sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Mubarak é passado


A Revolução continua. Pela liberdade, a democracia, a justiça social. fonte RTP


Actualização

Mubarak demitiu-se e entregou o poder às forças armadas. Duplo êxito: o ditador sai de cena e, com ele, o chefe da polícia secreta, Omar Suleiman.
Agora, apesar de não haver uma aliança "Povo-MFA", espera-se que os militares se limitem a manter a ordem e a segurança, mas não se oponham à vontade do povo de aprofundar e levar por diante a revolução. O sonho só agora começa a ser realidade!

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

O motor da história

Ao fim de dezassete dias de intensa contestação popular, que deixou para trás mais de uma centena de mortos e milhares de feridos, o primeiro objectivo da revolução egípcia está alcançado: o derrube da ditadura de Mubarack que, ainda hoje, certamente, anunciará a sua demissão.


Ainda é cedo para sabermos onde a revolução chegará, mas uma coisa ficou já clara: é a vitória da organização popular, genuína, de base, à revelia das vanguardas partidárias e das confrarias religiosas, a mostrar que é o povo, quando disso tem consciência, o motor da história.

Actualização

Afinal, com este discurso, Mubarack revela não perceber absolutamente nada do que está acontecer no país de que ainda se reclama presidente. No Egipto, a história está em marcha acelerada e não vai ser este travão que a fará parar, acredito.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Que democracia?

No já distante ano de 1559, a Igreja Católica criava o Index Librorvm Prohibithorvm, lista dos livros e publicações cuja leitura poderia custar a morte nas fogueiras da Inquisição, lista que só viria a ser extinta em 1966!
 

Seguindo este triste exemplo, a Força Aérea dos EUA, vem agora determinar expressamente que a maioria dos americanos, especialmente soldados e respectivos familiares, poderá ser processada por ler material publicado pela WikiLeaks!
Já há muito tempo se percebeu que a democracia económica e social nunca será alcançada através deste sistema capitalista selvagem e iníquo. Começa agora também a ficar claro que até a democracia política está cada vez mais "sequestrada, condicionada, amputada".

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Os portugueses são desconfiados

Portugueses são os que menos confiam no Governo. Mas continuam a votar passivamente, pacificamente, no bloco central de interesses que, há mais de 30 anos, tem desgovernado o país.
Os portugueses são desconfiados. Na hora de ajustar contas, porém, dão tiros nos pés.

domingo, fevereiro 06, 2011

O "novo" Código Contributivo

Mudar alguma coisa para que tudo fique… ainda pior. Ou, como o governo Sócrates faz de parva a "geração precária".

sábado, fevereiro 05, 2011

É urgente um mundo mais justo

"Líderes ocidentais querem Médio Oriente mais democrático." RTP N
Sabendo o conceito de democracia que a maioria deles perfilha, o que nós preferimos mesmo é um Médio Oriente socialmente mais justo. E, já agora, um Portugal, uma Europa, enfim, um mundo!


Menino do bairro negro

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Os impostos não são para todos

Os três maiores bancos privados que operam em Portugal tiveram, em 2010, um aumento de 8,1 por cento dos seus lucros face a 2009. Em contrapartida, no mesmo período, os seus impostos diminuíram escandalosamente: o BES pagou menos 60 por cento, o BCP menos 20 por cento e o BPI apresenta, em 2010, uma carga fiscal negativa. cf Esquerda. Net
Apesar de ter afirmado que o esforço de consolidação orçamental seria distribuído por todos, e que aqueles que mais têm mais seriam chamados a suportar esse sacrifício, na realidade, o governo faz o contrário, fustigando os portugueses com a política de austeridade mais violenta de sempre, ao mesmo tempo que faz vista grossa à evasão fiscal da Banca e lhe cobra menos impostos.
O sol, quando nasce é para todos. Por cá, os impostos, não.



Epígrafe para a arte de furtar

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

A história não o absolverá

  • O governo egípcio simula o diálogo com as “forças ditas nacionais” (leia-se polícias à paisana e milícias do regime), com a participação de representantes dos manifestantes pró-democracia os quais, na realidade, recusam qualquer negociação e continuam a lutar pela demissão de Mubarak. 
  • Bandidos apoiantes do regime, armados de matracas, facas e alguns com pistolas, proíbem a entrada e controlam as saídas da ponte Al Gala, para impedir que os manifestantes entrincheirados na Praça da Libertação recebam reforços e abastecimentos.  
  • Um activista da Amnistia Internacional e outro da Human Rights Watch, para além de outros membros de organizações de defesa dos direitos humanos, são detidos pela polícia. 
  • Numerosos jornalistas estrangeiros têm sido alvo de violência, e alguns foram espancados ou presos
  • Em consequência da atitude "dialogante" de Mubarak e da entrada em cena dos seus milicianos disfarçados, só na noite de ontem registaram-se oito mortos e mais de um milhar de feridos.
"Há Sangue no Cairo", Henrique Monteiro
Os ditadores são abomináveis. Mas quando se sentem acossados pela justiça popular, como se vê, podem tornar-se verdadeiramente perigosos. Mubarak é um ditador e um assassino. A história não o absolverá.


Como se faz um canalha

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

O desespero dos tiranos

Por cá, no já distante dia 25 de Abril de 1974, os pides, entrincheirados na António Maria Cardoso, disparavam a matar sobre os populares que exigiam a sua rendição e faziam as únicas quatro vítimas da Revolução dos Cravos.
Hoje, no Egipto, inapelavelmente condenado por um gigantesco protesto popular, Mubarak, em desespero de causa, não hesita em soltar o que resta da sua matilha para semear a confusão entre a multidão de manifestantes que exige a sua demissão e, como se mais de uma centena de mortos e milhares de feridos não fossem já sangue demais, provocar mesmo um verdadeiro banho de sangue. cf Destak.pt
É a mesma velha história. O desespero dos tiranos mostra a sua verdadeira face de criminosos sem escrúpulos. Mas a história, a que o povo escreve, acaba sempre por julgá-los. Mais tarde ou mais cedo.

O valor da democracia

Mubarak, que há 30 anos ocupa(va) a presidência do Egipto, chegou ao fim da linha. Apesar de ter sofrido já mais de uma centena de mortos e milhares de feridos, o povo egípcio, agora com a compreensão das forças armadas, não desiste da sua corajosa luta e mantém o xeque-mate ao ditador, exigindo a sua imediata demissão.


Agora, que os factos começam a consumar-se, os EUA tentam cavalgar a revolução, exigindo Obama início imediato da transição pacífica para eleições livres e justas. Pena é que, durante 30 longos anos, os americanos tenham sido indefectíveis aliados de Mubarak e coniventes com a sua ignominiosa ditadura. Mas já estamos habituados a isso. Para os EUA, o valor da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, mede-se em dólares e barris de petróleo. Por isso a Palestina ainda continua às escuras.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Portugal é Lisboa

Portugal continua a ser um país profundamente assimétrico e desigual. É a conclusão que se pode extrair da análise às Contas Regionais Preliminares do período de 1995-2009, feita neste estudo. Com efeito, enquanto o valor médio anual do PIB por habitante da região da Grande Lisboa, atinge 25.799€ e é 1,6 vezes superior à média nacional, que é de 15.805€, o valor médio anual do PIB por habitante da região da Serra da Estrela, fica-se apenas pelos 8.310€,  representando somente 54,5% do valor médio do país.
Se compararmos as diversas regiões, as disparidades entre elas são ainda maiores. Por exemplo, a região da Grande Lisboa é 3,1 vezes mais "rica" que a região da Serra da Estrela, e mesmo 2,3 vezes mais que a vizinha região da Península de Setúbal.


Portugal é um país pequeno e depois da adesão à União Europeia, em 1986, recebeu muitos milhões de euros de fundos comunitários destinados ao desenvolvimento regional. Uma governação mais séria, competente e responsável, facilmente teria conseguido atenuar as assimetrias do país. Infelizmente tal não aconteceu. Por isso Portugal continua a ser Lisboa e o resto, paisagem.

Os soldados são filhos do povo

Os militares não vão disparar sobre a população e as exigências do povo egípcio são legítimas. Quem o afirmou na televisão foi o porta-voz do exército.
Não há dúvida, "os soldados são filhos do povo", lembram-se? Agora sim, a revolução vencerá!

domingo, janeiro 30, 2011

"25 de Abril" no Egipto

25 de Abril, sempre! Em Portugal e em todo o mundo!
E no Egipto é a sério. É o povo que faz a Revolução. E morre por ela, se preciso for.

imagem editada por Miguel Gomes

sexta-feira, janeiro 28, 2011

2011, o virar da página

Acabámos de celebrar a passagem de ano e de formular votos de próspero ano novo mas, infelizmente, isso não altera a realidade. 2011 pode vir a ser, um ano verdadeiramente caótico, flagelado por uma sucessão de choques financeiros, monetários, políticos, económicos e sociais.
O sistema mundial está esgotado. Tem-se revelado e revela-se, por isso, incapaz de responder às grandes catástrofes. A subida em espiral dos preços dos bens alimentares e da energia, com profundas consequências sociais e políticas na Tunísia e no Egipto, confirma-o.
Perante um cenário de crise sistémica, generaliza-se a incapacidade das grandes potências e da comunidade internacional para controlar a situação. A liderança dos EUA não passa já duma ficção, a União Europeia não tem a energia nem a visão necessárias para ter peso nos acontecimentos mundiais, e a China e a Rússia mostram-se, para já, incapazes de assumir o controlo de todo ou parte do sistema internacional e a sua única acção limita-se a minar discretamente o que resta dos alicerces da (des)ordem actual.
Três anos de crise colocaram as sociedades à beira da rotura económica e social. Dezenas de milhões de americanos oscilam entre a pobreza sofrida e a raiva contra o sistema. Os cidadãos europeus, encurralados entre o desemprego e o desmantelamento do Estado-providência, começam a recusar-se a pagar a factura. Mas, também no seio das potências emergentes, a transição violenta que a crise constitui conduz as sociedades para situações de rotura.
Perante a conjugação destas três dramáticas realidades, 2011 pode tornar-se um ano impiedoso, em particular para os que optaram por não aprender as difíceis lições dos três anos de crise que o precederam. Mas também o lento e, infelizmente, violento virar de página de um sistema à beira da falência. cf. Crise sistémica global

quinta-feira, janeiro 27, 2011

A sociedade do "salve-se quem puder"

Uma agressão é um crime, uma imoralidade, uma estupidez absolutamente condenável. Mas é também uma lamentável ironia do destino quando a vítima é alguém que sempre se bateu e se bate contra um sistema iníquo e injusto que gera as condições que conduzem à marginalidade, à delinquência, à violência injustificada e inaceitável do "salve-se quem puder" (que, diga-se, começa a ser a atitude dominante de uma sociedade onde, cada vez mais, a solidariedade é uma palavra vã, e o amor ao próximo, uma redonda hipocrisia).

A minha solidariedade com o Manuel Rocha, companheiro de causas e cantigas.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Mobilizar os abstencionistas

É lamentável e preocupante que mais de metade dos portugueses continue a abster-se, mesmo que o faça por causas justas (por vezes, a democracia representativa não é compaginável com a democracia direta e a ação popular).
Em vez de culpabilizar os cidadãos que não se revêem nas suas candidaturas, está na hora da esquerda partidária refletir e fazer alguma coisa para recuperar e mobilizar a maioria dos abstencionistas que, seguramente, também estão contra as políticas que conduziram o país à situação pantanosa em que se encontra.

Ganhou Cavaco, perderam os portugueses!

Cavaco ganhou com 52,94 por cento, ou seja, pouco mais de metade dos votos validamente expressos. Mas a sua vitória dá ainda mais que pensar se considerarmos que foi obtida com os votos de apenas 2.230.104 eleitores de um total de 9.629.630, o que significa que pouco mais de 23 por cento do eleitorado o apoiou. De resto, os abstencionistas, que não ganharam rigorosamente nada com a abstenção, são a maioria dos eleitores: mais de 53 por cento! ver resultados

Do que não restam dúvidas é que, politicamente, quem perdeu foi o país, como de resto se previa.
Se ainda não batemos no fundo, mais cinco anos de cavaquismo presidencial, reforçados com o provável desgoverno da direita, que não tarda muito, se sucederá à desastrosa governação de Sócrates, vão arrastar-nos definitivamente para uma fossa abissal de onde só sairemos com muito sangue, suor e lágrimas.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Salve-se quem puder

Por estas e outras se percebe por que muitos se revêem em Cavaco. Quando olham para o professor é como se se vissem ao espelho.


Com exemplos destes na Chefia do Estado, Portugal é definitivamente a terra do "salve-se quem puder".

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Cavaco, memórias de um desastre

Nos seus dez anos de Primeiro-ministro, a governar com maioria absoluta e com condições excepcionais de que nenhum outro governante dispôs (fundos comunitários às catadupas, dólar e petróleo baratos, receitas extraordinárias da venda das empresas públicas), o melhor que Cavaco fez foi asfaltar o país de norte a sul destruindo mais de 800 quilómetros de via férrea, dar rédea solta ao negócio do betão, ao patobravismo e às negociatas ruinosas das parcerias público-privadas (de que é exemplo a Lusoponte) que ainda vamos ter de pagar por muitos anos, destruir a agricultura e as pescas (apesar de ter criado um ministério do mar!), ao mesmo tempo que mandou dar porrada nos trabalhadores, nos estudantes e nos utentes da Ponte 25 de Abril (em consequência das balas da polícia um jovem ficou paraplégico, lembram-se?) e foi ainda politicamente responsável pela contaminação de dezenas de doentes hemofílicos com lotes de sangue infectado, alguns dos quais vieram a falecer com HIV.

Como Presidente da República, Cavaco cooperou estrategicamente com a desastrosa governação de José Sócrates, tendo promulgado todos os decretos e orçamentos e apoiado particularmente o famigerado orçamento de 2011, que agrava brutalmente as condições de vida dos portugueses com o aumento dos impostos, os cortes dos salários, a redução ou extinção de subsídios, e destrói a economia levando à diminuição do investimento, ao aumento das falências e ao agravamento do desemprego. Confrontado com as mais diversas questões e problemas, o actual PR lava habitualmente as mãos adoptando um silêncio esfíngico ou o repetitivo "não comento". O Presidente Cavaco, mais que não seja por omissão, é co-responsável pela calamidade económica e social a que o país foi conduzido.

A ideologia e as convicções democráticas de Cavaco, se realmente o são, deixam também muito a desejar, como o atestam a sua declaração de integração no regime salazarista, à PIDE, em 1965, e mais grave ainda, como Primeiro-ministro, a recusa em atribuir uma pensão "por serviços excepcionais e relevantes" ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, em 1989, ao mesmo tempo que, três anos depois, a concedeu a dois inspectores da extinta PIDE/DGS, um dos quais envolvido no tiroteio da rua António Maria Cardoso que causou os únicos quatro mortos da Revolução de Abril.

Cavaco revela ainda uma falta de cultura e de sensibilidade cultural gritantes. Dois exemplos, apenas: o professor, que nunca se engana e raramente tem dúvidas, não sabia quantos cantos tem "Os Lusíadas", o poema épico de Camões, símbolo maior de Portugal; e depois de em 1992, ter cortado o romance de José Saramago Evangelho segundo Jesus Cristo  da lista dos concorrentes ao Prémio Literário Europeu, em 2010, optou por continuar de férias nos Açores em vez de, como lhe competia enquanto Chefe de Estado, estar presente no funeral do nosso Prémio Nobel da Literatura.

Mas, para além de tudo isto, que não é pouco, Cavaco está longe de ser o exemplo de seriedade e isenção que desde sempre pretendeu alardear, como os negócios obscuros  e de legalidade duvidosa das acções da SLN e da vivenda de luxo da Aldeia da Coelha deixaram perceber.

Cavaco é um mito, um embuste, um desastre! O que levou este povo a fazer dele o político com mais anos de poder do regime democrático (mesmo que passe o tempo a atirar-nos poeira aos olhos repetindo que não é um político)? O que pode levar os portugueses ao suicídio colectivo reelegendo-o para a Presidência da República? Ignorância? Estupidez? Medo? Ou interesse? Estas são as perguntas que continuam por esclarecer. Talvez a história um dia o faça. Ou não.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Dizer não a Cavaco!

A eleição presidencial do próximo domingo, dia 23 de Janeiro, é, porventura, a derradeira janela de esperança no 25 de Abril, na democracia política e social, num Portugal mais justo e solidário. Importa, por isso, fazermos tudo para que ela não se feche definitivamente.


A eventual reeleição de Cavaco seria o cavalo-de-tróia da tomada do poder pela direita, que levaria à liquidação definitiva do Estado Social, da Escola Pública e dos direitos dos trabalhadores, e bem assim, à completa submissão do país aos interesses dos agiotas e dos especuladores financeiros.
Os patriotas, os democratas e os portugueses em geral só têm, por isso, um caminho: DIZER NÃO A CAVACO, votando em qualquer um dos outros candidatos!

25 de Abril sempre!
Cavaco nunca mais!

terça-feira, janeiro 18, 2011

Ergam-se!…

Não quero Portugal de joelhos perante o FMI”, diz Manuel Alegre.
A ajoelhar-se, é o que a maioria dos portugueses, há muito tempo, anda a fazer e, infelizmente, parece com pouca vontade de se erguer.
Ainda que de pouco ou nada valha, o meu apelo para o próximo dia 23:

Ergam-se!…

E não voltem a ajoelhar-se.

Continuar na m*rda?…

O candidato José Manuel Coelho recuperou para a campanha a velha analogia de Eça de Queiroz segundo a qual "os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão", hábito de higiene que parece não ser muito seguido pela maioria dos portugueses. Isso poderá explicar que tenham suportado mais de quarenta anos de salazarismo e agora, num regime que se diz democrático, depois de dezassete anos de cavaquismo, pareçam predispostos a reeleger Cavaco para mais cinco anos e, desse modo, continuarem… na m*rda!… Não acham que já chega de mau cheiro???…

sábado, janeiro 15, 2011

Varrer a mediocridade e a falta de seriedade

A mediocridade de Cavaco Silva ficou sobejamente demonstrada na concordância tácita que o actual Presidente da República sempre revelou com a desastrosa governação de Sócrates. Além disso, os negócios obscuros das acções da SLN e da casa de férias no Algarve, entre outros, revelam, que o professor está longe de ser um exemplo de irrepreensível seriedade e transparência. O seu apelo à participação política dos jovens, sublinhando que o seu alheamento significa deixar o poder de decisão aos "mais medíocres" e "menos sérios" soa, por isso, a falso e constitui uma refinada hipocrisia.
Seja como for, que bom seria se os estudantes em particular e os portugueses em geral seguissem o "conselho" do candidato Cavaco Silva e se decidissem de vez a varrer a mediocridade e a falta de seriedade que grassam no poder político!… A começar pelo próprio Cavaco…

O "candidato do povo"

O Presidente da República foi o principal promotor do entendimento entre os partidos do chamado "bloco central", P"S" e P"SD", para a aprovação do orçamento de 2011 que, entre outros mimos com que brinda a maioria dos portugueses, estabelece uma inédita e injusta redução dos salários dos funcionários públicos. Apesar disso, o candidato Cavaco Silva não cora de vergonha nem sequer pestaneja quando agora critica os cortes salariais que antes, implicitamente, apoiou.


Mas, à medida que a caça ao voto aumenta de frenesim, a hipocrisia de Cavaco parece não ter limites. Apesar de, enquanto Primeiro-ministro, ter desperdiçado dez anos com condições excepcionais e irrepetíveis para desenvolver o país e torná-lo mais justo, e, já como Presidente da República, ser co-responsável pelo estado de degradação económica e social a que a governação de José Sócrates nos conduziu, o professor Cavaco tem agora o desplante de se auto intitular "candidato do povo". Por mais que o evite, faz-me lembrar outro professor de má memória que, apesar da sua origem "popular", submeteu os portugueses a quase meio século de servidão, miséria e atraso.
Candidatos assim, seria bom que o povo os dispensasse de vez!

quinta-feira, janeiro 13, 2011

O d. sebastião

Apesar ter estado quinze anos no poleiro e ter grossas responsabilidades nas oportunidades que o país perdeu e na difícil situação em que se encontra, Cavaco Silva passa a vida a lavar as mãos e a dizer que não é político, ao mesmo tempo que acena o espantalho da crise para que o povo o veja como um d. sebastião, um homem-providência, um santo milagreiro.


Fernando Nobre acusa-o de "estimular o medo" ao falar na hipótese de ocorrer, a prazo, uma crise política. Eu acho que Cavaco mete medo! E não é apenas pelas suas assustadoras carantonhas!


Rumos

Em cinco anos de mandato, o actual Presidente da República promulgou todos os decretos e orçamentos da governação Sócrates e manteve o mais completo silêncio sobre todos os assuntos e questões com os quais foi confrontado. Por esse facto, por mais que tente sacudir a água do capote, é co-responsável pela situação difícil a que fomos conduzidos.


Agora, em campanha eleitoral, o candidato Cavaco Silva promete o que não fez e diz que, se for eleito, vai utilizar os poderes que a lei lhe confere "para Portugal encontrar o rumo certo".
Só espero que, no dia 23, os portugueses não se deixem levar no embuste e ajudem Cavaco a rumar para casa. Esse, sim, seria o primeiro passo de um rumo verdadeiramente certo para o nosso país!

terça-feira, janeiro 11, 2011

O cara-de-pau

Durante os cinco anos do seu mandato, o Presidente da República não só promulgou todos os decretos do actual Primeiro-ministro como não fez uma crítica sequer à sua governação, tendo além disso promovido e promulgado o último orçamento que, como é sabido, fustigará os portugueses com o mais violento pacote de medidas de austeridade de que há memória, depois do 25 de Abril.
Agora, aberta a caça ao voto, o candidato Cavaco Silva, não hesita em criticar Sócrates e pedir-lhe que explique as medidas que ele próprio, enquanto Presidente da República, apoiou e viabilizou.


É preciso ser cara-de-pau! Cavaco, que não se cansa de dizer que não é político mas está na política há mais de 15 anos, é um politicão! Ele sabe-a toda!… Infelizmente, a maioria dos eleitores parece não se dar conta disso!…

Sol na eira e chuva no nabal?

Manuel Alegre criticou hoje as medidas de austeridade do Governo, considerando que "não permitem sair das consequências da crise mundial", levando o país à recessão. Absolutamente de acordo. Justamente por isso é que não compreendemos que, ao mesmo tempo, se tenha congratulado com com os dados da execução orçamental anunciados pelo Governo, quando é sabido que isso só foi conseguido à custa do aumento do desemprego, do congelamento dos salários e do agravamento das condições de vida da maioria dos portugueses. Um candidato da esquerda, que está contra a austeridade decretada pelo Governo, não pode, em nenhuma circunstância, de nenhuma forma e sob nenhum pretexto, caucionar a política de direita que a ela conduz. Na política como na vida, não é possível ter sol na eira e chuva no nabal.

Para que fique claro, em caso de segunda volta entre Cavaco e qualquer dos outros candidatos, votaremos sempre contra Cavaco.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Filhos da puta!…

Cavaco e o rebanho

Neste país, se um desgraçado roubar um pão para matar a fome ao filho, arrisca-se a ir preso. Já um figurão que ganhe uma soma avultada à custa de negociatas pouco transparentes e do favorecimento de amigos sem escrúpulos, tem enormes possibilidades de ser eleito presidente do sítio e de ser considerado duas vezes mais sério do que qualquer plebeu.
Cavaco Silva é a prova disto mesmo. E pode muito bem vir a ser reeleito. Se isso acontecer, fica definitivamente demonstrado que, em Portugal, mais do que defender o interesse colectivo e servir o país, servir-se da política para tratar da vidinha compensa. O que só acontece numa terra onde a maioria, fruto de um défice ancestral de educação, de cidadania e de auto-estima, se comporta como um rebanho de dóceis carneiros.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Traição nacional

Alegadamente em nome da luta contra o terrorismo, o Parlamento Europeu autorizou já o acesso dos americanos às transferências bancárias e dados de viagens dos cidadãos europeus. Agora, José Sócrates, num acto da mais reles sabujice e vergonhosa traição nacional, acordou franquear-lhes os dados do Arquivo de Identificação Civil e Criminal português (mesmo antes do parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados), faltando apenas a ratificação da Assembleia da República.
Esta decisão, grave, em qualquer circunstância, por constituir um miserável ataque à soberania nacional, é ética e politicamente intolerável por se tratar de mais uma humilhante cedência a um estado que, durante a sua curta existência, causou milhões de vítimas por toda a parte em invasões, guerras e actos de autêntico terrorismo de massa e que, por isso mesmo, não tem qualquer legitimidade para se arvorar em polícia do mundo.

terça-feira, janeiro 04, 2011

O "Dia da Raça"

Cavaco Silva insiste em distanciar-se da classe política mas é um dos políticos que durante mais tempo tem exercido o poder, graças ao voto dos eleitores e ao regime democrático. Porém, isso não impede que o actual Presidente da República se refira ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas como Dia da Raça, designação que era dada ao dia 10 de Junho pelo regime ditatorial do Estado Novo.
Mais do que gaffes, são tiques de alguém que parece não ter assimilado completamente os valores da democracia. É grave, não há dúvida. Mas mais grave é o povo ter eleito e preparar-se para eleger alguém assim para a Presidência da República de um país que se diz democrático.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Crisis? What crisis?

A crise económica e financeira que se viveu durante o ano 2010 não impediu um aumento da procura de carros de luxo. Marcas como a Porsche viram as vendas aumentar em 88%!!!

A mensagem de "sua majestade"

A mensagem de Ano Novo do Presidente da República não passou de um subtil exercício de propaganda do 'mais politicão dos políticos portugueses'.
Assumindo uma pose majestática, o candidato Cavaco Silva voltou a distanciar-se da classe política, como se também ele não fosse político e, pior do que isso, como se não tivesse grossas responsabilidades nas dificuldades e na pobreza que afligem milhares, talvez milhões, de portugueses, ao ter adoptado uma 'cooperação estratégica' com Sócrates e promulgado todos os seus diplomas (orçamento incluído).
Cavaco roçou mesmo a hipocrisia ao apelar ao combate ao desemprego, à pobreza e à injustiça social, quando é um dos principais responsáveis pela difícil situação que a esmagadora maioria dos portugueses enfrenta e vai ter de enfrentar em 2011, graças às políticas que avalizou e ao devastador orçamento que acaba de promulgar.
Mais do que uma 'rainha de inglaterra' que mais não faz de que abençoar as malfeitorias com que a governança nos tem brindado, do que nós precisamos é de um Presidente da República que seja o primeiro defensor da justiça social e se assuma como contrapeso dos desmandos deste governo e daquele que porventura lhe vier a suceder. Seria bom que os portugueses pensassem nisto. E, em 23 de Janeiro, decidissem em conformidade.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Sócrates mente, há outro caminho.

De um ponto de vista puramente contabilístico e estático, a receita de Sócrates para reduzir o défice orçamental, que tem o apoio dos eurocratas de Bruxelas e das sanguessugas dos mercados financeiros, parece fazer sentido: o aumento do IVA renderia mais receita, ao passo que o corte nos salários da função pública e a redução dos abonos e dos subsídios contribuiriam para diminuir a despesa. Sucede que a economia é dinâmica e não é mera contabilidade. Na verdade, estas medidas iriam inevitavelmente diminuir o consumo das famílias e, em consequência disso, provocar a queda do investimento, do emprego e da produção, conduzindo a economia a nova recessão e levando uma vez mais a uma queda das receitas fiscais. O sacrifício, além de injusto, seria inútil.

Sócrates só pode, portanto, querer tomar-nos por parvos quando insiste que não há outro caminho para combater o défice. Obviamente que existe e não é o seu. Só os cinco principais bancos portugueses averbaram cinco milhões de euros de lucro, por dia, mas os lucros do capital são um bezerro de ouro sagrado que o governo não ousa tocar. Como não toca nas mais-valias bolsistas, não impõe uma taxa especial aos lucros dos grandes grupos económicos, e nada faz para evitar o desperdício e as mordomias do Estado. Este sim, seria o caminho para uma verdadeira política orçamental. Porque, desta forma, o combate ao défice não hipotecaria o crescimento económico. E, já agora, a justiça social.

Não há dúvida, Sócrates mente, há outro caminho.

Duplo crime

O aumento brutal do IVA de 21 para 23 por cento é um duplo crime. De lesa-economia, porque vai penalizar fortemente o consumo e, consequentemente, o investimento, a criação de emprego e o crescimento económico. De lesa-justiça social, porque se trata de um imposto cego que, empobrecendo ainda mais as classes mais desfavorecidas, vai agravar a desigualdade num dos países já de si mais injustos da União Europeia.

Isto é tão simples de perceber que não é necessária qualquer formação em Economia, bastando apenas possuir um mediano coeficiente de inteligência (QI). Infelizmente, parece que a maioria dos portugueses não dispõe desse QI médio. Só isso poderá explicar a sua insistência em votar em políticas e partidos criminosos que outra coisa não visam senão sugar-lhes o sangue e esfolar-lhes a pele. Parece que a criminalidade dos governantes e o masoquismo dos governados não têm limites!…

terça-feira, outubro 12, 2010

Duplo crime

O aumento brutal do IVA de 21 para 23 por cento é um duplo crime. De lesa-economia, porque vai penalizar fortemente o consumo e, consequentemente, o investimento, a criação de emprego e o crescimento económico. De lesa-justiça social, porque se trata de um imposto 'cego' que, empobrecendo ainda mais as classes mais desfavorecidas, vai agravar a desigualdade num dos países já de si mais injustos da União Europeia.

Isto é tão simples de perceber que não é necessária qualquer formação em Economia, bastando apenas possuir um mediano coeficiente de inteligência (QI). Infelizmente, parece que a maioria dos portugueses não dispõe desse QI médio. Só isso poderá explicar a sua insistência em votar em políticas e partidos criminosos que outra coisa não visam senão sugar-lhes o sangue e esfolar-lhes a pele. Parece que a criminalidade dos 'governantes' e o masoquismo dos 'governados' não têm limites!…

segunda-feira, outubro 11, 2010

Por este país

Sou republicano, de esquerda e, sobretudo, socialista. Mas também sou, cada vez mais, um cidadão livre e independente. Mais do que saber se Fernando Nobre é republicano ou monárquico, de esquerda ou de direita, interessa-me sobretudo conhecer as ideias que defende para Portugal. Aqui estão algumas com as quais não posso deixar de estar mais de acordo.

O nosso país tem de ter um outro rumo. Ou mudamos ou afundamo-nos. O nosso país está a afundar-se mercê de políticas erradas das últimas décadas. É o momento de invertermos a marcha decadente.

Se acabarmos com os subsídios do Estado providência, isso quer dizer que rapidamente teremos 40% de pobres, e esse não é o futuro.

O actual Presidente da República deixou esgotar esse passo fatídico dos seis meses. Até aí ele tinha armas de pressão sobre os partidos para os fazer entender que era necessário um bom orçamento para o país.

Se o Presidente da República exercer efectivamente todos os poderes que lhe estão reservados na Constituição, ele tem uma palavra decisiva a dizer no sentido da mobilização geral do povo.

Isto não significa que já tenha decidido votar Fernando Nobre para a Presidência da República. Mas é uma hipótese que, cada vez mais, não descarto. Por este país, interessam-me mais as ideias do que os rótulos.

Caminhamos? Para onde?

O Fundo Monetário Internacional divulgou um relatório onde prevê a estagnação da economia nacional, no próximo ano. Porém, tendo em conta o novo pacote de austeridade anunciado pelo Governo na semana passada, o cenário é ainda pior, prevendo-se uma contracção de 1,4 por cento do crescimento económico e uma subida de 10,9 por cento do desemprego.

Tem razão Jerónimo de Sousa quando afirma que o FMI descobriu a pólvora. Com efeito, há muito sabemos que a receita que Sócrates se prepara para aplicar (e que o FMI aplaude) não só não reduzirá o défice orçamental (já que, com a recessão, não haverá aumento de receitas das famílas, nem das empresas, nem do Estado), como empobrecerá ainda mais o país e agravará as condições de vida da maioria da população.

E lá fora as coisas não estão melhor, como se verifica com a maior economia do mundo.

Não há dúvida que, com uma economia de casino que privilegia a especulação financeira e o lucro fácil, se não forem tomas medidas sérias e urgentes e se continuarmos de braços caídos, mais tarde ou mais cedo, o capitalismo levar-nos-á à desgraça.

Ainda vai haver 'porrada'…

Ainda há quinze dias José Sócrates garantia que estava tudo bem e não seriam necessárias novas 'medidas de austeridade'. Agora, com a coragem que não tem para acabar com os grandes interesses instalados e a impunidade fiscal de que gozam os especuladores, submete a maioria dos portugueses, já com um dos piores níveis de vida da União Europeia, à maior violência levada a cabo por um governo depois do 25 de Abril.

Em vez de incentivar o investimento, fomentar o emprego, promover o crescimento, em suma, governar o país, Sócrates põe-se de cócoras perante os agiotas dos 'mercados financeiros'. Mas, apesar do momentâneo alívio do 'risco da dívida portuguesa', essa subserviência perante Bruxelas de nada vai valer. Porque é impossível aguentar esta carga de impostos por muito tempo e a recessão que aí vem novamente.

Somos um 'povo de brandos costumes' mas a paciência tem limites. Um dia destes ainda vai haver 'porrada'

Temos de encontrar outro caminho. Urgentemente.

Lamento que um governo que se autoproclama de socialista decrete as medidas mais violentas de que há memória após o 25 de Abril — aumento do IVA de 21 para 23%, redução de 5% dos salários e outras prestações da função pública, aumento dos descontos para a segurança social e estagnação ou redução das pensões, despedimentos na função pública, cortes na saúde e na educação.

Já os gestores com salários milionários, os titulares de reformas douradas e os especuladores que se divertem no casino da Bolsa e enviam os seus lucros e mais-valias para os paraísos fiscais, podem descansar que o fisco vai continuar a deixá-los à vontade.

Tudo isto para acalmar os mercados financeiros e reduzir drasticamente o défice orçamental, dizem. E o que é que ganhamos em troca? Nada. Ou pior: a estagnação da economia, o aumento do desemprego, o agravamento brutal das condições de vida. E daqui a quatro ou cinco meses, o mais certo é voltarmos a ter a União Europeia, a OCDE, o FMI, os especuladores internacionais, a rosnar à nossa volta, sedentos de mais sangue.

Decididamente, temos de encontrar outro caminho. Urgentemente. Porque este leva-nos ao suicídio colectivo.

quinta-feira, julho 01, 2010

Andam a brincar com o fogo

Os banqueiros e os seus executivos, com a conivência das agências de notação financeira e a passividade dos governos, foram os principais responsáveis pela profunda crise económica e social que dilacera a imensa maioria da população mundial.
Mas, se pensavam que, apesar de casa roubada, a UE iria tomar medidas sérias para desencorajar e punir o comportamento destas sanguessugas, desiludam-se. Banqueiros e executivos bancários, além dos seus milionários ordenados, continuarão a locupletar-se com chorudas gratificações, ainda que recebam adiantadamente 'apenas' 30 por cento do seu montante e 50 por cento lhes seja pago em acções (coitadinhos!).
Os 'responsáveis' andam a brincar com o fogo. Apesar de moribundo, por cada novo milionário que faz, este sistema económico e social iníquo atira para a pobreza e a miséria mais uns quantos milhares de seres humanos. Mas a panela de pressão social ferve cada vez mais e não me admira que um dia venha a estoirar. Infelizmente, os decisivos avanços da História só aconteceram com a violência da luta de classes e da revolução social.

quarta-feira, junho 30, 2010

Realismo é do que precisamos

Afinal, depois da nota que publiquei sobre um estudo do ISCTE, que, entre outras conclusões, afirmava que os portugueses, apesar das enormes dificuldades por que estão a passar, dizem ser felizes, o INE revela-nos agora que, apesar da ligeira melhoria do 'clima económico', nós estamos mais pessimistas.
Assim como não percebo tamanha felicidade da maioria dos portugueses — qual hiena, que se alimenta de fezes, faz sexo apenas uma vez por ano e passa o tempo a 'rir' — também não vejo razão para o congénito (?) pessimismo lusitano.
Realismo é do que precisamos. E consciência de que a grave crise económica e social em que nos mergulharam não é conjuntural — antes, a crise definitiva de um sistema que já deu o que tinha a dar: cada vez mais pobreza e injustiça social. E milionários.
É por isso que não podemos fazer como a hiena. Nem como a avestruz. Se quisermos uma sociedade, um país, um mundo, melhores, temos de lutar por eles. Deus e os governantes não o farão por nós.

terça-feira, junho 29, 2010

Pobretes mas alegretes

Um quinto dos portugueses (o que perfaz dois milhões) (sobre)vive abaixo do limiar da pobreza, enfrentando enormes dificuldades para satisfazer as necessidades básicas. Por outro lado, mais de metade das famílias portuguesas tem de viver como pode com menos de 900 euros mensais. Apesar de tanta pobreza e desigualdade social, que colocam o nosso país entre os últimos da UE, os portugueses são um povo resignado e conformista e a grande maioria considera-se mesmo feliz.
Já sabíamos que assim era mas este estudo vem agora comprová-lo.
Há 50 anos, o nacional-cançonetismo salazarista propagandeava "a alegria da pobreza" na "casa portuguesa". Com o 25 de Abril, julguei que os portugueses se tivessem libertado definitivamente desse fado. Afinal, parece que me enganei. Lamentavelmente, continuam "pobretes mas alegretes".

quinta-feira, junho 24, 2010

Cada vez mais longe do país cor-de-rosa

Portugal vai estar mergulhado na recessão até 2012. Menos procura interna, menos investimento, mais desemprego (que no próximo ano subirá para 11,7%), é o cenário que vamos ter de enfrentar durante os próximos anos, consequência de uma governação que exauriu as finanças públicas com o esbanjamento de biliões de euros para garantir os lucros da banca, mas é absolutamente incapaz de apoiar as famílias, as pequenas e médias empresas e o crescimento da economia.
Cenário negro que, infelizmente, pode vir a revelar-se trágico se o país entrar em bancarrota, uma hipótese cada vez menos descartável em virtude da total inoperância da União Europeia no controlo da voracidade de banqueiros e especuladores financeiros (não é por acaso que, de acordo com o relatório mundial de riqueza, elaborado pelo Merrill Lynch e pela Capgemini, não só passou a haver mais ricos no mundo, como as fortunas dos mais ricos dispararam em plena crise!).
Enfim, estamos cada vez mais longe do país cor-de-rosa que o senhor Sócrates tanto apregoou e prometeu!

segunda-feira, junho 21, 2010

O Presidente da República não existe

As acções ficam com quem as pratica, diz a sabedoria popular. Vem isto a propósito das declarações de Aníbal Cavaco Silva que diz ter cumprido as suas obrigações como Presidente da República, mas foi incapaz de interromper as suas férias nos Açores para estar presente, como lhe competia enquanto primeira figura do Estado, nas cerimónias fúnebres do nosso Prémio Nobel da Literatura e figura cimeira da Lusofonia.
Quando deve intervir ou falar, Cavaco fica quieto e calado como uma múmia; agora, tenta justificar o injustificável. Ao contrário de José Saramago, envergonha e empobrece Portugal. Verdadeiramente, este Presidente da República não existe.

quinta-feira, junho 17, 2010

De boas intenções está o inferno cheio!

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) adoptaram hoje, formalmente, as cinco grandes metas da Estratégia Europa 2020, a saber:
  1. reduzir em 20 milhões o número que vive abaixo do limiar da pobreza e da exclusão, promovendo a inclusão social.
  2. aumentar em 75 por cento a taxa de emprego da população com idade entre 20 e 64 anos do nível, nomeadamente através de uma maior participação da população jovem, dos trabalhadores mais velhos ou com menos qualificação e uma melhor integração dos migrantes legais
  3. reduzir a taxa de abandono escolar entre os jovens para dez por cento e aumentar a percentagem da população com idade entre 30 e 34 anos que completou estudos superiores de 31 para, pelo menos, 40 por cento
  4. reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20 por cento relativamente aos níveis de 1990, subir para 20 por cento a parte das energias renováveis no consumo final de energia e aumentar na mesma percentagem a eficiência energética
  5. investir três por cento do Produto Interno Bruto em investigação e desenvolvimento

Tudo isto é bonito e absolutamente indispensável. O problema é a enorme distância que sempre vai das intenções à realidade. E de boas intenções está o inferno cheio! Veremos…

O país dos três "efes"

A OCDE confirmou hoje que o desemprego, em Portugal, atingiu o nível recorde de 10,8%, sendo agora o nosso país o que tem a quarta taxa de desemprego mais elevada entre os 31 membros da organização.
Por outro lado, após uma semana fora do 'clube da bancarrota', regressámos desta vez ao 8º lugar dos países com maior risco de incumprimento da dívida soberana, o que, aliás, já aqui tinha escrito que não me admiraria que voltasse rapidamente a acontecer.
Mas, tudo isto, que não é pouco, não parece ser motivo de preocupação para a generalidade dos portugueses, mais preocupados com a selecção nacional de futebol, na véspera do seu primeiro jogo do Mundial. A inversão de valores é de tal ordem que o assunto assume foros de tema no programa Prós e Contras, na televisão pública. Como se do resultado de um simples jogo de futebol ou mesmo da classificação da selecção no Mundial dependesse a solução da crise e o futuro do país! Não há dúvida: voltámos a ser o país dos três 'efes' — Fátima, Fado e Futebol — se alguma vez deixámos de sê-lo!

segunda-feira, junho 14, 2010

Sobra sempre para nós

A administração Obama e os responsáveis superiores da BP estão a trabalhar freneticamente não para travar o pior desastre petrolífero do mundo, mas sim para esconder a verdadeira extensão da catástrofe ecológica real causada pela gigantesca fuga de petróleo no Golfo do México (e quem o afirma não são os republicanos).
E as organizações ambientalistas, que deveriam exigir que a BP, o governo dos EUA e outros actuem verdadeira e decisivamente, remetem-se a um silêncio cúmplice graças a generosos subornos da petrolífera.
Obama compara o desastre ambiental com o 11 de Setembro mas a verdade é que as suas consequências podem vir a ser bem mais devastadoras não apenas para a América mas também para a Europa e o mundo.


Com efeito, segundo os cientistas, o petróleo não está apenas em vias de cobrir as praias do Golfo. Ele propagar-se-á para as costas do Atlântico até à Carolina do Norte e então para o Mar do Norte e a Islândia e, além do dano para as praias, a vida marinha e os abastecimentos de água podem ser seriamente afectados. A corrente do Golfo, decisiva para o equilíbrio do planeta, tem uma química, composição, densidade e temperatura muito características. O que acontecerá se o petróleo e os dispersantes (e todos os compostos tóxicos que eles criam) realmente mudarem a sua natureza? Ninguém pode descartar mudanças potenciais, incluindo o trajectória da corrente, e mesmo pequenas mudanças poderiam ter enormes impactos. Não esqueçamos que a Europa, incluindo a Inglaterra, não é um deserto gelado devido ao aquecimento da Corrente do Golfo.
Enfim, já não chegava termos de suportar uma crise económica e social que não causámos. Agora também podemos ser vítimas de uma crise ambiental de que não somos responsáveis. Sobra sempre para nós.

A insustentável leveza das palavras

Nas Comemorações do 10 de Junho, Presidente da República e Primeiro-ministro revelaram leituras divergentes da realidade a que o país chegou. Assim, enquanto Cavaco Silva, no seu discurso, afirmou que 'chegámos a uma situação insustentável', José Sócrates, imediatamente a seguir, replicou aos jornalistas que 'não estamos numa situação insustentável'.
No entanto, a única certeza que, infelizmente, temos é que, em 25 anos de integração europeia, a situação social e económica do país agravou-se: temos mais pobres, mais desempregados, mais desigualdade social, mais défice e endividamento público, menos investimento e crescimento económico. Perante esta realidade objectiva que sobre nós se abate, Cavaco e Sócrates melhor fariam se nos poupassem às suas inúteis querelas semânticas. Desde logo porque ambos contribuíram, directa ou indirectamente, para a situação — sustentável ou insustentável, mas, seguramente, muito difícil — em que o país hoje se encontra.

sexta-feira, junho 11, 2010

Mudou alguma coisa?

Portugal já saiu do clube da bancarrota, ou seja, já não está entre os 10 países com maior risco de incumprimento da dívida soberana onde, durante as últimas semanas, esteve em 7º lugar.
Mas o que é que, na realidade, mudou com isso? Nada. Continuamos com o mesmo profundo endividamento externo, a mesma estagnação do investimento e do crescimento económico, o mesmo alarmante desemprego, a mesma gritante pobreza e injustiça social.
Por isso, enquanto a economia real continuar refém da pomposamente chamada 'volatilidade do mercado financeiro' (leia-se 'apetite insaciável dos especuladores'), notícias como esta estão longe de deixar-nos definitivamente descansados. Amanhã ou depois já podemos cair novamente no clube. Basta que os vampiros das agências de rating acordem mal dispostos.

terça-feira, junho 08, 2010

Basta de demagogia!

Tudo serve para desviar a nossa atenção da crise em que estamos mergulhados, da qual seguramente não sairemos tão cedo, se não viermos a afogar-nos nela.
Como se não bastassem a Selecção e as vuvuzelas para nos anestesiarem, temos também o 'patriótico' apelo do Senhor Presidente da República que, enquanto pouco ou nada fez para contrariar o estúpido esbanjamento de biliões de euros na banca privada e a política recessiva do governo que tem atirado centenas de empresas para a falência e condenado milhares de famílias à penúria, vem agora sugerir aos portugueses que façam férias 'cá dentro' para não aumentar o endividamento nacional, porque segundo o economista Cavaco Silva, as 'férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa'.
O Presidente da República sabe que a maioria dos portugueses, neste momento, não tem sequer meios para passar férias em Portugal e, muito menos, no estrangeiro.
O Presidente da República sabe que os portugueses que ainda conseguem passar férias no estrangeiro são cada vez menos e um número residual.
Mas o economista Cavaco Silva também sabe que a balança de turismo portuguesa regista sempre um saldo muito positivo (em 2009, por exemplo, foi superior a 4,2 biliões de euros), justamente porque a entrada de divisas resultante dos fluxos turísticos internacionais, no nosso caso, é sempre largamente superior à saída. E o professor Cavaco Silva sabe ainda que o proteccionismo, seja no comércio externo, seja no turismo internacional, só prejudica os países que têm vantagens, como é o caso de Portugal, no sector do turismo.
O Senhor Presidente da República percebe que os outros chefes de Estado têm o mesmo direito de fazer este tipo de apelo aos seus cidadãos e que, se tal acontecesse, seríamos nós quem ficaria a perder. E muito.
Senhor Presidente da República, faça o que lhe compete.
Professor Cavaco Silva, basta de demagogia!

segunda-feira, junho 07, 2010

O capital é quem mais ordena

Há muito anos que José Saramago, com a lucidez e frontalidade que o caracterizam, vem advertindo que vivemos hoje numa plutocracia. Já não é o povo quem mais ordena, se alguma vez isso verdadeiramente aconteceu, mas os ricos. Nós servimos apenas para eleger aqueles que zelam pelas suas fortunas. Aqui, como em qualquer outra parte.

Empurram-nos para o abismo

Estamos a pagar uma crise que não provocámos, vamos continuar a pagá-la e no fim, por este caminho, o mais provável é a União Europeia e o euro virem a desmoronar-se.
Acham talvez que estou a dramatizar, mas se lerem o excerto seguinte da entrevista de Jacques Attali ao Euronews, verão que, infelizmente, não há qualquer exagero nas minhas palavras (E não se trata de um 'perigoso' esquerdista mas de uma personalidade do sistema, economista e ex-presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento).


A crise era uma pequena crise dos subprimes americanos, que devia ter custado 10 mil milhões de dólares e se tornou numa crise mundial de bancos que pode custar 500 mil milhões de dólares ..continuamos a não fazer nada, salvo transferir para os contribuintes, o que se transformou em crise da dívida pública que atinge os 7,8 biliões de dólares.
Os bancos continuam a especular exactamente como antes, os actos imorais também continuam do mesmo modo, nada, absolutamente nada mudou num sistema que está totalmente nas mãos do mercado financeiro internacional.
[…]
Há três anos que digo que não fazemos mais do que transferir a dívida privada para a dívida pública.
Desde o momento em que se deu a crise do Lehman, escolhemos transferir a dívida privada para a dívida pública, e como aceitámos transferir aceitámos financiar todas as perdas dos mais diversos bancos e, Lehman à parte, não deixar ninguém declarar falência.
Assim, aceitámos que o contribuinte de amanhã, para além das dívidas que tenha, pague esses erros.
[…]
A decisão de apelar ao FMI é desonrada porque o Fundo Monetário é uma estrutura honorável mas não é uma estrutura europeia. Assim, confiámos a outros, ou seja, aos americanos e outros não europeus a responsabilidade de decidir a política que convém seguir num país europeu.
Assim, optamos por uma estratégia que está a destruir a identidade europeia.
E o encargo principal será europeu, pois são os europeus que vão pagar a crise.
[…]
Acho que estamos a ir para pior, e pior é dizer entre dois a três anos, até menos, uma desintegração da Europa. A única questão é se os políticos que não tiveram a coragem de decidir na calma podem fazê-lo durante a tempestade.

Cá se fazem, cá se pagam

A Faixa de Gaza é um território palestino que faz fronteira com o Egipto, a sul, é cercada pelo território de Israel a leste e a norte e confina com o Mediterrâneo, a ocidente. Tem cerca de 41 quilómetros de comprimento e a sua largura varia entre 6 e 12 km, com uma área total de 360 km², sendo um dos territórios mais densamente povoados do planeta, com 1,4 milhão de habitantes para uma área de 360 km².


É este território que os fora-da-lei israelitas se arrogam o direito de transformar no maior e mais vergonhoso 'campo de concentração' do mundo, cercando-o com muralhas, controlando o seu espaço aéreo, impedindo o seu acesso marítimo e submetendo a população palestina a um bloqueio desumano que a priva das mais elementares condições de vida. E, como se isto não fosse já suficientemente criminoso, o Estado nazi-sionista de Israel invade, destrói, metralha, assassina em massa, como aconteceu em Janeiro de 2009.
Agora, com a complacência dos Estados Unidos e da União Europeia e a tolerância das Nações Unidas, arma-se em dono das águas internacionais e impede o acesso e a ajuda internacional a Gaza, assassinando aqueles que ousam fazê-lo.
(Se ainda assim não acha que tudo isto é uma monstruosidade verdadeiramente inaceitável, imagine, por momentos, que Portugal é a Faixa de Gaza e a Espanha, o Estado de Israel!…)
Contudo, acredito que o crime e a iniquidade não são eternos. Mais tarde ou mais cedo, os nazis israelitas terão o mesmo fim que os nazis alemães. Como diz a sabedoria popular, cá se fazem, cá se pagam.

O Titanic II ??

Ao enterrar milhões de euros para salvar a banca privada e, assim, garantir os lucros dos seus accionistas e os salários e prémios imorais dos seus administradores, como aconteceu com o BPN, onde injectou mais de 4 mil milhões, a Caixa Geral de Depósitos pôs-se a jeito dos vampiros. Espero que não lhe aconteça o mesmo que sucedeu com o Titanic. Seria trágico. O mar está encapelado e cheio de tubarões e não há botes e bóias de salvação para a maioria!

Cidadãos europeus, uni-vos!

(Versão reduzida do original do Prof. Boaventura Sousa Santos)

O modelo social europeu e o Estado Providência; a possibilidade, sem precedentes na história, de os trabalhadores e suas famílias poderem fazer planos de futuro a médio prazo (educação dos filhos, compra de casa); a paz social; o continente com os mais baixos níveis de desigualdade social — todo este sistema está à beira do colapso e os resultados são imprevisíveis. O relatório que o FMI acaba de divulgar sobre a economia espanhola é uma declaração de guerra: […] reduzir drasticamente os salários, destruir o sistema de pensões, eliminar direitos laborais (facilitar despedimentos, reduzir indemnizações).
A mesma receita será imposta a Portugal, como já foi à Grécia, e a outros países da Europa, muito para além da Europa do Sul. A Europa está a ser vítima de uma OPA por parte do FMI […].
O senso comum neoliberal diz-nos que a culpa é da crise, que vivemos acima das nossas posses e que não há dinheiro para tanto bem-estar. Mas qualquer cidadão comum entende isto: se a FAO calcula que 30 mil milhões de dólares seriam suficientes para resolver o problema da fome no mundo e os governos insistem em dizer que não há dinheiro para isso, como se explica que, de repente, tenham surgido 900 mil milhões para salvar o sistema financeiro europeu? […].
O que fazer? Haverá resistência mas esta, para ser eficaz, tem de ter em conta dois factos novos. Primeiro, a fragmentação do trabalho e a sociedade de consumo ditaram a crise dos sindicatos. […]. A resistência terá nos sindicatos um pilar mas ele será bem frágil se a luta não for partilhada em pé de igualdade por movimentos de mulheres, ambientalistas, de consumidores, de direitos humanos, de imigrantes, contra o racismo, a xenofobia e a homofobia. […].
Segundo, não há economias nacionais na Europa e, por isso, a resistência ou é europeia ou não existe. As lutas nacionais serão um alvo fácil dos que clamam pela governabilidade ao mesmo tempo que desgovernam. Os movimentos e as organizações de toda a Europa têm de se articular para mostrar aos governos que a estabilidade dos mercados não pode ser construída sobre as ruínas da estabilidade das vidas dos cidadãos e suas famílias. Não é o socialismo; é a demonstração de que ou a UE cria as condições para o capital produtivo se desvincular do capital financeiro ou o futuro é o fascismo e terá que ser combatido por todos os meios.

terça-feira, junho 01, 2010

Lavar as mãos não limpa a consciência

Contrariando a advertência de um homem cuja superioridade moral é indiscutível, o Estado de Israel viria a ser criado, em 1948, com a cumplicidade da ONU, de forma apressada, obscura e parcial, sem acautelar os direitos fundamentais do povo palestino e a sua milenar convivência com os judeus. O futuro, nomeadamente, a partir da guerra de 1967, veio infelizmente dar razão a Gandhi.
À margem do Direito Internacional, Israel não tem parado de levar a cabo acções criminosas e intoleráveis contra os palestinianos. Retalha-lhes e rouba-lhes o território confinando-os em verdadeiros campos de concentração. Destrói-lhes as escolas, os hospitais, as habitações, corta-lhes a energia eléctrica, rouba-lhes a água. Metralha-os e massacra-os impiedosamente praticando um vergonhoso genocídio que não poupa sequer crianças e mulheres. Tudo isto, à margem do Direito Internacional, chegando ao ponto de atacar aqueles que têm a coragem de se solidarizar activamente com o povo palestino, como ainda agora aconteceu.


É por isso que, no momento em que os Judeus se colocam ao lado dos Palestinianos, como sempre estiveram há mais de 2000 anos, na luta contra a brutalidade do sionismo israelita, não é moralmente aceitável que lavemos as mãos como Pilatos, fazendo de conta que não é nada connosco. É um problema da Humanidade. Por esse facto, de todos e de cada um de nós. Seja qual for a nossa religião, se alguma tivermos.

O(s) candidato(s) da Esquerda

O líder da Federação do Porto do PS afirma que a candidatura de Manuel Alegre é a 'possível da esquerda', incorrendo desde logo em dois graves equívocos. Primeiro, ainda não sabe se a direcção do seu partido apoiará o (até agora) candidato do Bloco de Esquerda. Segundo, se tal apoio se concretizar, Alegre, refém desse 'beijo de Judas', jamais será um verdadeiro e, muito menos, exclusivo candidato da Esquerda. Porque o provável e até agora desconhecido candidato do PCP nunca será menos candidato da Esquerda que Alegre. E Fernando Nobre, mesmo apoiado por personalidades da Direita, mesmo afirmando que não é candidato da Esquerda nem da Direita, mesmo sem apoio dos partidos, pelos valores e ideais que defende, pelo conceito de presidência em que aposta, é também candidato da Esquerda, dos cidadãos. Por isso o apoio.
Mas se houver segunda volta, votarei sem hesitar contra o candidato da Direita. Cavaco ou quem quer que seja. Quantos poderão dizer/ fazer o mesmo?

Terrorismo

Os terroristas israelitas não param de cometer atrocidades. Desta vez metralharam criminosamente um navio turco que transportava ajuda para Gaza tendo assassinado, pelo menos, quinze pessoas.
É no que dá a hipocrisia de Obama (Prémio Nobel da Paz, lembram-se?) e da União Europeia, tão pressurosos a criticar e boicotar o Irão e sempre a dar palmadinhas nas costas a Israel, uma das maiores potências nucleares e o Estado que mais viola o Direito Internacional e os Direitos Humanos, que sistematicamente dá mostras de nada ter aprendido com os horrores de Auschwitz e de Treblinka.

sábado, maio 29, 2010

Negócios para os amigos

Nos tempos do salazarismo, os grandes grupos económicos tinham o apoio declarado e expresso do Estado que, para o efeito, aprovou em 1931, a chamada Lei do Condicionamento Industrial, a qual fazia depender a criação e instalação de novas empresas da autorização do governo.
Hoje, além dos milhares de 'jobs' que distribui pelos seus 'boys', à margem da lei, o governo viola as mais elementares regras do mercado e da concorrência, atribuindo arbitrariamente contratos aos empresários amigos, como aconteceu com a escolha da empresa JP Sá Couto, para entrega do computador Magalhães, em regime de monopólio.
Em muito aspectos — infelizmente demasiados — as diferenças entre Sócrates e Salazar não são assim tantas.

Quanto mais lhe batem…

Segundo o barómetro de Maio da Marktest, o PSD surge à frente nas intenções de votos dos portugueses. Se as eleições fossem por estes dias, os laranjas conseguiriam 43,9 por cento dos votos contra 27,6 por cento do PS.
Bem sei que as sondagens valem o que valem, muitas vezes são feitas com o objectivo de condicionar os eleitores e a Marktest trata geralmente bem o PSD. Mas também não se pode ignorar completamente estes resultados que apenas confirmam a tendência da maioria dos portugueses para darem o poder aos partidos que há 35 anos os têm arruinado
Nada a fazer, qual deficiente que, numa sala onde existem diversas tomadas, continua sempre a meter o dedo nas mesmas duas que dão choque, assim é a maioria dos portugueses: quanto mais lhe batem mais gosta!

Jantar à luz da vela

Enquanto António Mexia, CEO da EDP — que ganha mais que Steve Balmer, presidente da Microsoft, ou Steve Jobs, presidente e fundador da Apple — nos vai mexendo nos bolsos e embolsando milhões de euros em salários e bónus, ao contrário da União Europeia, nós vamos pagando a electricidade cada vez mais cara. Românticos e saudosistas como somos, qualquer dia ainda vamos jantar à luz da vela ou da candeia.

quinta-feira, maio 27, 2010

Os vampiros

Os vampiros não nos largam.
Se não lhes derem para trás, estamos desgraçados.

Se não há Máfia em Portugal, parece!

Segundo a Transparency International, em 2004, Portugal ocupava o 27º lugar na classificação do Índice de Percepção da Corrupção, com 6.3 numa escala de 0-10. Em 2009, após cinco anos de 'governação' Sócrates, com Face Oculta, SLN, BPP e outras jogadas à mistura, caímos obviamente para o 35º lugar, com apenas 5.8.
O que me admira é que, apesar de a Espanha (32º lugar, com 6.1) estar um pouco melhor classificada que nós, nesta matéria, haja indícios da presença da Máfia por lá, mas não em Portugal.
Quando os mafiosos descobrirem que isto aqui é um paraíso para a corrupção, estamos tramados. Ou talvez não. Provavelmente já devem ter descoberto que os corruptos tugas ainda são piores do que eles.

E por que nao acabar com o Parlamento?

Uma petição pública que recolheu cerca de 40 mil assinaturas defende a redução do número de deputados à Assembleia da República de 230 para 180 com o argumento da contribuição para a redução das despesas públicas.
Esta gentinha que, provavelmente, nunca terá votado outra coisa que não seja PS ou PSD — os grandes responsáveis pelo caos em que hoje tentamos desesperadamente sobreviver — podia exigir a redução das despesas de funcionamento da Assembleia, do financiamento dos partidos, dos grupos parlamentares e das campanhas eleitorais, dos subsídios e reformas dos deputados, mas não. Em vez disso, defende a proposta fácil e demagógica que, inevitavelmente, levaria à quase extinção dos partidos mais pequenos, ao fim e ao cabo, os que mais têm lutado contra a política de desastre nacional do centrão (PS-PSD/ CDS) que nos tem arruinado. Por este andar, num país propenso ao sebastianismo e ao saudosismo e onde já suportámos uma ditadura de 48 anos, não me admiraria que um dia destes ainda surgisse uma petição a pedir a extinção do Parlamento!…

segunda-feira, maio 24, 2010

A nave dos loucos

Bem sei que há estudos que valem o que valem e, às vezes, valem muito pouco. Mas se isto for verdade e se tudo correr 'normalmente', o que, por cá, raramente acontece, a dívida pública portuguesa só regressará aos 60% do PIB em 2037!!! Pior do que nós, estranhamente, só o Japão e, não tão estranhamente, a Itália. A Espanha, nossa companheira no calvário da crise, dará a volta por cima bem mais cedo — 2019. Mas, para isso, o governo espanhol vai adiar, pelo menos por um ano e meio, diversas obras incluindo as linhas do TGV. Por cá, o bando de criminosos que está no poleiro, continua a chupar-nos o tutano e a conduzir 'alegremente' esta nave de loucos rumo ao abismo. Talvez fosse tempo de acordarmos, se ainda é tempo!…

sexta-feira, maio 21, 2010

Os vampiros e a manada

Em Espanha, devido à grave crise que o país atravessa e à crescente dívida pública, o governo denunciou diversos contratos e suspendeu grande parte das obras públicas, TGV incluído.
Por cá, depois de ter enterrado milhões na Banca sem qualquer retorno visível e pouco ou nada ter feito para salvar dezenas de empresas e milhares de postos de trabalho, o 'governo' continua a insistir em levar por diante obras públicas verdadeiramente suicidárias, apesar da dívida colossal que enfrentamos. Para isso, ao mesmo tempo que aplaude os bónus e mordomias de gestores e altos dirigentes, vai-nos esmifrar com um brutal agravamento dos impostos.
Não há dúvida, os vampiros continuam aí a chupar o sangue fresco da manada. Lamentável é que ela se lhes ponha a jeito. Se cá estivesse — que falta ele faz! — o Zeca não iria gostar disso.

BZZZZZZZZZ!

Em plena crise, o PS mantém-se estável nas intenções de voto e o PSD sai beneficiado do acordo com o Governo, subindo os dois partidos nas sondagens. Ao invés, na franja do espectro partidário, o CDS consolida a terceira posição mas baixa, e a CDU mantém uma pequena vantagem sobre o BE, mas verifica-se uma descida de ambos.

Enfim, perante estes resultados, começo a ficar cansado de levar isto a sério. É por isso que não resisto a deixar-vos aqui uma 'anedota' que 'piquei' numa caixa de comentários…



O povo português (ou antes, a imensa maioria dele) assemelha-se a um deficiente mental que, encontrando-se só numa sala onde tem várias tomadas à disposição, passa a vida a meter os dedos apenas em duas delas...

- Deixa ver o que acontece se meter o dedo nesta tomada... BZZZZZZZZZ!

Passados uns instantes...

- Deixa ver o que acontece se meter o dedo na tomada ao lado da anterior... BZZZZZZZZZ!

Mais uns minutos...

- O que acontecerá se voltar a enfiar o dedo na primeira tomada? BZZZZZZZZZ!

- E agora, novamente na que está ao lado? BZZZZZZZZZ!

Mais uns minutos e...

- Será que apanho um choque se meter o dedo novamente na tomada cor-de-rosa? BZZZZZZZZZ!

- Será que a tomada cor-de-laranja também dá choque? BZZZZZZZZZ!

- Deixa experimentar tudo de novo... Acho que ainda não me fartei de apanhar choques...

BZZZZZZZZZZZZZ

BZZZZZZZZZZZZZ

BZZZZZZZZZZZZZ

BZZZZZZZZZZZZZ

BZZZZZZZZZZZZZ

BZZZZZZZZZZZZZ

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Como atrás disse, isto é uma anedota. Mas, curiosamente, não me dá grande vontade de rir!
(Vá lá, para ser sincero, ri-me um bocadinho… ihihihih…)

quinta-feira, maio 20, 2010

Afinal, a malta trabalha!

Portugueses e gregos trabalham tanto ou mais que a média dos trabalhadores dos países da OCDE.


Como observa Miguel Portas, as diferenças moram na produtividade, não na preguiça. Só que aquela é o resultado de múltiplos e diversos factores.
Assim, há uma questão que, inevitavelmente, se deve colocar: por que razão os trabalhadores portugueses, apesar das suas (geralmente) inferiores qualificações profissionais, quando emigram, se batem de igual para igual com os seus colegas e apenas por cá são menos produtivos? Não será um problema de deficiente gestão de recursos humanos? Não será um problema de má gestão empresarial de uma classe de empresários com um nível médio de habilitações inferior ao dos trabalhadores?
Não há dúvida… Há é um ambiente e algumas pessoas em lugares chave que conseguem transformar em mau aquilo que poderia ser bom. Talvez fosse tempo de deixarem de ver nos trabalhadores os bodes expiatórios do pecado do nosso atraso secular. O caminho para o nosso difícil desenvolvimento passa por essa atitude.

quarta-feira, maio 19, 2010

Gente sem vergonha!

Jorge Coelho, antigo ministro e dirigente 'socialista', que uma vez advertiu que 'quem se mete com o PS, leva' — ele lá sabia por quê —, afirma agora 'Não tenho mais nada a fazer na política'. E eu acredito piamente que não. Quem, em 2009, como administrador executivo do Grupo Mota-Engil, embolsou a módica quantia de 702 758 euros, não estará obviamente interessado em receber dez vezes menos para 'aturar' os 'chatos' dos eleitores e da oposição. De resto, como se vê, para esta 'gente', a política não é um serviço público, como gostam de apregoar, mas um trampolim para mais altos e rendosos voos.
Se ainda lhes restasse um pingo de vergonha e de escrúpulos, ao menos, ficavam calados. Mas, nem isso.

Acabem com a "mama"!

No sistema capitalista, é perfeitamente justificável a obtenção de lucros através do investimento em acções.
O que é de todo inaceitável e ruinoso para o sistema é comprar agora e vender a seguir para se obter mais-valias sem qualquer justificação na economia real.
Acho bem que acabem com esta 'mama'. Enquanto é tempo!

O fascismo financeiro

O fascismo financeiro

Há doze anos publiquei um pequeno texto (Reinventar a Democracia) que, pela sua extrema actualidade, não resisto à tentação de evocar aqui. […] Identificava então cinco formas de sociabilidade fascista, uma das quais era o fascismo financeiro.
[…]
A virulência do fascismo financeiro reside em que ele, sendo de todos o mais internacional, está a servir de modelo a instituições de regulação global crescentemente importantes apesar de pouco conhecidas do público. Entre elas, as empresas de rating, as empresas internacionalmente acreditadas para avaliar a situação financeira dos Estados e os consequentes riscos e oportunidades que eles oferecem aos investidores internacionais. As notas atribuídas - que vão de AAA a D - são determinantes para as condições em que um país ou uma empresa de um país pode aceder ao crédito internacional. Quanto mais alta a nota, melhores as condições. Estas empresas têm um poder extraordinário. Segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, «o mundo do pós-guerra fria tem duas superpotências, os EUA e a agência Moody's». Moody's é - uma dessas agências de rating, ao lado da Standard and Poor's e Fitch Investors Services. Friedman justifica a sua afirmação acrescentando que «se é verdade que os EUA podem aniquilar um inimigo utilizando o seu arsenal militar, a agência de qualificação financeira Moody's tem poder para estrangular financeiramente um país, atribuindo-lhe uma má nota».
[…]
Num momento em que os devedores públicos e privados entram numa batalha mundial para atrair capitais, uma má nota pode significar o colapso financeiro do país. Os critérios adoptados pelas empresas de rating são em grande medida arbitrários, reforçam as desigualdades no sistema mundial e dão origem a efeitos perversos: o simples rumor de uma próxima desqualificação pode provocar enorme convulsão no mercado de valores de um país. O poder discricionário destas empresas é tanto maior quanto lhes assiste a prerrogativa de atribuírem qualificações não solicitadas pelos países ou devedores visados. A virulência do fascismo financeiro reside no seu potencial de destruição, na sua capacidade para lançar no abismo da exclusão países pobres inteiros.

Escrevia isto a pensar nos países do chamado Terceiro Mundo. Não podia imaginar que o fosse recuperar a pensar em países da União Europeia.

Boaventura Sousa Santos

"Nobre" povo

"O povo que é louco pela vacuidade de Tony Carreira, enche a Cova da Iria a implorar milagres e vota naqueles que, alternadamente, lhe sugam o sangue e comem a carne, é o mesmo.
Este jardim à beira-mar plantado merecia melhor gente. Um povo verdadeiramente mais nobre. E, sobretudo, mais inteligente.
(Desculpem se ofendi alguém… Às vezes, esgota-se-me a paciência para aturar tamanha estupidez!)"

O cadáver

Não é só na área do euro que os investidores podem ter más surpresas. A possibilidade de se verificarem problemas noutros países é enorme. A volatilidade nos mercados da dívida pública vai manter-se elevada e os riscos continuam presentes. Japão, Irlanda, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e, em menor medida, a França são os países desenvolvidos que enfrentam os maiores desafios de consolidação orçamental no médio prazo.
Não estou a ser alarmista. É a agência de notação financeira Fitch que o afirma.
Eu limito-me a concluir, angustiado, que este sistema económico e financeiro está putrefacto. Mas, enquanto uma minoria de criminosos sem escrúpulos continua a alimentar-se do seu cadáver, os (ir)responsáveis recusam-se a admitir esta crua e perigosa realidade. Um dia destes, quando caírem na real, pode já ser tarde!

Para onde caminhamos?

A bolsa de Lisboa conseguiu escapar à onda negativa que varreu a maior parte dos mercados europeus, num dia em que o euro bateu o valor mais baixo dos últimos quatro anos.
Apesar disso, não sei se hei-de rir se hei-de chorar…
É que, lá por fora, as principais praças europeias cederam aos receios com a recuperação económica. E nos EUA, os receios económicos são também o principal factor a ensombrar as negociações.
Repito o que há muito disse:
O capitalismo, tal como o conhecemos, está moribundo. A sua implosão é apenas uma questão de tempo. Enquanto isso, limitamo-nos a viver placidamente o dia-a-dia como se nada de anormal se estivesse a passar. Mas há uma pergunta que urgente e inevitavelmente nos temos de fazer: por este caminho, que Futuro para os nossos filhos e para os nossos netos???

quarta-feira, maio 05, 2010

Com a faca nas costas

Em vez de incentivar e aproveitar a aplicação da poupança interna em certificados de aforro e títulos do tesouro, Portugal preferiu pôr-se a jeito das agências internacionais de ‘rating’ e contrair o crédito no exterior, assistindo agora, de dia para dia, ao aumento dramático do risco de incumprimento da sua dívida.
Ao contrário, em vez de recorrer aos mercados internacionais para encaixar dois mil milhões de dólares com a venda de obrigações, Angola vai tentar obter esse montante no mercado doméstico, onde os estrangeiros poderão participar .



Se todos fizéssemos como os angolanos e mandássemos as criminosas e irresponsáveis agências de rating privadas à m**da ou se as instituições públicas internacionais criassem agências de rating sob o seu controlo, não estaríamos agora com a faca nas costas. Mas, para isso, seriam precisas coragem e vontade políticas que, de um modo geral, os governos não têm. Preferem ajoelhar-se perante a voragem insaciável dos banqueiros e dos especuladores. E depois nós é que pagamos as favas.

Que bom que é, Os Sobreviventes, Sérgio Godinho

sábado, maio 01, 2010

Carneiros. Até quando?

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR

Desde 1936 até aos nossos dias, no essencial, o que é que verdadeiramente mudou???… NADA. Continuamos a ser tratados como carneiros!

Charles Chaplin - Modern Times (Tempos Modernos)