segunda-feira, dezembro 26, 2005

Canção de Natal

Aurélio Malva - Bento Airoso


Oh Bento airoso mistério divino
Encontrei a Maria à beira do rio
E lavando os cueiros do bendito filho

Oh Bento airoso mistério divino
Maria lavava, S. José estendia
E o Menino chorava c'o frio que fazia

Oh Bento airoso mistério divino
Calai meu Menino, calai meu amor
É que as vossas verdades me matam com dor


Tradicional de Paradela, Miranda do Douro
Recolha de Michel Giacometti, 1960

domingo, dezembro 25, 2005

Um dia como os outros

Dia de natal

Tristeza vai-te embora
Tristeza
pequena morte
Chega a noite, vai-se o dia
e assim há-de desaparecer este pobre diabo
que eu sou
com calças rotas
camisola cosida
Esperavas um milagre nesta noite de natal?
A camisola não recebeste
as calças não tas deram
Bem feito
para não acreditares em anjos.

Mário, 1960
in "a criança e a vida", de Maria Rosa Colaço

sábado, dezembro 24, 2005

Prendas do Natal

MEU QUERIDO JESUS:

Aqui estou neste sítio pobre
nesta rua fria
com as árvores vermelhas
a anunciar a tua chegada,
Os anjinhos de estrelas
que vieram a meu lado
quando eu estava sentado naquela rocha
disseram-me que não chorasse
porque teria umas calças vermelhas
e uma camisola de lã branca.
Mas só tenho os pés roxos
os dedos não os sinto
Se me deixasses uma caixa de fósforos
para me aquecer
ou me levasses nos braços para o céu
como se fosse um farrapo de neve
essa era a minha melhor prenda de Natal

Victor Moreira, 1960
in "a criança e a vida", de Maria Rosa Colaço

Carta para o Pai Natal


Ho ho ho ho ho ho
Merry Christmas

olá, pai natal, é a primeira vez que escrevo para ti
venho de Lisboa, o pessoal chama-me AC
desculpa o atrevimento, mas tenho alguns pedidos
espero que não fiquem nalguma prateleira esquecidos
como nunca te pedi nada,
peço tudo de uma vez e fica a conversa despachada
talvez aches os pedidos meio extravagantes
queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes
tira-lhes as armas e a vontade da guerra,
é que senão acabamos a pedir-te uma nova terra
ao sem-abrigo indigente dá-lhe uma vida decente
e arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente
e ao pobre coitado e ao desempregado
arranja-lhe um emprego em que ele não se sinta explorado
e ao soldado manda-o de volta para junto da mulher,
acredita que é isso que ele quer
vai ver África de perto, não vejas pelos jornais
dá de comer às crianças, ergue escolas e hospitais
cura as doenças e distribui vacinas
dá carrinhos aos meninos e bonecas às meninas
e dá-lhes paz e alegria
ao idoso sozinho em casa arranja-lhe boa companhia
já sei que só ofereces aos meninos bem comportados
mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados
jactos privados, carros topo de gama importados,
grandes ordenados, apagas pecados a culpados
desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal
não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial
parece que é desculpa para um ano de costas voltadas
e a única coisa que interessa é se as prendas estão compradas
e quando passa o natal dás à sola,
há quem diga que não existes, que quem te inventou foi a coca-cola
não te preocupes que eu não digo a ninguém
e se és pai natal, deves ser pai de alguém
para mim natal é qualquer hora, basta querer
gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer
e já agora para acabar sem querer abusar,
dá-nos paz e amor e nem é preciso embrulhar
muita felicidade, saúde acima de tudo
se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo
desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas...
feliz natal para ti e
já agora, baixa as rendas!

Feliz Natal!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Cavaco e o modelo norte-coreano

Depois do líder do "partido neo-salazarista" (eufemisticamente designado CDS) ter afirmado que "o terrorismo contemporâneo tem origens na esquerda", "esquecendo-se" que a Al Qaeda, a maior e mais perigosa organização terrorista da actualidade, foi apoiada e encorajada pelos Estados Unidos e pelo Paquistão (já para não falar das ligações à Arábia Saudita), que não são propriamente regimes de Esquerda, agora foi a vez do pequeno líder do "partido liberal" (mais conhecido por PSD) acusar o Governo de agir "ao melhor estilo norte-coreano" criticando e lamentando a aposta no betão em detrimento da inovação.
Para além dos dislates e da sede de revanche sempre tão característicos da Direita a que infelizmente temos direito, ficamos a saber que o grande timoneiro Cavaco, durante a sua "governação", também seguiu o modelo norte-coreano, tal foi a sua aposta no betão!…

Uma frase terrorista

Interrogado pelos jornalistas sobre o que pensava da afirmação do presidente do partido eufemisticamente chamado CDS-PP, de que "o terrorismo contemporâneo tem origens na esquerda", Manuel Alegre respondeu de forma sintética, exacta e não menos brilhante:
É uma frase terrorista!…
E pronto. Ficou tudo dito.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

A Liberdade tem de ser sempre conquistada


Freedom - 2005 (clicar na imagem)

1' video col, computer animation 2D
Subject, screenplay and 2D animation: Bruno Bozzetto
Music and sound effects : Roberto Frattini

Celebration for the 60 years of freedom in Italy. Produced by "Comune di Bergamo".


RTP discriminou Manuel Alegre

Ao privar a candidatura de Manuel Alegre de se ver representada no painel que ontem à noite comentou os debates presidenciais, a RTP, serviço público de televisão suportado pelos impostos dos contribuintes, prestou um mau serviço à Democracia e desrespeitou grosseiramente os direitos dos cidadãos, ao violar de forma flagrante a "liberdade de expressão e informação" e impedir objectivamente "a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião", princípios expressamente consignados na Constituição.
Ontem à noite, A RTP não foi a televisão de todos os portugueses e isso é algo de intolerável numa sociedade que queremos livre e democrática!…

Clique aqui, preencha o formulário respectivo e proteste junto da RTP por esta grosseira violação da legalidade democrática! Exerça a sua cidadania!…

Soares espremeu Cavaco!

No debate de ontem à noite ficámos a saber o que já sabíamos: que Soares é um "ouvidor", o que, por muito simpático que seja, em termos práticos, significa o aval à política do Governo, qualquer que ela e ele sejam, e que Cavaco continua obsessivamente a pensar que pode "dirigir" a governação do país, como se estivéssemos num regime presidencialista.
No que mais se pareceu com uma luta de sumo, o certo é que Soares, com a fibra invejável dos seus 81 anos, alguma demagogia e até, por uma vez, insinuações — desnecessárias — à mistura, conseguiu espremer Cavaco e mostrar que ele não é o "presidente" que Portugal precisa!

Alegre acredita na vitória! Nós também…

No dia em que uma sondagem aponta Manuel Alegre como o segundo candidato presidencial mais votado, o nosso candidato não tem qualquer dúvida de que vai passar à segunda volta e acredita mesmo que vai vencer as eleições.

terça-feira, dezembro 20, 2005

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A Voz da Liberdade não se rende!

Manuel Alegre garante que vai até ao fim e afirma que "quem cometeu erros que os assuma e que dê a cara pelos erros que cometeu; em República não há presidentes coroados, em democracia não há coroações e em eleições democráticas não há vencedores antecipados."

Manuel Alegre afirma igualmente que, se for eleito Presidente da República, não aspira a governar, mas recusará ser um «corta-fitas» e qualquer conivência com o Executivo.

domingo, dezembro 18, 2005

A ignorância e o provincianismo ao Poder!…


"O dr. Cavaco foi a Paris para prometer, à puridade, «recuperar a imagem de Portugal no estrangeiro». Quis, assim, de cabeça alta e a costumeira graciosidade espelhada no rosto, criticar a prosápia e a vilania dos governos que o antecederam - os quais teriam, maldosamente, ofuscado essa imagem. Depois, satisfeitíssimo, tomou o avião e regressou à pátria, por ele considerada «excessivamente deprimida». Claro que também possui remédio e sólidos métodos para extirpar esta atroz maleita.

Há algo de equívoco nas afirmações do candidato do PSD-CDS. Foi num governo dele que Saramago se viu impedido de participar num importante prémio europeu, o que atribuiu à «imagem de Portugal» um colete de infâmia, de intolerância e de estupidez. Enorme chinfrim fez a Imprensa lá de fora. Nessa ocasião, como em outras, o dr. Cavaco, primeiro-ministro, não exautorou nem despediu, como lhe competia, os vigilantes da «cultura» no seu governo: Santana Lopes e Sousa Lara.

O culto da juventude pela juventude atingiu, na década de Cavaco, o requinte de doutrina de governo e de símbolo de «modernidade». É a época na qual é inculcada a concepção da economia como sagrada força de exemplo. Por sistema foram ignorados a educação, o desenvolvimento harmonioso, a aplicação dos modos relativos à natureza das técnicas. A genealogia da amnésia histórica começou a exteriorizar-se, com o apagamento do passado e a remoção daqueles que representavam o espírito do 25 de Abril. Assistiu-se ao aggiornamento de abjurados da extrema-esquerda, promovidos a lugares de decisão. Ressurgiram os velhos mitos patrioteiros e a preponderância do autoritarismo sobre a razão. Bem entendido: não foi Cavaco Silva o autor da teoria: faltam-lhe leitura e reflexão filosóficas, bases culturais e prospectiva. Ele foi a causa determinante.

Sabe-se que ciência, arte, literatura, cinema, teatro não se encontram no quadro dos interesses essenciais do dr. Cavaco. E que as suas famosas confusões culturais, deploráveis num primeiro-ministro tornam-se imperdoáveis num homem que ambiciosa Belém. Mesmo o gosto pelo fado «novo», trovado por Katia Guerreiro, é aquisição recente e, suspeito, passageira.

(...)

Na inesquecível viagem a Paris, utilizando o patronímico na forma majestática, declarou: «Todos eles atacam o Cavaco porque há falta de argumentos melhores». Entre a urdidura desta frase, trôpega pelo percalço gramatical, a verdade dos factos, e a pompa egocêntrica, compõe-se o retrato de um homem que tem de si próprio a melhor das opiniões. Além de nos reforçar a ideia de que não possui um pingo de humor.

Estamos a grande distância do perfil adequado a um Presidente da República, o qual deve legar-nos uma égide de humanismo, contemporização, ampla curiosidade de interesses, espírito dialogante, aproximação afectiva. Este homem não é só um frigorífico de emoções: desperta muito do que de mais assustador existe, adormecido ou dissimulado, na sociedade portuguesa. (...)."

Com Alegre até ao fim, decididos e unidos!

Sócrates quer governar com Cavaco Silva em Belém. Vasco Graça Moura já o tinha aqui demonstrado lucidamente.
Por isso o PS escolheu Soares para candidato à Presidência da República, sabendo que dificilmente ele poderia fazer o pleno da Esquerda e derrotar Cavaco.
Mas essas sinistras intenções surgem agora bem mais claras, com os pesos-pesados Jorge Coelho, António Vitorino e António Costa a apelarem descaradamente à desistência dos candidatos da Esquerda a favor de Soares, sabendo-se que, nesse caso, muitos eleitores de Alegre, Louçã e Jerónimo optariam pela abstenção, já para não admitir que alguns até poderiam votar logo em Cavaco facilitando a sua vitória na primeira volta. Sócrates poderia assim atribuir as culpas da derrora de Soares aos que "dividiram a Esquerda" e não a um erro de escolha do PS ou mesmo à recusa pelo eleitorado do regresso a Belém de alguém que já cumpriu dois mandatos presidenciais.
Mas para que esta maquiavélica estratégia resultasse na "perfeição", seria necessário que Mário Soares, mesmo perdendo, ficasse claramente à frente de Manuel Alegre. É que se acontecer o contrário — Alegre ter mais votos que Soares — , além de ser uma humilhação para Sócrates (& Cia.), a situação tornar-se-lhe-á delicada, pois a escolha dos eleitores será entendida como uma crítica às políticas anti-sociais do Governo, tornando-o assim mais dependente do apoio do "presidente" Cavaco Silva.
Não admira, por isso, que, com o agudizar da campanha, o directório do PS, mais do que preocupar-se em derrotar Cavaco, eleja Manuel Alegre o principal adversário a abater!

Mas nós não desistiremos. Iremos com Alegre até ao fim, decididos e unidos!

E acreditem, como dizia Sérgio Godinho,


"que não sou o único que acho
que a gente o que tem é que estar unida,
unida como as uvas estão no cacho."

sábado, dezembro 17, 2005

O DN faz propaganda a Bush?

O senhor embaixador americano em Portugal, Alfred Hoffman Jr., vem dizer-nos que os EUA — um país que viola grosseiramente o Direito Internacional invadindo Estados soberanos (democráticos ou não, essa não é a questão…) e assassinando milhares de civis inocentes, desrespeita os Direitos Humanos praticando a tortura e a prisão arbitrária, "passeia" abusivamente pelo espaço aéreo e os aeroportos de nações soberanas como se fosse dono do mundo — "estão empenhados nesta organização mundial [ONU] enquanto instrumento de promoção da paz, segurança, liberdade, direitos humanos e desenvolvimento."
Se não se tratasse de uma questão verdadeiramente trágica, esta afirmação seria desde já candidata à melhor piada de 2005!
Em todo o caso, estamos perante um péssimo serviço do Diário de Notícias ao jornalismo e à (in)formação, ao publicar um texto propagandístico, como de uma simples e legítima opinião se tratasse!
Ou será que se trata de "serviço" a pagar pela administração americana à conta dos 300 milhões que Bush vai gastar em propaganda?…

Ainda a crise — irreversível — do petróleo e o "cemitério" da Ota

Após o pico de Hubbert, e a consequente alta do preço do petróleo, o volume de tráfego aéreo em todo o mundo irá estagnar e até mesmo regredir.

Todos reconhecem já esta dramática — não há qualquer exagero na palavra — realidade: Alan Greenspan, presidente do banco central dos EUA, a Chevron, uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, que solicita a ajuda do público a fim de racionalizar o uso do petróleo e a maioria dos governos e instituições, como se pode conferir no sítio da ASPO.

O governo "socrático", que nada herdou do pai da filosofia e parece mais empenhado em seguir cegamente a máxima cavaquista ("nunca tenho dúvidas e raramente me engano"), em vez de ter participado na importante conferência internacional realizada em Lisboa pela ASPO, em 19-20 de Maio último, onde poderia ter tomado consciência da preocupante realidade que se avizinha, preferiu assobiar e fazer de conta que vivemos no melhor dos mundos. É preciso dar pasto fresco aos lobbies da construção civil e da alta finança, mesmo que no fim, em vez de um aeroporto cuja plena utilização virá muito provavelmente a estar em dúvida, venhamos a ter um cemitério de aviões parados… por falta de jet-fuel!
Em todo o caso, se o senhor engenheiro ainda quiser rever a sua obstinada decisão, pode consultar aqui as comunicações apresentadas no encontro.

Resta-me desejar-vos um bom fim de semana com… pouco automóvel e muita caminhada.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Bush investe na propaganda

Até ao momento, a administração americana já "enterrou" mais de 226 biliões de dólares com a Invasão (ilegal, nunca é de mais recordá-lo) e ocupação do Iraque e lançou para a morte 2152 militares americanos — sem falar dos prejuízos e vítimas, dezenas de vezes mais elevados, do lado iraquiano, tudo isto porque, segundo as patranhas inventadas por Bush e os seus sequazes, Saddam apoiava a Al Qaeda, o Iraque possuía MDW's e era uma perigosa ditadura (pelos vistos a Coreia do Norte, o Paquistão, o Irão, são democracias!…). Wolfowitz, ao menos, foi sincero, numa entrevista ao Guardian, a propósito da invasão: "o que é que vocês querem, o país (o Iraque) nada num lago de petróleo", disse.
Mas George W. fez mais: a sua política ambiental (ou ausência dela) tem contribuído para o maior surto de furacões e catátrofes naturais de que há memória o que, aliado, à sua incompetência para prevenir e acautelar esse tipo de calamidades originou o "lindo" resultado de Nova Orleães, de consequências ainda por apurar exactamente.

E, apesar da economia americana registar um crescimento razoável de cerca de 4/5% (superior ao da UE, mas muito aquém do da China ou de outros "tigres" asiáticos…), Bush, com a sua política armamentista tresloucada, colocou a América nas mãos dos investidores asiáticos, vendendo-lhes títulos da Reserva Federal Americana, por causa dos gigantescos défices comercial e orçamental (são de tal ordem de grandeza que preocupam inclusivamente o FMI… e talvez nos devessem preocupar também a nós, europeus — uma falência dos EUA aonde é que pode levar o Mundo?).

Com tudo isto e depois do que (não) fez, sentindo o terreno da popularidade a fugir-lhe debaixo dos pés, Bush vai gastar 300 millhões em propaganda. De resto, uma prática habitual dos ditadores, como aconteceu com Hitler e o seu Gobells, ou Salazar e o seu António Ferro. Neste caso, no entanto, o "homem" é tão "mauzinho" que bem pode gastar os milhões que quiser em "cosmética" que dificilmente enganará quem quer que seja! Parafraseando um site humorístico americano, "he's too stupid to be president"!

Humor presidencial

Cavaco Silva e Mário Soares declinaram o convite para participarem no programa "Levanta-te e ri!"...




Um não consegue rir-se…






… o outro não consegue levantar-se!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Saddam: que "julgamento"?

"O conceito, o pessoal, o financiando e as funções do Tribunal Especial Iraquiano foram escolhidos e são ainda controlados pelos Estados Unidos, dependendo da sua vontade e dos seus desejos particulares. Isso contribui para corromper a justiça, de fato e na aparência, e criar mais ódio e somente um outro tribunal, que seja realmente competente, independente e imparcial, pode realizar um julgamento de acordo com a Lei.
Qualquer tribunal que considerar as acusações de crimes contra Saddam Hussein deve ter o poder e o mandato de considerar igualmente as acusações contra os líderes e o pessoal militar dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e das outras nações que participaram na agressão contra o Iraque, se a igualdade da Justiça perante a Lei ainda tem algum significado.
Nenhum poder, ou pessoa, podem estar acima da lei. Para que haja paz, os dias da "Justiça" do vencedor têm de acabar. A defesa de um caso destes é um desafio de grade importância para a Verdade, o primado da Lei e a Paz. Um advogado qualificado para esta tarefa e capaz de empreendê-la, se for escolhido, deve aceitar este serviço como o seu dever mais elevado."
Ramsey Clark, ex-advogado geral (attorney general) do antigo Presidente Lyndon B. Johnson

Condoleezza Rice, no entanto, acusou ontem a comunidade internacional de boicotar o "julgamento" do antigo ditador iraquiano Saddam Hussein e de ter feito pouco para o perseguir na justiça.
Percebe-se este frenesim da Casa Branca em "julgar" Saddam depressa e de qualquer forma, ou antes, da forma que melhor convém a George Bush e aos seus capangas, ilibando-os da destruição e do genocídio que perpetraram no Iraque!
É que Saddam, que os americanos criaram e colocaram no Poder, sabe demais…