terça-feira, março 22, 2011

Faces da mesma moeda

Sabemos, por experiência própria, o que têm sido os PEC's. I, II, e III.  Temos sentido na pele e na carne os seus efeitos dilacerantes. E só quem anda completamente distraído não saberá que eles foram aprovados pelo P"S" com a conivência do P"SD". Assim como o Orçamento de 2011, apadrinhado  também pelo douto economista Cavaco Silva, orçamento que, era sabido, iria inevitavelmente arrastar a economia portuguesa para a recessão, aumentando as falências de empresas, diminuindo o investimento, agravando o desemprego, e juntando a tudo isto os cortes dos salários e dos subsídios e o aumento da carga fiscal, tornar a vida da esmagadora maioria da nossa população num verdadeiro inferno. E conduzir a um "novo" PEC que, de novo nada traz, a não ser acrescentar os pensionistas e reformados à imolação em honra do "santo sacrifício" da consolidação orçamental, e ter sido acordado com os donos (do que resta) da União Europeia, sem o conhecimento prévio do país e dos órgãos de soberania que democraticamente (ainda?) o representam.
Desta vez, Sócrates esticou a corda e pôs-se a jeito do P"SD". Que faz birra e repete que não apoia o PEC IV. Mas não apresenta quaisquer alternativas. Porque não as tem. Quer apenas ir para eleições, para que o poder lhe caia no prato, e fazer o mesmo (ou antes, pior!).
Amanhã, o "novo" PEC vai ser discutido na Assembleia da República. A Esquerda irá defender a sua rejeição, sugerindo dezenas de medidas visando o relançamento da economia e uma justa repartição dos sacrifícios para combater a crise. O Governo  (P"S") e o P"SD", faces da mesma moeda, farão o teatro do costume para defender a mesma receita — quem tem mais dificuldades que pague a crise! Sem eleições ou com eleições. Eles contam com os votos da maioria dos eleitores. Tem sido assim há mais de 30 anos. Infelizmente.

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