sexta-feira, outubro 09, 2009

Alô, professor

Os EUA foi campeão em educação até a década de 70 e liderava em número de alunos que concluíam os cursos. Hoje, está em 18.º lugar em formaturas no ensino secundário. Nos últimos testes internacionais de matemática, os adolescentes americanos ficaram em 36.º lugar, entre 57 países mais avançados, e em 29º, em ciências.
Ainda lideram no ensino superior, mas o número de escolas inferiores progride com mais rapidez do que as boas faculdades.
O ensino primário e o secundário são obrigatórios em todos Estados mas, a cada 26 segundos, um aluno pára de estudar e muitos entram no crime e na vadiagem. A maioria é negra e latina.
Vários empresários da área de educação entraram na disputa pelo dinheiro público convencidos de que podem educar melhor por menos e embolsar o resto. A 'receita' é simples…
As aulas começam às 7 da manhã e terminam as cinco da tarde. A disciplina é rígida, a limpeza impecável. Com frequência há aulas de reforço nos fins de semana, mas a variante mais surpreendente é a 'disponibilidade' dos professores: 24 horas por dia, 7 dias por semana. Se o aluno não sabe resolver o problema às sete da noite, “alô, professor”.
Para corrigir o problema da falta de educação americana, jantar frio, com álgebra, faz parte da solução. ( Lucas Mendes, BBC Brasil)
Não me admiraria que, também por cá, a indústria do ensino, por estes dias, nos entrasse porta dentro. Eu quero estar de fora!

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