sábado, janeiro 12, 2013

À espera de um milagre?

O arrastão fiscal para 2013 foi promulgado por quem faz de Presidente da República. Mesmo que a fiscalização sucessiva pedida por Cavaco, pelo Provedor de Justiça e pelos deputados da Esquerda, leve à declaração de inconstitucionalidade de algumas das suas normas, nunca deixará de ser o maior assalto fiscal de que alguma vez os portugueses foram vítimas.

Além disso, a corja "governante" já há muito manifestara publicamente, através do seu megafone de serviço, Marques Mendes, a intenção de reduzir brutalmente a despesa pública, de forma permanente, em 4 mil milhões de euros/ ano à custa das vítimas do costume e pelos métodos habituais: despedimentos em massa na função pública, cortes nos vencimentos, nas pensões e nos subsídios, aumento das taxas moderadoras de saúde e das propinas escolares, entre outros.

Adivinha-se, portanto, uma verdadeira catástrofe social.




No entanto, a esmagadora maioria dos portugueses mantém-se serena. Ou mesmo resignada, entorpecida. Talvez à espera de um milagre, que nunca acontecerá.
Só isso pode explicar que mais de 70 por cento rejeitem eleições antecipadas e a possibilidade de lavarem a merda que tomou conta deste país. Porque, como os salteadores que (se) governam e o presidente-faz-de-conta, também acham que uma "crise política" não seria solução preferindo continuarem a arrastar-se na podridão desta crise social sem fim à vista.
Só isso e a sua cobardia de eleitores de alterne que, durante mais de 30 anos, outra coisa não têm feito senão darem tiros nos pés votando sempre em mais do mesmo — ou na direita ou no P"S" (que governa como a direita) — e queixarem-se depois que os políticos são todos iguais!

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