sábado, dezembro 17, 2005

Ainda a crise — irreversível — do petróleo e o "cemitério" da Ota

Após o pico de Hubbert, e a consequente alta do preço do petróleo, o volume de tráfego aéreo em todo o mundo irá estagnar e até mesmo regredir.

Todos reconhecem já esta dramática — não há qualquer exagero na palavra — realidade: Alan Greenspan, presidente do banco central dos EUA, a Chevron, uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, que solicita a ajuda do público a fim de racionalizar o uso do petróleo e a maioria dos governos e instituições, como se pode conferir no sítio da ASPO.

O governo "socrático", que nada herdou do pai da filosofia e parece mais empenhado em seguir cegamente a máxima cavaquista ("nunca tenho dúvidas e raramente me engano"), em vez de ter participado na importante conferência internacional realizada em Lisboa pela ASPO, em 19-20 de Maio último, onde poderia ter tomado consciência da preocupante realidade que se avizinha, preferiu assobiar e fazer de conta que vivemos no melhor dos mundos. É preciso dar pasto fresco aos lobbies da construção civil e da alta finança, mesmo que no fim, em vez de um aeroporto cuja plena utilização virá muito provavelmente a estar em dúvida, venhamos a ter um cemitério de aviões parados… por falta de jet-fuel!
Em todo o caso, se o senhor engenheiro ainda quiser rever a sua obstinada decisão, pode consultar aqui as comunicações apresentadas no encontro.

Resta-me desejar-vos um bom fim de semana com… pouco automóvel e muita caminhada.

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