segunda-feira, outubro 11, 2010

Temos de encontrar outro caminho. Urgentemente.

Lamento que um governo que se autoproclama de socialista decrete as medidas mais violentas de que há memória após o 25 de Abril — aumento do IVA de 21 para 23%, redução de 5% dos salários e outras prestações da função pública, aumento dos descontos para a segurança social e estagnação ou redução das pensões, despedimentos na função pública, cortes na saúde e na educação.

Já os gestores com salários milionários, os titulares de reformas douradas e os especuladores que se divertem no casino da Bolsa e enviam os seus lucros e mais-valias para os paraísos fiscais, podem descansar que o fisco vai continuar a deixá-los à vontade.

Tudo isto para acalmar os mercados financeiros e reduzir drasticamente o défice orçamental, dizem. E o que é que ganhamos em troca? Nada. Ou pior: a estagnação da economia, o aumento do desemprego, o agravamento brutal das condições de vida. E daqui a quatro ou cinco meses, o mais certo é voltarmos a ter a União Europeia, a OCDE, o FMI, os especuladores internacionais, a rosnar à nossa volta, sedentos de mais sangue.

Decididamente, temos de encontrar outro caminho. Urgentemente. Porque este leva-nos ao suicídio colectivo.

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