quinta-feira, março 29, 2007

Fascismo nunca mais!

Seguindo na esteira dos fascistas da Frente Nacional, que reclamam "a França para os franceses", o dejecto político auto denominado Partido Nacional Renovador colocou um cartaz no centro de Lisboa em que defende um "Portugal para os portugueses" e que "basta de imigração".
Os rapazolas do PNR estão, pelos vistos, incomodados com os cerca de 400 mil imigrantes que escolheram o nosso país para fazer pela vida, mas "esquecem" que eles contribuem com cerca de 500 milhões de euros para a nossa produção. E esquecem que Portugal, que foi, desde sempre, o país da diáspora, ainda hoje tem mais de 4 milhões e 500 mil emigrantes espalhados pelos quatro cantos do mundo, 1 milhão dos quais precisamente em… França (o chefe do bando "esqueceu-se" até que ele próprio também foi emigrante).
Racistas e xenófobos da pior espécie, é o que eles são!
A Constituição da República Portuguesa, no ponto 4 do Artigo 46.º, diz expressamente que "Não são consentidas […] organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista."
Por que espera, então, o Estado democrático para fazer cumprir a Lei?

5 comentários:

  1. Complicado,
    um Estado democrático fazer o que faria o PNR se fosse poder. Mas a verdade, verdadinha, é que já se viu em democracia os ditadores chegarem ao poder por via de eleições democráticas. Hoje ouvi alguém dizer que eles querem é publicidade, ora aquilo é um outdoor, dai que seja publicidade rasca. Basta colocar ao lado um outro que que diga Somos portugueses e detestamos PNRs! Viva o multiculturalismo! Deve resover o problema.

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  2. Meu caro amigo,

    Não se trata de "um Estado democrático fazer o que faria o PNR se fosse poder", mas tão só de defender-se de bandos que minam os seus alicerces, não respeitam os direitos e liberdades dos cidadãos e violam a Lei fundamental do regime.
    É apenas uma medida profiláctica de preservação da democracia. Mas absolutamente indispensável para a sua sobrevivência!

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  3. Mas o problema é que o tal de PNR é um partido legal em Portugal. Ou seja o regime democrático intuiu que as permissas do partido estavam de acordo com a lei. Dai ter feito a afirmação. É claro que ironizei profundamente, sendo claro que não concordo com a substância nem conteúdo da dita "publicidade".

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  4. Percebi perfeitamente a tua ideia inicial: dar a certas pessoas e organizações uma importância proporcional à expressão que de facto têm, ou seja, nenhuma!
    De resto, com esta jogada, os neo-fascistas do PRN já conseguiram mais publicidade do que no resto da sua existência!
    Por acaso, o PGR é de opinião que o cartaz não viola a lei — contrariamente, eu acho que o PNR, em si mesmo, é uma violação da CRP — mas garante que vai estar atento ao comportamento dos "meninos".
    Veremos…

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  5. 25 de Abril, Sempre! Fascismo Nunca Mais!

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