sábado, janeiro 07, 2012

Só a tiro?

Primeiro foi D. Carlos, a 1 de Fevereiro de 1908, e agora foi o pórtico da A22, a 12 de Dezembro de 2011. O assassinato político voltou a Portugal.
[…]
O novo modelo de atentado, dirigido a objectos inanimados, tem apenas um inconveniente: por ser muito menos grave do que os homicídios, e também menos eficaz, tende a ser mais frequente. É possível que, a partir de hoje, quem se insurja contra o aumento do IVA na restauração dê dois tiros na conta do café; que quem se exalte com a meia hora de trabalho adicional dispare sobre o relógio de ponto; que aqueles que se indignam com o corte nos salários fuzilem o recibo do vencimento. Portugal inteiro vai parecer a noite de fim de ano na Madeira: estampidos e cheiro a pólvora. Embora, muito provavelmente, seja mais barato abater a tiro todas as portagens do país do que pagar cinco minutos de fogo-de-artifício na Madeira. E ligeiramente menos criminoso. ler tudo
Ricardo Araújo Pereira

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