domingo, outubro 25, 2009

Cantos da cumplicidade

Aliando a singularidade de cada um à cumplicidade e afinidade que os une, Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias juntaram-se para cantar o amor, a guerra, a paz, a desilusão, a esperança e tantos outros temas que marcaram todo um país.
Tivemos a felicidade de assistir ao segundo espectáculo do Campo Pequeno, na passada sexta-feira, que jamais esqueceremos, não só pela sua qualidade e o seu ineditismo, mas sobretudo pela carga emocional que nos transmitiu. 
Sérgio, Zé Mário Branco e Fausto são, na verdade os grandes herdeiros e continuadores da figura cimeira da música popular portuguesa, José Afonso.

sábado, outubro 24, 2009

A dor-de-corno é feia

Para não gastar tempo com aquilo que verdadeiramente o não justifica, digo simplesmente, em gíria que provavelmente a sua presunçosa intelectualidade não domina, que o fel que Vasco Pulido Valente destila a propósito de José Saramago revela apenas uma indisfarçável e incontida dor-de-corno.
Mas afinal, que culpa tem Saramago se a sua elevada estatura moral, intelectual e artística reduz os seus invejosos detractores à condição de insignificantes e rabugentos  pigmeus?

sexta-feira, outubro 23, 2009

Salvemos o Planeta

Todos pensamos em deixar um planeta melhor para os nossos filhos. Quando é que pensaremos em deixar filhos melhores para o nosso planeta?



Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da sua própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Novo governo: continuidade ou mudança?

O Bloco de Esquerda diz que há "continuidade a mais" no novo executivo e considera que a manutenção do núcleo duro do anterior denuncia que José Sócrates quer manter o mesmo rumo.
O PCP considera que, com os nomes propostos para ministros do novo Governo, "não há perspectiva de uma mudança de política".
E eu a pensar que só eu tinha essa estranha sensação!…
Enfim, esperemos que não tenha apenas mudado alguma coisa para que tudo fique na mesma!

Será que mudam só as moscas?

"Governantes" já há. Governo é que duvido que venha a existir. Sobretudo se não houver uma mudança significativa nas políticas adoptadas.
Será que mudam só as moscas?

Por cá, a mama continua

O Governo decidiu cortar até 90% os salários dos altos cargos das empresas "resgatadas" durante a crise económica e reduzir para metade os bónus e compensações de 175 executivos. (notícia Agência Financeira)




Convém esclarecer que isto passa-se nos Estados Unidos. Por cá, a vilanagem continua a mamar tranquilamente.

Portugal entre os mais desiguais

Na lista dos países com maior fosso entre ricos e pobres, elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Portugal vem em 5.º lugar. Só Hong Kong (1.º), Singapura (2.º), EUA (3.º) e Israel (4.º) estão em situação pior do que Portugal.
O PNUD conclui ainda que os 10% mais pobres da população portuguesa detêm apenas 2% do rendimento nacional, ao passo que os 10% mais ricos detêm cerca de 30%.
Infelizmente, esta situação não é de todo inesperada dado que, na União Europeia, exceptuando a Roménia, o nosso país é o que apresenta maior desigualdade na repartição do rendimento.
O que é verdadeiramente lamentável e inaceitável é que um governo de um partido dito de Esquerda pouco ou nada tenha feito para atenuar tal disparidade e injustiça social.

O 'palhaço' continua a dar espectáculo

George W. Bush é o maior 'palhaço' que alguma vez passou pela Casa Branca.



Só isso pode explicar que ainda hajam duas mil 'pessoas' capazes de desembolsar cem dólares e esgotar uma sala para aplaudir um criminoso de guerra, infelizmente impune, e o incompetente e irresponsável que abriu as portas à maior crise económica mundial dos últimos oitenta anos.

De boas intenções está o inferno cheio

Com o país mergulhado numa das piores crises económicas dos últimos anos, José Sócrates lançou um plano que prevê 1165 milhões de euros para promover o emprego, ajudar as empresas e combater a recessão.
Mas, nos últimos 9 meses, à economia real chegou menos de metade desta verba. Quem o diz é a própria Direcção Geral do Orçamento que confirma que, nos primeiros nove meses do ano, o Estado gastou apenas 493 milhões de euros, ou seja, cerca de 42 por cento da verba prevista.
A oposição critica e não acredita que o plano seja cumprido até ao final do ano. Caso para concluir que, de boas intenções está o inferno cheio.

quarta-feira, outubro 21, 2009

O Evangelho Segundo José Saramago

Contestar as verdades da Fé e a sapiência dos doutores da Igreja foi, desde sempre, um acto de coragem perseguido pelo Tribunal do Santo Ofício e, quantas vezes, punido exemplarmente com o fogo da Inquisição. Galileu, por exemplo, foi condenado a abjurar publicamente as suas ideias e à prisão por tempo indefinido, e os seus livros foram incluídos no Index, censurados e proibidos, mas o teólogo e frade dominicano Giordano Bruno, por defender ideias semelhantes às de Galileu, teve menos sorte e foi parar à fogueira.
Bem sei que estamos hoje no século XXI e todos estes horrores pertencerão a um passado já distante. Mas também é verdade que só em 1992, mais de três séculos passados sobre a condenação de Galileu, é que a Igreja iniciou a revisão do seu processo e decidiu finalmente pela sua absolvição em 1999!


Dilúvio Universal


Destruição de Sodoma

Não admira, por isso, que hajam iluminados e detentores da verdade que, uma vez mais, queiram silenciar a voz de José Saramago e, se pudessem, quem sabe, censurar as suas obras e incluí-las num qualquer novo Index. Vontade não lhes falta, como se viu aquando do lançamento de "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e se está a assistir agora com "Caim". Iluminados e detentores da verdade que entendem que Saramago, pelos vistos, não tem direito a não acreditar em Deus e a achar que a Bíblia é "um manual de maus costumes e um catálogo de crueldade". Aposto até que muitos esperariam que o escritor, na conferência de imprensa que hoje deu, seguisse o exemplo de Galileu e abjurasse publicamente as suas ideias. Mas Saramago foi igual a si mesmo: coerente, frontal, livre. E acrescentou: "O Deus da Bíblia é vingativo, rancoroso, má pessoa e não é de fiar" — Não hesitou em afogar a humanidade num Dilúvio Universal e destruir cidades inteiras pelo fogo, fazendo os justos e os inocentes pagarem pelos pecadores.
Não. Deus, como o Diabo, é apenas uma criação do Homem, só existe na sua cabeça. E Saramago tem o direito de assim pensar. Enquanto não lhe demonstrarem o contrário.

sábado, outubro 17, 2009

A Escola: formar cidadãos livres

"O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola". 


"Um dos maiores ataques à democracia" é o novo modelo de gestão das escolas, que "tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola". 


"Por melhor que essa colaboração pudesse ser, não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno". 


"O Ministério desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas".  

Poderíamos julgar que os parágrafos anteriores seriam fragmentos de um discurso de um qualquer deputado da oposição sobre a política educativa do anterior governo mas, na verdade, não são. É algo de mais importante, porque inédito.
Trata-se de passagens de um discurso improvisado pelo aluno Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico da Escola Secundária Luís de Camões, na cerimónia do 100.º aniversário da escola, onde estiveram presentes o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, além do director da escola e do médico João Lobo Antunes, um dos antigos alunos.  
Está de parabéns a Escola Secundária Luís de Camões pelos 100 anos que, até hoje, dedicou, não apenas à educação dos jovens mas, sobretudo, à formação de cidadãos livres e conscientes, de que agora foi exemplo, Pedro Feijó. Foi esta a melhor prenda que a escola poderia ter recebido.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Os esquecidos




Os Esquecidos
Pedro Neves
Portugal, 2009, 62’

"São casos escondidos atrás de muros, de janelas e portas fechadas, de portões ferrugentos, de paredes que caem, de tectos que não existem. É gente que tropeçou no entulho e na desilusão, na privação, na perda, na angústia. É gente que foi empurrada dos sonhos para o chão. É gente como a gente poderia ser."


Julgamento dos crimes de Gaza. Para quando?

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas deve aprovar, hoje, o relatório dos crimes cometidos em Gaza.
Israel não colaborou com as investigações, considerando “iníquo” o seu resultado, e com o cinismo que lhe é habitual, avisa agora que a iniciativa será uma “recompensa para os terroristas” pretendendo, deste modo, que esqueçamos que foi o seu poderoso e sofisticado exército que, autenticamente, praticou terrorismo de Estado no pequeno território mais densamente povoado do mundo, bombardeando e atirando sobre alvos civis, actuando com brutalidade inaudita, recorrendo a escudos humanos e lançando bombas de fósforo branco, causando uma carnagem de mais de 1300 vítimas civis, grande parte das quais, crianças.



Perante barbaridades de tal calibre, o relatório pede ainda que os crimes sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal Penal Internacional mas é pouco provável que tal venha a acontecer, em virtude do cobarde alinhamento das potências ocidentais com os sionistas e do veto mais que certo do 'amigo americano' no Conselho de Segurança.
E são este os regimes 'democráticos' que falam a toda a hora, com a maior das hipocrisias, em violação dos Direitos Humanos!…

quinta-feira, outubro 15, 2009

PCP: não guardar pr'amanhã…

O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, no seguimento dos compromissos eleitorais e políticos já assumidos, entregou hoje — primeiro dia da actual legislatura — na Assembleia da República um Projecto de Lei que determina a Revisão do Estatuto da Carreira Docente através de processo negocial para garantir a eliminação da divisão hierárquica da carreira e substituir o actual regime de avaliação de desempenho.
A iniciativa do PCP determina também a suspensão imediata do processo de avaliação, bem como a nulidade dos efeitos já produzidos por atribuição de classificações. Juntamente com este Projecto de Lei e tendo em conta os prazos envolvidos, o PCP apresentou também um requerimento de Apreciação Parlamentar do Decreto de Lei n.º 270/2009 que altera o Estatuto da Carreira Docente. cf aqui

Um pouco mais de humildade, recomenda-se.

Francisco Assis, o candidato a líder parlamentar do PS escolhido por José Sócrates, avisa que a nova situação de minoria relativa exige que "nenhum partido se feche na arrogância e no dogmatismo".
Penso exactamente o mesmo. Mas acrescento que este senhor e o seu partido, depois da governação autista, dogmática e arrogante que levaram a cabo nos últimos quatro anos, não têm propriamente qualquer autoridade moral para falarem de cátedra sobre esta matéria. Um pouco mais de humildade, recomenda-se.

Não haverá governo da Esquerda

Louçã disse esta manhã a Sócrates aquilo que já era esperado: que “não há condições para qualquer forma de coligação” entre o BE e o PS.
“Apreciaremos qualquer proposta pelo seu valor: se dá contributo para melhorar a vida dos mais pobres e desfavorecidos, se resolve os problemas que o país enfrenta”, afirmou Louçã, sublinhando que a prioridade está em encontrar “soluções para a economia, ou seja, para o emprego, para a precariedade, para a segurança social”.

O PCP recusa acordo com o PS e reclama "estabilidade social". No entanto, analisará "caso a caso" as propostas que os "socialistas" levarem ao Parlamento. "Mais do que a questão da estabilidade governativa, consideramos importante a estabilidade social. E sem uma ruptura e mudança de políticas não há estabilidade governativa que se mantenha", salientou Jerónimo de Sousa após a reunião com José Sócrates, da parte da tarde.

Em conclusão: sem um verdadeiro programa e uma inequívoca política de Esquerda, não haverá governo da maioria de Esquerda. Sócrates vai ter de fazer acordos pontuais com o BE e o PCP. O que receio, mas não me admiraria, é que venha a fazer alguns com a Direita.

Não pára de crescer

Nos primeiros seis meses do ano, o buraco das contas públicas atingiu os 7330 milhões de euros, o que corresponde a um défice acumulado de 9,2% do PIB. Este é o segundo valor mais elevado desta década.



No entanto, alguns economistas apontam para uma derrapagem nas contas públicas, até ao final do ano, capaz de fazer “o défice chegar aos 10% do PIB, pois não há margem para aumentar as receitas”. A coisa está preta!
E já agora, por que é que isto só agora é divulgado, após as eleições?…

Obama e o Prémio Nobel


Quando a guerra se torna paz, quando a mentira se torna verdade 



Quando a guerra se torna paz,
Quando conceitos e realidades são invertidos,
Quando a ficção se torna verdade e a verdade se torna ficção.
Quando uma agenda militar global é apregoada como um empreendimento humanitário,
Quanto a matança de civis é anunciada como "dano colateral",
Quando aqueles que resistem à invasão da sua pátria pelos EUA-NATO são classificados como "insurgentes" ou "terroristas".
Quando a guerra nuclear antecipativa é apregoada como auto defesa.
Quando técnicas avançadas de tortura e "interrogatório" são utilizadas rotineiramente para "proteger operações de manutenção da paz",
Quando armas nucleares tácticas são apregoadas pelo Pentágono como "inofensivas para a população civil circundante"
Quando três quartos do imposto federal sobre rendimentos dos EUA são atribuídos ao financiamento do que é eufemisticamente mencionado como "defesa nacional"
Quando o Comandante em Chefe da maior força militar sobre o planeta terra é apresentado como um pacificador global,
Quando a Mentira se torna Verdade.

A "guerra sem fronteiras" de Obama

Estamos na encruzilhada da mais séria crise da história moderna. Os EUA em parceria com a NATO e Israel lançaram uma aventura militar global a qual, num sentido muito real, ameaça o futuro da humanidade.
Nesta conjuntura crítica da nossa história, a decisão do Comité Nobel da Noruega de conceder o Prémio Nobel da Paz ao Presidente e Comandante em Chefe Barack Obama constitui uma absoluta ferramenta de propaganda e distorção, a qual apoia irrestritamente a "Longa Guerra" do Pentágono. Uma "Guerra sem fronteiras", no verdadeiro sentido da expressão, caracterizada pela instalação à escala mundial do poder militar dos EUA.
Aparte a retórica diplomática, não houve reversão significativa da política externa dos EUA em relação à presidência de George W. Bush, a qual poderia ter justificado remotamente a concessão do Prémio Nobel a Obama. De facto, aconteceu o oposto. A agenda militar de Obama tem procurado estender a guerra a novas fronteiras. Com uma nova equipa de conselheiros militares e de política externa, a agenda de guerra de Obama tem sido muito mais efectiva em promover a escalada militar do que a formulada pelo NeoCons.
Desde o princípio da presidência Obama, este projecto militar global tem-se tornado cada vez mais generalizado, com o reforço da presença militar dos EUA em todas as principais regiões do mundo e o desenvolvimento de novos sistemas de armas avançadas numa escala sem precedentes.
Conceder o Prémio Nobel da Paz a Barack Obama dá legitimidade às práticas ilegais de guerra, à ocupação militar de terras estrangeiras, à matança implacável de civis em nome da "democracia".
Tanto a administração Obama como a NATO estão a ameaçar directamente a Rússia, a China e o Irão. Os EUA sob Obama estão a desenvolver um "Sistema de Escudo para Primeiro Ataque Global por meio de Mísseis".

[…]
Em momento algum, desde a crise cubana dos mísseis, o mundo esteve tão próximo do impensável: um cenário de III Guerra Mundial, um conflito militar global envolvendo a utilização de armas nucleares. ler tudo
por Michel Chossudovsky (versão original)

A cleptocracia norte-americana

"Se há uma guerra de classes nos EUA, o meu lado está a ganhar".
     Warren Buffet, investidor multimilionário, 2004 




As palavras de Buffett agitaram os media norte-americanos, que fazem geralmente tudo o que podem para esconder a luta de classes ou ridicularizá-la, como se fosse imoral e estranha aos EUA. Contudo, para aqueles que observam de perto os EUA, os comentários de Buffett são reveladores não pela sua franqueza, mas pelo eufemismo. Como uma análise apressada das tendências recentes revela, a luta de classes nos EUA adquiriu um carácter preocupantemente unilateral. Índices comparativos de desigualdade colocam os EUA no topo dos países industrializados ou próximos, uma situação que traz custos e perigos reais para a sociedade norte-americana. Para além disso, a desigualdade está agora profundamente estabelecida e as suas características aproximam-se da cleptocracia (literalmente, governo de ladrões), com umas quantas elites privilegiadas apoderando-se de enormes quantidades de riqueza pública. Pior ainda, os dois sectores da economia mais envolvidos neste processo cleptocrático são o financeiro e o militar, precisamente os dois mais capazes de provocar alvoroço num mundo mais global, como esta década mostrou tão claramente. Por mais claramente que possamos identificar os perigos, não é tão claro que possamos fazer alguma coisa para os afastar, e os observadores internacionais não devem partir do princípio de que a chegada da administração de Barack Obama é garantia de segurança face a novos assomos de aventureirismo financeiro ou militar. ler tudo
Por David Kerans (original)

Coimbra é uma lição

Os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra apresentaram a mais recente aquisição: um novo troleicarro que marca o início da renovação da actual frota de 17 unidades.
O novo veículo inclui, além de um motor auxiliar, a diesel, para o caso de uma falta de corrente, uma rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, um lugar para cadeira de rodas, piso rebaixado, ar condicionado e vidros duplos.


Coimbra, 1979

Coimbra mantém, assim, a aposta num meio de transporte amigo do ambiente que, desde sempre, foi um ex-libris da cidade.
Ao que parece, faltam é recursos para que a completa renovação se processe com a brevidade possível.
A nossa sugestão é simples: pare-se com a loucura do TGV e invista-se em transportes urbanos limpos — em Coimbra e nas outras cidades.