segunda-feira, dezembro 26, 2011

Um país insolvente e ingovernável

Para variar, não é a Portugal que nos referimos.

Os Estados Unidos, epicentro da crise sistémica global e pilar do sistema internacional deste 1945, vai atravessar um período particularmente trágico da sua história no decurso dos próximos cinco anos. Já insolvente, irá tornar-se ingovernável — provocando para os americanos e aqueles que dependem dos Estados Unidos, choques económicos, financeiros, monetários, geopolíticos e sociais violentos e destruidores. Se os Estados Unidos de hoje já são bem diferentes da "hiper-potência" de 2006, as mudanças que se prevêem são ainda mais importantes e vão transformar radicalmente o país, o seu sistema institucional, o seu tecido social e o seu peso económico e financeiro.

artigo completo em resistir.info

A servidão da dívida

Portugal terá de pagar juros de 34,4 mil milhões de euros pelo empréstimo de 78 mil milhões acordado este ano com o FMI, BCE & UE, ou seja, o total a ser devolvido será de 112,4 mil milhões de euros. Uma ajuda assim é como atar um peso de chumbo a alguém que esteja a afogar-se. O objectivo deliberado da troika foi submeter o país de modo permanente à servidão da dívida pois um empréstimo nestas condições jamais poderá ser pago.
A verdadeira solução para esta situação, a única que atende realmente aos interesses do povo português,  está na recuperação da soberania monetária do país e na libertação dos ditames da UE. Os custos da saída do euro serão sempre inferiores aos custos da permanência na Zona Euro, com a consequente escravização eterna à ditadura do capital financeiro.


terça-feira, dezembro 20, 2011

Feliz Natal!

Dizem-nos que somos os culpados da crise porque gastámos acima das nossas posses. Porque contraímos crédito para comprar a casa, o carro, os sonhos. Como se isso não fosse normal numa economia que funcionasse normalmente!
Mas nada dizem dos verdadeiros culpados, aqueles que 'limparam' os bancos para especularem criminosamente na Bolsa e fazerem fortuna fácil, como se a economia pudesse ser um casino.
Porque não regularam, não fiscalizaram, foram mesmo coniventes com este monstruoso crime. E agora querem e estão a obrigar-nos a pagar por ele, com sangue, suor e lágrimas. E a empobrecer ainda e sempre mais, a pôr ainda e sempre mais dinheiro nos bancos, a sair uma vez mais da nossa terra para sobreviver.

Desejamo-nos um Feliz Natal! Com a consciência de que o nosso voto de pouco valerá se desistirmos de lutar, solidários, contra esta austeridade injusta e suicidária que nos roubará o futuro e o natal da dignidade humana a que temos direito.



sábado, novembro 26, 2011

Passos, na direcção do abismo!

Portugal não devia ter entrado na Zona Euro. Ou, há muito dela devia ter saído. Mas, estando lá, os passos que Coelho está a dar não são na direcção certa. Pelo contrário, são no sentido de nos matar de austeridade e tornar a crise insuportável, são na direcção do abismo. Sacrifício tanto mais inútil quanto parece ser cada vez mais provável o fim próximo da Eurolândia.


sexta-feira, novembro 11, 2011

A crise dos dirigentes europeus

Dando uma no cravo, Jean-Claude Juncker, que afirma que "a casa europeia está a arder", diz que jamais aceitará dois grupos dentro do euro e que não é pondo os mais chamuscados de parte que se resolve problema algum, porque, dessa forma, mais cedo ou mais tarde, o fogo chegaria à porta de todos, incluindo da Alemanha. Mas imediatamente a seguir, dando outra na ferradura, o Presidente da Eurolândia garante que a crise não é do euro mas de países como Portugal!
O que isto revela é que, afinal, a crise não se deve tanto à moeda única nem aos países chamuscados, mas mais às políticas e incompetência dos dirigentes europeus! Eles sim são os verdadeiros responsáveis pelo arrastar da crise e, por este caminho, vão destruir o que resta da União Europeia!


quinta-feira, novembro 10, 2011

No "bom" caminho

Governo não mata, esfola!

Sabemos bem onde nos levam as receitas da troika, de resgate em resgate e (sempre e mais) austeridade em cima da austeridade: desemprego, pobreza, destruição do que resta da economia e do país. E a Grécia é disso uma evidência.
Os mandantes da "União" Europeia sabem-no bem e, enquanto vão fazendo bluff, falando num dia de uma "eurolândia" só para ricos, e no dia seguinte, que afinal não podem empurrar borda fora os países que lhes compram os seus produtos, vão-nos extorquindo tudo quanto podem para "recapitalizar" os seus bancos. O que, no nosso caso, nem é difícil, com um Governo (se esse nome lhe podemos dar), que, se lhe dizem "mata", não se contenta e "esfola"!



sábado, novembro 05, 2011

A crise da democracia

Merkel diz que vão ser precisos 10 anos para superar a crise. E acreditem que a dona da "União" Europeia não está a ser pessimista. Neste capitalismo de casino, de resgate em resgate e austeridade em cima de austeridade, quando lá chegarmos, estaremos é mais pobres e endividados.
Mas há quem ainda alimente ilusões. Ou a isso se veja obrigado. Quando, afinal, nesta "democracia  sequestrada, condicionada, amputada," em que vivemos, "a liberdade de eleição permite-nos apenas escolher o molho com que seremos devorados".