quarta-feira, novembro 30, 2005

Cavaquismo (1985-1995): 10 anos perdidos!

Esta é a melhor forma de mistificar a realidade. Apresentar um gráfico como se ele fosse a verdade toda. E a verdade é que não é…

Entre 1985 e 1995, o HDI (índice de desenvimento humano) de Portugal cresceu efectivamente (0.826 em 1985; 0.849 em 1990; 0.878 em 1995).
O que aconteceu foi que os outros também cresceram e, apesar do propalado "milagre", o nosso "extraordinário" crescimento apenas deu, tangencialmente, para subirmos um lugar no ranking do desenvolvimento (de 25.º para 24.º), por troca com a Grécia (0.876 em 1995).

Só por falta de seriedade intelectual ou por despudorada campanha propagandística se pode pretender "tapar o sol com a peneira"! Os 10 anos do cavaquismo foram 10 longos anos perdidos. Irremediavelmente…

Sócrates, o Príncipe!

Se dúvidas ainda existissem sobre a maquiavélica escolha de Mário Soares como candidato presidencial apoiado pelo PS, por parte de José Sócrates, elas são aqui completamente desfeitas por um indefectível cavaquista: Vasco Graça Moura. Que, obviamente, aplaude o primeiro-ministro. Vejamos…

Começa por afirmar que "Sócrates percebeu finalmente que precisava de um Presidente da República com um perfil muito especial", "disponível para cooperar activamente com o Governo", referindo-se, naturalmente, a Cavaco Silva.

Prossegue depois dizendo que "se tivesse optado por Manuel Alegre, (Sócrates) não poderia ter com ele uma coabitação pacífica ou fecunda". (Pacífica não seria, seguramente, já que a governação de Sócrates tem sido tudo menos… pacífica!).

E conclui referindo que "restava pois Mário Soares como opção residual e inofensiva (...), porque Sócrates sabia à partida tratar-se de um candidato já sem condições para ser eleito". "Soares está condenado a perder. E essa derrota convém deveras ao primeiro-ministro", que no seu íntimo, embora não o possa admitir publicamente, "conta com a cooperação isenta e competente de Cavaco Silva na chefia do Estado".

Sócrates até "poderá imputar a Alegre uma parte das razões do insucesso de Soares e sair do caso sem uma beliscadura".

"Brilhante"! Para José Sócrates, versão contemporânea d' O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, na política "os fins justificam os meios", que é como quem diz, vale tudo!…

Só espero que o tiro lhe saia pela culatra e venhamos a ter um poeta na presidência!…

terça-feira, novembro 29, 2005

Estado Novo II ?…

Cavaco Silva, o grande mestre do tabu, que não tem manifestado opinião sobre o que quer que seja e, como diz Jerónimo de Sousa, tem adoptado a táctica do “macaco sábio, que não vê, não ouve e não fala”, desta vez não hesitou em "desembainhar a espada" e alinhar na "cruzada contra os infiéis”, em defesa dos “valores do catolicismo”.


Por este andar, se fosse eleito, ainda haveríamos de ver o seu retrato e o de Sócrates, ladeando um crucifixo, nas salas de aula das nossas escolas! Pelos vistos, vontade não lhe falta…

segunda-feira, novembro 28, 2005

O Mundo é da Humanidade

Resposta do ex-Ministro da Educação do Brasil, CRISTOVAM BUARQUE, durante um debate numa universidade dos Estados Unidos, ao ser questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia — ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros — por um jovem americano, que lhe pediu que respondesse como humanista e não como brasileiro:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia.
Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"

Os crucifixos e o fundamentalismo católico

A primeira versão da actual Constituição da República Portuguesa entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976 e, daí para cá, em nome da "liberdade de aprender e ensinar", ficou garantido no seu artigo 43.º que "o ensino público não será confessional".

Por essa razão, as aulas de Religião e Moral Católica deixaram de ter carácter obrigatório, delas ficando dispensados os alunos cujos pais expressamente o desejarem.

Mais recentemente, na sequência de uma queixa apresentada por uma associação, o Ministério da Educação, com um "pequeno" atraso de quase 30 anos, resolveu fazer cumprir a legalidade e determinar que as escolas públicas retirem os símbolos religiosos (crucifixos) das salas de aula, decisão absolutamente indispensável à garantia da liberdade e da igualdade de tratamento próprias de um Estado de Direito democrático.

Entretanto, numa atitude reveladora do mais puro "fundamentalismo religioso", que tanto criticam ao Islão, a Igreja Católica e o seu braço político, o CDS/PP, já vieram histericamente manifestar a sua oposição à medida. Demagogicamente, defendem até que o ME deveria respeitar a autonomia pedagógica das escolas e permitir que estas consultassem os pais, os alunos e a comunidade, sobre o assunto, "esquecendo" que a Lei estabelece que a autonomia das escolas só pode ser exercida no respeito pela Constituição da República!

Nesta matéria, portanto, as escolas só têm mesmo uma coisa a fazer: cumprir a Lei vigente e o que preceitua a Constituição! É assim que se procede num Estado democrático, onde o Direito se sobrepõe a tudo e a todos. Sem excepções!

sábado, novembro 26, 2005

O Cavaco mata


Neo-liberalismo e apocalipse *

Baptista Bastos

"A crise do capitalismo é uma evidência, que nem os seus turiferários já ocultam. A lex mercatoria, levada aos extremos a que assistimos, regula unilateralmente. E os mercados alargaram a sua influência e estenderam o seu domínio aos Governos. Estes, pondo de parte o princípio de que o direito privado é dependente do direito público, tripudiam sobre as próprias Constituições e, despudoradamente, acedem às exigências, cada vez mais inclementes, das transnacionais.

Os Estados Unidos funcionam como sede do Império. E quem se lhe opõe, timidamente que seja, é esmagado. São alarmantes as recentes informações, segundo as quais a CIA tem usado aeroportos, um pouco por todo o lado, para transportar presumíveis «terroristas» e interná-los em campos de concentração, onde a prática de sevícias e de torturas as mais aprimoradas se tornou num desporto requintado.

É evidente que esta situação não se pode eternizar. O mal-estar generalizado alastra, com reacções amiúde tumultuosas, e de consequências imprevisíveis porque larvares - mesmo que pareçam atenuadas ou definitivamente aplacadas. Se o Estado Social está agonizante, o que nos apontam como alternativa é assustador. Num segundo nível a crise (longe de ser passageira) inspira uma noção mais substancial de autoritarismo e introduz elementos não apenas conservadores, como, sobretudo, criptofascistas.

A disputa Presidencial no nosso país permite-nos, com um mínimo de seriedade e de lucidez, fazer aproximações ideológicas. O terreno apresenta-se fértil para soluções «musculadas». E muitos portugueses anseiam por isso. É difícil especificar, minuciosamente, as condições que tornaram possível este cenário. Porém, não andaremos afastados da realidade histórica se verificarmos que, no contexto actual, a representação política nega a oportunidade de todos e estimula o privilégio de alguns, poucos." (Ler mais aqui)

* Título nosso

sexta-feira, novembro 25, 2005

25 de Novembro

Não sei o que seria hoje o nosso país se, precisamente há 30 anos, a Direita, liderada pelo PS, não tivesse conseguido derrotar a Esquerda no poder e logrado impor o seu modelo político e económico!…


Mas, com o “golpe” de 25 de Novembro, o que sei é que a economia portuguesa depressa voltou às mãos de meia dúzia de grandes capitalistas, a “alternância dos mesmos” (que, eufemisticamente, dizem democrática) tomou conta do Estado, e, apesar disso e da imensidão de fundos comunitários entretanto recebidos, Portugal é agora um dos países mais pobres e socialmente mais injustos da Europa!

Talvez por isso o 25 de Novembro seja uma data esquecida! Talvez pese na consciência (se é que tem) do poder vigente!…

quinta-feira, novembro 24, 2005

Manuel Alegre: ensinar Sócrates a ser socialista!

"(...) O facto de ser necessário tomar medidas corajosas para ultrapassar os problemas existentes não significa que se tenha de utilizar o "quero, posso e mando" conferido pela maioria parlamentar. Afinal ainda estamos em democracia! Não é admissível o que se faz com os funcionários públicos, com os professores, com as forças de segurança, com o aumento do IVA, etc. E os bancos ? E as seguradoras ? E as empresas de telecomunicações? Continuam a apresentar resultados milionários!
Portugal precisa de um Presidente da República que ensine ao Eng.º Sócrates o que é ser socialista (...)." (ler tudo aqui).

Ou entra bolo-rei… ou sai asneira!

Apesar de manter ainda uma confortável vantagem sobre os seus mais directos opositores, de Outubro para cá Cavaco desceu de 48,8% para 44% nas intenções de voto, certamente em consequência da sua entrevista à TVI.
Agora, que se aproximam os debates televisivos, mais do que nunca é preciso fazer tudo para que o “candidato que não têm opinião” abra a boca. É que de cada vez que Cavaco abre a boca, ou entra bolo-rei… ou sai asneira!

Ideias claras

Jerónimo de Sousa defende a dissolução da NATO e o impedimento da criação de novos blocos político-militares.
Ao contrário de Cavaco, que ninguém sabe o que pensa do que quer que seja, aqui está um candidato com ideias claras. E pacifistas. Que, no entanto, apenas obtém 5 por cento das intenções de voto do eleitorado.
Será que os portugueses preferem a guerra?

Coitados dos portugueses!

Como ficou demonstrado na entrevista à TVI, Cavaco não tem opiniões sobre o que quer que seja! Não tem opinião sobre a presidência de Jorge Sampaio. Não tem opinião sobre o governo de Sócrates. Não tem opinião sobre o Orçamento. Não tem opinião sobre a União europeia. Não tem opinião sobre o regime político.
Agora, questionado sobre o projecto do aeroporto da OTA, manteve-se igual a si mesmo e disse coisa nenhuma!
É que Cavaco há muito percebeu que o melhor é não ter opiniões sobre o Presente e atirar o Passado para trás das costas (pelo sim pelo não… não vá o gato escondido deixar o rabo de fora!). Por isso o professor não se cansa de dizer que só "pensa no Futuro". E os portugueses, que gostam de sonhar com quimeras e manhãs de nevoeiro, pelos vistos, apreciam. Coitados!

quarta-feira, novembro 23, 2005

Humor… negro!

A Professora e a segregação racial


A professora pergunta a um dos alunos:

— Pedro, o que fizeste durante o recreio?

— Estive a brincar na areia, professora.

— Muito bem, Pedro. Se conseguires escrever no teu caderno a palavra "areia" correctamente, dou-te um Muito Bom.

O garoto escreve a palavra correctamente e a professora exclama:

— Muito bem! E agora tu, Filipe, o que é que fizeste no recreio?

— Eu também estive a brincar na areia, professora.

— Certo. Se conseguires escrever a palavra "brincar", também correctamente, dou-te um Muito Bom.

O garoto escreve correctamente a palavra e mais uma vez a professora exclama:

— Óptimo! E tu, Mutombo? O que fizeste durante o recreio?

— Eh, eu esquria brincar nos areia pá, mas eles non mi deixarem...

— Que horrrrrooooor! Que feio! Isso é discriminação! Olha Mutombo, se escreveres correctamente "segregação racial contra um grupo étnico minoritário", dou-te um Muito Bom a ti, também.


Enviado pela Catarina

O "cemitério" da Ota

O governo insiste na construção de um novo aeroporto que, a concretizar-se, seria inaugurado por volta de 2017, ou seja, muito depois do "pico petrolífero", altura em que os custos energéticos resultantes da irreversível escassez da produção de petróleo face à sua procura afectarão cada vez mais o sector dos transportes e estagnarão (ou farão mesmo regredir) o volume de tráfego aéreo em todo o mundo.

Assim, investir na construção de um novo aeroporto, seja na Ota ou em qualquer outro lado, é um erro gigantesco e ruinoso para a economia nacional e constituirá um pesado encargo para as gerações vindouras, uma vez que Portugal (e provavelmente qualquer outro país do mundo) não precisa de nenhum aeroporto, a não ser para servir de futuro "cemitério" de aviões parados.

Se o governo tivesse lucidez deveria era, quanto antes, aplicar os recursos que dispõe numa política geral de substituição do petróleo por gás natural e outros meios energéticos, em todos os sectores de actividade, a começar pelos transportes.

Mas não!
Em vez disso toma uma decisão aberrante e, no mínimo, reveladora duma ignorância espantosa acerca da realidade energética mundial (será que o Eng.º Sócrates já ouviu falar do pico de Hubbert?).
Ou, pior ainda, submete-se aos lobbies da alta finança e da construção civil e subordina o interesse nacional aos interesses dos grandes grupos privados.

Haverá vida para além do petróleo?

Os especialistas consideram que os aumentos dos custos energéticos e as falhas de abastecimento podem levar a economia mundial a uma recessão sem precedentes, cujos primeiros sintomas se estão tornando cada vez mais evidentes, assim como a uma escalada nas tensões entre as grandes potências do planeta motivada pelo controlo das escassas reservas.

Há cerca de cem anos, a humanidade encontrou um recurso único, o petróleo, que lhe deu a possibilidade de dispor de uma fonte de energia muito eficiente, fácil de extrair, transportar e utilizar, assim como de obter uma grande variedade de materiais a partir do mesmo. A disponibilidade de petróleo permitiu boa parte das profundas mudanças que a humanidade experimentou no último século, até chegar ao estado de enorme dependência do “ouro negro” em que se encontra o mundo actual, pois está presente em quase tudo o que utilizamos nas nossas vidas e é a fonte de energia que move 95 % dos transportes mundiais. O petróleo foi também determinante no incremento da capacidade de produzir e distribuir alimentos e nos avanços conseguidos na medicina, contribuindo dessa maneira para a multiplicação da população mundial, desde os mil milhões de seres humanos, em meados do século XIX, até aos seis mil e quinhentos milhões, na actualidade.

Os geólogos estimam que a humanidade consumiu, em apenas cem anos, aproximadamente metade do petróleo que se havia formado ao longo de milhões de anos no subsolo do nosso planeta. Os especialistas em geologia e recursos energéticos há décadas que vêm advertindo que a geração do começo do século XXI haveria de enfrentar o momento em que se alcançaria o zénite da produção mundial de petróleo, a partir do qual a sua disponibilidade começaria a decair. Este facto constitui um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta nos nossos dias, pois não existe nenhum outro recurso conhecido com as qualidades e prestações do petróleo e, apesar das mudanças realizadas, não se dispõe de alternativas que permitam substitui-lo a tempo no indispensável fornecimento de energia, em especial para os transportes, nem tampouco como matéria-prima para os mais de 3.000 produtos de uso comum que dele se obtêm.

Nos últimos anos vem-se detectando uma progressiva redução da capacidade de produção excedentária de petróleo, devido às dificuldades para incrementar a oferta ao forte ritmo exigido pela procura, de forma que o preço do crude sofreu uma subida notável. Nos próximos anos, em consequência da continuação do aumento da procura, espera-se que este processo se acentue, em especial a partir do momento em que a produção de crude comece a decair. Os especialistas consideram que os aumentos dos custos energéticos e as falhas de abastecimento podem levar a economia mundial a uma recessão sem precedentes, cujos primeiros sintomas se estão tornando cada vez mais evidentes, assim como a uma escalada nas tensões entre as grandes potências do planeta motivada pelo controlo das escassas reservas.

terça-feira, novembro 22, 2005

BuSSh: Culpado de Crimes de Guerra!…

Seis milhões de crianças morrem por ano, no mundo, devido à fome e à desnutrição, segundo a FAO. (Ler mais aqui).

No entanto, os mais de 220 biliões dólares "derretidos" até agora pela administração BuSSh na guerra no Iraque dariam para fazer face à fome no mundo durante... 9 anos!

"Prestígio" para Portugal!…

Ao fim de um ano à frente da Comissão Europeia, Durão Barroso é acusado de falta de liderança política e de seguidismo em relação a Tony Blair, sendo ainda considerado um tecnocrata sem alma política que privilegia a desregulação económica.

Ao fim e ao cabo, tudo grandes "qualidades" que já lhe reconhecíamos!…

segunda-feira, novembro 21, 2005

Dia Mundial em Memória das Vítimas na Estrada

Ontem foi o Dia Mundial em Memória das Vítimas na Estrada.

Entre os países da OCDE, ficamos em segundo lugar no número de automóveis por cada 1000 habitantes, com 756 (apenas ultrapassados pelos EUA, com 807), em terceiro lugar no consumo de álcool por cabeça, com 13 litros, mas apenas em décimo oitavo lugar relativamente à rede de estradas.

Se a tudo isto juntarmos um dos mais baixos índices de escolaridade — o que nada ajuda em matéria de educação e civismo — temos reunidas as condições para sermos
os primeiros na sinistralidade automóvel, com 165 mortos na estrada, por cada milhão de habitantes, ou seja, mais de 1600 por ano!

"Dia de vítimas na estrada", em Portugal, é todos os dias! Desgraçadamente…

A indústria da guerra

Dezenas de indivíduos convergiram este verão na cidade de EL Paso, no Texas, com o objectivo de irem seis meses para as prisões iraquianas, não na condição de prisioneiros, mas como “especialistas” de interrogatório, no que representa mais uma flagrante violação da Convenção de Genebra. Só pela assinatura do contrato, estes mercenários receberam desde logo um cheque de $2.000 dólares de uma empresa que rapidamente se está a tornar num dos maiores empregadores no mundo da inteligência: Lockheed Martin, o maior grupo privado mundial, da indústria da guerra.


Antes da partida para o Iraque, é-lhes fornecido um saco do exército dos EUA com os artigos básicos utilizados na guerra do Médio Oriente: calças e camisas apropriadas, camuflados, capacetes de Kevlar e máscaras químicas. Após uma semana de orientação e de exames médicos, voam para a Florida e depois para os seus destinos finais — as infames prisões iraquianas, incluindo Abu Ghraib, Camp Cropper, uma prisão no aeroporto internacional de Bagdade, e o acampamento Whitehorse, perto de Nassiria. (Ler mais aqui).

Longe vão os tempos em que a guerra era um assunto de Estado.
Hoje é uma actividade altamente lucrativa onde os grandes grupos privados investem cada vez mais.

A destruição, o sofrimento, as mortes são apenas "danos colaterais"!…

domingo, novembro 20, 2005

Cavaco, o mesmo de sempre: nada de nada!

Baptista Bastos

"A presença de Cavaco na TVI foi suficiente para assinalarmos nele um homem inseguro, cheio de fragilidades, temente talvez a Deus mas mais, muito mais, ao debate com os homens. Foi uma linguagem redonda e melancólica na qual, por vezes, aflorava a irritação e o desconforto. Nada de nada. E a obstinação dele, em afirmar a sua «independência», longe dos partidos, e, propositadamente, de característica «nacional», constituiu impressionante manifestação de hipocrisia. Assim como a imposição da ideia de que, com ele em Belém, o Governo seria outro, porventura melhor. Pequenos truques de efeitos perversos. O candidato sabe que a Constituição impõe limites à acção do Presidente; e, a não ser que provoque um golpe de Estado constitucional, nada poderá fazer que contrarie as disposições da Carta."
"(...)
Cavaco mete medo, mas Cavaco tem medo. Medo das palavras, medo das interpelações, medo das perguntas, medo do debate, medo do diálogo, medo das multidões, medo das mudanças. Sobretudo medo daqueles que podem comprovar as suas medíocres qualidades para desempenhar um cargo com tradições humanísticas, intelectuais, filosóficas e culturais. Ele é o mesmo de sempre. Nunca deixou de o ser, nunca se converteu num outro."
(Ler tudo aqui).