainda) é quem mais ordena!
Vamos passar a mensagem. Aos nossos amigos, aos amigos dos nossos amigos, a toda a gente de bem. Vamos travar este decisivo combate. Por nós. Pelos nossos filhos. Por Portugal.
Vamos passar a mensagem. Aos nossos amigos, aos amigos dos nossos amigos, a toda a gente de bem. Vamos travar este decisivo combate. Por nós. Pelos nossos filhos. Por Portugal.
terça-feira, abril 12, 2011
F*da-se!…
Chegaram os homens do fraque. Dizem-nos que vêm por causa da ajuda. Mas o que eles vêm fazer é cobrar-nos uma esmagadora dívida, de que não somos responsáveis, mas que nos querem obrigar a pagar, com sangue, suor e lágrimas.
A "maioria" (*), como sempre, parece achar bem. Não bastava sermos pobres, também tínhamos de ser estúpidos! F*da-se!…
(*) Maioria de inquiridos nesta sondagem (cerca de 80 por cento)
A "maioria" (*), como sempre, parece achar bem. Não bastava sermos pobres, também tínhamos de ser estúpidos! F*da-se!…
(*) Maioria de inquiridos nesta sondagem (cerca de 80 por cento)
sexta-feira, abril 08, 2011
Já chega de meter golos na própria baliza!
A política não é como o futebol. É uma coisa muito mais séria, da qual depende a nossa vida. Na política não jogamos todos numa mesma "equipa", nem sequer numa "selecção nacional". Porque os interesses dos trabalhadores (empregados e desempregados), dos jovens, dos reformados e dos pensionistas, dos pequenos/ médios empresários, até das "classes médias", não se confundem com os interesses dos banqueiros, dos administradores, dos grandes capitalistas e da minoria que tem enchido os bolsos com a governança que tem sido levada a cabo há mais de 30 anos. Por isso há políticas, políticos, partidos, que defendem a solidariedade e a justiça social, e as suas propostas para atacar a crise passam, desde logo, por uma justa repartição dos sacrifícios; e há políticas, políticos e partidos que nada mais fazem do que manter ou agravar a injustiça social e as desigualdades, descarregando sempre em cima da maioria que (sobre)vive com dificuldades todos os sacrifícios para pagar uma crise de que não teve quaisquer culpas. Por isso há Esquerda e há Direita (por muito que haja quem queira escamoteá-lo!). São estas as "equipas" neste "futebol" a sério. Cada um deverá saber (é importante e urgente que o saiba!), de uma vez por todas, de que lado quer alinhar. E, por favor, já chega de meter golos na própria baliza!
quinta-feira, abril 07, 2011
A vítima que se segue
Inevitavelmente, já se fazem apostas sobre quem será a próxima vítima das fauces insaciáveis dos mercados e dos seus cães de caça (as chamadas agências de rating).
Espanha ou Bélgica? Não apostamos… p'ra casino, já chega este capitalismo selvagem dominado pela alta finança e a especulação sem freio. E preferíamos que a tragédia ficasse por aqui. Mas, a haver próxima vítima — infelizmente o mais provável… — preferíamos que não fosse a Espanha. Porque:
Espanha ou Bélgica? Não apostamos… p'ra casino, já chega este capitalismo selvagem dominado pela alta finança e a especulação sem freio. E preferíamos que a tragédia ficasse por aqui. Mas, a haver próxima vítima — infelizmente o mais provável… — preferíamos que não fosse a Espanha. Porque:
- Existe uma profunda e importante cooperação ibérica, não apenas cultural mas financeira e comercial e, obviamente, o que for mau para os espanhóis será mau para nós (a propósito, não será demais lembrar que somos históricamente um povo da antiga Hispânia e, como tal, mais do que europeus, somos hespanhóis);
- Seria a demonstração de que cá em baixo, no 'midi', ainda haverá quem tenha coluna vertebral e tomates para não ceder à chantagem dos verdadeiros culpados da crise, "os loiros de olhos azuis", como lhes chamou, sem papas na língua, Lula da Silva; e
- Se a UE fosse atingida mesmo no coração (Bélgica), talvez se convencesse de uma vez por todas que, ou enfrenta o banditismo especulador e financeiro internacional como um bloco (em vez de imolar os cordeirinhos periféricos, um a um, no altar da crise), ou o euro terá definitivamente os dias contados e, mais tarde ou mais cedo, o dominó europeu ruirá fragorosamente.
quarta-feira, abril 06, 2011
Os culpados
"Os principais culpados da crise política e da grave situação que Portugal está a enfrentar são José Sócrates e Pedro Passos Coelho; e o próprio Presidente da República também nada fez para evitar que isto acontecesse." Para muitos de nós isto é óbvio, mas é muito importante que tenha sido afirmado, em directo, pelo director da SIC Notícias, António José Teixeira, precisamente antes da declaração do Primeiro-ministro ao país. Talvez ajude a maioria dos portugueses, que continuam inexplicavelmente a manifestar a intenção de votar no P"SD" e no P"S", como revela esta sondagem, a perceberem de uma vez por todas quem os conduziu à desgraça, e a pensarem numa verdadeira alternativa de voto e de política que nos tire do atoleiro para onde fomos empurrados. Para nós, um voto e uma política de Esquerda.
terça-feira, abril 05, 2011
Há alternativas!
Da (des)governação do Partido dito Socialista sabemos que, de PEC em PEC, arrastou a economia para a recessão e colocou o país à beira da bancarrota. Do Partido dito Social-democrata, que até há duas semanas foi conivente com o governo de José Sócrates, para além dos "disparates" avulso que Passos Coelho tem debitado, sabe-se apenas que defende a submissão aos ditames do FMI, escondendo as gravosas e insuportáveis consequências que daí adviriam para a esmagadora maioria dos portugueses.
Mas há alternativas às políticas liberais que nos conduziram a esta hecatombe e que, teimosamente, irresponsavelmente, criminosamente, o P"S" e os partidos da Direita persistem em prosseguir. Esta. Ou esta. Ou uma que result(ass)e da desejável e imprescindível unidade da Esquerda.
Mas há alternativas às políticas liberais que nos conduziram a esta hecatombe e que, teimosamente, irresponsavelmente, criminosamente, o P"S" e os partidos da Direita persistem em prosseguir. Esta. Ou esta. Ou uma que result(ass)e da desejável e imprescindível unidade da Esquerda.
domingo, abril 03, 2011
Unidade da Esquerda, precisa-se!
Por uma alternativa às políticas de austeridade do P"S" e da Direita, por uma política que recuse a recessão e promova o crescimento da economia, o emprego, a justiça social, contra o desastre económico e a falência nacional, Unidade da Esquerda, precisa-se! Absolutamente de acordo. Mas, antes de a anunciar, primeiro é preciso dar passos concretos para a sua construção. Vamos a isso!
quarta-feira, março 23, 2011
P"SD" e P"S", a mesma política
Acabado aquilo que era para ter sido um debate parlamentar sobre as "novas" medidas de austeridade propostas pelo Governo e que outra coisa não foi senão apenas mais um acto de luta cega e irresponsável pela governança, uma importante conclusão foi possível retirar — o P"SD", pela voz seráfica de Manuela Ferreira Leite, desfez as dúvidas que pudessem existir sobre a receita que verdadeiramente defende: "o problema não é das medidas e das políticas adoptadas, se elas são boas ou más… o problema é de "credibilidade" do Governo e do partido que o apoia". Ou seja, com o P"S" ou o P"SD" no poder, teremos, no essencial, a mesma governação, a mesma política, a mesma austeridade. E um país cada vez mais endividado, pobre, injusto e desigual.
Ainda ontem afirmámos que P"S" e P"SD" são faces da mesma moeda. Extraordinário é que, apenas um dia depois, seja MFL a reconhecê-lo!
Ainda ontem afirmámos que P"S" e P"SD" são faces da mesma moeda. Extraordinário é que, apenas um dia depois, seja MFL a reconhecê-lo!
terça-feira, março 22, 2011
Faces da mesma moeda
Sabemos, por experiência própria, o que têm sido os PEC's. I, II, e III. Temos sentido na pele e na carne os seus efeitos dilacerantes. E só quem anda completamente distraído não saberá que eles foram aprovados pelo P"S" com a conivência do P"SD". Assim como o Orçamento de 2011, apadrinhado também pelo douto economista Cavaco Silva, orçamento que, era sabido, iria inevitavelmente arrastar a economia portuguesa para a recessão, aumentando as falências de empresas, diminuindo o investimento, agravando o desemprego, e juntando a tudo isto os cortes dos salários e dos subsídios e o aumento da carga fiscal, tornar a vida da esmagadora maioria da nossa população num verdadeiro inferno. E conduzir a um "novo" PEC que, de novo nada traz, a não ser acrescentar os pensionistas e reformados à imolação em honra do "santo sacrifício" da consolidação orçamental, e ter sido acordado com os donos (do que resta) da União Europeia, sem o conhecimento prévio do país e dos órgãos de soberania que democraticamente (ainda?) o representam.
Desta vez, Sócrates esticou a corda e pôs-se a jeito do P"SD". Que faz birra e repete que não apoia o PEC IV. Mas não apresenta quaisquer alternativas. Porque não as tem. Quer apenas ir para eleições, para que o poder lhe caia no prato, e fazer o mesmo (ou antes, pior!).
Amanhã, o "novo" PEC vai ser discutido na Assembleia da República. A Esquerda irá defender a sua rejeição, sugerindo dezenas de medidas visando o relançamento da economia e uma justa repartição dos sacrifícios para combater a crise. O Governo (P"S") e o P"SD", faces da mesma moeda, farão o teatro do costume para defender a mesma receita — quem tem mais dificuldades que pague a crise! Sem eleições ou com eleições. Eles contam com os votos da maioria dos eleitores. Tem sido assim há mais de 30 anos. Infelizmente.
Desta vez, Sócrates esticou a corda e pôs-se a jeito do P"SD". Que faz birra e repete que não apoia o PEC IV. Mas não apresenta quaisquer alternativas. Porque não as tem. Quer apenas ir para eleições, para que o poder lhe caia no prato, e fazer o mesmo (ou antes, pior!).
Amanhã, o "novo" PEC vai ser discutido na Assembleia da República. A Esquerda irá defender a sua rejeição, sugerindo dezenas de medidas visando o relançamento da economia e uma justa repartição dos sacrifícios para combater a crise. O Governo (P"S") e o P"SD", faces da mesma moeda, farão o teatro do costume para defender a mesma receita — quem tem mais dificuldades que pague a crise! Sem eleições ou com eleições. Eles contam com os votos da maioria dos eleitores. Tem sido assim há mais de 30 anos. Infelizmente.
segunda-feira, março 21, 2011
O desafio
"Francisco Louçã desafiou o Governo de Sócrates a ir a eleições e a pedir o voto dos portugueses que vêem as pensões congeladas, os salários diminuídos, os despedimentos mais baratos, a precariedade do emprego e a recessão da economia."
Desafio interesante e absolutamente lógico (igualmente válido para os partidos da direita). Subsiste, no entanto, uma dúvida, no caso de haver eleições: saber se a maioria dos portugueses votará segundo a lógica ou, pelo contrário, continuará a dar tiros nos pés?!…
sábado, março 19, 2011
Ou são estúpidos ou criminosos
[…] esta ideia [de austeridade] não é inteiramente correcta. As reduções de défices gigantes que ocorreram no passado […] foram possíveis apenas numa situação de grande crescimento económico, que é sempre uma altura propícia à redução da dívida.Estas afirmações não são de qualquer "perigoso esquerdista" ou militante anti-capitalista. Foram proferidas pelo prémio Nobel da Economia de 1998, Amartya Sen que, apesar da sua preocupação com o problema do desenvolvimento, não é propriamente adversário da "economia de mercado". Seria bom que os nossos governantes e os dirigentes europeus as entendessem. E percebessem, de uma vez por todas, que os mercados financeiros não se acalmam, controlam-se! Das duas uma: ou são estúpidos ou estão, criminosamente, a fazer o jogo dos banqueiros e dos especuladores!
Um dos problemas que fazem com que, agora, o corte da dívida seja tão severo é que vai levar à redução do crescimento económico. […]. A Europa e os Governos deviam esperar pelo momento certo para reduzir a dívida pública. A economia não é apenas a política certa, é também o tempo certo para aplicar aquela política.
[…] temos de ser inteligentes na escolha das medidas de austeridade. […]os países, individualmente, podem não ter, neste momento, muita escolha devido à leitura que a União Europeia fez da situação e, sobretudo, devido aos mercados financeiros. Estes são muito guiados pelas agências de rating e estas agências, como sabemos, cometeram erros enormes durante a crise de 2008, mas estão agora de volta e muito poderosas.
[…] a melhor maneira de pensar sobre estes problemas reside no debate público e no raciocínio público. Pegando no que falámos antes sobre os planos de austeridade, acho que deveriam ser alvo de um maior debate, em vez de se deixar a discussão apenas nas mãos dos mercados financeiros e dos bancos. A discussão deve estar nas mãos do público. (ler entrevista aqui)
sexta-feira, março 18, 2011
Afinal não está(va) tudo a correr "bem"?
O Governo vai apresentar um superávite "histórico" de 836 milhões de euros na sua execução orçamental de Fevereiro. Por enquanto trata-se apenas de uma "fuga de informação" do Ministério das Finanças. Seguindo a sua habitual táctica de propaganda, o foguetório do anúncio do "feito" será só na segunda-feira.
Mas será caso para tamanha vanglória?… Com uma redução da despesa pública que ficou abaixo do previsto e, mesmo assim, a dever-se apenas aos cortes nos salários da função pública, nos abonos de família e no subsídio de desemprego?… Com um aumento da receita fiscal, que não resulta do crescimento económico, mas de uma carga fiscal incomportável que destrói a economia, semeia o desemprego e agrava as condições de vida da esmagadora maioria dos portugueses?…
Afinal, se tudo está(va) a correr tão "bem", por quê novas medidas de austeridade?… Por quê um "novo" PEC?… E já nem sequer pergunto por que sacrificar uma vez mais os que mais dificuldades têm?, porque isso é apenas o que este governo "corajoso" sabe fazer e tem feito.
Mas será caso para tamanha vanglória?… Com uma redução da despesa pública que ficou abaixo do previsto e, mesmo assim, a dever-se apenas aos cortes nos salários da função pública, nos abonos de família e no subsídio de desemprego?… Com um aumento da receita fiscal, que não resulta do crescimento económico, mas de uma carga fiscal incomportável que destrói a economia, semeia o desemprego e agrava as condições de vida da esmagadora maioria dos portugueses?…
Afinal, se tudo está(va) a correr tão "bem", por quê novas medidas de austeridade?… Por quê um "novo" PEC?… E já nem sequer pergunto por que sacrificar uma vez mais os que mais dificuldades têm?, porque isso é apenas o que este governo "corajoso" sabe fazer e tem feito.
quinta-feira, março 17, 2011
Contra o Acordo Ortográfico!…
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO!… AINDA É POSSÍVEL TRAVÁ-LO!
São, como nós, CONTRA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO???…
Se sim, fiquem a saber que EXISTE UMA FORMA DE TRAVAR O ACORDO e que ainda podemos ir a tempo. Tudo é possível.
Só temos de fazer duas coisas: dar uma assinatura, e ESPALHAR PELOS AMIGOS. Quer em papel, quer reencaminhando este texto/ email. Espalhem por todos os que conheçam a ver se ainda vamos a tempo.
Neste site www.PortuguesPt.com têm tudo explicado, e links para o site do movimento.
Leiam o site, é rápido. Ele explica o que fazer. E tem links para o movimento. Está tudo escrito.
E, POR FAVOR, REENCAMINHEM ESTE TEXTO/ EMAIL!!!
Mesmo que não assinem, ao menos REENCAMINHEM O TEXTO/ EMAIL, porque o segundo que perdem com o "forward" poderá ajudar a nossa língua.
A nossa Língua Materna agradece!
Para quem acha que o Acordo Ortográfico é bom, ficam aqui algumas razões que mostram o contrário:
1. Este é apenas o 1º de outros acordos que se seguirão; diz-se até que este foi insignificante e que, se este prosseguir, os outros serão imparáveis. O que virá nos próximos? Se lá se fala "tu quer" (Gaúchos) ou "você quer" acho que iremos um dia falar igual. Entre outras coisas.
2. O "C" de Directo serve para algo. Para os Brasileiros é mudo porque eles acentuam todas as sílabas como os Espanhóis. Nós não, precisamos de ter o "C" para nos dizer que "directo" é lido como "diréto", senão seria como coreto ("corêto"), cloreto ("clorêto"), luneta ("lunêta"), não dizemos "lunéta" nem "cloréto" nem "coréto" não é? Vamos ler "direto" como? "dirêto"? Enfim, o "C" serve para algo cá, no Brasil não, mas cá serve. Ou sem o "P" em Baptismo ficar "bâtismo" como "batida" já que é o "P" que abre a vogal? Será melhor em vez desta regra do "C" e "P" dizermos antes às crianças e estrangeiros que têm de decorar uma lista de centenas de palavras de excepção onde se deve ler "Á" sem ter o "P" ou "C", etc, ou mais fácil ensinar a regra do "P" e "C"?
3. Vai ser bonito falarmos Egipto com o P e lermos Egito sem o P. E como as crianças aprendem o que é Egipto na escola e não em casa (não andamos a falar no Egipto a crianças de 3 ou 4 anos), irão aprender a falá-lo como "Egito" sem "P", mesmo que os pais falem com "P" (eu falo o "P" em Egipto, por acaso). Prova de que a escrita alterará a fonética.
4. Vamos ensinar um Inglês como? Dizer-lhe «olhe, você aqui lê EGITO mas NESTE CASO específico, fale "EGIPTO", finja que existe lá um "P" imaginário, finja que é como o "EGYPT" do seu país, mas escreva só "EGITO", não tente perceber, o Português é assim! E, olhe, há egípcios, egiptólogos, tudo tem P mas no Egipto é EGITO, sem "P"!» — É isto que vamos dizer ao ensinar Português? Obrigá-los a decorar palavras de "excepção à regra"?
5. E que mal tem "pêlo" ter o acento? É mais bonito escrever: "agarrar o cão pelo pelo"?...
6. Não há qualquer desvantagem em em existir Português-PT e Português-BR, como há Inglês diferente em UK e USA (doughnut e donut), como com o Espanhol onde "coche" na Espanha será "carro" na América do Sul, etc. Cá só há desvantagens e custos com o Acordo. Seremos o único ex-colonizador a escrever e falar como a colónia (por algum motivo obscuro). Não nos entendemos assim? Só pouparíamos dinheiro e neurónios.
7. Peçam a um Brasileiro para dizer "Peniche" após pronunciarmos a palavra e verão o que sai de lá ao tentarem-nos imitar. Isto porque o Português-PT tem muito mais riqueza fonética e até linguística que o Português-BR. Aprendemos facilmente o Português-BR e eles não aprendem tão facilmente o Português-PT porque lhes falta essa prática no range maior de sons que a nossa língua contém, havendo até quem diga que somos os melhores a aprender línguas e sotaques no mundo devido à riqueza da nossa língua. Vamos aproximar-nos do Português-BR porquê?
8. Corretora Oanda, que movimenta triliões e é a maior corretora cambial do mundo, traduziu os seus manuais para Português-PT. Isso mesmo, nada de Acordo, nada de Português-BR. Português-PT. Porque vamos nós andar a alterar o Português e mostrar-lhes que afinal fizeram a escolha errada? Entre muitas outras empresas…
9. Querem que os livros escolares de 2012/13 sejam já com o novo acordo. As crianças serão ensinadas neste primeiro passo a lerem e a escreverem de forma diferente. Não é assim opcional a mudança, como nos querem fazer querer. A mudança é obrigatória, é imposta nas escolas, já está nos media, etc. Não podemos escolher continuar como estamos porque daqui a uns anos será mesmo errado. Os Brasileiros cortam "C" e "P" e podem ler da mesma forma, nós não! Esqueçam a dupla grafia...
10. O que é que o povo mandou? Inquéritos em que 65% das pessoas rejeitaram o acordo, 30% não sabem o que é e o resto diz que sim? E que, salvo erro, 28 em 30 universidades e editoras consultadas disseram que não? Além de muitos linguistas? Porque é que é aprovado o acordo contra a vontade do próprio povo? Mesmo uma petição com 120.000 assinaturas foi apresentada a 50 deputados dos quais 49 faltaram e uma apareceu e ignorou. Para ir mesmo à Assembleia, só com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC)!
11. Os Portugueses devem estar mesmo no fundo! A falar do glorioso povo do passado e ninguém quer saber da língua?!… Os Espanhóis nunca aceitariam um acordo destes para os obrigar a falar como os Argentinos! Os Bascos são apenas uns 100.000 ou 200.000 a falar Basco, nunca desistiram até ao fim e agora têm até a língua Basca como oficial no seu pequeno "país". Só o Português é que deixa andar, desleixa a língua e deixa que outros façam o que querem dela...
12. Estamos nós a defender letras como "C" em "Directo", que realmente não são inúteis, têm a sua função, e lá fora há línguas que mantêm letras desnecessárias, como "Dupond" ou "Dupont", em Francês, que nunca apagaram nem apagarão o T só porque não é lido!! Vamos apaga-las porquê? Somos burrinhos e é difícil percebermos para que servem e por isso cortamo-las?
13. Há mais falantes nativos de Inglês mais Espanhol juntos (Espanhol mais ainda que Inglês), que passam de um bilião de nativos, e mais de 2 biliões de falantes não nativos das mesmas, do que os 200 milhões de Brasileiros. Estarmos a afastar a língua de 2 biliões de pessoas para ficarmos mais próximos do Brasil é disparate. Mais uma vez, para facilitar a vida aos Brasileiros, vamos dificultar a vida a quem quer aprender Português lá fora e tornar a língua inconcisa como visto acima. Vejam: "Actor" aqui, "Actor" no Latim, "Acteur" no Francês, "Actor" no Espanhol, "Actor" no Inglês, "Akteur" no Alemão, tudo com o "C" ou "K", e depois vêm os Brasileiros com o seu novo: "Ator" (devem ser influências dos milhões de Italianos que foram para o Brasil e falam "attore"). Algumas outras: Factor, Reactor, Sector, Protector, Selecção, Exacto, Baptismo, Excepção, Óptimo, Excepto, etc, "P", "C", etc. Estamos a fugir das origens, do mundo, para ir atrás dos Brasileiros. Quanto amor não?
14. Alguém quis saber do resto das colónias que não falam da mesma forma que os Brasileiros? Só ao Brasil é que interessou o Acordo (já que Portugal foi quem cedeu). Tenho amigos Angolanos que dizem falar como no Português-PT e não querem o Português-BR nem o Acordo e nem foram consultados! É só o Brasil o dono da língua?
15. O Galego-Português da Galiza, o da variante da AGLP, é mais parecido com o Português de Portugal neste momento que o próprio Português-BR. Os Brasileiros têm alterado a língua sem se preocupar com o resto do mundo, porque é que temos de ser nós a pagar pelos seus erros e prepotência?
16. ODEIO instalar um software e ver que vem tudo em Português do Acordo; e fóruns, também, em que uma votação é uma "ENQUETE" (sei lá como foram inventar isto?!…), em que um utilizador é um "usuário", em que apagar é "DELETAR" (do "Delete" Inglês, por incrível que pareça nos seus dicionários), ou Printar, ou etc. Por vezes sou obrigado a utilizar "softwares" em inglês para aguentar... Como haverá agora Português-PT e -BR ao gosto de cada um, se só existirá um "Português"? Eu quero sites e softwares que eu entenda e na minha língua e isso SÓ É POSSÍVEL mantendo o -PT e o -BR separados! Senão será tudo misturado para sempre! E depois lá vamos nós "enquetar" (votar) e coisas assim (enquetes = votações)...
17. A prova do ponto 16, é que o próprio Google Translator já só tem o "Português" e tudo o que escreverem ficará no Português-BR. Até "facto", que ainda não mudará, já aparece lá como "fato". É bom que nos habituemos pois será o que virá nos próximos acordos, bem como "oje", "abitação", etc.
18. No Brasil, mesmo não sofrendo as alterações que temos, há milhões contra o acordo também por coisas tão insignificantes como o acabarem com o "trema"!!! Vejam na net!! E nós com alterações tão brutais, ainda estamos contentes e sem fazer nada!!!
19. Existirão sempre pseudo-intelectuais em todas as línguas que irão dar a vida pelo acordo (sem querer ofender ninguém), achando que é o ideal, e que salvará o país e que dará emprego ao país, e até que sem isto a língua Portuguesa morre e haverá um "Brasileiro". A variante Português-BR nunca poderia ser uma língua independente como "Brasileiro" só pelas alterações que fazem, não há esse perigo, teria de ser radicalmente mudada (nunca acontecerá) de propósito para o efeito. Não inventemos. A variante Português-BR nunca poderia ser considerada outra língua. E não deixem que pseudo-intelectuais nos tratem como burros só porque defendemos a língua. Tudo o que é chico-esperto e pessoal com manias irá para a defesa do acordo (existirão também pessoas decentes a defendê-lo é certo).
20. Nada impede que haja uma espécie de concordância mais simples em que digam apenas que incluímos palavras deles e nossas num dicionário universal mas SEM IMPOR regras a ninguém, e que no futuro cada um dos países só alterará a SUA PRÓPRIA variante com acordo dos outros, sem impingir aos outros essas mudanças, apenas para evitar que as mudanças no Brasil possam ir ainda mais longe e arruinar ainda mais o Português das restantes colónias. Nada impede isso.
21. Com o Português unido, qual será a bandeira oficial? Já vejo por todo o lado a bandeira do Brasil no Português, mas se tivesse a brasileira para Português-BR e a portuguesa para Português-PT, ainda era aceitável, apesar de sabermos que só há uma bandeira oficial que é a Portuguesa. Mas é difícil impedir o patriotismo brasileiro, e com tudo unido, haverá a tendência das empresas para adoptarem a bandeira do país que tem mais população, o Brasil. Mais valia termos variantes!
22. Cada vez que me lembro que por lá já escrevem quase todos "mais" em vez de "mas" (porque falam no fundo "mais" com o sotaque e eles têm a tendência de passar para a escrita a forma como falam), no futuro não será de admirar que nós sejamos em futuros acordos obrigados a escrever também: "eu fui lá, MAIS não vi ninguém"! É que, no Brasil, há a tendência do que se fala passar para a escrita, com o tempo... "Presidenta" já está nos dicionários, só falta transformarem um dia o "Presidente" em "Presidento"… era só o que faltava!... Já há muito tempo que o Brasil anda a adulterar a língua sem ninguém intervir e agora ALTERAM A NOSSA!
23. EXISTEM FORMAS DE TRAVAR ESTE ACORDO! Petições ou clicarmos num LIKE no Facebook não fazem nada. Há uma ILC em movimento que será entregue em breve, prazo final para impedir esta desgraça. É chato porque temos de imprimir um miserável papel e enviá-lo, porque é para a Assembleia, mas quem é que diz ser contra e fica sem agir? Se 20 pessoas assinarem, fica a 2 cêntimos cada o envio dessas assinaturas por correio. É só colocar num marco de correio! Houve uma ILC antes, e entrou na Assembleia, e anulou uma lei de Arquitectura. As ILC's podem ter esse poder. É uma forma do POVO LEGISLAR. Do povo criar leis e acabar com leis. O Governo fez isto sem apoio de ninguém e nós podemos tentar fazer algo para o corrigir. Quem é o Governo para legislar sobre a língua, ilegitimamente?
24. Há mil outras razões para dizer não ao acordo, mas... para quê? Estas não chegam?…
25. Para terminar fica uma frase de Edmund Burke: "Tudo o que é necessário fazer para que o mal triunfe, é que os homens bons nada façam. "Neste caso, tudo o que é necessário fazer para que o Acordo triunfe, é que NÓS continuemos à sombra da bananeira e deixarmos o tempo passar. Porque o Acordo foi aprovado e, se ninguém lutar contra ele, ele já cá anda.
Se estas razões forem suficientes para vocês, então vamos agir. Basta uma assinatura e as instruções estão no site acima.
Nada é garantido à partida, mas vamo-nos ficar sem dar luta??…
Se não quiserem assinar, por favor, enviem aos vossos contactos!
SOMOS PORTUGUESES. TEMOS O DIREITO E O DEVER DE MANTER A NOSSA LÍNGUA.
São, como nós, CONTRA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO???…
Se sim, fiquem a saber que EXISTE UMA FORMA DE TRAVAR O ACORDO e que ainda podemos ir a tempo. Tudo é possível.
Só temos de fazer duas coisas: dar uma assinatura, e ESPALHAR PELOS AMIGOS. Quer em papel, quer reencaminhando este texto/ email. Espalhem por todos os que conheçam a ver se ainda vamos a tempo.
Neste site www.PortuguesPt.com têm tudo explicado, e links para o site do movimento.
Leiam o site, é rápido. Ele explica o que fazer. E tem links para o movimento. Está tudo escrito.
E, POR FAVOR, REENCAMINHEM ESTE TEXTO/ EMAIL!!!
Mesmo que não assinem, ao menos REENCAMINHEM O TEXTO/ EMAIL, porque o segundo que perdem com o "forward" poderá ajudar a nossa língua.
A nossa Língua Materna agradece!
Para quem acha que o Acordo Ortográfico é bom, ficam aqui algumas razões que mostram o contrário:
1. Este é apenas o 1º de outros acordos que se seguirão; diz-se até que este foi insignificante e que, se este prosseguir, os outros serão imparáveis. O que virá nos próximos? Se lá se fala "tu quer" (Gaúchos) ou "você quer" acho que iremos um dia falar igual. Entre outras coisas.
2. O "C" de Directo serve para algo. Para os Brasileiros é mudo porque eles acentuam todas as sílabas como os Espanhóis. Nós não, precisamos de ter o "C" para nos dizer que "directo" é lido como "diréto", senão seria como coreto ("corêto"), cloreto ("clorêto"), luneta ("lunêta"), não dizemos "lunéta" nem "cloréto" nem "coréto" não é? Vamos ler "direto" como? "dirêto"? Enfim, o "C" serve para algo cá, no Brasil não, mas cá serve. Ou sem o "P" em Baptismo ficar "bâtismo" como "batida" já que é o "P" que abre a vogal? Será melhor em vez desta regra do "C" e "P" dizermos antes às crianças e estrangeiros que têm de decorar uma lista de centenas de palavras de excepção onde se deve ler "Á" sem ter o "P" ou "C", etc, ou mais fácil ensinar a regra do "P" e "C"?
3. Vai ser bonito falarmos Egipto com o P e lermos Egito sem o P. E como as crianças aprendem o que é Egipto na escola e não em casa (não andamos a falar no Egipto a crianças de 3 ou 4 anos), irão aprender a falá-lo como "Egito" sem "P", mesmo que os pais falem com "P" (eu falo o "P" em Egipto, por acaso). Prova de que a escrita alterará a fonética.
4. Vamos ensinar um Inglês como? Dizer-lhe «olhe, você aqui lê EGITO mas NESTE CASO específico, fale "EGIPTO", finja que existe lá um "P" imaginário, finja que é como o "EGYPT" do seu país, mas escreva só "EGITO", não tente perceber, o Português é assim! E, olhe, há egípcios, egiptólogos, tudo tem P mas no Egipto é EGITO, sem "P"!» — É isto que vamos dizer ao ensinar Português? Obrigá-los a decorar palavras de "excepção à regra"?
5. E que mal tem "pêlo" ter o acento? É mais bonito escrever: "agarrar o cão pelo pelo"?...
6. Não há qualquer desvantagem em em existir Português-PT e Português-BR, como há Inglês diferente em UK e USA (doughnut e donut), como com o Espanhol onde "coche" na Espanha será "carro" na América do Sul, etc. Cá só há desvantagens e custos com o Acordo. Seremos o único ex-colonizador a escrever e falar como a colónia (por algum motivo obscuro). Não nos entendemos assim? Só pouparíamos dinheiro e neurónios.
7. Peçam a um Brasileiro para dizer "Peniche" após pronunciarmos a palavra e verão o que sai de lá ao tentarem-nos imitar. Isto porque o Português-PT tem muito mais riqueza fonética e até linguística que o Português-BR. Aprendemos facilmente o Português-BR e eles não aprendem tão facilmente o Português-PT porque lhes falta essa prática no range maior de sons que a nossa língua contém, havendo até quem diga que somos os melhores a aprender línguas e sotaques no mundo devido à riqueza da nossa língua. Vamos aproximar-nos do Português-BR porquê?
8. Corretora Oanda, que movimenta triliões e é a maior corretora cambial do mundo, traduziu os seus manuais para Português-PT. Isso mesmo, nada de Acordo, nada de Português-BR. Português-PT. Porque vamos nós andar a alterar o Português e mostrar-lhes que afinal fizeram a escolha errada? Entre muitas outras empresas…
9. Querem que os livros escolares de 2012/13 sejam já com o novo acordo. As crianças serão ensinadas neste primeiro passo a lerem e a escreverem de forma diferente. Não é assim opcional a mudança, como nos querem fazer querer. A mudança é obrigatória, é imposta nas escolas, já está nos media, etc. Não podemos escolher continuar como estamos porque daqui a uns anos será mesmo errado. Os Brasileiros cortam "C" e "P" e podem ler da mesma forma, nós não! Esqueçam a dupla grafia...
10. O que é que o povo mandou? Inquéritos em que 65% das pessoas rejeitaram o acordo, 30% não sabem o que é e o resto diz que sim? E que, salvo erro, 28 em 30 universidades e editoras consultadas disseram que não? Além de muitos linguistas? Porque é que é aprovado o acordo contra a vontade do próprio povo? Mesmo uma petição com 120.000 assinaturas foi apresentada a 50 deputados dos quais 49 faltaram e uma apareceu e ignorou. Para ir mesmo à Assembleia, só com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC)!
11. Os Portugueses devem estar mesmo no fundo! A falar do glorioso povo do passado e ninguém quer saber da língua?!… Os Espanhóis nunca aceitariam um acordo destes para os obrigar a falar como os Argentinos! Os Bascos são apenas uns 100.000 ou 200.000 a falar Basco, nunca desistiram até ao fim e agora têm até a língua Basca como oficial no seu pequeno "país". Só o Português é que deixa andar, desleixa a língua e deixa que outros façam o que querem dela...
12. Estamos nós a defender letras como "C" em "Directo", que realmente não são inúteis, têm a sua função, e lá fora há línguas que mantêm letras desnecessárias, como "Dupond" ou "Dupont", em Francês, que nunca apagaram nem apagarão o T só porque não é lido!! Vamos apaga-las porquê? Somos burrinhos e é difícil percebermos para que servem e por isso cortamo-las?
13. Há mais falantes nativos de Inglês mais Espanhol juntos (Espanhol mais ainda que Inglês), que passam de um bilião de nativos, e mais de 2 biliões de falantes não nativos das mesmas, do que os 200 milhões de Brasileiros. Estarmos a afastar a língua de 2 biliões de pessoas para ficarmos mais próximos do Brasil é disparate. Mais uma vez, para facilitar a vida aos Brasileiros, vamos dificultar a vida a quem quer aprender Português lá fora e tornar a língua inconcisa como visto acima. Vejam: "Actor" aqui, "Actor" no Latim, "Acteur" no Francês, "Actor" no Espanhol, "Actor" no Inglês, "Akteur" no Alemão, tudo com o "C" ou "K", e depois vêm os Brasileiros com o seu novo: "Ator" (devem ser influências dos milhões de Italianos que foram para o Brasil e falam "attore"). Algumas outras: Factor, Reactor, Sector, Protector, Selecção, Exacto, Baptismo, Excepção, Óptimo, Excepto, etc, "P", "C", etc. Estamos a fugir das origens, do mundo, para ir atrás dos Brasileiros. Quanto amor não?
14. Alguém quis saber do resto das colónias que não falam da mesma forma que os Brasileiros? Só ao Brasil é que interessou o Acordo (já que Portugal foi quem cedeu). Tenho amigos Angolanos que dizem falar como no Português-PT e não querem o Português-BR nem o Acordo e nem foram consultados! É só o Brasil o dono da língua?
15. O Galego-Português da Galiza, o da variante da AGLP, é mais parecido com o Português de Portugal neste momento que o próprio Português-BR. Os Brasileiros têm alterado a língua sem se preocupar com o resto do mundo, porque é que temos de ser nós a pagar pelos seus erros e prepotência?
16. ODEIO instalar um software e ver que vem tudo em Português do Acordo; e fóruns, também, em que uma votação é uma "ENQUETE" (sei lá como foram inventar isto?!…), em que um utilizador é um "usuário", em que apagar é "DELETAR" (do "Delete" Inglês, por incrível que pareça nos seus dicionários), ou Printar, ou etc. Por vezes sou obrigado a utilizar "softwares" em inglês para aguentar... Como haverá agora Português-PT e -BR ao gosto de cada um, se só existirá um "Português"? Eu quero sites e softwares que eu entenda e na minha língua e isso SÓ É POSSÍVEL mantendo o -PT e o -BR separados! Senão será tudo misturado para sempre! E depois lá vamos nós "enquetar" (votar) e coisas assim (enquetes = votações)...
17. A prova do ponto 16, é que o próprio Google Translator já só tem o "Português" e tudo o que escreverem ficará no Português-BR. Até "facto", que ainda não mudará, já aparece lá como "fato". É bom que nos habituemos pois será o que virá nos próximos acordos, bem como "oje", "abitação", etc.
18. No Brasil, mesmo não sofrendo as alterações que temos, há milhões contra o acordo também por coisas tão insignificantes como o acabarem com o "trema"!!! Vejam na net!! E nós com alterações tão brutais, ainda estamos contentes e sem fazer nada!!!
19. Existirão sempre pseudo-intelectuais em todas as línguas que irão dar a vida pelo acordo (sem querer ofender ninguém), achando que é o ideal, e que salvará o país e que dará emprego ao país, e até que sem isto a língua Portuguesa morre e haverá um "Brasileiro". A variante Português-BR nunca poderia ser uma língua independente como "Brasileiro" só pelas alterações que fazem, não há esse perigo, teria de ser radicalmente mudada (nunca acontecerá) de propósito para o efeito. Não inventemos. A variante Português-BR nunca poderia ser considerada outra língua. E não deixem que pseudo-intelectuais nos tratem como burros só porque defendemos a língua. Tudo o que é chico-esperto e pessoal com manias irá para a defesa do acordo (existirão também pessoas decentes a defendê-lo é certo).
20. Nada impede que haja uma espécie de concordância mais simples em que digam apenas que incluímos palavras deles e nossas num dicionário universal mas SEM IMPOR regras a ninguém, e que no futuro cada um dos países só alterará a SUA PRÓPRIA variante com acordo dos outros, sem impingir aos outros essas mudanças, apenas para evitar que as mudanças no Brasil possam ir ainda mais longe e arruinar ainda mais o Português das restantes colónias. Nada impede isso.
21. Com o Português unido, qual será a bandeira oficial? Já vejo por todo o lado a bandeira do Brasil no Português, mas se tivesse a brasileira para Português-BR e a portuguesa para Português-PT, ainda era aceitável, apesar de sabermos que só há uma bandeira oficial que é a Portuguesa. Mas é difícil impedir o patriotismo brasileiro, e com tudo unido, haverá a tendência das empresas para adoptarem a bandeira do país que tem mais população, o Brasil. Mais valia termos variantes!
22. Cada vez que me lembro que por lá já escrevem quase todos "mais" em vez de "mas" (porque falam no fundo "mais" com o sotaque e eles têm a tendência de passar para a escrita a forma como falam), no futuro não será de admirar que nós sejamos em futuros acordos obrigados a escrever também: "eu fui lá, MAIS não vi ninguém"! É que, no Brasil, há a tendência do que se fala passar para a escrita, com o tempo... "Presidenta" já está nos dicionários, só falta transformarem um dia o "Presidente" em "Presidento"… era só o que faltava!... Já há muito tempo que o Brasil anda a adulterar a língua sem ninguém intervir e agora ALTERAM A NOSSA!
23. EXISTEM FORMAS DE TRAVAR ESTE ACORDO! Petições ou clicarmos num LIKE no Facebook não fazem nada. Há uma ILC em movimento que será entregue em breve, prazo final para impedir esta desgraça. É chato porque temos de imprimir um miserável papel e enviá-lo, porque é para a Assembleia, mas quem é que diz ser contra e fica sem agir? Se 20 pessoas assinarem, fica a 2 cêntimos cada o envio dessas assinaturas por correio. É só colocar num marco de correio! Houve uma ILC antes, e entrou na Assembleia, e anulou uma lei de Arquitectura. As ILC's podem ter esse poder. É uma forma do POVO LEGISLAR. Do povo criar leis e acabar com leis. O Governo fez isto sem apoio de ninguém e nós podemos tentar fazer algo para o corrigir. Quem é o Governo para legislar sobre a língua, ilegitimamente?
24. Há mil outras razões para dizer não ao acordo, mas... para quê? Estas não chegam?…
25. Para terminar fica uma frase de Edmund Burke: "Tudo o que é necessário fazer para que o mal triunfe, é que os homens bons nada façam. "Neste caso, tudo o que é necessário fazer para que o Acordo triunfe, é que NÓS continuemos à sombra da bananeira e deixarmos o tempo passar. Porque o Acordo foi aprovado e, se ninguém lutar contra ele, ele já cá anda.
Se estas razões forem suficientes para vocês, então vamos agir. Basta uma assinatura e as instruções estão no site acima.
Nada é garantido à partida, mas vamo-nos ficar sem dar luta??…
Se não quiserem assinar, por favor, enviem aos vossos contactos!
SOMOS PORTUGUESES. TEMOS O DIREITO E O DEVER DE MANTER A NOSSA LÍNGUA.
(texto recebido via e-mail)
quarta-feira, março 16, 2011
A alternativa
PS e PSD não constituem uma dicotomia, uma alternativa, uma verdadeira opção.
Pelo contrário. São um "bloco central" subordinado aos mesmos interesses. Uma "alternância" das mesmas receitas políticas. Farinha do mesmo saco. Um "PSD" com duas delegações: a da Rua de Santana à Lapa e a do Largo do Rato. Um pântano cuja alternativa não tem que ser o dilúvio do FMI — como Sócrates nos pretende fazer crer — mas sim uma política que reparta os sacrifícios para ultrapassar o défice orçamental; e estimule a economia, combata o desemprego, promova a justiça social. Estarão os portugueses dispostos a exigi-la?
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Nem Sócrates nem Passos, obrigado! |
terça-feira, março 15, 2011
Cavaco está fora de prazo!
“Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar.”
Esta inacreditável afirmação foi hoje proferida por Aníbal Cavaco Silva que, deve ter-se "esquecido" que, felizmente, a Guerra Colonial acabou há 36 anos e já vivemos há outros tantos numa democracia (mesmo que às vezes não pareça!).
Definitivamente, quem aponta como exemplo para os jovens de hoje um infausto acontecimento da nossa história, que não serviu os verdadeiros interesses do povo português e constituiu um atentado ao direito à autodeterminação e independência dos povos das ex-colónias, no qual a esmagadora maioria dos militares foi obrigada a participar, não tem estatura política para ser chefe de Estado de um país democrático. De resto, isto não chega a ser surpreendente, vindo de quem, em 1989, como Primeiro-ministro, foi capaz de atribuir uma pensão "por serviços excepcionais e relevantes" a dois inspectores da antiga PIDE/DGS (um dos quais envolvido no tiroteio da rua António Maria Cardoso que causou os únicos quatro mortos da Revolução de Abril) e a recusou ao capitão de Abril, Salgueiro Maia. É "apenas" absolutamente lamentável. E cheira a mofo que tresanda!
Cavaco está fora de prazo (se é que alguma vez não esteve…)!
Esta inacreditável afirmação foi hoje proferida por Aníbal Cavaco Silva que, deve ter-se "esquecido" que, felizmente, a Guerra Colonial acabou há 36 anos e já vivemos há outros tantos numa democracia (mesmo que às vezes não pareça!).
Definitivamente, quem aponta como exemplo para os jovens de hoje um infausto acontecimento da nossa história, que não serviu os verdadeiros interesses do povo português e constituiu um atentado ao direito à autodeterminação e independência dos povos das ex-colónias, no qual a esmagadora maioria dos militares foi obrigada a participar, não tem estatura política para ser chefe de Estado de um país democrático. De resto, isto não chega a ser surpreendente, vindo de quem, em 1989, como Primeiro-ministro, foi capaz de atribuir uma pensão "por serviços excepcionais e relevantes" a dois inspectores da antiga PIDE/DGS (um dos quais envolvido no tiroteio da rua António Maria Cardoso que causou os únicos quatro mortos da Revolução de Abril) e a recusou ao capitão de Abril, Salgueiro Maia. É "apenas" absolutamente lamentável. E cheira a mofo que tresanda!
Cavaco está fora de prazo (se é que alguma vez não esteve…)!
Portugal não tem governo
Austeridade. Muita. Sempre mais. Redução nos salários, aumento "cego" dos impostos (mesmo sobre os produtos essenciais), cortes no abono de família e no subsídio de desemprego, agravamento das despesas com serviços de saúde e do preço dos medicamentos; e agora, entre outros "mimos", a redução ou congelamento das pensões.
Estamos em crise. Não fomos nós que a causámos mas somos nós a sofrer com ela. E a pagá-la. Com sangue, suor e lágrimas. Porque os governantes que facilitam a vidinha à sua clientela, aos agiotas e especuladores, aos administradores milionários, e (porque a sua "generosidade" não tem limites) aos jogadores de golfe, são os mesmos que, "corajosamente", esvaem a economia, nos arrancam a pele e nos tiram a vida. Poderão ser o governo de alguns, mas não são, seguramente, o governo da maioria dos portugueses. Nem de Portugal.
segunda-feira, março 14, 2011
É-me indiferente!
Não sei se ele se demite ou não. De resto, se houver eleições e a maioria votar como até aqui, é-me indiferente: continuaremos a ser (des)governados pelo PSD, restando apenas saber se será pelo PSD da Rua de Santana à Lapa ou pelo PSD do Largo do Rato?!…
domingo, março 13, 2011
Geração à Rasca — de quem é a culpa?
No blogue Assobio Rebelde, Geração à Rasca - A Nossa Culpa é o comentário de quem, de repente, viu a luz! Bem me parecia que a culpa não é da má aplicação dos fundos comunitários, nem da entrada de dinheiro aos montes, ao mesmo tempo que o PS e o PSD (aCDSzado, às vezes) iam liquidando a agricultura e a indústria. Nem se procure, sequer, culpa nas políticas que mataram a indústria naval, a metalomecânica e a têxtil e investiram tudo em 11 estádios de futebol e prédios por todo o lado. Culpados os boys do PS e do PSD que enxamearam o aparelho de Estado e as empresas públicas de primos e filhos e conhecidos ao longo de 30 anos? Nem pensar! Nem são culpados os banqueiros que colocaram nos governos e na administração pública os Dias Loureiros e os Armandos Varas e as Celestes Cardonas (PSD, PS e CDS sempre!) para que mais tarde fossem colher nos bancos os frutos cujas sementes roubaram ao Estado e adubaram de Leis e Portarias e Despachos. Os mesmos banqueiros que ofereceram ao povo pobre de cabeça, de um país salazarento e marcelento, créditos fantásticos para que os Belmiros e os Amorins e os Jerónimos Martins pudessem vender chocolates e máquinas de lavar e televisões panorâmicas que nos entram todos os dias pelos olhos em horas de anúncios televisivos. Mas a culpa de tudo não é deles. É nossa, diz este pândego! Nossa, e não do poder financeiro internacional que pega nas nossas poupanças e as joga nas Bolsas mundiais, que são os casinos dos muito ricos, e depois no-las devolvem carregadas de juros nas casas que compramos, nós que vivemos sempre "acima das nossas possibilidades" mas que pagamos até ao último tostão cada cêntimo que os governos enterram nos BPNs, na obras encomendadas às Mota-Engis dos Coelhones que foram convenientes ministros das obras públicas, e nas Lusopontes dos Ferreiras dos Amarais que foram ministros convenientes das obras públicas. Dinheiro nosso com que pagamos os chorudos salários dos Mexias, dos Pintos, dos Penedos e de todos os serviçais do PS, do PSD e do CDS que vivem com o dinheiro que nos faz viver no limite das nossas possibilidades e, até morrer, pagando a casa que comprámos com o nosso dinheiro e com o dinheiro que os nossos pais economizaram. Trabalhando. Bem me parecia que a culpa não é do Soares, nem do Cavaco, nem do Sampaio, nem do Barroso. Mais! A culpa é, em último caso, de quem quer ter um emprego com direitos, um sítio para morar, comida para dar aos filhos, educação sem ter de comprar explicações, férias uma vez por ano. Eu não tenho culpa nenhuma, ouviram? E acuso, pela minha “à rasquice”, os desgovernantes do PS, do PSD e do CDS! A CULPA é deles e daqueles que, tudo perdendo com o gesto, neles foram votando.
E depois da festa, pá?
"De não saber o que me espera
Tirei à sorte a minha guerra
[…]
Mas que maneira bicuda
De ir à guerra sem ajuda"
Tirei à sorte a minha guerra
[…]
Mas que maneira bicuda
De ir à guerra sem ajuda"
Sócrates vem agora dizer que, afinal, compreende as frustrações dos jovens, mas continua a insistir em esfolar-nos com novas medidas de austeridade. Já Passos Coelho reafirma que não as viabilizará e diz que não sabe se vai haver crise política, como se não estivesse "cheio de vontade de ir ao pote", ainda que, apesar de uma eventual mudança das moscas, no essencial, a merda continue a ser a mesma!…
Em crise continuará a "Geração à Rasca" e, pior ainda, um desgraçado país, em que mais de metade das famílias tem um rendimento que não chega sequer para satisfazer as suas necessidades básicas! Porque "a luta é alegria" (para muitos, também desespero, raiva ou mesmo sobrevivência), mas de nada servirá se não exigirmos políticas justas e não escolhermos quem as defenda e queira pôr em prática! Apesar da festa, que foi bonita, pá!…
Em crise continuará a "Geração à Rasca" e, pior ainda, um desgraçado país, em que mais de metade das famílias tem um rendimento que não chega sequer para satisfazer as suas necessidades básicas! Porque "a luta é alegria" (para muitos, também desespero, raiva ou mesmo sobrevivência), mas de nada servirá se não exigirmos políticas justas e não escolhermos quem as defenda e queira pôr em prática! Apesar da festa, que foi bonita, pá!…
sábado, março 12, 2011
Do purgatório não nos livramos!
Afinal, parece que desta vez o P"SD" se recusa a ser a muleta do governo e prepara-se para chumbar o novo PEC com que Sócrates nos quer esfolar vivos. Até parece que o que o ainda Primeiro-ministro quer é dar um pretexto a Cavaco para dissolver a Assembleia e convocar eleições! Que a acontecerem e darem a vitória à direita, não mudarão o essencial das políticas até aqui seguidas, valha a verdade. Com esta gente, que é farinha do mesmo saco, se não descermos aos infernos, do purgatório não nos livramos!
Seja como for, não deixa de ser uma triste ironia que um partido que se denomina socialista e se diz de esquerda seja capaz de governar ainda mais à direita que os partidos da própria direita!… Esse é, certamente, um dos maiores equívocos da democracia portuguesa, que apenas serve para confundir o eleitorado e manter o país num interminável pântano político.
Seja como for, não deixa de ser uma triste ironia que um partido que se denomina socialista e se diz de esquerda seja capaz de governar ainda mais à direita que os partidos da própria direita!… Esse é, certamente, um dos maiores equívocos da democracia portuguesa, que apenas serve para confundir o eleitorado e manter o país num interminável pântano político.
sexta-feira, março 11, 2011
A descida aos infernos
O Governo, que se comporta como uma delegação de Angela Merkel, à revelia da Assembleia da República, dos parceiros sociais e dos portugueses (que seria suposto representar e defender), anunciou hoje mais do mesmo: um "novo" pacote de medidas de austeridade que, "corajosamente", vai fustigar as vítimas do costume (em especial os pensionistas e reformados!), mas, como é habitual, não toca nos interesses dos grandes grupos económico-financeiros, nas mais-valias dos especuladores bolsistas, nos ordenados e prémios milionários de administradores, na evasão fiscal.
Se alguém ingenuamente pensava que já tínhamos batido no fundo, enganou-se redondamente. Com esta política cega e suicidária, o Governo do P"S", seguramente com o apoio da Direita, "vai afundar o país ainda mais". Para a maioria dos portugueses, vai ser uma "descida aos infernos", sem regresso à vista.
Se alguém ingenuamente pensava que já tínhamos batido no fundo, enganou-se redondamente. Com esta política cega e suicidária, o Governo do P"S", seguramente com o apoio da Direita, "vai afundar o país ainda mais". Para a maioria dos portugueses, vai ser uma "descida aos infernos", sem regresso à vista.
quinta-feira, março 10, 2011
O partido quê?!…
No P"S", o socialismo, se alguma vez existiu, com Soares, foi metido na gaveta, e com Sócrates, enterrado.
Hoje, na discussão da moção de censura ao governo, Francisco Assis, num miserável mas bem representado exercício de pura demagogia, apontou o dedo à Direita mas acusou a Esquerda. Ou muito nos enganamos ou está ali o sucessor de José Sócrates!… E o P"S", de socialista apenas continuará a usar o nome. Abusivamente. Indevidamente.
Hoje, na discussão da moção de censura ao governo, Francisco Assis, num miserável mas bem representado exercício de pura demagogia, apontou o dedo à Direita mas acusou a Esquerda. Ou muito nos enganamos ou está ali o sucessor de José Sócrates!… E o P"S", de socialista apenas continuará a usar o nome. Abusivamente. Indevidamente.
"Benzina" precisa-se!
Está neste momento a decorrer na AR a apresentação da moção de censura do BE ao Governo. Que só peca por tardia, por antecipadamente se saber que o desastroso orçamento de 2011, aprovado pelo "bloco central" e apadrinhado por Cavaco Silva, iria lançar o país na recessão, agravar a sua dívida externa e desgraçar ainda mais as condições de vida da maioria dos portugueses.
Poder-se-á perguntar para que servirá uma moção que, sendo apenas apoiada pela Esquerda, não levará à demissão do Governo, nem sequer a uma mudança nas criminosas políticas anti-sociais que têm sido levadas a cabo?!… Mostrará definitivamente que o governo do P"S" é "a comissão liquidatária do Estado Social", o gestor político dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros e a muleta da Direita; governo cujo rumo este parlamento, sequestrado pela Direita, é incapaz de mudar.
"Este governo é uma nódoa e só sai com benzina", dizia Eça. É essa limpeza — não apenas deste governo mas de tudo o que ele representa e de todas as forças que o apoiam — que somos obrigados a fazer. Na rua. No dia 12, no dia 19, as vezes que foram necessárias. Pondo de lado o que nos divide, que é acessório... (pra não dizer "nada"), em prol do que nos une, que é tudo. E derrotarmos os que se opõem à construção de um Portugal justo e solidário. Porque resistir é viver.
Poder-se-á perguntar para que servirá uma moção que, sendo apenas apoiada pela Esquerda, não levará à demissão do Governo, nem sequer a uma mudança nas criminosas políticas anti-sociais que têm sido levadas a cabo?!… Mostrará definitivamente que o governo do P"S" é "a comissão liquidatária do Estado Social", o gestor político dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros e a muleta da Direita; governo cujo rumo este parlamento, sequestrado pela Direita, é incapaz de mudar.
"Este governo é uma nódoa e só sai com benzina", dizia Eça. É essa limpeza — não apenas deste governo mas de tudo o que ele representa e de todas as forças que o apoiam — que somos obrigados a fazer. Na rua. No dia 12, no dia 19, as vezes que foram necessárias. Pondo de lado o que nos divide, que é acessório... (pra não dizer "nada"), em prol do que nos une, que é tudo. E derrotarmos os que se opõem à construção de um Portugal justo e solidário. Porque resistir é viver.
segunda-feira, março 07, 2011
Não queremos um "país à rasca"!
O PCP e o BE far-se-ão representar na manifestação da "Geração À Rasca", no próximo dia 12. E é normal que assim seja.
Primeiro, porque, entre outros, os partidos também foram convidados pelos promotores do protesto. Depois, porque a Esquerda tem denunciado e combatido as políticas de direita que têm flagelado a juventude e transformado Portugal num "país à rasca". Finalmente, porque a democracia constrói-se com cidadãos politicamente conscientes e empenhados, mas não dispensa a existência de partidos políticos, sobretudo os que combatem por uma sociedade mais justa. Partidos a que somos livres de (não) pertencer.
Dia 12 de Março, a luta é de todos os que estão contra a continuação da política de desastre nacional, de todos os que não querem um "país à rasca".
domingo, março 06, 2011
Parabéns Partido Comunista Português!
90 anos de história na vida de um partido político é já de si um facto notável. Mas, quando esse partido foi capaz de resistir e estar sempre na primeira linha da resistência a uma longa e brutal ditadura de quase meio século, quando esse partido se empenhou intensamente na Revolução de Abril e na consagração constitucional das suas conquistas (que outros, infelizmente, têm vindo a destruir), quando esse partido conseguiu enfrentar a vingança da Direita, que devastou e incendiou as suas instalações no Verão Quente de 1975, quando esse partido conseguiu sobreviver à queda do Muro de Berlim, e à hecatombe da União Soviética e do movimento comunista internacional, quando esse partido continua a defender intransigentemente os interesses do povo português e de Portugal, esse partido só pode merecer o meu maior respeito e a minha mais profunda admiração. Mesmo que não seja seu militante. Mesmo que esteja muitas vezes em desacordo com as suas tácticas e a sua estratégia me mereça reservas.
Tinha razão o insuspeito coronel Melo Antunes quando, no rescaldo do 25 de Novembro, defendeu publicamente que "o PCP é um partido indispensável à consolidação da democracia em Portugal".
Parabéns, Partido Comunista Português!
Tinha razão o insuspeito coronel Melo Antunes quando, no rescaldo do 25 de Novembro, defendeu publicamente que "o PCP é um partido indispensável à consolidação da democracia em Portugal".
Parabéns, Partido Comunista Português!
sábado, março 05, 2011
País à rasca
Portugal é um país à rasca. Em consequência de uma governação e de um "bloco central" que outra coisa não têm feito senão pôr-se a jeito de agiotas sem escrúpulos e de especuladores insaciáveis, e prestar vassalagem aos donos de uma UE dos poderosos, sugando-nos o sangue e arrancando-nos a pele com medidas de austeridade enquanto deixam os grandes grupos económico-financeiros continuarem a engordar a seu bel-prazer.
Não são apenas os jovens — a chamada "geração à rasca" — as vítimas desta política. São todos os trabalhadores, os desempregados (em particular, os de idade mais avançada), os reformados e os idosos, os pequenos e médios empresários, e muitos outros. A pagar uma crise para a qual não contribuíram e que enriquece ainda mais os que a provocaram.
Por tudo isto, está (mais que) na hora de dizermos "basta!" a esta política e aos seus executores e apoiantes. Todos! "Cidadãos [jovens e menos jovens, partidários e apartidários], Associações, Movimentos Cívicos, Partidos, Organizações Não-Governamentais, Sindicatos, Grupos Artísticos, Recreativos e outras Colectividades".
No dia 12 de Março, lá estaremos, com a "Geração À Rasca". Por um país justo, solidário e verdadeiramente democrático.
Não são apenas os jovens — a chamada "geração à rasca" — as vítimas desta política. São todos os trabalhadores, os desempregados (em particular, os de idade mais avançada), os reformados e os idosos, os pequenos e médios empresários, e muitos outros. A pagar uma crise para a qual não contribuíram e que enriquece ainda mais os que a provocaram.
Por tudo isto, está (mais que) na hora de dizermos "basta!" a esta política e aos seus executores e apoiantes. Todos! "Cidadãos [jovens e menos jovens, partidários e apartidários], Associações, Movimentos Cívicos, Partidos, Organizações Não-Governamentais, Sindicatos, Grupos Artísticos, Recreativos e outras Colectividades".
No dia 12 de Março, lá estaremos, com a "Geração À Rasca". Por um país justo, solidário e verdadeiramente democrático.
sexta-feira, março 04, 2011
A União Europeia morreu
Fora de uma visita normal de Estado, José Sócrates foi a despacho a Berlim. De joelhos, explicou à chanceler porque deve Portugal ser poupado. Aos olhos do Mundo e da Europa, envergonhando todo o País, portou-se como ministro da senhora Angela Merkel.
Este é o estado a que a Europa se deixou chegar. Uma chefe de Governo de um dos 27 Estados porta-se como imperatriz de toda a Europa. Primeiros-ministros de Estados independentes pedem-lhe a bênção para os disparates que andam a fazer, a que ela, que defende apenas, como é evidente, os interesses do seu próprio povo, dá a sua bênção. Em nome de quem? Em nome de quê?
O que se passou na quarta-feira não foi apenas uma vergonha para Portugal. Foi uma vergonha para toda a Europa. Quando os países periféricos estão dependentes do programa político de uma líder a quem a Europa, como projeto, nada diz, percebemos que a União Europeia morreu.
[…] Mais tarde ou mais cedo seremos deixados na berma da estrada.
Esquerda volver!
Bloco de Esquerda e Louçã em forte queda e PCP a descer, nas sondagens (que não são propriamente a realidade mas talvez não devam ser, de todo, ignoradas).
Somos tão convictamente de Esquerda como apartidários. Estamos, por isso, à vontade para dizer que, apesar de não concordarmos com algumas tácticas do BE e algum sectarismo do PCP, nos entristece a sua "queda". Como triste é o divisionismo e o consequente enfraquecimento da Esquerda. E, mais triste ainda, a subida da Direita, também por culpa própria do "rebanho" (que, pela forma como tem votado, é objectivamente corresponsável pelo descalabro a que o país foi conduzido).
O bloco central
Francisco Assis diz que PS e PSD têm de se entender.


Mesmo que simulem uma "alternância" a que chamam "democrática" mas mais não é do que um verdadeiro "bloco central", há 36 anos que outra coisa não têm feito senão entender-se. Para nos desgraçar.
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