quarta-feira, maio 05, 2010

Com a faca nas costas

Em vez de incentivar e aproveitar a aplicação da poupança interna em certificados de aforro e títulos do tesouro, Portugal preferiu pôr-se a jeito das agências internacionais de ‘rating’ e contrair o crédito no exterior, assistindo agora, de dia para dia, ao aumento dramático do risco de incumprimento da sua dívida.
Ao contrário, em vez de recorrer aos mercados internacionais para encaixar dois mil milhões de dólares com a venda de obrigações, Angola vai tentar obter esse montante no mercado doméstico, onde os estrangeiros poderão participar .



Se todos fizéssemos como os angolanos e mandássemos as criminosas e irresponsáveis agências de rating privadas à m**da ou se as instituições públicas internacionais criassem agências de rating sob o seu controlo, não estaríamos agora com a faca nas costas. Mas, para isso, seriam precisas coragem e vontade políticas que, de um modo geral, os governos não têm. Preferem ajoelhar-se perante a voragem insaciável dos banqueiros e dos especuladores. E depois nós é que pagamos as favas.

Que bom que é, Os Sobreviventes, Sérgio Godinho

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