sexta-feira, março 19, 2010

"Quiero un cambio en Cuba"

Para o cantautor cubano Pablo Milanés, "os revolucionários […] converteram-se em reaccionários das suas próprias ideias." Mas, para que não fiquem dúvidas sobre o que defende para o seu país, Pablo esclarece: "Mais do que eleições, que em Cuba haja mudança, porque tampouco acredito em eleições. Isso é um 'jogo democrático', entre comas, que também é uma farsa."


"Quero uma mudança em Cuba quanto antes", diz, mas a mudança que Pablo defende nada tem a ver com a pseudo-dissidência contra-revolucionária de prisioneiros de delito comum (mesmo que o seu estúpido suicídio por greve de fome mereça a condenação do músico "desde el punto de vista humano"). Nem com as manifestações das Damas de Blanco apoiadas por Laura Bush. Ou com as exigências do imperialismo americano que, há quase 50 anos, dá guarida a actividades terroristas contra Cuba e submete a ilha a um desumano bloqueio. Ou ainda com as pressões absurdas e intoleráveis da União Europeia, tão pressurosa a interferir no direito à soberania do povo cubano e tão silenciosa perante a humilhação de que continuam a ser vítimas os palestinos.
A mudança que Pablo Milanés defende é a renovação da liderança revolucionária e a reafirmação do socialismo em Cuba. Por isso sublinha: "Quero que respeitem a soberania do meu povo. Nós, cubanos, temos direito a reclamar os nossos direitos. Mas seremos nós que resolveremos a nossa situação."

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