quinta-feira, dezembro 10, 2009

Prémio Nobel da Guerra

Obama recebeu hoje em Oslo o Prémio Nobel da Paz. No discurso da cerimónia, o presidente americano não se coibiu, no entanto, de defender a guerra. Uma guerra justa para a paz, como lhe chamou que, na semana passada, lhe permitiu enviar mais 30 mil soldados para o Afeganistão onde, diariamente, como já acontecia (e acontece) no Iraque, dezenas de civis inocentes são chacinados. Um cínico conceito de guerra justa para a paz que o leva a continuar o bloqueio genocida a Cuba, a não encerrar definitivamente o campo de concentração de Guantánamo e a permitir que os seus amigos israelitas continuem a humilhar os palestinianos, cortando-lhes a energia eléctrica e a água, construindo novos assentamentos nos territórios ocupados e submetendo-os a todo o tipo de maus tratos. Guerra justa para a paz que o leva ainda a exigir ao Irão e à Coreia do Norte que cessem os seus projectos nucleares enquanto nada diz sobre o arsenal nuclear de Israel, um dos mais poderosos do mundo.



No seu discurso, Obama chegou a dizer que outros mereciam o prémio mais do que ele. E é verdade.
Razão tem o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, ao acusar o presidente americano de cinismo por ter aceitado o Prémio Nobel da Paz quando já tinha decidido levar a guerra do Afeganistão até as últimas consequências.

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