terça-feira, setembro 04, 2012

O flagelo

Mais de 4 mil e trezentas empresas abriram falência desde o início do ano. Quase tantas como no total de 2011. Uma das razões apontadas para o aumento do número de falências é a falta de financiamento da banca que foi recapitalizada directamente com 12 dos 78 mil milhões do empréstimo do resgate e ainda pode refinanciar-se com avales do Estado (ou seja, à nossa custa) até 35 mil milhões!
A destruição do Serviço Nacional de Saúde prossegue, imparável: em 2013, mais um corte de 200 milhões de euros! E a Segurança Social e a Educação também terão menos dinheiro, pois então!
Na Educação, além disso, já este ano passará a haver muito menos professores e, claro, pior escola. Largos milhares de docentes contratados, muitos dos quais com muitos anos de experiência profissional, não obtiveram colocação e, em vez de se apresentarem nas escolas, como seria normal num país decente, apresentaram-se nos centros de emprego, engrossando dramáticamente a lista de desempregados do país.
Enfim, a economia continua a afundar, a esmagadora maioria dos portugueses a empobrecer, e apesar (ou antes, por causa) da austeridade, a dívida aumenta e o défice regista um buraco de mais de 5 mil milhões de euros.


É este o resultado da receita da troika! Que o governo PSD/ CDS não apenas se limitou a cumprir mas a levar ainda mais longe, à espera de compreensão e benevolência, se as coisas não corressem bem.
Mas, com esta política, é óbvio que as coisas só podiam correr mal. E a troika não assume responsabilidades nem revela qualquer flexibilidade. O que significa que podemos levar mais uma dose de austeridade que, desta vez, poderá ser letal.
Sejamos claros, com este governo e com esta política não irá haver qualquer recuperação. Nem em 2013, nem nunca. Eles, mais que os incêndios, são o verdadeiro flagelo do país que urge combater. Em nome da nossa sobrevivência.

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