sexta-feira, outubro 02, 2009

Finalmente livres

Cantiga do ódio

O amor de guardar ódios
agrada ao meu coração,
se o ódio guardar o amor
de servir a servidão.
Há-de sentir o meu ódio
quem o meu ódio mereça:
ó vida, cega-me os olhos
se não cumprir a promessa.
E venha a morte depois
fria como a luz dos astros:
que nos importa morrer
se não morrermos de rastros?


Carlos de Oliveira

Os professores portugueses estão finalmente de parabéns. Não conseguiram livrar-se da figura mais sinistra do governo nas ruas, com greves e manifestações que ficaram na história, fizeram-no tirando a maioria absoluta a Sócrates. Bem sei que há-de ser recompensada pelos relevantes serviços prestados ao país — destruição da Escola Pública e humilhação da classe docente  — com um tacho na administração pública ou uma comenda no 10 de Junho. Mas a maior recompensa que lhe desejo é que a sua alma, se a tem, arda nas profundas dos infernos, se existem.

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