terça-feira, março 02, 2010

Israel no banco dos réus

A Assembleia Geral das Nações Unidas debate sexta feira as apreciações ao relatório da comissão Goldstone, que acusa Israel e a Palestina de crimes de guerra nos confrontos em Gaza ocorridos no ano passado.

Israel invadiu a Faixa de Gaza, metralhando impiedosamente habitações, escolas, hospitais e templos, e matando cruelmente não apenas militares mas também civis (muitos dos quais, crianças inocentes, funcionários da assistência humanitária e repórteres da comunicação social), utilizando mesmo bombas de fósforo branco, proibidas pela Convenção de Genebra. As milícias do Hamas — os terroristas, como são chamadas pelos israelitas e seus aliados — limitaram-se a responder disparando uns quantos foguetes artesanais.


Em consequência, não há comparação possível entre o número de vítimas de cada lado: entre os palestinos, de 1300 a 1400 mortos, dos quais, cerca de um milhar de civis; entre os israelitas, 13 mortos (quatro atingidos pelos foguetes do Hamas lançados contra o sul de Israel) sendo três civis e dez soldados. cf Wikipédia

Agora digam-nos: perante estes factos, que crime cometeram os palestinos quando foram os sionistas que varreram a ferro e fogo a sua terra?
Partindo de um relatório tão tendencioso e injusto, não esperamos grande coisa da Assembleia Geral da ONU, muito menos a condenação de Israel pelos crimes de guerra e as sistemáticas violações do Direito Internacional que tem cometido. Oxalá estejamos enganados!

Alimentamos muito mais expectativas sobre o julgamento de Israel pelo Tribunal Russell sobre Palestina e a pressão que as suas conclusões possam vir a exercer sobre a hipocrisia das potências ocidentais.

Nefretite não tinha papeira, Venham Mais Cinco (1973), José Afonso

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