sábado, julho 23, 2011

O império do dólar

Obama afirmou que os EUA não são a Grécia nem Portugal. Escusava de o ter dito. Há muito que o percebemos!…
Por cá, com reestruturação ou renegociação, as dívidas são para ser pagas, com sangue, suor e lágrimas, sempre pelas vítimas do costume — os trabalhadores, os pensionistas, a esmagadora maioria da população — para alimentar a voragem insaciável dos especuladores e dos banqueiros. Mesmo assim, para as agências de 'rating' isto não passa de "lixo"!


Já na América é tudo muito mais 'fácil'. Se o 'tecto' de endividamento é insuficiente, por mais astronómica que a dívida seja — já vai em 14,3 triliões de dólares!!! —, sobe-se, pois claro, e emite-se mais uns quantos triliões de "treasure bonds" ou de "nota verde". E podem crer que é isso que o Presidente fará, mesmo que não tenha a concordância do Congresso, evitando assim entrar em incumprimento e perder o "AAA" das suas amadas e fiéis agências!
Por aqui se percebe quão importante é, para os EUA, que o dólar seja a moeda de referência mundial. E por que razão a Administração americana (esta ou qualquer outra) é capaz de tudo, literalmente, para  manter este trunfo: desde enforcar quem se recusa a negociar em dólares (como fez a Saddam Hussein), até declarar guerra a moedas que possam fazer frente à hegemonia do dólar (como tem vindo a acontecer com os ataques especulativos ao euro).

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