Finalmente 'limparam o sebo' a Khadafi. E de imediato vem-me à memória a invasão do Iraque e o enforcamento sumário de Saddam. Então, como agora, tenho imensas dúvidas se foi uma vitória da democracia e se o povo ficou a ganhar. Mas tenho a absoluta certeza que alguém ganhou. E muito. Ontem, como hoje.
quinta-feira, outubro 20, 2011
quarta-feira, outubro 19, 2011
Das palavras aos actos
Terá o Presidente da República, finalmente, aberto os olhos, ou serão, uma vez mais, apenas palavras inconsequentes?…
Sabê-lo-emos quando decidir o que fará com o Orçamento da 'pilhagem'!…
Sabê-lo-emos quando decidir o que fará com o Orçamento da 'pilhagem'!…
domingo, outubro 09, 2011
O crime compensa!
Depois disto, o único comentário que nos apetece fazer aos resultados da eleições da Madeira — se eleições lhes podemos chamar — é este: o crime compensa!
sexta-feira, outubro 07, 2011
Por qué no te callas?
Este senhor é co-responsável pela tragédia em que estamos a ser afundados.
Se fossem/ forem vertebrados, os portugueses — onde estão os portugueses? — deveriam/ deverão "exortá-lo" a ficar calado. De vez!
Se fossem/ forem vertebrados, os portugueses — onde estão os portugueses? — deveriam/ deverão "exortá-lo" a ficar calado. De vez!
quinta-feira, outubro 06, 2011
Austeridade (in)digna
"A crise que atravessamos é uma oportunidade para que os portugueses abandonem hábitos instalados de despesa supérflua, para que redescubram o valor republicano da austeridade digna, para que cultivem estilos de vida baseados na poupança[…]", afirmou o Presidente da República na Cerimónia de Comemoração dos 101 anos da Proclamação da República.
Cavaco, cuja Presidência esbanja quase três vezes mais que a Casa Real de Espanha, no seu 'melhor', inventando jogos de palavras e 'novos valores republicanos' para defender o indefensável: uma política que nos esfola vivos e saqueia o pouco que resta deste desgraçado país!
Cavaco, cuja Presidência esbanja quase três vezes mais que a Casa Real de Espanha, no seu 'melhor', inventando jogos de palavras e 'novos valores republicanos' para defender o indefensável: uma política que nos esfola vivos e saqueia o pouco que resta deste desgraçado país!
quarta-feira, setembro 21, 2011
O advento da 'nova sociedade'
Segundo Marx, a génese do
capitalismo começaria com o capitalismo concorrencial, passaria pelo
capitalismo monopolista e acabaria no capitalismo monopolista de Estado.
E assim foi, de certa forma. Só que o seu génio não previu que o capitalismo,
com as suas 'sete vidas', seria capaz de voltar 'atrás'. Mas foi isso
que aconteceu, com os neo e ultra-liberais a destruírem o
intervencionismo estatal e a transformarem a economia, cada vez mais
globalizada, num casino sem regras; e os países onde as experiências
socialistas/ comunistas falharam clamorosamente (Rússia, China,…) e no
seu lugar existe agora um "capitalismo puro e duro", a irem a jogo. E
neste jogo de mercado, completamente desregulado e selvagem, COMPRA quem
tem dinheiro. Os países capitalistas ditos desenvolvidos estão (e vão
continuar) a provar do seu próprio fel!…
Nunca, como hoje, o futuro foi uma incógnita! Mas, paradoxalmente, podemos estar a viver o advento de uma 'nova sociedade'. Gostaria muito que fosse uma SOCIEDADE NOVA!
Zeca Afonso - De não saber o que me espera
Nunca, como hoje, o futuro foi uma incógnita! Mas, paradoxalmente, podemos estar a viver o advento de uma 'nova sociedade'. Gostaria muito que fosse uma SOCIEDADE NOVA!
Zeca Afonso - De não saber o que me espera
quarta-feira, setembro 14, 2011
Evidências
O nível actual de impostos é insuportável no futuro. É uma evidência. Mas é importante que alguém a sublinhe. E afirme também categoricamente que "a Europa deve considerar a criação de obrigações europeias […] como factor de coesão na união monetária." Sobretudo tratando-se do governador do Banco Central de um país cujo governo se limita a sugar o sangue aos cidadãos, ao mesmo tempo que, contrariamente aos governos dos outros
periféricos, se coloca ao lado (leia-se "de baixo") dos donos da União Europeia contra a emissão conjunta de eurobonds; um país cujo Chefe de Estado não chega sequer a ser uma figura decorativa, apenas um espectro silencioso e inútil.
sexta-feira, setembro 09, 2011
"Jornalismo"
Isto não é jornalismo. E nem mesmo, como opinião, é aceitável numa sociedade democrática. É um escarro, um vómito, um cagalhão fedorento. Limpa-se com desinfectante. Muito. Ou, sei lá?!…, seguindo a sugestão do autor, partindo-lhe as fuças, não?!…
"Socialismo"
1. Afinal parece que Mário Soares quer agora uma "revolução a sério"! "Quando o povo acorda é sempre cedo", escreveu Ary dos Santos, mas para Soares é tarde demais. Devia ter pensado nisso quando, em 1975, aliado à Direita, liderou a contra-revolução e, posteriormente, como 'governante', começou a desbaratar as conquistas de Abril!
2. Este fim de semana há 'circo' (sem ofensa para a arte circense!). O P'S' (agora, Partido de Seguro — que, para que dúvidas não haja, esclarece que o P'S' "não tem de romper com nada"!) vai representar a farsa do costume, quando não é 'governo': fazer-se passar por 'oposição'! Tarefa muito difícil para quem, com o P'SD' e o P'P', assinou o Memorando de Entendimento (leia-se 'Programa de saque e destruição nacional imposto pela troika FMI-BCE-UE'). Mas com a propaganda da 'comunicação social' e a tendência inata da maioria dos portugueses para acreditar em 'milagres', tal não é, de todo, impossível! Infelizmente.
Banda sonora: Venho Aqui Falar, Sérgio Godinho
2. Este fim de semana há 'circo' (sem ofensa para a arte circense!). O P'S' (agora, Partido de Seguro — que, para que dúvidas não haja, esclarece que o P'S' "não tem de romper com nada"!) vai representar a farsa do costume, quando não é 'governo': fazer-se passar por 'oposição'! Tarefa muito difícil para quem, com o P'SD' e o P'P', assinou o Memorando de Entendimento (leia-se 'Programa de saque e destruição nacional imposto pela troika FMI-BCE-UE'). Mas com a propaganda da 'comunicação social' e a tendência inata da maioria dos portugueses para acreditar em 'milagres', tal não é, de todo, impossível! Infelizmente.
Banda sonora: Venho Aqui Falar, Sérgio Godinho
quinta-feira, setembro 01, 2011
A 'democracia' a que 'temos direito'
Uma aflitiva dúvida mantém, há dois dias, o meu cérebro em alerta laranja (cor apropriada): para que raio quererá o Ministério das Finanças saber do meu colesterol e dos meus triglicerídeos (e dos seus, leitor) e o Ministério da Saúde saber quanto pagamos pela prestação da casa?A 'democracia' a que 'temos direito', é caso para concluir!
Diz a Comissão Nacional de Protecção de Dados que o que o Governo pretende é "excessivo", "intrusivo" e "compromete o sigilo médico" e fiquei ainda mais intranquilo. De facto, o Governo "passaria a ter acesso (...) ao perfil de saúde dos cidadãos, o que é assustador". E é. Eu (ou você, leitor) confidenciaríamos ao médico que tínhamos uma gonorreia e o médico iria logo (o Governo quer saber tudo "em tempo real") contar aos drs. Paulo Macedo e Vítor Gaspar. E se eles decidissem privatizar (crise obriga) essa preciosa informação, vendendo-a, por exemplo, à nossa seguradora? E se o diagnóstico fosse fatal e o médico decidisse não no-lo dizer imediatamente e o Governo soubesse a triste (ou alegre, sei lá) notícia primeiro que nós?
Não seria mais fácil o Governo mandar o SIS e o SIED porem escutas nos gabinetes de consulta do SNS? Ou então arranjar informadores como o que, em 9 de Junho de 1972, mandou à PIDE/DGS o Relatório n.º 202/72/SC informando que minha mulher tinha "uma doença cancerosa" e que tanto eu como ela éramos "afectos ao regime". Mas mais competentes que esse, pois nem ela felizmente tinha nem nós éramos. Manuel António Pina, JN
terça-feira, agosto 23, 2011
A União Europeia está perdida
Há um ano e pouco, a crise do euro era o equivalente a uma mera infecção no calcanhar (de Aquiles, pelos vistos). Com os antibióticos adequados, a cura era barata e relativamente fácil. Em vez de antibióticos, dissemos ao paciente para fazer exercício. A infecção ficou feia e alastrou. Daqui a pouco a perna vai gangrenar e teremos de amputar (ou seja: dizer a alguns países para saírem do euro). Mas nessa altura a nossa infecção de há um ano pode já ser uma septicemia. Se a crise do euro atingir alguns órgãos vitais (a Espanha, a Itália, a França) o que seria apenas irresponsável virou fatal. Aquilo que eu quero dizer com esta metáfora arrevesada é que, com a evolução da doença, os remédios que poderiam resultar numa fase inicial, ou mesmo intermédia, podem ser ineficazes num futuro próximo.
Mesmo para a mutualização da dívida europeia — que permitiria neutralizar a crise das dívidas soberanas — é essencial que a futura emissão de eurobonds (que tenho defendido aqui desde o início da crise) seja absolutamente credível e que tenha notação máxima. Se daqui a uns tempos a notação francesa for rebaixada, até isso pode estar em risco.
Mesmo para a mutualização da dívida europeia — que permitiria neutralizar a crise das dívidas soberanas — é essencial que a futura emissão de eurobonds (que tenho defendido aqui desde o início da crise) seja absolutamente credível e que tenha notação máxima. Se daqui a uns tempos a notação francesa for rebaixada, até isso pode estar em risco.
O mundo de hoje já não é o de há umas semanas atrás. No mundo de hoje nem os EUA têm um rating máximo unânime, provando que a incapacidade do poder político é uma variável crucial na equação económica. E neste mundo, a União Europeia está perdida com as lideranças que tem. (Título nosso para excerto do artigo de Rui Tavares)
Banda sonora — Década de Salomé, José Afonso

Banda sonora — Década de Salomé, José Afonso
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