Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade, 1997
quarta-feira, dezembro 30, 2009
O 'socialismo' segundo Mário Soares
Somos uns mal agradecidos!…
terça-feira, dezembro 29, 2009
Os palhaços
Apesar de todo o populismo e justicialismo que emana das crónicas de Mário Crespo, neste vídeo é o próprio que deixa perceber as suas convicções e as soluções políticas que defende para a governação do país, as quais, ao fim de 35 anos, mostraram bem o que (não) valem ao conduzir Portugal ao estado comatoso em que se encontra.
Chamar, por isso, Sócrates de palhaço, escondendo que outros palhaços contribuíram para a situação que hoje vivemos, não é propriamente jornalismo mas antes uma… palhaçada.
Chamar, por isso, Sócrates de palhaço, escondendo que outros palhaços contribuíram para a situação que hoje vivemos, não é propriamente jornalismo mas antes uma… palhaçada.
Falta de juízo
Os dados ontem divulgados pela SIBS, mostram que por comparação com 2008, entre 1 e 26 de Dezembro, os portugueses levantaram mais dinheiro (2,53%) e gastaram mais nas compras (subida de 10,64%). Só num dia esturraram 380 milhões de euros!
Isto acontece num país com cerca de 600 mil desempregados, quase 2 milhões de pobres e um nível de vida 25% abaixo da média comunitária!
Perante esta crua realidade, só posso concluir que também devemos padecer de um elevado défice de juízo. Parece-me.
Isto acontece num país com cerca de 600 mil desempregados, quase 2 milhões de pobres e um nível de vida 25% abaixo da média comunitária!
Perante esta crua realidade, só posso concluir que também devemos padecer de um elevado défice de juízo. Parece-me.
A loucura não tem fim
A crise veio para ficar e cavar cada vez mais o fosso entre uma maioria crescente de pobres e explorados e uma minoria cada vez mais rica e sem escrúpulos.
O pico petrolífero é uma realidade. A produção de petróleo já não cresce desde 2004 e, a partir de agora, o ouro negro vai caminhar inexoravelmente para o esgotamento.
Porém, a loucura parece não ter fim. E ninguém se mostra disposto a travar a marcha da Humanidade para o abismo.
O pico petrolífero é uma realidade. A produção de petróleo já não cresce desde 2004 e, a partir de agora, o ouro negro vai caminhar inexoravelmente para o esgotamento.
Porém, a loucura parece não ter fim. E ninguém se mostra disposto a travar a marcha da Humanidade para o abismo.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Tratar da vidinha
Temos os salários mais baixos da União Europeia e um salário mínimo que, apesar do recente aumento, se fica por uns míseros 475 euros, o qual, mesmo assim, não é pago em muitas 'empresas'. E somos o país da União Europeia onde o investimento público, nos últimos dez anos, teve o maior recuo, com uma diminuição média de 4,6% ao ano em termos reais.
Sabe-se agora também que Portugal é dos países europeus em que a assistência às famílias é mais reduzida, representando a transferência de verbas do Estado para as famílias apenas 1,2% do PIB, enquanto a média europeia é 2,1% e a Dinamarca, o Luxemburgo e a Alemanha, que lideram, distribuem o equivalente a mais de 3% do PIB.
Em consequência, por cá, a percentagem de menores de 18 anos que pode cair na malha da pobreza atinge os 21%, enquanto a média europeia é de 19%.
Os governantes — não apenas os actuais mas também os que os precederam — não se cansam de propagandear que têm apoiado as famílias, as empresas, os trabalhadores, mas os resultados estão à vista! Afinal o que é que têm andado a fazer?… A tratar da vidinha, claro.
Sabe-se agora também que Portugal é dos países europeus em que a assistência às famílias é mais reduzida, representando a transferência de verbas do Estado para as famílias apenas 1,2% do PIB, enquanto a média europeia é 2,1% e a Dinamarca, o Luxemburgo e a Alemanha, que lideram, distribuem o equivalente a mais de 3% do PIB.
Em consequência, por cá, a percentagem de menores de 18 anos que pode cair na malha da pobreza atinge os 21%, enquanto a média europeia é de 19%.
Os governantes — não apenas os actuais mas também os que os precederam — não se cansam de propagandear que têm apoiado as famílias, as empresas, os trabalhadores, mas os resultados estão à vista! Afinal o que é que têm andado a fazer?… A tratar da vidinha, claro.
domingo, dezembro 27, 2009
Nem as moscas mudam!
Armandina Soares foi uma das poucas professoras que deram a cara no apoio ao modelo de avaliação proposto pelo Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues. Este mês foi nomeada pelo Governo para integrar o CNE.
Seria para admirar se não fosse simplesmente a tradução prática da máxima "chuchalista" jobs for the boys. Caso para concluir que, por cá, nem as moscas mudam!
Seria para admirar se não fosse simplesmente a tradução prática da máxima "chuchalista" jobs for the boys. Caso para concluir que, por cá, nem as moscas mudam!
sábado, dezembro 26, 2009
Mentiroso compulsivo
"Entre 1998 e 2008 Portugal foi o país da União Europeia onde o investimento público teve o maior recuo, com uma diminuição média de 4,6% ao ano em termos reais."
"O Eurostat indica que o investimento público total em Portugal correspondia, em 2004, a 3,1% do PIB. Já em 2008 este valor fica-se pelos 2,1% do PIB", verificando-se assim uma "redução em percentagem do PIB de cerca de 32%."
O Primeiro-ministro passa a vida a afirmar que tem privilegiado o investimento público. Porém, como os números demonstram uma vez mais, Sócrates não passa de um mentiroso compulsivo que, em vez de relançar a economia através do apoio ao investimento, preferiu enterrar milhões de euros na banca especulativa.
Assim nunca mais sairemos da crise.
"O Eurostat indica que o investimento público total em Portugal correspondia, em 2004, a 3,1% do PIB. Já em 2008 este valor fica-se pelos 2,1% do PIB", verificando-se assim uma "redução em percentagem do PIB de cerca de 32%."
O Primeiro-ministro passa a vida a afirmar que tem privilegiado o investimento público. Porém, como os números demonstram uma vez mais, Sócrates não passa de um mentiroso compulsivo que, em vez de relançar a economia através do apoio ao investimento, preferiu enterrar milhões de euros na banca especulativa.
Assim nunca mais sairemos da crise.
Lembrar Gaza
VIGÍLIA
27 de Dezembro das 15h às 19h
em frente à Embaixada de Israel
- Para evocar o massacre de Gaza!
- Para exigir o fim do cerco ilegal a Gaza!
- Para apelar ao apuramento da responsabilidade pelos crimes de guerra e crimes contra a Humanidade!
cruel que transformou 1,5 milhão palestinianos em reclusos nas suas próprias casas.
Os bombardeamentos massivos dos primeiros dias culminaram numa invasão devastadora. Na operação militar “Chumbo fundido” as forças armadas israelitas lançaram fósforo branco
sobre zonas urbanas densamente povoadas e lançaram fogo a mesquitas, escolas, hospitais, cimenteiras, instalações da ONU, padarias e habitações.
Finda em 18 de Janeiro de 2009, a operação assassinou mais de 1400 palestinianos, a maior parte civis – crianças, mulheres e idosos – e causou ainda milhares de feridos em três semanas de violência desmedida.
Israel invocou auto-defesa como justificação para o ataque contra Gaza e chamou à operação uma guerra, mas, na verdade, foi um massacre! A consciência do mundo ficou chocada com esta demonstração de força militar desumana.
Passado um ano sobre o massacre, o cerco ilegal a Gaza continua e a ocupação e colonização israelita dos territórios palestinos intensifica-se. e não permite ao povo palestino recuperar da destruição.
Não nos podemos esquecer de Gaza!
A Iniciativa “Lembrar Gaza” convoca, por isso, uma vigília, no próximo dia 27 de Dezembro, pelas 15h, frente à Embaixada de Israel, em Lisboa, para evocar, solenemente, as vítimas e a destruição, os crimes de guerra e contra a Humanidade e exigir o cumprimento do direito internacional e o levantamento do cerco ilegal a Gaza!
terça-feira, dezembro 22, 2009
O choque eléctrico
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, que controla os preços da electricidade no mercado regulado e cujo presidente foi nomeado pelo primeiro governo de Sócrates, anunciou que o preço da electricidade para as famílias, em 2010, iria aumentar 2,9%. Esta subida é superior a mais do dobro da previsão feita por vários organismos internacionais (OCDE, FMI, BdP), sendo que os trabalhadores não têm garantido idêntico aumento salarial. Se tal se verificar os portugueses terão de pagar, pela mesma quantidade de quilowatts, mais 251,5 milhões de euros, um choque eléctrico absolutamente insuportável, não só pelas razões anteriormente referidas, mas também porque:
É nisto que consiste a política económica dos governos de Sócrates: garantir lucros exorbitantes à EDP, à GALP, à Banca, mesmo que isso acarrete a falência de milhares de PME's, o desemprego de centenas de milhares de trabalhadores, o agravamento do nível de vida da maioria da população, a estagnação da economia e do país.
- o preço da electricidade em Portugal é já superior (em cerca de 2,3%) ao preço médio da União Europeia;
- o poder de compra das famílias portuguesas está muito abaixo (cerca de 25%) da média comunitária; e
- a EDP, cujo principal accionista é o Estado, só nos primeiros nove meses de 2009, já arrecadou mais de 800 milhões de euros de lucros líquidos.
É nisto que consiste a política económica dos governos de Sócrates: garantir lucros exorbitantes à EDP, à GALP, à Banca, mesmo que isso acarrete a falência de milhares de PME's, o desemprego de centenas de milhares de trabalhadores, o agravamento do nível de vida da maioria da população, a estagnação da economia e do país.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Parabéns Carlos do Carmo!
Fadista de Abril, tem cantado alguns dos melhores autores e compositores (José Carlos Ary dos Santos, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, José Mário Branco e José Luís Tinoco). Homem da cidade, do país, do mundo, tem sido um dos maiores embaixadores da cultura portuguesa.
Carlos do Carmo, faz hoje 70 anos. Desejamos-lhe as maiores felicidades e, como prenda, a aprovação da candidatura do fado a Património Mundial.
Carlos do Carmo, faz hoje 70 anos. Desejamos-lhe as maiores felicidades e, como prenda, a aprovação da candidatura do fado a Património Mundial.
sábado, dezembro 19, 2009
Copenhaga: O falhanço da hipocrisia
Os Estados Unidos têm, ao todo, 300 milhões de habitantes; a China tem quase cinco vezes mais população que os Estados Unidos. Os Estados Unidos consomem mais de 20 milhões de barris diários de petróleo; a China chega, apenas, a cinco ou seis milhões. Não se pode pedir o mesmo aos Estados Unidos e à China. Com a agravante de se comprometerem com escassos 3,6 mil milhões de dólares em ajudas aos países mais vulneráveis ao mesmo tempo que enterram mais 636 mil milhões (cerca de 176 vezes mais!) nas guerras justas do Iraque e do Afeganistão.
Só os menos atentos ou mais ingénuos ainda se podem admirar que a tentativa de acordo para a redução da emissão de gases poluentes e a cooperação a longo prazo tenha fracassado. Foi o falhanço previsível da hipocrisia. A razão parece-nos evidente: a atitude irresponsável e a falta de vontade política das nações mais poderosas do planeta para atenuar o abismo que as separa dos países pobres.
Só os menos atentos ou mais ingénuos ainda se podem admirar que a tentativa de acordo para a redução da emissão de gases poluentes e a cooperação a longo prazo tenha fracassado. Foi o falhanço previsível da hipocrisia. A razão parece-nos evidente: a atitude irresponsável e a falta de vontade política das nações mais poderosas do planeta para atenuar o abismo que as separa dos países pobres.
O Titanic começa a afundar-se
Em 2010, novo ponto de viragem da crise sistémica global:
O nó corrediço dos défices públicos começa a estrangular estados e sistemas sociais
Segundo o LEAP/ E2020, a crise sistémica global vai experimentar um novo ponto de inflexão a partir da Primavera de 2010. Com efeito, nesta data, as finanças públicas dos principais países ocidentais vão-se tornar inadministráveis porque, por um lado, novas medidas de apoio à economia se impõem devido ao fracasso dos estímulos de 2009 e, por outro, a amplitude dos défices orçamentais proíbe qualquer nova despesa significativa.
Se este "nó corrediço" dos défices públicos que, em 2009, os governos puseram voluntariamente à volta do do pescoço, ao recusarem-se a obrigar o sistema financeiro a assumir o preço dos seus erros, vai pesar duramente sobre o conjunto das despesas públicas, ele vai afectar muito particularmente os sistemas sociais dos países ricos empobrecendo cada vez mais a classe média e os reformados e deixando os mais desfavorecidos à deriva.
Paralelamente, a cessação de pagamentos de um número crescente de estados e de colectividades locais (regiões, províncias, estados federados) vai provocar um duplo fenómeno paradoxal de subida das taxas de juros e de fuga das divisas rumo ao ouro. Diante da ausência de uma alternativa organizada a um dólar estado-unidense cada vez mais fraco e a fim de encontrar uma alternativa à perda de valores dos títulos do tesouro (em particular americanos), os bancos centrais do mundo inteiro deverão em parte "reconverter-se ao ouro", o velho inimigo da Reserva Federal dos EUA, ainda que sem o declararem oficialmente. Com o desafio da retoma já completamente perdido pelos governos e pelos bancos centrais, este ponto de inflexão da Primavera de 2010 vai representar o princípio da transferência maciça dos 20 milhões de milhões de "activos fantasmas" para os sistemas sociais dos países que os acumularam. ver artigo completo em português
O capitalismo está irreversivelmente moribundo e o Estado social caminha a passos largos para a implosão. O mais grave é que a grande maioria continua despreocupadamente a dançar ao som da orquestra enquanto o Titanic começa a afundar-se.
O nó corrediço dos défices públicos começa a estrangular estados e sistemas sociais
Segundo o LEAP/ E2020, a crise sistémica global vai experimentar um novo ponto de inflexão a partir da Primavera de 2010. Com efeito, nesta data, as finanças públicas dos principais países ocidentais vão-se tornar inadministráveis porque, por um lado, novas medidas de apoio à economia se impõem devido ao fracasso dos estímulos de 2009 e, por outro, a amplitude dos défices orçamentais proíbe qualquer nova despesa significativa.
Se este "nó corrediço" dos défices públicos que, em 2009, os governos puseram voluntariamente à volta do do pescoço, ao recusarem-se a obrigar o sistema financeiro a assumir o preço dos seus erros, vai pesar duramente sobre o conjunto das despesas públicas, ele vai afectar muito particularmente os sistemas sociais dos países ricos empobrecendo cada vez mais a classe média e os reformados e deixando os mais desfavorecidos à deriva.
Paralelamente, a cessação de pagamentos de um número crescente de estados e de colectividades locais (regiões, províncias, estados federados) vai provocar um duplo fenómeno paradoxal de subida das taxas de juros e de fuga das divisas rumo ao ouro. Diante da ausência de uma alternativa organizada a um dólar estado-unidense cada vez mais fraco e a fim de encontrar uma alternativa à perda de valores dos títulos do tesouro (em particular americanos), os bancos centrais do mundo inteiro deverão em parte "reconverter-se ao ouro", o velho inimigo da Reserva Federal dos EUA, ainda que sem o declararem oficialmente. Com o desafio da retoma já completamente perdido pelos governos e pelos bancos centrais, este ponto de inflexão da Primavera de 2010 vai representar o princípio da transferência maciça dos 20 milhões de milhões de "activos fantasmas" para os sistemas sociais dos países que os acumularam. ver artigo completo em português
O capitalismo está irreversivelmente moribundo e o Estado social caminha a passos largos para a implosão. O mais grave é que a grande maioria continua despreocupadamente a dançar ao som da orquestra enquanto o Titanic começa a afundar-se.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
A nova 'religião'
Quando, em nome de obscuros desígnios, o poder político e o poder económico manipulam ou condicionam a investigação científica e transformam a generalidade dos meios de comunicação em meros instrumentos da sua propaganda, ficam criadas as condições para que o que deveria ser 'apenas' uma esclarecida e serena defesa do meio ambiente e uma cuidada gestão e utilização dos recursos naturais se transforme numa atitude fundamentalista e persecutória dos que ousam duvidar da 'certeza' do aquecimento global. As provas dão lugar a uma fé cega. A ciência cede o lugar a uma nova 'religião'.
Tal como as outras religiões, também muitos priores do ambientalismo querem converter os nativos. Os nativos de África, da América Latina e da Ásia. Os principais priores, tendo beneficiado toda a vida das toneladas de CO2 já emitidas, dizem agora aos nativos que não devem fazer o mesmo... os nativos parecem não estar pelos ajustes, porque têm a sua quota de desenvolvimento a cumprir. E, quando os nativos são chineses e poluem todos ao mesmo tempo, tudo se torna difícil... E, quando os nativos são brasileiros e nós, das nossas florestas destruídas na Europa, lhes pedimos que não destruam a deles, a coisa torna-se complicada. (Henrique Monteiro, Expresso)
Mas a hipocrisia 'climática' dos poderosos não tem limites e há já banqueiros e especuladores a esfregar as mãos de contentes a arquitectar novas negociatas com o carbono.
Enfim, à ganância capitalista todos os meios servem para alcançar os seus objectivos. Sempre assim foi.
Tal como as outras religiões, também muitos priores do ambientalismo querem converter os nativos. Os nativos de África, da América Latina e da Ásia. Os principais priores, tendo beneficiado toda a vida das toneladas de CO2 já emitidas, dizem agora aos nativos que não devem fazer o mesmo... os nativos parecem não estar pelos ajustes, porque têm a sua quota de desenvolvimento a cumprir. E, quando os nativos são chineses e poluem todos ao mesmo tempo, tudo se torna difícil... E, quando os nativos são brasileiros e nós, das nossas florestas destruídas na Europa, lhes pedimos que não destruam a deles, a coisa torna-se complicada. (Henrique Monteiro, Expresso)
Mas a hipocrisia 'climática' dos poderosos não tem limites e há já banqueiros e especuladores a esfregar as mãos de contentes a arquitectar novas negociatas com o carbono.
Enfim, à ganância capitalista todos os meios servem para alcançar os seus objectivos. Sempre assim foi.
terça-feira, dezembro 15, 2009
A Grande Fraude do Aquecimento Global
O Canal 4 britânico produziu um documentário que arrasa cientificamente a tese dominante que nos pretende convencer que o aquecimento global seria causado pelo CO2 produzido pelo Homem.
Intitulado A Grande Fraude do Aquecimento Global, não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão dos EUA (nem de Portugal, claro) mas, felizmente, está disponível no You Tube.
A todos os que se preocupam com a verdade e não querem ser levados no embuste, recomendamos que vejam e tirem as suas conclusões.
É longo (são 9 fragmentos de cerca de 9 minutos cada) mas, em nossa opinião, vale bem a pena.
Cliquem aqui para abrir o primeiro fragmento. Os restantes aparecem na página do You Tube, nos Vídeos relacionados.
Intitulado A Grande Fraude do Aquecimento Global, não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão dos EUA (nem de Portugal, claro) mas, felizmente, está disponível no You Tube.
A todos os que se preocupam com a verdade e não querem ser levados no embuste, recomendamos que vejam e tirem as suas conclusões.
É longo (são 9 fragmentos de cerca de 9 minutos cada) mas, em nossa opinião, vale bem a pena.
Cliquem aqui para abrir o primeiro fragmento. Os restantes aparecem na página do You Tube, nos Vídeos relacionados.
A impostura global
[…] Com base nos erros teóricos e práticos do IPCC foi propagandeada uma gigantesca histeria global que inoculou políticos de todo o mundo e deu azo a toda espécie de oportunismos, manifestações de ignorância e trafulhices. Para isso muito contribuíram aldrabões como o sr. Al Gore (vice-presidente dos EUA no governo Clinton), que promoveu activamente o terrorismo climático através do livro e do filme Uma verdade inconveniente. Instilar o medo a fim de vender a solução tem sido uma táctica dos espertalhaços de todos os tempos. Este caso não foge à regra, pois Gore e outros inventaram o novo business da venda dos direitos de emissão de carbono – e os banqueiros da Wall Street obviamente rejubilaram. Alguns indivíduos especializaram-se nessas loucas previsões catastrofistas. É o caso por exemplo do sr. James Hansen, o pai disto tudo, que até fala em subidas do nível dos mares da ordem das dezenas (!) de metros.
Aquecimento global: não há mas pode vir a haver.
Há muito se sabe que a influência humana na evolução da temperatura da superfície depende não só de emissões antropogénicas de CO2, mas também de outros gases como ozónio, metano, óxido nitroso e HCFC's. Porém, há uns quantos anos, passou-se a dar também bastante importância à fuligem – partículas em suspensão emitidas nas oxidações imperfeitas do carbono. Nestas combustões, realizadas a temperaturas relativamente baixas, o produto resultante não é o saudável, incolor, inodoro e insípido CO2, mas uma fumaça preta e contaminante, que, além disso, aquece a superfície e o ar.
Há, porém, um gás, o SO2 (dióxido de enxofre), emitido na combustão de carvão "sujo", que resfria a superfície terrestre, já que, com a água, na atmosfera, produz sulfatos e nuvens sulfurosas que reflectem a radiação solar, fazendo com que esta retorne de novo para o espaço extraterrestre. Fora dos informes científicos do IPCC e das revistas especializadas, fala-se pouco dele e da sua circunstância, com a crença de que convém manter os funcionários, os políticos e os jornalistas, numa eterna e supimpa ignorância de tudo o que não seja a aversão da esferográfica ao CO2.
De um artigo na revista Science extraio e redesenho o gráfico acima. Trata-se da contribuição radiactiva, medida em Watts por metro quadrado, dentro de 20 anos, provocada pelas emissões humanas que se realizarão normalmente nos próximos 20 anos (não considerando o CO2 e os outros gases acumulados no ar e emitidos no passado).
Resulta que, segundo estes cálculos, o efeito arrefecedor do SO2 que se emitirá nos próximos 20 anos (devido essencialmente à queima de carvão na China e na Índia) é maior que o efeito aquecedor do CO2 que se emitirá conjuntamente. Isto quer dizer que se em 20 anos forem fechadas as centrais termoeléctricas a carvão, a redução da concentração atmosférica dos sulfatos provocaria no curto prazo um significativo aquecimento do ar. Agora, vá você tentar explicar isto à caterva de 15.000 imbecis em Copenhague!…
Tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui.
Contribuição radiactiva (arrefecimento ou aquecimento) das emissões, nos próximos 20 anos
De um artigo na revista Science extraio e redesenho o gráfico acima. Trata-se da contribuição radiactiva, medida em Watts por metro quadrado, dentro de 20 anos, provocada pelas emissões humanas que se realizarão normalmente nos próximos 20 anos (não considerando o CO2 e os outros gases acumulados no ar e emitidos no passado).
Resulta que, segundo estes cálculos, o efeito arrefecedor do SO2 que se emitirá nos próximos 20 anos (devido essencialmente à queima de carvão na China e na Índia) é maior que o efeito aquecedor do CO2 que se emitirá conjuntamente. Isto quer dizer que se em 20 anos forem fechadas as centrais termoeléctricas a carvão, a redução da concentração atmosférica dos sulfatos provocaria no curto prazo um significativo aquecimento do ar. Agora, vá você tentar explicar isto à caterva de 15.000 imbecis em Copenhague!…
Tradução livre do blog CO2, de Antón Uriarte. Para ver o original, clique aqui.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Cada um tem o que merece
Os italianos, que maioritariamente parecem continuar a apoiar o seu mafioso e neo-fascista primeiro-ministro.
Berlusconi que, até ontem, julgava que ninguém era suficientemente corajoso para lhe dar nas fuças.
Berlusconi que, até ontem, julgava que ninguém era suficientemente corajoso para lhe dar nas fuças.
79 milhões por um Orçamento
Habituado ao quero, posso e mando da maioria absoluta, Sócrates é definitivamente incapaz de dialogar, condição imprescindível para quem tem de governar em minoria.
Vai daí recorre ao truque da chantagem e queixa-se que Portugal é ingovernável se for aprovado um "Orçamento feito com base em coligações entre a extrema-esquerda e a direita".
Curiosamente, minutos depois do Ministro das Finanças ter afirmado, no seu discurso na Assembleia, que "o País não vai continuar a pagar os desvarios da Madeira", a proposta do PSD para aumentar em até 79 milhões de euros a capacidade de endividamento do arquipélago foi aprovada com a abstenção do partido de Sócrates.
A troco de quê, é o que já não faltará muito para sabermos. Será a aprovação do Orçamento?
Vai daí recorre ao truque da chantagem e queixa-se que Portugal é ingovernável se for aprovado um "Orçamento feito com base em coligações entre a extrema-esquerda e a direita".
Curiosamente, minutos depois do Ministro das Finanças ter afirmado, no seu discurso na Assembleia, que "o País não vai continuar a pagar os desvarios da Madeira", a proposta do PSD para aumentar em até 79 milhões de euros a capacidade de endividamento do arquipélago foi aprovada com a abstenção do partido de Sócrates.
A troco de quê, é o que já não faltará muito para sabermos. Será a aprovação do Orçamento?
Baixos salários e (In)segurança Social
O Governo pretende premiar as empresas que pagam baixos salários. O prémio é de 26,6 milhões de euros e será retirado à Segurança Social.
A pretexto do aumento do salário mínimo nacional, em 2010, de 450 para 475 euros, o governo pretende baixar a taxa de contribuição para a Segurança Social das empresas que pagam apenas o salário mínimo nacional em 1 ponto percentual, ou seja, reduzir a taxa actual de 23,75% para 22,75%. Desta forma, devido a esta redução, a Segurança Social vai perder uma receita de 26,6 milhões de euros por ano.
Serão, portanto, menos 26,6 milhões de euros para combater a pobreza e apoiar os desempregados. E será, por outro lado, um incentivo à manutenção dum modelo baseado em baixos salários, que é a causa da baixa produtividade e da falta de competitividade da nossa economia e a razão pela qual a crise em Portugal está a ser mais grave e a recuperação da economia muito mais lenta, longa e difícil. artigo original
A pretexto do aumento do salário mínimo nacional, em 2010, de 450 para 475 euros, o governo pretende baixar a taxa de contribuição para a Segurança Social das empresas que pagam apenas o salário mínimo nacional em 1 ponto percentual, ou seja, reduzir a taxa actual de 23,75% para 22,75%. Desta forma, devido a esta redução, a Segurança Social vai perder uma receita de 26,6 milhões de euros por ano.
Salário mínimo nacional em vários países da UE
Serão, portanto, menos 26,6 milhões de euros para combater a pobreza e apoiar os desempregados. E será, por outro lado, um incentivo à manutenção dum modelo baseado em baixos salários, que é a causa da baixa produtividade e da falta de competitividade da nossa economia e a razão pela qual a crise em Portugal está a ser mais grave e a recuperação da economia muito mais lenta, longa e difícil. artigo original
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