Se alguém ingenuamente pensava que já tínhamos batido no fundo, enganou-se redondamente. Com esta política cega e suicidária, o Governo do P"S", seguramente com o apoio da Direita, "vai afundar o país ainda mais". Para a maioria dos portugueses, vai ser uma "descida aos infernos", sem regresso à vista.
sexta-feira, março 11, 2011
A descida aos infernos
Se alguém ingenuamente pensava que já tínhamos batido no fundo, enganou-se redondamente. Com esta política cega e suicidária, o Governo do P"S", seguramente com o apoio da Direita, "vai afundar o país ainda mais". Para a maioria dos portugueses, vai ser uma "descida aos infernos", sem regresso à vista.
quinta-feira, março 10, 2011
O partido quê?!…
Hoje, na discussão da moção de censura ao governo, Francisco Assis, num miserável mas bem representado exercício de pura demagogia, apontou o dedo à Direita mas acusou a Esquerda. Ou muito nos enganamos ou está ali o sucessor de José Sócrates!… E o P"S", de socialista apenas continuará a usar o nome. Abusivamente. Indevidamente.
"Benzina" precisa-se!
Poder-se-á perguntar para que servirá uma moção que, sendo apenas apoiada pela Esquerda, não levará à demissão do Governo, nem sequer a uma mudança nas criminosas políticas anti-sociais que têm sido levadas a cabo?!… Mostrará definitivamente que o governo do P"S" é "a comissão liquidatária do Estado Social", o gestor político dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros e a muleta da Direita; governo cujo rumo este parlamento, sequestrado pela Direita, é incapaz de mudar.
"Este governo é uma nódoa e só sai com benzina", dizia Eça. É essa limpeza — não apenas deste governo mas de tudo o que ele representa e de todas as forças que o apoiam — que somos obrigados a fazer. Na rua. No dia 12, no dia 19, as vezes que foram necessárias. Pondo de lado o que nos divide, que é acessório... (pra não dizer "nada"), em prol do que nos une, que é tudo. E derrotarmos os que se opõem à construção de um Portugal justo e solidário. Porque resistir é viver.
segunda-feira, março 07, 2011
Não queremos um "país à rasca"!
domingo, março 06, 2011
Parabéns Partido Comunista Português!
Tinha razão o insuspeito coronel Melo Antunes quando, no rescaldo do 25 de Novembro, defendeu publicamente que "o PCP é um partido indispensável à consolidação da democracia em Portugal".
Parabéns, Partido Comunista Português!
sábado, março 05, 2011
País à rasca
Não são apenas os jovens — a chamada "geração à rasca" — as vítimas desta política. São todos os trabalhadores, os desempregados (em particular, os de idade mais avançada), os reformados e os idosos, os pequenos e médios empresários, e muitos outros. A pagar uma crise para a qual não contribuíram e que enriquece ainda mais os que a provocaram.
Por tudo isto, está (mais que) na hora de dizermos "basta!" a esta política e aos seus executores e apoiantes. Todos! "Cidadãos [jovens e menos jovens, partidários e apartidários], Associações, Movimentos Cívicos, Partidos, Organizações Não-Governamentais, Sindicatos, Grupos Artísticos, Recreativos e outras Colectividades".
No dia 12 de Março, lá estaremos, com a "Geração À Rasca". Por um país justo, solidário e verdadeiramente democrático.
sexta-feira, março 04, 2011
A União Europeia morreu
Fora de uma visita normal de Estado, José Sócrates foi a despacho a Berlim. De joelhos, explicou à chanceler porque deve Portugal ser poupado. Aos olhos do Mundo e da Europa, envergonhando todo o País, portou-se como ministro da senhora Angela Merkel.
Este é o estado a que a Europa se deixou chegar. Uma chefe de Governo de um dos 27 Estados porta-se como imperatriz de toda a Europa. Primeiros-ministros de Estados independentes pedem-lhe a bênção para os disparates que andam a fazer, a que ela, que defende apenas, como é evidente, os interesses do seu próprio povo, dá a sua bênção. Em nome de quem? Em nome de quê?
O que se passou na quarta-feira não foi apenas uma vergonha para Portugal. Foi uma vergonha para toda a Europa. Quando os países periféricos estão dependentes do programa político de uma líder a quem a Europa, como projeto, nada diz, percebemos que a União Europeia morreu.
[…] Mais tarde ou mais cedo seremos deixados na berma da estrada.
Esquerda volver!
O bloco central

quarta-feira, fevereiro 23, 2011
José Afonso vive!
A nossa singela mas sentida homenagem a José Afonso, com as suas próprias palavras…
CARTA AO ZECA
(com as palavras que ele nos deixou)
Tu querias que esta fosse
uma terra da fraternidade,
uma cidade sem muros nem ameias,
com gente igual por dentro
e gente igual por fora.
Mas tu sabias como era a lei
nesta terra em que quem trepa no coqueiro é o rei,
nesta terra em que eles comem tudo,
comem sempre tudo,
e não deixam nada.
Por isso nos chamavas:
— Venham mais cinco! Traz outro amigo também!
E cada um de nós respondia-te,
com a coragem e a força que nos davas:
— A gente ajuda, havemos de ser mais, eu bem sei…
Partiste.
Passaram já tantos anos
Mas parece que foi ontem!
Parecerá sempre que foi ontem,
porque as tuas palavras, as tuas canções, o teu exemplo,
continuam connosco a dizer-nos
que o que faz falta é avisar a malta,
porque o pão que muitos comem ainda sabe a merda,
porque continua a haver infância que nunca teve infância,
porque ainda há homens que dormem na valeta.
— Mudem de rumo! Mudem de rumo!
— Que a voz não vos esmoreça, vamos lutar! — pedias.
É isso que faremos. Enquanto há força!
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Tudo "bons" rapazes!
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Mubarak é passado
A Revolução continua. Pela liberdade, a democracia, a justiça social. fonte RTP
Actualização
Mubarak demitiu-se e entregou o poder às forças armadas. Duplo êxito: o ditador sai de cena e, com ele, o chefe da polícia secreta, Omar Suleiman.
Agora, apesar de não haver uma aliança "Povo-MFA", espera-se que os militares se limitem a manter a ordem e a segurança, mas não se oponham à vontade do povo de aprofundar e levar por diante a revolução. O sonho só agora começa a ser realidade!
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
O motor da história
Ainda é cedo para sabermos onde a revolução chegará, mas uma coisa ficou já clara: é a vitória da organização popular, genuína, de base, à revelia das vanguardas partidárias e das confrarias religiosas, a mostrar que é o povo, quando disso tem consciência, o motor da história.
Actualização
Afinal, com este discurso, Mubarack revela não perceber absolutamente nada do que está acontecer no país de que ainda se reclama presidente. No Egipto, a história está em marcha acelerada e não vai ser este travão que a fará parar, acredito.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Que democracia?
Seguindo este triste exemplo, a Força Aérea dos EUA, vem agora determinar expressamente que a maioria dos americanos, especialmente soldados e respectivos familiares, poderá ser processada por ler material publicado pela WikiLeaks!
Já há muito tempo se percebeu que a democracia económica e social nunca será alcançada através deste sistema capitalista selvagem e iníquo. Começa agora também a ficar claro que até a democracia política está cada vez mais "sequestrada, condicionada, amputada".
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Os portugueses são desconfiados
Os portugueses são desconfiados. Na hora de ajustar contas, porém, dão tiros nos pés.
domingo, fevereiro 06, 2011
O "novo" Código Contributivo
sábado, fevereiro 05, 2011
É urgente um mundo mais justo
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Os impostos não são para todos
Apesar de ter afirmado que o esforço de consolidação orçamental seria distribuído por todos, e que aqueles que mais têm mais seriam chamados a suportar esse sacrifício, na realidade, o governo faz o contrário, fustigando os portugueses com a política de austeridade mais violenta de sempre, ao mesmo tempo que faz vista grossa à evasão fiscal da Banca e lhe cobra menos impostos.
O sol, quando nasce é para todos. Por cá, os impostos, não.
Epígrafe para a arte de furtar
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
A história não o absolverá
- O governo egípcio simula o diálogo com as “forças ditas nacionais” (leia-se polícias à paisana e milícias do regime), com a participação de representantes dos manifestantes pró-democracia os quais, na realidade, recusam qualquer negociação e continuam a lutar pela demissão de Mubarak.
- Bandidos apoiantes do regime, armados de matracas, facas e alguns com pistolas, proíbem a entrada e controlam as saídas da ponte Al Gala, para impedir que os manifestantes entrincheirados na Praça da Libertação recebam reforços e abastecimentos.
- Um activista da Amnistia Internacional e outro da Human Rights Watch, para além de outros membros de organizações de defesa dos direitos humanos, são detidos pela polícia.
- Numerosos jornalistas estrangeiros têm sido alvo de violência, e alguns foram espancados ou presos.
- Em consequência da atitude "dialogante" de Mubarak e da entrada em cena dos seus milicianos disfarçados, só na noite de ontem registaram-se oito mortos e mais de um milhar de feridos.
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| "Há Sangue no Cairo", Henrique Monteiro |
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
O desespero dos tiranos
Hoje, no Egipto, inapelavelmente condenado por um gigantesco protesto popular, Mubarak, em desespero de causa, não hesita em soltar o que resta da sua matilha para semear a confusão entre a multidão de manifestantes que exige a sua demissão e, como se mais de uma centena de mortos e milhares de feridos não fossem já sangue demais, provocar mesmo um verdadeiro banho de sangue. cf Destak.pt
É a mesma velha história. O desespero dos tiranos mostra a sua verdadeira face de criminosos sem escrúpulos. Mas a história, a que o povo escreve, acaba sempre por julgá-los. Mais tarde ou mais cedo.
O valor da democracia
Agora, que os factos começam a consumar-se, os EUA tentam cavalgar a revolução, exigindo Obama início imediato da transição pacífica para eleições livres e justas. Pena é que, durante 30 longos anos, os americanos tenham sido indefectíveis aliados de Mubarak e coniventes com a sua ignominiosa ditadura. Mas já estamos habituados a isso. Para os EUA, o valor da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, mede-se em dólares e barris de petróleo. Por isso a Palestina ainda continua às escuras.
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Portugal é Lisboa
Se compararmos as diversas regiões, as disparidades entre elas são ainda maiores. Por exemplo, a região da Grande Lisboa é 3,1 vezes mais "rica" que a região da Serra da Estrela, e mesmo 2,3 vezes mais que a vizinha região da Península de Setúbal.
Portugal é um país pequeno e depois da adesão à União Europeia, em 1986, recebeu muitos milhões de euros de fundos comunitários destinados ao desenvolvimento regional. Uma governação mais séria, competente e responsável, facilmente teria conseguido atenuar as assimetrias do país. Infelizmente tal não aconteceu. Por isso Portugal continua a ser Lisboa e o resto, paisagem.
Os soldados são filhos do povo
Não há dúvida, "os soldados são filhos do povo", lembram-se? Agora sim, a revolução vencerá!
domingo, janeiro 30, 2011
"25 de Abril" no Egipto
E no Egipto é a sério. É o povo que faz a Revolução. E morre por ela, se preciso for.
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| imagem editada por Miguel Gomes |
sexta-feira, janeiro 28, 2011
2011, o virar da página
O sistema mundial está esgotado. Tem-se revelado e revela-se, por isso, incapaz de responder às grandes catástrofes. A subida em espiral dos preços dos bens alimentares e da energia, com profundas consequências sociais e políticas na Tunísia e no Egipto, confirma-o.
Perante um cenário de crise sistémica, generaliza-se a incapacidade das grandes potências e da comunidade internacional para controlar a situação. A liderança dos EUA não passa já duma ficção, a União Europeia não tem a energia nem a visão necessárias para ter peso nos acontecimentos mundiais, e a China e a Rússia mostram-se, para já, incapazes de assumir o controlo de todo ou parte do sistema internacional e a sua única acção limita-se a minar discretamente o que resta dos alicerces da (des)ordem actual.
Três anos de crise colocaram as sociedades à beira da rotura económica e social. Dezenas de milhões de americanos oscilam entre a pobreza sofrida e a raiva contra o sistema. Os cidadãos europeus, encurralados entre o desemprego e o desmantelamento do Estado-providência, começam a recusar-se a pagar a factura. Mas, também no seio das potências emergentes, a transição violenta que a crise constitui conduz as sociedades para situações de rotura.
Perante a conjugação destas três dramáticas realidades, 2011 pode tornar-se um ano impiedoso, em particular para os que optaram por não aprender as difíceis lições dos três anos de crise que o precederam. Mas também o lento e, infelizmente, violento virar de página de um sistema à beira da falência. cf. Crise sistémica global
quinta-feira, janeiro 27, 2011
A sociedade do "salve-se quem puder"
A minha solidariedade com o Manuel Rocha, companheiro de causas e cantigas.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Mobilizar os abstencionistas
Em vez de culpabilizar os cidadãos que não se revêem nas suas candidaturas, está na hora da esquerda partidária refletir e fazer alguma coisa para recuperar e mobilizar a maioria dos abstencionistas que, seguramente, também estão contra as políticas que conduziram o país à situação pantanosa em que se encontra.
Ganhou Cavaco, perderam os portugueses!
Do que não restam dúvidas é que, politicamente, quem perdeu foi o país, como de resto se previa.
Se ainda não batemos no fundo, mais cinco anos de cavaquismo presidencial, reforçados com o provável desgoverno da direita, que não tarda muito, se sucederá à desastrosa governação de Sócrates, vão arrastar-nos definitivamente para uma fossa abissal de onde só sairemos com muito sangue, suor e lágrimas.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Salve-se quem puder

Com exemplos destes na Chefia do Estado, Portugal é definitivamente a terra do "salve-se quem puder".
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Cavaco, memórias de um desastre
Como Presidente da República, Cavaco cooperou estrategicamente com a desastrosa governação de José Sócrates, tendo promulgado todos os decretos e orçamentos e apoiado particularmente o famigerado orçamento de 2011, que agrava brutalmente as condições de vida dos portugueses com o aumento dos impostos, os cortes dos salários, a redução ou extinção de subsídios, e destrói a economia levando à diminuição do investimento, ao aumento das falências e ao agravamento do desemprego. Confrontado com as mais diversas questões e problemas, o actual PR lava habitualmente as mãos adoptando um silêncio esfíngico ou o repetitivo "não comento". O Presidente Cavaco, mais que não seja por omissão, é co-responsável pela calamidade económica e social a que o país foi conduzido.
A ideologia e as convicções democráticas de Cavaco, se realmente o são, deixam também muito a desejar, como o atestam a sua declaração de integração no regime salazarista, à PIDE, em 1965, e mais grave ainda, como Primeiro-ministro, a recusa em atribuir uma pensão "por serviços excepcionais e relevantes" ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, em 1989, ao mesmo tempo que, três anos depois, a concedeu a dois inspectores da extinta PIDE/DGS, um dos quais envolvido no tiroteio da rua António Maria Cardoso que causou os únicos quatro mortos da Revolução de Abril.
Cavaco revela ainda uma falta de cultura e de sensibilidade cultural gritantes. Dois exemplos, apenas: o professor, que nunca se engana e raramente tem dúvidas, não sabia quantos cantos tem "Os Lusíadas", o poema épico de Camões, símbolo maior de Portugal; e depois de em 1992, ter cortado o romance de José Saramago Evangelho segundo Jesus Cristo da lista dos concorrentes ao Prémio Literário Europeu, em 2010, optou por continuar de férias nos Açores em vez de, como lhe competia enquanto Chefe de Estado, estar presente no funeral do nosso Prémio Nobel da Literatura.
Mas, para além de tudo isto, que não é pouco, Cavaco está longe de ser o exemplo de seriedade e isenção que desde sempre pretendeu alardear, como os negócios obscuros e de legalidade duvidosa das acções da SLN e da vivenda de luxo da Aldeia da Coelha deixaram perceber.
Cavaco é um mito, um embuste, um desastre! O que levou este povo a fazer dele o político com mais anos de poder do regime democrático (mesmo que passe o tempo a atirar-nos poeira aos olhos repetindo que não é um político)? O que pode levar os portugueses ao suicídio colectivo reelegendo-o para a Presidência da República? Ignorância? Estupidez? Medo? Ou interesse? Estas são as perguntas que continuam por esclarecer. Talvez a história um dia o faça. Ou não.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Dizer não a Cavaco!
A eventual reeleição de Cavaco seria o cavalo-de-tróia da tomada do poder pela direita, que levaria à liquidação definitiva do Estado Social, da Escola Pública e dos direitos dos trabalhadores, e bem assim, à completa submissão do país aos interesses dos agiotas e dos especuladores financeiros.
Os patriotas, os democratas e os portugueses em geral só têm, por isso, um caminho: DIZER NÃO A CAVACO, votando em qualquer um dos outros candidatos!
25 de Abril sempre!
terça-feira, janeiro 18, 2011
Ergam-se!…
A ajoelhar-se, é o que a maioria dos portugueses, há muito tempo, anda a fazer e, infelizmente, parece com pouca vontade de se erguer.
Ainda que de pouco ou nada valha, o meu apelo para o próximo dia 23:
E não voltem a ajoelhar-se.
Continuar na m*rda?…
sábado, janeiro 15, 2011
Varrer a mediocridade e a falta de seriedade
Seja como for, que bom seria se os estudantes em particular e os portugueses em geral seguissem o "conselho" do candidato Cavaco Silva e se decidissem de vez a varrer a mediocridade e a falta de seriedade que grassam no poder político!… A começar pelo próprio Cavaco…
O "candidato do povo"
Candidatos assim, seria bom que o povo os dispensasse de vez!
sexta-feira, janeiro 14, 2011
quinta-feira, janeiro 13, 2011
O d. sebastião
Fernando Nobre acusa-o de "estimular o medo" ao falar na hipótese de ocorrer, a prazo, uma crise política. Eu acho que Cavaco mete medo! E não é apenas pelas suas assustadoras carantonhas!
Rumos
Agora, em campanha eleitoral, o candidato Cavaco Silva promete o que não fez e diz que, se for eleito, vai utilizar os poderes que a lei lhe confere "para Portugal encontrar o rumo certo".
Só espero que, no dia 23, os portugueses não se deixem levar no embuste e ajudem Cavaco a rumar para casa. Esse, sim, seria o primeiro passo de um rumo verdadeiramente certo para o nosso país!
terça-feira, janeiro 11, 2011
O cara-de-pau
Agora, aberta a caça ao voto, o candidato Cavaco Silva, não hesita em criticar Sócrates e pedir-lhe que explique as medidas que ele próprio, enquanto Presidente da República, apoiou e viabilizou.
É preciso ser cara-de-pau! Cavaco, que não se cansa de dizer que não é político mas está na política há mais de 15 anos, é um politicão! Ele sabe-a toda!… Infelizmente, a maioria dos eleitores parece não se dar conta disso!…
Sol na eira e chuva no nabal?
Para que fique claro, em caso de segunda volta entre Cavaco e qualquer dos outros candidatos, votaremos sempre contra Cavaco.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Cavaco e o rebanho
Cavaco Silva é a prova disto mesmo. E pode muito bem vir a ser reeleito. Se isso acontecer, fica definitivamente demonstrado que, em Portugal, mais do que defender o interesse colectivo e servir o país, servir-se da política para tratar da vidinha compensa. O que só acontece numa terra onde a maioria, fruto de um défice ancestral de educação, de cidadania e de auto-estima, se comporta como um rebanho de dóceis carneiros.
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Traição nacional
Esta decisão, grave, em qualquer circunstância, por constituir um miserável ataque à soberania nacional, é ética e politicamente intolerável por se tratar de mais uma humilhante cedência a um estado que, durante a sua curta existência, causou milhões de vítimas por toda a parte em invasões, guerras e actos de autêntico terrorismo de massa e que, por isso mesmo, não tem qualquer legitimidade para se arvorar em polícia do mundo.
terça-feira, janeiro 04, 2011
O "Dia da Raça"
Mais do que gaffes, são tiques de alguém que parece não ter assimilado completamente os valores da democracia. É grave, não há dúvida. Mas mais grave é o povo ter eleito e preparar-se para eleger alguém assim para a Presidência da República de um país que se diz democrático.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
A mensagem de "sua majestade"
Assumindo uma pose majestática, o candidato Cavaco Silva voltou a distanciar-se da classe política, como se também ele não fosse político e, pior do que isso, como se não tivesse grossas responsabilidades nas dificuldades e na pobreza que afligem milhares, talvez milhões, de portugueses, ao ter adoptado uma 'cooperação estratégica' com Sócrates e promulgado todos os seus diplomas (orçamento incluído).
Cavaco roçou mesmo a hipocrisia ao apelar ao combate ao desemprego, à pobreza e à injustiça social, quando é um dos principais responsáveis pela difícil situação que a esmagadora maioria dos portugueses enfrenta e vai ter de enfrentar em 2011, graças às políticas que avalizou e ao devastador orçamento que acaba de promulgar.
sexta-feira, outubro 15, 2010
Sócrates mente, há outro caminho.
Sócrates só pode, portanto, querer tomar-nos por parvos quando insiste que não há outro caminho para combater o défice. Obviamente que existe e não é o seu. Só os cinco principais bancos portugueses averbaram cinco milhões de euros de lucro, por dia, mas os lucros do capital são um bezerro de ouro sagrado que o governo não ousa tocar. Como não toca nas mais-valias bolsistas, não impõe uma taxa especial aos lucros dos grandes grupos económicos, e nada faz para evitar o desperdício e as mordomias do Estado. Este sim, seria o caminho para uma verdadeira política orçamental. Porque, desta forma, o combate ao défice não hipotecaria o crescimento económico. E, já agora, a justiça social.
Não há dúvida, Sócrates mente, há outro caminho.
Duplo crime
Isto é tão simples de perceber que não é necessária qualquer formação em Economia, bastando apenas possuir um mediano coeficiente de inteligência (QI). Infelizmente, parece que a maioria dos portugueses não dispõe desse QI médio. Só isso poderá explicar a sua insistência em votar em políticas e partidos criminosos que outra coisa não visam senão sugar-lhes o sangue e esfolar-lhes a pele. Parece que a criminalidade dos governantes e o masoquismo dos governados não têm limites!…
terça-feira, outubro 12, 2010
Duplo crime
Isto é tão simples de perceber que não é necessária qualquer formação em Economia, bastando apenas possuir um mediano coeficiente de inteligência (QI). Infelizmente, parece que a maioria dos portugueses não dispõe desse QI médio. Só isso poderá explicar a sua insistência em votar em políticas e partidos criminosos que outra coisa não visam senão sugar-lhes o sangue e esfolar-lhes a pele. Parece que a criminalidade dos 'governantes' e o masoquismo dos 'governados' não têm limites!…
segunda-feira, outubro 11, 2010
Por este país
O nosso país tem de ter um outro rumo. Ou mudamos ou afundamo-nos. O nosso país está a afundar-se mercê de políticas erradas das últimas décadas. É o momento de invertermos a marcha decadente.
Se acabarmos com os subsídios do Estado providência, isso quer dizer que rapidamente teremos 40% de pobres, e esse não é o futuro.
O actual Presidente da República deixou esgotar esse passo fatídico dos seis meses. Até aí ele tinha armas de pressão sobre os partidos para os fazer entender que era necessário um bom orçamento para o país.
Se o Presidente da República exercer efectivamente todos os poderes que lhe estão reservados na Constituição, ele tem uma palavra decisiva a dizer no sentido da mobilização geral do povo.
Isto não significa que já tenha decidido votar Fernando Nobre para a Presidência da República. Mas é uma hipótese que, cada vez mais, não descarto. Por este país, interessam-me mais as ideias do que os rótulos.
Caminhamos? Para onde?
O Fundo Monetário Internacional divulgou um relatório onde prevê a estagnação da economia nacional, no próximo ano. Porém, tendo em conta o novo pacote de austeridade anunciado pelo Governo na semana passada, o cenário é ainda pior, prevendo-se uma contracção de 1,4 por cento do crescimento económico e uma subida de 10,9 por cento do desemprego.
Tem razão Jerónimo de Sousa quando afirma que o FMI descobriu a pólvora. Com efeito, há muito sabemos que a receita que Sócrates se prepara para aplicar (e que o FMI aplaude) não só não reduzirá o défice orçamental (já que, com a recessão, não haverá aumento de receitas das famílas, nem das empresas, nem do Estado), como empobrecerá ainda mais o país e agravará as condições de vida da maioria da população.
E lá fora as coisas não estão melhor, como se verifica com a maior economia do mundo.
Não há dúvida que, com uma economia de casino que privilegia a especulação financeira e o lucro fácil, se não forem tomas medidas sérias e urgentes e se continuarmos de braços caídos, mais tarde ou mais cedo, o capitalismo levar-nos-á à desgraça.
Ainda vai haver 'porrada'…
Ainda há quinze dias José Sócrates garantia que estava tudo bem e não seriam necessárias novas 'medidas de austeridade'. Agora, com a coragem que não tem para acabar com os grandes interesses instalados e a impunidade fiscal de que gozam os especuladores, submete a maioria dos portugueses, já com um dos piores níveis de vida da União Europeia, à maior violência levada a cabo por um governo depois do 25 de Abril.
Em vez de incentivar o investimento, fomentar o emprego, promover o crescimento, em suma, governar o país, Sócrates põe-se de cócoras perante os agiotas dos 'mercados financeiros'. Mas, apesar do momentâneo alívio do 'risco da dívida portuguesa', essa subserviência perante Bruxelas de nada vai valer. Porque é impossível aguentar esta carga de impostos por muito tempo e a recessão que aí vem novamente.
Somos um 'povo de brandos costumes' mas a paciência tem limites. Um dia destes ainda vai haver 'porrada'…
Temos de encontrar outro caminho. Urgentemente.
Já os gestores com salários milionários, os titulares de reformas douradas e os especuladores que se divertem no casino da Bolsa e enviam os seus lucros e mais-valias para os paraísos fiscais, podem descansar que o fisco vai continuar a deixá-los à vontade.
Tudo isto para acalmar os mercados financeiros e reduzir drasticamente o défice orçamental, dizem. E o que é que ganhamos em troca? Nada. Ou pior: a estagnação da economia, o aumento do desemprego, o agravamento brutal das condições de vida. E daqui a quatro ou cinco meses, o mais certo é voltarmos a ter a União Europeia, a OCDE, o FMI, os especuladores internacionais, a rosnar à nossa volta, sedentos de mais sangue.
Decididamente, temos de encontrar outro caminho. Urgentemente. Porque este leva-nos ao suicídio colectivo.
quinta-feira, julho 01, 2010
Andam a brincar com o fogo
Mas, se pensavam que, apesar de casa roubada, a UE iria tomar medidas sérias para desencorajar e punir o comportamento destas sanguessugas, desiludam-se. Banqueiros e executivos bancários, além dos seus milionários ordenados, continuarão a locupletar-se com chorudas gratificações, ainda que recebam adiantadamente 'apenas' 30 por cento do seu montante e 50 por cento lhes seja pago em acções (coitadinhos!).
Os 'responsáveis' andam a brincar com o fogo. Apesar de moribundo, por cada novo milionário que faz, este sistema económico e social iníquo atira para a pobreza e a miséria mais uns quantos milhares de seres humanos. Mas a panela de pressão social ferve cada vez mais e não me admira que um dia venha a estoirar. Infelizmente, os decisivos avanços da História só aconteceram com a violência da luta de classes e da revolução social.
quarta-feira, junho 30, 2010
Realismo é do que precisamos
Assim como não percebo tamanha felicidade da maioria dos portugueses — qual hiena, que se alimenta de fezes, faz sexo apenas uma vez por ano e passa o tempo a 'rir' — também não vejo razão para o congénito (?) pessimismo lusitano.
Realismo é do que precisamos. E consciência de que a grave crise económica e social em que nos mergulharam não é conjuntural — antes, a crise definitiva de um sistema que já deu o que tinha a dar: cada vez mais pobreza e injustiça social. E milionários.
É por isso que não podemos fazer como a hiena. Nem como a avestruz. Se quisermos uma sociedade, um país, um mundo, melhores, temos de lutar por eles. Deus e os governantes não o farão por nós.
terça-feira, junho 29, 2010
Pobretes mas alegretes
Já sabíamos que assim era mas este estudo vem agora comprová-lo.
Há 50 anos, o nacional-cançonetismo salazarista propagandeava "a alegria da pobreza" na "casa portuguesa". Com o 25 de Abril, julguei que os portugueses se tivessem libertado definitivamente desse fado. Afinal, parece que me enganei. Lamentavelmente, continuam "pobretes mas alegretes".
quinta-feira, junho 24, 2010
Cada vez mais longe do país cor-de-rosa
Cenário negro que, infelizmente, pode vir a revelar-se trágico se o país entrar em bancarrota, uma hipótese cada vez menos descartável em virtude da total inoperância da União Europeia no controlo da voracidade de banqueiros e especuladores financeiros (não é por acaso que, de acordo com o relatório mundial de riqueza, elaborado pelo Merrill Lynch e pela Capgemini, não só passou a haver mais ricos no mundo, como as fortunas dos mais ricos dispararam em plena crise!).
Enfim, estamos cada vez mais longe do país cor-de-rosa que o senhor Sócrates tanto apregoou e prometeu!
segunda-feira, junho 21, 2010
O Presidente da República não existe
Quando deve intervir ou falar, Cavaco fica quieto e calado como uma múmia; agora, tenta justificar o injustificável. Ao contrário de José Saramago, envergonha e empobrece Portugal. Verdadeiramente, este Presidente da República não existe.
sexta-feira, junho 18, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
De boas intenções está o inferno cheio!
- reduzir em 20 milhões o número que vive abaixo do limiar da pobreza e da exclusão, promovendo a inclusão social.
- aumentar em 75 por cento a taxa de emprego da população com idade entre 20 e 64 anos do nível, nomeadamente através de uma maior participação da população jovem, dos trabalhadores mais velhos ou com menos qualificação e uma melhor integração dos migrantes legais
- reduzir a taxa de abandono escolar entre os jovens para dez por cento e aumentar a percentagem da população com idade entre 30 e 34 anos que completou estudos superiores de 31 para, pelo menos, 40 por cento
- reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20 por cento relativamente aos níveis de 1990, subir para 20 por cento a parte das energias renováveis no consumo final de energia e aumentar na mesma percentagem a eficiência energética
- investir três por cento do Produto Interno Bruto em investigação e desenvolvimento
Tudo isto é bonito e absolutamente indispensável. O problema é a enorme distância que sempre vai das intenções à realidade. E de boas intenções está o inferno cheio! Veremos…
O país dos três "efes"
Por outro lado, após uma semana fora do 'clube da bancarrota', regressámos desta vez ao 8º lugar dos países com maior risco de incumprimento da dívida soberana, o que, aliás, já aqui tinha escrito que não me admiraria que voltasse rapidamente a acontecer.
Mas, tudo isto, que não é pouco, não parece ser motivo de preocupação para a generalidade dos portugueses, mais preocupados com a selecção nacional de futebol, na véspera do seu primeiro jogo do Mundial. A inversão de valores é de tal ordem que o assunto assume foros de tema no programa Prós e Contras, na televisão pública. Como se do resultado de um simples jogo de futebol ou mesmo da classificação da selecção no Mundial dependesse a solução da crise e o futuro do país! Não há dúvida: voltámos a ser o país dos três 'efes' — Fátima, Fado e Futebol — se alguma vez deixámos de sê-lo!
segunda-feira, junho 14, 2010
Sobra sempre para nós
E as organizações ambientalistas, que deveriam exigir que a BP, o governo dos EUA e outros actuem verdadeira e decisivamente, remetem-se a um silêncio cúmplice graças a generosos subornos da petrolífera.
Obama compara o desastre ambiental com o 11 de Setembro mas a verdade é que as suas consequências podem vir a ser bem mais devastadoras não apenas para a América mas também para a Europa e o mundo.
Com efeito, segundo os cientistas, o petróleo não está apenas em vias de cobrir as praias do Golfo. Ele propagar-se-á para as costas do Atlântico até à Carolina do Norte e então para o Mar do Norte e a Islândia e, além do dano para as praias, a vida marinha e os abastecimentos de água podem ser seriamente afectados. A corrente do Golfo, decisiva para o equilíbrio do planeta, tem uma química, composição, densidade e temperatura muito características. O que acontecerá se o petróleo e os dispersantes (e todos os compostos tóxicos que eles criam) realmente mudarem a sua natureza? Ninguém pode descartar mudanças potenciais, incluindo o trajectória da corrente, e mesmo pequenas mudanças poderiam ter enormes impactos. Não esqueçamos que a Europa, incluindo a Inglaterra, não é um deserto gelado devido ao aquecimento da Corrente do Golfo.
Enfim, já não chegava termos de suportar uma crise económica e social que não causámos. Agora também podemos ser vítimas de uma crise ambiental de que não somos responsáveis. Sobra sempre para nós.
A insustentável leveza das palavras
No entanto, a única certeza que, infelizmente, temos é que, em 25 anos de integração europeia, a situação social e económica do país agravou-se: temos mais pobres, mais desempregados, mais desigualdade social, mais défice e endividamento público, menos investimento e crescimento económico. Perante esta realidade objectiva que sobre nós se abate, Cavaco e Sócrates melhor fariam se nos poupassem às suas inúteis querelas semânticas. Desde logo porque ambos contribuíram, directa ou indirectamente, para a situação — sustentável ou insustentável, mas, seguramente, muito difícil — em que o país hoje se encontra.
sexta-feira, junho 11, 2010
Mudou alguma coisa?
Mas o que é que, na realidade, mudou com isso? Nada. Continuamos com o mesmo profundo endividamento externo, a mesma estagnação do investimento e do crescimento económico, o mesmo alarmante desemprego, a mesma gritante pobreza e injustiça social.
Por isso, enquanto a economia real continuar refém da pomposamente chamada 'volatilidade do mercado financeiro' (leia-se 'apetite insaciável dos especuladores'), notícias como esta estão longe de deixar-nos definitivamente descansados. Amanhã ou depois já podemos cair novamente no clube. Basta que os vampiros das agências de rating acordem mal dispostos.
terça-feira, junho 08, 2010
Basta de demagogia!
Como se não bastassem a Selecção e as vuvuzelas para nos anestesiarem, temos também o 'patriótico' apelo do Senhor Presidente da República que, enquanto pouco ou nada fez para contrariar o estúpido esbanjamento de biliões de euros na banca privada e a política recessiva do governo que tem atirado centenas de empresas para a falência e condenado milhares de famílias à penúria, vem agora sugerir aos portugueses que façam férias 'cá dentro' para não aumentar o endividamento nacional, porque segundo o economista Cavaco Silva, as 'férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa'.
O Presidente da República sabe que a maioria dos portugueses, neste momento, não tem sequer meios para passar férias em Portugal e, muito menos, no estrangeiro.
O Presidente da República sabe que os portugueses que ainda conseguem passar férias no estrangeiro são cada vez menos e um número residual.
Mas o economista Cavaco Silva também sabe que a balança de turismo portuguesa regista sempre um saldo muito positivo (em 2009, por exemplo, foi superior a 4,2 biliões de euros), justamente porque a entrada de divisas resultante dos fluxos turísticos internacionais, no nosso caso, é sempre largamente superior à saída. E o professor Cavaco Silva sabe ainda que o proteccionismo, seja no comércio externo, seja no turismo internacional, só prejudica os países que têm vantagens, como é o caso de Portugal, no sector do turismo.
O Senhor Presidente da República percebe que os outros chefes de Estado têm o mesmo direito de fazer este tipo de apelo aos seus cidadãos e que, se tal acontecesse, seríamos nós quem ficaria a perder. E muito.
Senhor Presidente da República, faça o que lhe compete.
Professor Cavaco Silva, basta de demagogia!
segunda-feira, junho 07, 2010
O capital é quem mais ordena
Empurram-nos para o abismo
Acham talvez que estou a dramatizar, mas se lerem o excerto seguinte da entrevista de Jacques Attali ao Euronews, verão que, infelizmente, não há qualquer exagero nas minhas palavras (E não se trata de um 'perigoso' esquerdista mas de uma personalidade do sistema, economista e ex-presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento).
A crise era uma pequena crise dos subprimes americanos, que devia ter custado 10 mil milhões de dólares e se tornou numa crise mundial de bancos que pode custar 500 mil milhões de dólares ..continuamos a não fazer nada, salvo transferir para os contribuintes, o que se transformou em crise da dívida pública que atinge os 7,8 biliões de dólares.
Os bancos continuam a especular exactamente como antes, os actos imorais também continuam do mesmo modo, nada, absolutamente nada mudou num sistema que está totalmente nas mãos do mercado financeiro internacional.
[…]
Há três anos que digo que não fazemos mais do que transferir a dívida privada para a dívida pública.
Desde o momento em que se deu a crise do Lehman, escolhemos transferir a dívida privada para a dívida pública, e como aceitámos transferir aceitámos financiar todas as perdas dos mais diversos bancos e, Lehman à parte, não deixar ninguém declarar falência.
Assim, aceitámos que o contribuinte de amanhã, para além das dívidas que tenha, pague esses erros.
[…]
A decisão de apelar ao FMI é desonrada porque o Fundo Monetário é uma estrutura honorável mas não é uma estrutura europeia. Assim, confiámos a outros, ou seja, aos americanos e outros não europeus a responsabilidade de decidir a política que convém seguir num país europeu.
Assim, optamos por uma estratégia que está a destruir a identidade europeia.
E o encargo principal será europeu, pois são os europeus que vão pagar a crise.
[…]
Acho que estamos a ir para pior, e pior é dizer entre dois a três anos, até menos, uma desintegração da Europa. A única questão é se os políticos que não tiveram a coragem de decidir na calma podem fazê-lo durante a tempestade.
Cá se fazem, cá se pagam
É este território que os fora-da-lei israelitas se arrogam o direito de transformar no maior e mais vergonhoso 'campo de concentração' do mundo, cercando-o com muralhas, controlando o seu espaço aéreo, impedindo o seu acesso marítimo e submetendo a população palestina a um bloqueio desumano que a priva das mais elementares condições de vida. E, como se isto não fosse já suficientemente criminoso, o Estado nazi-sionista de Israel invade, destrói, metralha, assassina em massa, como aconteceu em Janeiro de 2009.
Agora, com a complacência dos Estados Unidos e da União Europeia e a tolerância das Nações Unidas, arma-se em dono das águas internacionais e impede o acesso e a ajuda internacional a Gaza, assassinando aqueles que ousam fazê-lo.
(Se ainda assim não acha que tudo isto é uma monstruosidade verdadeiramente inaceitável, imagine, por momentos, que Portugal é a Faixa de Gaza e a Espanha, o Estado de Israel!…)
Contudo, acredito que o crime e a iniquidade não são eternos. Mais tarde ou mais cedo, os nazis israelitas terão o mesmo fim que os nazis alemães. Como diz a sabedoria popular, cá se fazem, cá se pagam.
O Titanic II ??
Cidadãos europeus, uni-vos!
O modelo social europeu e o Estado Providência; a possibilidade, sem precedentes na história, de os trabalhadores e suas famílias poderem fazer planos de futuro a médio prazo (educação dos filhos, compra de casa); a paz social; o continente com os mais baixos níveis de desigualdade social — todo este sistema está à beira do colapso e os resultados são imprevisíveis. O relatório que o FMI acaba de divulgar sobre a economia espanhola é uma declaração de guerra: […] reduzir drasticamente os salários, destruir o sistema de pensões, eliminar direitos laborais (facilitar despedimentos, reduzir indemnizações).
A mesma receita será imposta a Portugal, como já foi à Grécia, e a outros países da Europa, muito para além da Europa do Sul. A Europa está a ser vítima de uma OPA por parte do FMI […].
O senso comum neoliberal diz-nos que a culpa é da crise, que vivemos acima das nossas posses e que não há dinheiro para tanto bem-estar. Mas qualquer cidadão comum entende isto: se a FAO calcula que 30 mil milhões de dólares seriam suficientes para resolver o problema da fome no mundo e os governos insistem em dizer que não há dinheiro para isso, como se explica que, de repente, tenham surgido 900 mil milhões para salvar o sistema financeiro europeu? […].
O que fazer? Haverá resistência mas esta, para ser eficaz, tem de ter em conta dois factos novos. Primeiro, a fragmentação do trabalho e a sociedade de consumo ditaram a crise dos sindicatos. […]. A resistência terá nos sindicatos um pilar mas ele será bem frágil se a luta não for partilhada em pé de igualdade por movimentos de mulheres, ambientalistas, de consumidores, de direitos humanos, de imigrantes, contra o racismo, a xenofobia e a homofobia. […].
Segundo, não há economias nacionais na Europa e, por isso, a resistência ou é europeia ou não existe. As lutas nacionais serão um alvo fácil dos que clamam pela governabilidade ao mesmo tempo que desgovernam. Os movimentos e as organizações de toda a Europa têm de se articular para mostrar aos governos que a estabilidade dos mercados não pode ser construída sobre as ruínas da estabilidade das vidas dos cidadãos e suas famílias. Não é o socialismo; é a demonstração de que ou a UE cria as condições para o capital produtivo se desvincular do capital financeiro ou o futuro é o fascismo e terá que ser combatido por todos os meios.
terça-feira, junho 01, 2010
Lavar as mãos não limpa a consciência
À margem do Direito Internacional, Israel não tem parado de levar a cabo acções criminosas e intoleráveis contra os palestinianos. Retalha-lhes e rouba-lhes o território confinando-os em verdadeiros campos de concentração. Destrói-lhes as escolas, os hospitais, as habitações, corta-lhes a energia eléctrica, rouba-lhes a água. Metralha-os e massacra-os impiedosamente praticando um vergonhoso genocídio que não poupa sequer crianças e mulheres. Tudo isto, à margem do Direito Internacional, chegando ao ponto de atacar aqueles que têm a coragem de se solidarizar activamente com o povo palestino, como ainda agora aconteceu.
É por isso que, no momento em que os Judeus se colocam ao lado dos Palestinianos, como sempre estiveram há mais de 2000 anos, na luta contra a brutalidade do sionismo israelita, não é moralmente aceitável que lavemos as mãos como Pilatos, fazendo de conta que não é nada connosco. É um problema da Humanidade. Por esse facto, de todos e de cada um de nós. Seja qual for a nossa religião, se alguma tivermos.
O(s) candidato(s) da Esquerda
Mas se houver segunda volta, votarei sem hesitar contra o candidato da Direita. Cavaco ou quem quer que seja. Quantos poderão dizer/ fazer o mesmo?
Terrorismo
É no que dá a hipocrisia de Obama (Prémio Nobel da Paz, lembram-se?) e da União Europeia, tão pressurosos a criticar e boicotar o Irão e sempre a dar palmadinhas nas costas a Israel, uma das maiores potências nucleares e o Estado que mais viola o Direito Internacional e os Direitos Humanos, que sistematicamente dá mostras de nada ter aprendido com os horrores de Auschwitz e de Treblinka.
sábado, maio 29, 2010
Negócios para os amigos
Hoje, além dos milhares de 'jobs' que distribui pelos seus 'boys', à margem da lei, o governo viola as mais elementares regras do mercado e da concorrência, atribuindo arbitrariamente contratos aos empresários amigos, como aconteceu com a escolha da empresa JP Sá Couto, para entrega do computador Magalhães, em regime de monopólio.
Em muito aspectos — infelizmente demasiados — as diferenças entre Sócrates e Salazar não são assim tantas.
Quanto mais lhe batem…
Bem sei que as sondagens valem o que valem, muitas vezes são feitas com o objectivo de condicionar os eleitores e a Marktest trata geralmente bem o PSD. Mas também não se pode ignorar completamente estes resultados que apenas confirmam a tendência da maioria dos portugueses para darem o poder aos partidos que há 35 anos os têm arruinado
Nada a fazer, qual deficiente que, numa sala onde existem diversas tomadas, continua sempre a meter o dedo nas mesmas duas que dão choque, assim é a maioria dos portugueses: quanto mais lhe batem mais gosta!
Jantar à luz da vela
quinta-feira, maio 27, 2010
Se não há Máfia em Portugal, parece!
O que me admira é que, apesar de a Espanha (32º lugar, com 6.1) estar um pouco melhor classificada que nós, nesta matéria, haja indícios da presença da Máfia por lá, mas não em Portugal.
Quando os mafiosos descobrirem que isto aqui é um paraíso para a corrupção, estamos tramados. Ou talvez não. Provavelmente já devem ter descoberto que os corruptos tugas ainda são piores do que eles.
E por que nao acabar com o Parlamento?
Esta gentinha que, provavelmente, nunca terá votado outra coisa que não seja PS ou PSD — os grandes responsáveis pelo caos em que hoje tentamos desesperadamente sobreviver — podia exigir a redução das despesas de funcionamento da Assembleia, do financiamento dos partidos, dos grupos parlamentares e das campanhas eleitorais, dos subsídios e reformas dos deputados, mas não. Em vez disso, defende a proposta fácil e demagógica que, inevitavelmente, levaria à quase extinção dos partidos mais pequenos, ao fim e ao cabo, os que mais têm lutado contra a política de desastre nacional do centrão (PS-PSD/ CDS) que nos tem arruinado. Por este andar, num país propenso ao sebastianismo e ao saudosismo e onde já suportámos uma ditadura de 48 anos, não me admiraria que um dia destes ainda surgisse uma petição a pedir a extinção do Parlamento!…




















