Sócrates recebe hoje Portas, antes de Ferreira Leite. O acordo entre o Governo e o CDS/PP com vista a garantir a aprovação do Orçamento de Estado para 2010 poderá ser fechado já, antes de o primeiro-ministro receber amanhã Ferreira Leite.
De uma forma ou de outra, prossegue afanosamente a santa aliança que nos vai continuar a cozinhar em lume brando. Ou antes, estamos fritos!
Venho Aqui Falar, Pano-cru, Sérgio Godinho
sexta-feira, janeiro 22, 2010
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Os números e a realidade
Sócrates adora números, estatísticas, sucesso encenado. E o FMI — aquela simpática organização que nos esmifra quando temos o azar de ter de lhe bater à porta a pedir dinheiro quando estamos tesos — também. Não admira que ambos tenham ficado embevecidos com os supostos resultados do Simplex: no âmbito dos três programas concluídos (2006, 2007 e 2008), foram implementadas 630 medidas, 46 por cento das quais com impactos na redução de encargos para as empresas. O que admira é que tanta simplificação de processos e redução de encargos não tenha evitado a falências de tantas empresas, com as consequências económicas e sociais que todos conhecemos.
O Charlatão, Os Sobreviventes, Sérgio Godinho
O Charlatão, Os Sobreviventes, Sérgio Godinho
Tomem nota
Com a abstenção do PSD, PS e CDS chumbaram hoje o projecto de lei do PCP que pretendia impedir a possibilidade de aumentar os horários de trabalho até 12 horas diárias e 60 horas semanais. Tomem nota. Para que não digam que não vos avisei.
O que faz falta, Coro dos Tribunais, José Afonso
O que faz falta, Coro dos Tribunais, José Afonso
O galego não é castelhano
Em opiniom do Conselho da Associaçom Galega da Língua (AGAL), a legislaçom estabelece dous factos: que há duas línguas oficiais na Galiza e que umha delas, a própria, "ocupa um lugar periférico a respeito da outra, a castelhana". Ainda, a mesma legislaçom marca como objectivos que a administraçom altere esse estado de cousas promovendo a língua mais periférica e de menos presença social e que o sistema educativo garanta a mesma competência nas duas línguas oficiais. Porém, para alcançar estes objectivos, a Junta pretende que um terço das horas semanais tenham o galego como língua veicular, um outro terço o castelhano e o restante prevê-se para ser leccionado "em língua(s) estrangeira(s)". De um ponto de vista técnico, a AGAL considera que o procedimento nem ajuda a alterar o estado periférico da língua própria da Galiza nem garante a igualdade de competência lingüística nos dous idiomas oficiais. "Alunos e alunas aprendem as línguas no seu ambiente social. A escola deve servir para compensar a língua menos presente socialmente". Neste ponto a associaçom lembra que nos ambientes urbanos da maioria das cidades galegas, a presença ambiental do galego é "muito reduzida, quando nom inexistente", polo que marcar a mesma quota horária para galego e castelhano "nom vai permitir a mesma competência" em ambas as línguas. Por estes motivos, o Conselho da AGAL deu o seu apoio à jornada de greve e à manifestaçom em defesa do uso do galego no ensino que terám lugar no dia 21 de janeiro.
Percebemos facilmente este texto da AGAL, não é verdade? Porque o galego e o português actuais evoluíram da mesma origem, o galaico-português.
Por esse facto, apoiamos a greve no ensino e a manifestação que hoje decorrem na Galiza, pela defesa da língua galega, contra a sua castelhanização.
O meu amor se te fores, Leilía
Percebemos facilmente este texto da AGAL, não é verdade? Porque o galego e o português actuais evoluíram da mesma origem, o galaico-português.
Por esse facto, apoiamos a greve no ensino e a manifestação que hoje decorrem na Galiza, pela defesa da língua galega, contra a sua castelhanização.
O meu amor se te fores, Leilía
Chega de porrada!
Depois da invasão do Iraque, da guerra do Afeganistão e do crescente número de bases militares nas Caraíbas, os Estados Unidos reforçam dia para dia a presença militar no Haiti. Começaram pelo controlo do aeroporto e agora, a pretexto dos protestos e da violência geradas pela desorganização e atraso da assistência à martirizada população, prosseguem com o aumento do número de tropas no país.
Ora, o que os haitianos precisam é de assistência médica, alimentação, alojamento, amizade. Urgentemente. Como disse um militar brasileiro, para manter a ordem, o lema é "braço forte, mão amiga". De porrada, 200 anos já chegaram.
Ora, o que os haitianos precisam é de assistência médica, alimentação, alojamento, amizade. Urgentemente. Como disse um militar brasileiro, para manter a ordem, o lema é "braço forte, mão amiga". De porrada, 200 anos já chegaram.
Sair (ou não sair) do morro
Lula quer acabar com as favelas até 2016, ano dos Jogos Olímpicos. O plano prevê a construção de bairros habitacionais para erradicar 109 favelas e mais de 12 mil habitações até 2014. É simples, dizem, as autoridades vão tomar de assalto os bairros considerados mais violentos, implementando a ordem policial como "poder único" e deitando abaixo a liderança das guerrilhas da droga.
Não sei se é assim tão simples… Para mais, com o mentor do projecto a deixar a presidência em 2011. E receio que muitos desgraçados inocentes sejam apanhados na linha de fogo do poder único. Não seria a primeira vez que tal aconteceria.
Opinião, álbum "Sertão e Favelas", Zélia Barbosa
Não sei se é assim tão simples… Para mais, com o mentor do projecto a deixar a presidência em 2011. E receio que muitos desgraçados inocentes sejam apanhados na linha de fogo do poder único. Não seria a primeira vez que tal aconteceria.
Opinião, álbum "Sertão e Favelas", Zélia Barbosa
terça-feira, janeiro 19, 2010
Os pecados do Haiti
A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.
Melhor do que ninguém é Eduardo Galeano quem o explica com toda a clareza. Aqui.
Melhor do que ninguém é Eduardo Galeano quem o explica com toda a clareza. Aqui.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Quem fechou as portas que Abril abriu?
Faz hoje 26 anos que faleceu José Carlos Ary dos Santos.
Mas a sua memória permanece viva nas palavras que escreveu e disse.
Porque era poeta, mas castrado, NÃO!
Porque descreveu, com um coração do tamanho deste país,'as portas que Abril abriu':
da liberdade, da dignidade, da solidariedade,
mas também do sonho e até da utopia.
Faz hoje 26 anos que faleceu José Carlos Ary dos Santos.
E há uma pergunta que não me larga,
Que certamente ele faria se cá estivesse:
Quem fechou as portas que Abril abriu?
Mas a sua memória permanece viva nas palavras que escreveu e disse.
Porque era poeta, mas castrado, NÃO!
Porque descreveu, com um coração do tamanho deste país,'as portas que Abril abriu':
da liberdade, da dignidade, da solidariedade,
mas também do sonho e até da utopia.
Faz hoje 26 anos que faleceu José Carlos Ary dos Santos.
E há uma pergunta que não me larga,
Que certamente ele faria se cá estivesse:
Quem fechou as portas que Abril abriu?
Evocar 18 de Janeiro de 1934
Chegado ao poder em 5 de Julho de 1932, Salazar cuidou de preparar a base constitucional e legislativa do chamado Estado Novo, regime autoritário que se caracterizaria pela extinção dos mais elementares direitos e liberdades dos cidadãos e pela completa negação do pluralismo partidário. Com a aprovação da Constituição de 1933, decreta a proibição da greve e do lock-out e institui o princípio do sindicato único com o objectivo de acabar com os sindicatos livres e em seu lugar criar sindicatos nacionais corporativos controlados pelo Estado.
E é contra este edifício legislativo fazcizante e a ilegalização das organizações existentes, que se prepara, para o dia 18 de Janeiro de1934, uma "greve geral revolucionária" onde teriam influência marcante a Confederação Geral dos Trabalhadores, de inspiração anarquista, e o Partido Comunista Português, com forte implantação no Sindicato Nacional dos Vidreiros.
Na véspera, no entanto, a polícia política (PVDE) prende alguns dos principais dirigentes sindicais e outros activistas ligados ao movimento. Ainda assim, em Lisboa, na noite de 17, explode uma bomba no Poço do Bispo e o caminho de ferro é cortado em Xabregas, enquanto que, em Coimbra, explodem duas bombas na central eléctrica. Há ainda movimentações em diversos outros pontos do país, como Leiria, Barreiro, Almada, Sines e Silves, sendo a mais forte, no entanto, na Marinha Grande, onde grupos de operários ocupam o posto da GNR e os edifícios da Câmara Municipal e dos CTT.
A repressão não se faria esperar. Diversos participantes do 18 de Janeiro estão entre os prisioneiros que inaugurarão, dois anos depois, a colónia penal do Tarrafal, uma das odiosas prisões da ditadura salazarista.
A revolta operária e greve geral de 18 de Janeiro de 1934 foi há 76 anos. Evocá-la hoje, 36 anos depois de Abril, mais do que uma celebração, deve constituir uma inequívoca manifestação de vontade de continuar a lutar por um país mais justo onde todos, sem excepção, vejam reconhecidos não apenas os direitos cívicos e políticos mas também os direitos humanos e sociais. Será essa a melhor homenagem que prestaremos aos revolucionários de 1934.
Liberdade, À Queima-Roupa, Sérgio Godinho
E é contra este edifício legislativo fazcizante e a ilegalização das organizações existentes, que se prepara, para o dia 18 de Janeiro de1934, uma "greve geral revolucionária" onde teriam influência marcante a Confederação Geral dos Trabalhadores, de inspiração anarquista, e o Partido Comunista Português, com forte implantação no Sindicato Nacional dos Vidreiros.
Na véspera, no entanto, a polícia política (PVDE) prende alguns dos principais dirigentes sindicais e outros activistas ligados ao movimento. Ainda assim, em Lisboa, na noite de 17, explode uma bomba no Poço do Bispo e o caminho de ferro é cortado em Xabregas, enquanto que, em Coimbra, explodem duas bombas na central eléctrica. Há ainda movimentações em diversos outros pontos do país, como Leiria, Barreiro, Almada, Sines e Silves, sendo a mais forte, no entanto, na Marinha Grande, onde grupos de operários ocupam o posto da GNR e os edifícios da Câmara Municipal e dos CTT.
A repressão não se faria esperar. Diversos participantes do 18 de Janeiro estão entre os prisioneiros que inaugurarão, dois anos depois, a colónia penal do Tarrafal, uma das odiosas prisões da ditadura salazarista.
A revolta operária e greve geral de 18 de Janeiro de 1934 foi há 76 anos. Evocá-la hoje, 36 anos depois de Abril, mais do que uma celebração, deve constituir uma inequívoca manifestação de vontade de continuar a lutar por um país mais justo onde todos, sem excepção, vejam reconhecidos não apenas os direitos cívicos e políticos mas também os direitos humanos e sociais. Será essa a melhor homenagem que prestaremos aos revolucionários de 1934.
Liberdade, À Queima-Roupa, Sérgio Godinho
Ai do Haiti!
A "ajuda" deles
O director-geral do FMI acaba de anunciar a sua intenção de mobilizar uma "ajuda" de 100 milhões de dólares para o Haiti. Diz ele que isso será feito através de uma "facilidade ampliada de crédito". Ou seja, os haitianos terão de devolver tal ajuda, mesmo que estejam debaixo de escombros. E devolver com juros. Com ajudas assim, os haitianos ficam ainda mais desgraçados do que já estavam!
Por outro lado, o controle do aeroporto de Port-au-Prince pela U.S. Air Force já está a prejudicar severamente o Haiti. Os militares americanos proibiram a aterragem de um avião francês que transportava um hospital de campanha e dez equipes de cirurgiões. A ocupação militar do país pelo imperialismo, sob o pretexto da "ajuda humanitária", já é uma situação de facto. Os EUA, que não souberam ajudar o seu próprio povo quando o furacão Katrina devastou Nova Orleães, arrogam-se agora ao direito de enviar porta-aviões como "ajuda" às vítimas no Haiti. Após um terramoto, uma ocupação militar. (*)
O director-geral do FMI acaba de anunciar a sua intenção de mobilizar uma "ajuda" de 100 milhões de dólares para o Haiti. Diz ele que isso será feito através de uma "facilidade ampliada de crédito". Ou seja, os haitianos terão de devolver tal ajuda, mesmo que estejam debaixo de escombros. E devolver com juros. Com ajudas assim, os haitianos ficam ainda mais desgraçados do que já estavam!
Por outro lado, o controle do aeroporto de Port-au-Prince pela U.S. Air Force já está a prejudicar severamente o Haiti. Os militares americanos proibiram a aterragem de um avião francês que transportava um hospital de campanha e dez equipes de cirurgiões. A ocupação militar do país pelo imperialismo, sob o pretexto da "ajuda humanitária", já é uma situação de facto. Os EUA, que não souberam ajudar o seu próprio povo quando o furacão Katrina devastou Nova Orleães, arrogam-se agora ao direito de enviar porta-aviões como "ajuda" às vítimas no Haiti. Após um terramoto, uma ocupação militar. (*)
Pacto com o Diabo
O racismo acaba de atingir profundidades nunca imaginadas pelo conde Gobineau. O reverendo Pat Robertson, um fanático da extrema-direita estado-unidense, acaba de dar a sua "explicação" para o terramoto que assolou o Haiti. Diz ele que se trata de um castigo divino pelo facto de 200 anos atrás os escravos haitianos terem-se rebelado e libertado dos seus amos franceses. (O vídeo com a entrevista deste "teólogo" encontra-se aqui).
Mas a estupidez é contagiosa. O bispo espanhol José Ignacio Munilla minimiza a catástrofe, asseverando ele "há males maiores que o do Haiti, como a nossa situação espiritual" (sic). (A notícia encontra-se aqui). (*)
Uma coisa é indubitavelmente certa: como se vê, 127 anos depois da sua morte, Marx continua a ter razão — a religião é o ópio povo.
(*) in Resistir.Info
Fim do bloqueio a Gaza!
A Amnistia Internacional pediu a Israel o levantamento imediato do bloqueio imposto à Faixa de Gaza, considerando injusta esta "punição" que atinge em cerca de 1,5 milhões de habitantes.
Mas os terroristas sionistas, que têm o apoio daqueles que há quase 50 anos fazem o mesmo a Cuba, vão seguramente ignorar o pedido da AI, como sempre fizeram com os pedidos de outras organizações e com os protestos da opinião pública mundial.
Como os Estados Unidos, Israel não respeita o Direito Internacional. E o Tribunal Penal Internacional é para os outros.
Nefretite não tinha papeira, Venham Mais Cinco, José Afonso
Mas os terroristas sionistas, que têm o apoio daqueles que há quase 50 anos fazem o mesmo a Cuba, vão seguramente ignorar o pedido da AI, como sempre fizeram com os pedidos de outras organizações e com os protestos da opinião pública mundial.
Como os Estados Unidos, Israel não respeita o Direito Internacional. E o Tribunal Penal Internacional é para os outros.
Nefretite não tinha papeira, Venham Mais Cinco, José Afonso
Má sina estar desempregado
Na Banca foram esbanjados milhões de euros mas o Estado gasta cada vez menos com os desempregados.
Má sina estar no desemprego. Especialmente em Portugal.
Má sina estar no desemprego. Especialmente em Portugal.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
O P"S" à frente, o país atrás!
Portugal está de rastos.
Com uma dívida superior ao valor do PIB, um défice incontrolável, um volume de desemprego dramaticamente crescente.
E cada vez mais desigual, com uma minoria mais e mais rica e uma maioria a sobreviver como pode.
Para nos animar, dizem-nos que o pior já passou, que logo mais iremos recomeçar a crescer. O que não esclarecem é que, ainda que isso venha a acontecer, continuaremos a afastar-nos da média europeia. Porque, mesmo que a crise internacional abrande, o que não é de todo seguro, havemos de continuar a carregar com a nossa, a que resulta de 30 anos de "alternância" governativa do P"S" e da Direita.
Mas a maioria do povo, que aguentou docilmente uma ditadura de 48 anos, gosta. Por isso o P"S" continua à frente nas intenções de voto. E o país cada vez mais atrás em matéria de desenvolvimento e justiça social.
Década de Salomé, "Galinhas do Mato", José Afonso
Com uma dívida superior ao valor do PIB, um défice incontrolável, um volume de desemprego dramaticamente crescente.
E cada vez mais desigual, com uma minoria mais e mais rica e uma maioria a sobreviver como pode.
Para nos animar, dizem-nos que o pior já passou, que logo mais iremos recomeçar a crescer. O que não esclarecem é que, ainda que isso venha a acontecer, continuaremos a afastar-nos da média europeia. Porque, mesmo que a crise internacional abrande, o que não é de todo seguro, havemos de continuar a carregar com a nossa, a que resulta de 30 anos de "alternância" governativa do P"S" e da Direita.
Mas a maioria do povo, que aguentou docilmente uma ditadura de 48 anos, gosta. Por isso o P"S" continua à frente nas intenções de voto. E o país cada vez mais atrás em matéria de desenvolvimento e justiça social.
Década de Salomé, "Galinhas do Mato", José Afonso
quinta-feira, janeiro 14, 2010
O Haiti (também) é aqui
Ninguém está absolutamente a salvo da fúria da Natureza mas quando ela se abate impiedosamente sobre os mais desgraçados, os mais pobres, os mais deserdados por uma ordem económica internacional iníqua e imoral, como agora aconteceu no Haiti, a tragédia adquire a dimensão de um horrendo holocausto.
É nestas alturas que a selvajaria capitalista mostra bem o que representa para a maioria pobre da humanidade — uma maldição.
Como diz a canção, "O Haiti é aqui".
É nestas alturas que a selvajaria capitalista mostra bem o que representa para a maioria pobre da humanidade — uma maldição.
Como diz a canção, "O Haiti é aqui".
Antes que seja tarde
As agências de rating, afirmam que "Portugal e Grécia enfrentam risco de morte lenta". Depois da Islândia, elas estão assustadas, não com o nosso futuro ou o dos gregos, mas sim com os especuladores que querem recuperar o seu dinheiro. Mas o descrédito daquelas agências, que não foram sequer capazes de prever o afundamento da Islândia, nem dos países bálticos e nem dos próprios Estados Unidos, é cada vez maior.
Na realidade, a verdadeira morte lenta do nosso país é a progressiva desindustrialização de Portugal, o encerramento de sectores inteiros da economia nacional, o desemprego crescente, a falta de perspectivas para a juventude, a ausência de política energética, os investimentos ruinosos (como o novo aeroporto) programados pelo governo de Sócrates.
Este sombrio panorama foi preparado pelo PS e o PPD com a destruição do Sector Empresarial do Estado e é por isso que só com um novo programa de nacionalizações, a principiar pela banca privada, será possível inverter esta preocupante situação. Antes que seja tarde.
Antes O Poço Da Morte, "O Irmão Do Meio", Sérgio Godinho + Xutos & Pontapés
Na realidade, a verdadeira morte lenta do nosso país é a progressiva desindustrialização de Portugal, o encerramento de sectores inteiros da economia nacional, o desemprego crescente, a falta de perspectivas para a juventude, a ausência de política energética, os investimentos ruinosos (como o novo aeroporto) programados pelo governo de Sócrates.
Este sombrio panorama foi preparado pelo PS e o PPD com a destruição do Sector Empresarial do Estado e é por isso que só com um novo programa de nacionalizações, a principiar pela banca privada, será possível inverter esta preocupante situação. Antes que seja tarde.
Antes O Poço Da Morte, "O Irmão Do Meio", Sérgio Godinho + Xutos & Pontapés
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Tempos "modernos"
PCP quer pôr fim às 60 horas de trabalho semanalO actual Código Laboral, aprovado pela anterior maioria absoluta do P"S", permite que, em determinadas condições, os trabalhadores sejam obrigados a trabalhar 12 horas diárias, até um máximo de 60 horas semanais, sem a correspondente compensação remuneratória.
É a esta exploração abusiva e imoral, verdadeira escravatura da era moderna, atentatória da dignidade humana e da estabilidade familiar, que o PCP quer pôr cobro, indo para o efeito apresentar a debate no plenário da Assembleia da República um projecto de lei que prevê o seu fim.
Perante esta justa iniciativa, veremos como se comportam aqueles partidos que passam a vida a apregoar a defesa da família!…
Foi a trabalhar (Sérgio Godinho, "De pequenino se torce o destino")
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Sem condições prévias
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje trabalhar para um reinício do diálogo entre Israel e os palestinianos "o mais cedo possível e sem condições prévias", não confirmando a existência de qualquer plano e prevendo um ciclo de negociações em "dois anos" (leia-se interminável).
Depois de lhes roubarem a quase totalidade do território, a água, a segurança, a vida, os palestinianos têm ainda de suportar toda a sorte de hipocrisias.
Mas alguém que não seja completamente ingénuo ou moralmente desonesto acredita que os maiores amigos dos sionistas têm vontade política e são suficientemente imparciais para exigir o reconhecimento da pátria palestina?
Isso sim, devia ser feito já. Para acabar de vez com uma das maiores vergonhas da história contemporânea. Sem condições prévias.
Depois de lhes roubarem a quase totalidade do território, a água, a segurança, a vida, os palestinianos têm ainda de suportar toda a sorte de hipocrisias.
Mas alguém que não seja completamente ingénuo ou moralmente desonesto acredita que os maiores amigos dos sionistas têm vontade política e são suficientemente imparciais para exigir o reconhecimento da pátria palestina?
Isso sim, devia ser feito já. Para acabar de vez com uma das maiores vergonhas da história contemporânea. Sem condições prévias.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade, 1997
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade, 1997
O 'socialismo' segundo Mário Soares
Somos uns mal agradecidos!…
terça-feira, dezembro 29, 2009
Os palhaços
Apesar de todo o populismo e justicialismo que emana das crónicas de Mário Crespo, neste vídeo é o próprio que deixa perceber as suas convicções e as soluções políticas que defende para a governação do país, as quais, ao fim de 35 anos, mostraram bem o que (não) valem ao conduzir Portugal ao estado comatoso em que se encontra.
Chamar, por isso, Sócrates de palhaço, escondendo que outros palhaços contribuíram para a situação que hoje vivemos, não é propriamente jornalismo mas antes uma… palhaçada.
Chamar, por isso, Sócrates de palhaço, escondendo que outros palhaços contribuíram para a situação que hoje vivemos, não é propriamente jornalismo mas antes uma… palhaçada.
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