sexta-feira, março 16, 2007

A Palestina às escuras

Lá para o reino da Arábia
Havia amêndoas aos centos
Que grande rebaldaria
E a Palestina às escuras

Os Sheikes israelitas
Já que estou com a mão na massa
Lembram-me os Sheikes das fitas
Que dão porrada a quem passa

Zeca Afonso, Nefretite não tinha papeira

O Governo de Israel anunciou, ontem, que se recusa a negociar com o novo Executivo palestiniano […].
O Executivo, liderado por Ismail Haniyeh do Hamas, inclui 12 ministros desta organização, seis da Fatah (partido do presidente, Mahmud Abbas), e sete de outras organizações e independentes.


A raiz da tragédia e humilhação palestiniana remonta à criação abusiva do Estado judaico, em território que só aos palestinianos pertencia, no já distante ano de 1948, na sequência da orquestrada Resolução 181 da ONU.
Como então dizia Ghandi:
"A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.
É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico."
Mas foi isso que veio a acontecer. As grandes potências e a ONU marimbaram-se em Ghandi, nos palestinos e na paz. O resto da história é por demais conhecido…

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