quinta-feira, outubro 08, 2009
Acabou a farsa
Agora pagamos todos
A minúscula figurinha da esquerda representa uma pessoa.
Os americanos estão a sofrer as consequências de terem eleito por duas vezes George Bush, a mais sinistra e incompetente criatura da história do seu país. Só é lamentável que todo o mundo tenha também de pagar pela asneira que eles fizeram.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Parlamento Europeu 'chateia' Berlusco
Não espero muito deste debate mas, pelo menos, o fascista Berlusco vai ter de prestar contas a alguém, já que em Itália faz o que lhe apetece, apesar de mais de cem mil pessoas se terem manifestado contra as medidas intimidatórias do seu 'governo'.
Labirinto
Afinal, por que é que não dizem logo tudo de uma vez?…
Livro Branco da Educação (dos professores)
…
Contrariando o péssimo hábito de os Livros Brancos serem feitos pelos organismos oficiais e, portanto, apenas servirem para serem atirados ao lixo e tudo continuar negro como dantes, esta parece-me uma óptima ideia. Que até poderia ser seguida por outras classes profissionais.
Quem está verdadeiramente do lado dos professores?
Por seu lado, o PCP vai apresentar na Assembleia da República uma proposta de revogação do Estatuto da Carreira Docente, origem de todas as medidas gravosas posteriormente tomadas pelo anterior governo.
Agora é que vamos ver quem está verdadeiramente do lado dos professores. Receio que alguns venham a roer a corda. A ver vamos…
Universidade de Coimbra aposta na internacionalização
Em entrevista ao Público, o Reitor Seabra Santos defende "que se deverá acrescentar às missões clássicas das universidades, a internacionalização" porque, em seu entender, "esta dá oportunidade de complementar a formação e a investigação, quer para estudantes quer para professores; não apenas com a aferição e comparação com as melhores práticas, mas sobretudo com a possibilidade de manter uma agenda de diplomacia cultural autónoma." O Reitor da UC afirma constatar que universidades como a sua "têm capacidade para chegar onde a diplomacia clássica e política não chega", facto que Espanha e Brasil já compreenderam, defendendo "que o Governo português devia olhar para o papel que as universidades podem constituir neste campo e apoiá-las".
Seabra Santos acha, por outro lado, que o afastamento de Coimbra em relação a Lisboa não está na distância "mas nas opções e orientações políticas dos vários governos", acrescentando que "Portugal está a tornar-se um país excessivamente centralizado" e que "os grandes investimentos públicos continuam a ser feitos em Lisboa". Para o Reitor da UC "é uma política desastrosa em termos de equilíbrio nacional."
Na cerimónia de abertura do novo ano lectivo da UC, o reitor Fernando Seabra Santos apresentou ao Governo um caderno de encargos com seis pontos — o ordenamento da oferta educativa, a racionalização da rede de instituições, a política de financiamento, a clarificação do conceito de autonomia, a revitalização do processo de avaliação e a maior aproximação entre sistema universitário e científico — que preocupam as instituições de ensino superior.
segunda-feira, outubro 05, 2009
Dia do Professor: que esperança?
É verdade que eles foram certamente decisivos para que Sócrates perdesse a maioria absoluta e a executora da política de destruição do Ensino e da Escola Pública fosse definitivamente chumbada e atirada para o caixote do lixo da História.
Porém, num momento em que o futuro governo ainda não está constituído e, menos ainda, sabemos qual vai ser a sua orientação política, talvez fosse mais prudente manterem a expectativa, sem descartarem a hipótese de ser necessário voltarem à luta. Ao fim e ao cabo, nada de substantivo ainda mudou: a pseudo-avaliação do desempenho, a divisão arbitrária da carreira em categorias e o Estatuto da Carrreira Docente (sem falarmos na liquidação da gestão democrática das escolas).
Celebrar o 5 de Outubro
Por que razão…
- continuamos a ser um dos países mais pobres, desiguais e atrasados da Europa?
- dois milhões vivem abaixo do limiar da pobreza?
- cerca de 650 mil estão no desemprego, mais de 200 mil dos quais não recebem qualquer subsídio?
- o desemprego precário atinge cerca de dois milhões?
- a corrupção alastra tendo aumentado nos últimos quatro anos?
- a Justiça é cara, demorada e praticamente inoperante com os poderosos?
- é cada vez maior a promiscuidade entre o Estado e os grupos económicos?
- o tecido industrial está a desfazer-se, com especial relevância para as micro, pequenas e médias empresas?
- a agricultura e as pescas foram praticamente desmanteladas?
- o ensino está cada vez mais longe de conseguir a efectiva alfabetização e qualificação dos jovens e da população activa?
domingo, outubro 04, 2009
"Gracias a la vida", mesmo na morte
Carinhosamente apelidada "La Negra" - devido ao seu cabelo preto e à tez morena - Sosa foi igualmente chamada de “voz de uma maioria silenciosa”, tendo sempre lutado pelos direitos dos mais pobres e pela liberdade política.
A sua versão da música “Gracias a la Vida”, de Violeta Parra, tornou-se um hino para os esquerdistas de todo o mundo, nas décadas de 1970 e 1980, quando foi forçada a exilar-se na Europa e os seus discos foram banidos.
sábado, outubro 03, 2009
Até a pobreza vende
A boneca Gwen, uma «sem-abrigo» da marca American Girls, custa 95 dólares e o produto da venda não reverterá para obras de caridade, revela o «Huffington Post».Admito que, sobretudo os que apenas se preocupam em tratar da vidinha, achem que afirmar que o capitalismo se alimenta da miséria das massas é demagógico.
Pois não há nada de mais verdadeiro e este caso comprova-o à saciedade.
Será que muda mesmo?
- O tratado acaba com o processo da presidência semestral rotativa de cada Estado. Passa a ser nomeado um presidente, e um chefe da diplomacia para um mandato de dois anos e meio, no máximo dois mandatos de cinco anos.
- O novo sistema de voto, prevê a tomada de uma decisão se ela tiver o apoio de 55 por cento dos Estados que representem 65 por cento da população da UE. O que vai dar mais peso aos países com mais população.
- Única instituição eleita pelos cidadãos, o Parlamento Europeu vai dispor de verdadeiros instrumentos de co-decisão a par dos Estados em assuntos directamente ligados à vida dos cidadãos, como a agricultura, pesca, polícia e justiça.
- Um dos objectivos do Tratado é armar melhor a Europa para lutar contra a criminalidade, o terrorismo, e promover e apoiar medidas de segurança.
- Um milhão de cidadãos europeus pode instar a Comissão Europeia a estudar uma proposta legislativa.
- As preocupações cívicas europeias com a segurança energética, alterações climáticas, saúde e emprego estão presentes no Tratado. Mas pouco.
Água mole em pedra dura…
Não foi à primeira, foi à segunda (ou iria à terceira, se preciso fosse). É assim, a democracia comunitária.
A (futura) primeira potência mundial
Em termos de poder geopolítico e geoeconómico relativo, a China duplicou desde 1973 — numa escala aritmética "disparou" de 66,17 pontos para 132,46. Como os Estados Unidos declinaram ligeiramente (apenas 2% desde 1973 e 0,6% desde 1998), manifestando uma clara resiliência, a nova potência asiática foi preenchendo o espaço no balanço mundial deixado vago pela queda brutal da Rússia (58% desde os tempos da URSS em 1973) e mais moderadamente do Japão (cerca de 16%) e da Europa (12,5% no caso de se considerar a União Europeia a 24 membros).
O que este estudo não revela é que os americanos sobrevivem cada vez mais à custa dos chineses. São estes que lhes custeiam a astronómica dívida pública comprando-lhes doses maciças de títulos do tesouro da Reserva Federal.
Não há dúvida que, neste século XXI, a China vai ser a primeira potência mundial. Só quem anda desatento ou não viu a transmissão televisiva da celebração dos 60 anos da República Popular da China pode admirar-se Seja comunismo, capitalismo de Estado ou tenha ou não alguma a coisa a ver com democracia e respeito pelos direitos humanos. Isso já seria outra conversa.
sexta-feira, outubro 02, 2009
Finalmente livres
O amor de guardar ódios
agrada ao meu coração,
se o ódio guardar o amor
de servir a servidão.
Há-de sentir o meu ódio
quem o meu ódio mereça:
ó vida, cega-me os olhos
se não cumprir a promessa.
E venha a morte depois
fria como a luz dos astros:
que nos importa morrer
se não morrermos de rastros?
Os professores portugueses estão finalmente de parabéns. Não conseguiram livrar-se da figura mais sinistra do governo nas ruas, com greves e manifestações que ficaram na história, fizeram-no tirando a maioria absoluta a Sócrates. Bem sei que há-de ser recompensada pelos relevantes serviços prestados ao país — destruição da Escola Pública e humilhação da classe docente — com um tacho na administração pública ou uma comenda no 10 de Junho. Mas a maior recompensa que lhe desejo é que a sua alma, se a tem, arda nas profundas dos infernos, se existem.
quarta-feira, setembro 30, 2009
Não tenho culpa, não votei nele(s)
Mas um Presidente da República que, em vez de confrontar o Governo com os reais problemas do país, como lhe competiria, — 600 000 desempregados, 2 milhões de pobres, dívida pública de quase 100% do PIB, défice orçamental as galopar para mais de 6% — nos distrai com minudências que deveria ter resolvido, de imediato, há um ano atrás, não tem condições para ser Chefe de Estado.
Mal vai um país que tem um Governo que não governa. Pior ainda, se tem um Chefe de Estado que não sabe sê-lo. Resta-me a consolação — fraca, bem sei — de não ter votado em nenhum deles.
segunda-feira, setembro 28, 2009
Os patrões portugueses são "burros"
Escusava de o dizer porque nós há muito sabemos que estes "senhores" fogem da Esquerda como o diabo da cruz. A dependência dos favores do Estado, tenham eles a forma de milhões, legislação ou ausência dela, é genética; corre-lhes nas veias desde os tempos do Estado "Novo".
Afinal, o que é que estes tipos aprendem com o exemplo da Noruega — apenas o país mais desenvolvido do… mundo — onde os empresários não têm qualquer problema em trabalhar com um governo de maioria de Esquerda? Literalmente nada. Mas isso não é de admirar numa classe que, em média, tem menos habilitações que os seus empregados.
A grande vitória
Por favor, não traiam os nossos votos!
O BE ultrapassa largamente o meio milhão de votos quase duplicando a sua percentagem, elege em 9 distritos e passa a ter o dobro dos deputados —16 — (só não conseguindo mais 3/ 4 porque falhou, por escassa margem, a percentagem para o último deputado, noutros tantos distritos — o método de Hondt tem destas coisas…).
A CDU também cresceu e tem agora 15 mandatos.
Registe-se que a Esquerda, ao fim de alguns anos, volta a ter um deputado em Coimbra, através do Bloco.
(Só o P de P é que nos estragou a festa…).
Agora vamos ver o que Sócrates vai fazer com a sua "extraordinária vitória" (como ele lhe chamou) a qual, felizmente, não passa de uma simples maioria relativa?!…
As Esquerdas — BE e CDU — só podem exigir políticas de Esquerda, seja através de acordos de incidência governamental, seja através de uma Maioria de Esquerda (solução que se afigura mais difícil com um partido habituado a governar à Direita).
Sem isso, não aprovem o Orçamento! Por favor, não traiam os nossos votos!
sábado, setembro 26, 2009
Vota!
Não deixes que os outros decidam por ti!
PELA TUA VIDA, PELO TEU FUTURO, POR TI,
VOTA!
sexta-feira, setembro 25, 2009
Não passarão!
Os direitos e a liberdade que (não) temos
A Revolução Francesa (1789) consagrou, ainda que de forma limitada, os direitos civis e políticos ou da primeira geração (direito de voto, de reunião, de manifestação, etc.), na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Entretanto, ao longo do século XIX, com o desenvolvimento do capitalismo industrial, agravaram-se as condições de vida da classe operária e aumentaram as desigualdades sociais, o que originou a contestação dos trabalhadores que haveria de conduzir, nos finais do século, à conquista de direitos económicos e sociais ou da segunda geração, passando as constituições a incluir, por exemplo, os direitos ao trabalho, à Segurança Social, à protecção e assistência à família, ao ensino, etc.
Esses direitos haveriam de ser, mais tarde, em 1948, aprofundados e consagrados pela Organização das Nações Unidas na Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Posteriormente, as Nações Unidas vieram a adaptar e reorientar o seu programa de direitos humanos, que passou a incluir, a partir dos anos 80, as preocupações ambientais, nascendo, assim, os direitos colectivos ou da terceira geração (direito à paz, ao desenvolvimento, à qualidade ambiental e ao usufruto do património comum da humanidade).
Como facilmente se perceberá, a concretização dos Direitos Humanos não se tem processado da mesma forma e ao mesmo ritmo nas diferentes partes do mundo. Nem mesmo nos chamados regimes democráticos.
Em Portugal, por exemplo, só estão garantidos (estão?) os direitos civis e políticos. Quanto aos outros, é o que se sabe.
O direito ao trabalho, para cerca de 600 000 desempregados, só existe no papel. Milhares de reformados sobrevivem (como?) com reformas de menos de 400 euros, cerca de 200 mil desempregados não recebem subsídio de desemprego e a idade de aposentação é elevada aos limites da pura desumanidade. Há cada vez mais pessoas a recorrer a instituições de solidariedade para não morrerem à fome. Já o encerramento de urgências e de maternidades e o agravamento das taxas moderadoras e de internamento são um "brilhante" exemplo do apoio às famílias e do direito à saúde. E o ensino obrigatório que, de acordo com a constituição, deveria ser "tendencialmente gratuito", obriga cada vez mais os utentes a desatar os cordões à bolsa. Quanto a desenvolvimento, estamos pouco mais do que na cauda da Europa e no que toca a ambiente e ordenamento do território é o caos.
É caso para concluir, portanto, que em matéria de direitos humanos, muito pouco avançámos em relação ao século XIX!…
E a questão que, a terminar, deixo é: como é que políticos e partidos que, durante os últimos trinta anos, pouco ou nada fizeram para garantir os mais elementares direitos dos cidadãos têm coragem de lhes vir novamente pedir o voto??? Só podem não ter mesmo um pingo de vergonha!…
quarta-feira, setembro 23, 2009
O negócio da educação
A Educação está a ser destruída porque as famílias, salvo raras excepções, não educam (por falta de tempo, por demissão, por incapacidade) nem deixam a Escola educar.
O Ensino vai pelo mesmo caminho porque, com a desautorização dos professores, a proliferação da indisciplina e a falta de exigência na aprendizagem, a Escola Pública está a ser desvalorizada/ desmantelada e aberta a negócios duvidosos, de que este dos mediadores para o "sucesso" escolar (estatístico, claro) é apenas mais um exemplo.
O projecto português “Mediadores para o Sucesso Escolar”, que permitiu aumentar em 14 pontos percentuais o sucesso escolar de alunos do ensino básico, é hoje apresentado como um “case-study” na conferência Clinton Global Initiative, em Nova Iorque.
A Esquerda impossível
E para nos ajudar a desmontar este elaborado conceito, ninguém melhor que os Gato Fedorento, verdadeiros especialistas numa matéria de tamanha seriedade:
[…] Em Ciência Política, a esquerda possível, juntamente com a direita provável e o centro hipotético, formam a base de sustentação teórica de quem não tem ideologia nenhuma mas gosta de gritar palavras de ordem. A esquerda possível está para a Esquerda como o Mokambo está para o café. É castanho, é quentinho mas, não me lixem, não é café.Fica definitivamente esclarecido, portanto, que se trata de uma Esquerda impossível.
O programa político da esquerda possível é quase igual ao da Esquerda só que, muito diferente. A esquerda possível é a esquerda que defende o SNS gratuito para todos… os que não estão doentes. E também a retirada imediata do Afeganistão… durante dois dias. É a esquerda que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo… desde que não haja um papel passado, não se chame casamento, nem seja atribuído qualquer direito aos alegados cônjuges.
terça-feira, setembro 22, 2009
Onde pára o graveto?
Porém, apesar deste maná, continuamos a ser um dos países mais pobres e, praticamente, o mais desigual dos vinte e sete estados-membros da União Europeia. É caso para pensar que, ou alguém se tem amanhado com o graveto, ou a governação tem sido incompetente, ou, pior ainda, as duas coisas.
segunda-feira, setembro 21, 2009
A menina dança?
Foi assim com Alegre, que declarou fazer o que fosse preciso com Sócrates.
É assim com o patriarca Soares, que vem agora tentar convencer-nos que Sócrates é fixe e afirmar que não lhe repugna um entendimento entre o P"S" o BE.
Francisco Louçã responde-lhe que não entra nesse baile e, referindo-se a Sócrates, garante que não dança com "galifões". É o que nós queremos ouvir.
A haver entendimentos à esquerda, que sejam pontuais e apenas em defesa dos interesses nacionais e dos mais desfavorecidos
domingo, setembro 20, 2009
E Alegre se fez triste
Ontem, no comício de Coimbra, afirmou estar ali para "apoiar o P'S' no essencial: derrubar a direita" e ajudar a eleger "um Governo de esquerda. A esquerda possível".
Como se alguém, no seu perfeito juízo, após a desgraçada experiência dos últimos quatro anos, acreditasse que um novo governo de Sócrates viesse a ser, no essencial, um governo de esquerda!…
Usando as palavras do poeta …e Alegre se fez triste!
sexta-feira, setembro 18, 2009
Crisis? What crisis?
A Lamborghini lança o modelo mais caro de sempre, com um preço de 1,1 milhões de euros. E como há uma minoria que, paradoxalmente, enriquece mais com a recessão e a crise, a filial italiana do grupo Volkswagen já recebeu pedidos para doze dos quinze modelos que pretende fabricar.
Um sistema sem saída
Enquanto os governos não se dispuserem a acabar com os paraísos fiscais — e duvidamos que o façam, tal a promiscuidade entre a política e a alta finança — a gula insaciável desta gente não terá fim. E a crise do sistema capitalista também não.
quinta-feira, setembro 17, 2009
Quem cometeu os crimes de Gaza?
Durante 22 dias, a máquina de guerra judaica metralhou selvaticamente um pequeno território de menos de 40 quilómetros quadrados, onde se aglomeram mais de 2 milhões de pessoas, não poupando sequer casas, escolas e hospitais e deixando atrás de si um rasto de terror, destruição e morte que, segundo uma insuspeita ONG israelita, causou 1.387 vítimas entre os palestinos. Os "terroristas" do Hamas, com os seus morteiros zarolhos, a única coisa que conseguiram foi irritar os israelitas que, apesar da sua esmagadora superioridade e porque quem vai à guerra dá e leva, acabaram por sofrer 13 vítimas.
A haver parcialidade do relatório (e objectivamente há) ela pende para o lado israelita porque trata as duas partes em pé-de-igualdade quando foram os judeus que iniciaram as hostilidades, usaram meios absolutamente desproporcionados e causaram um número de vítimas mais de 100 vezes maior do que o que supostamente foi causado pelos palestinos. Mas o governo de Israel que, como é habitual, continua a fazer tábua-rasa do Direito Internacional e da legalidade, recusando-se a colaborar com as investigações, questionou a imparcialidade do relatório e afirmou que o documento pende para o lado palestiniano.
Haja alguém que ponha estes fulanos na ordem, por favor! Obama podia (e devia) dar um jeito, mas está mais preocupado em manter o bloqueio a Cuba.
quarta-feira, setembro 16, 2009
A importância do "Se"
O problema da Europa
perdeu tempo a reconhecer que sem o apoio de Sócrates não poderia ter
sido candidato. Não admira que o ainda Primeiro-ministro tenha
felicitado vivamente Barroso pela boa notícia da sua reeleição. Como
não espanta que Ferreira Leite afirme que é um motivo de grande
orgulho.
Já para Francisco Louçã o que a reeleição de Durão mostra é uma Europa
com problemas.
Nós o que achamos é que o maior problema da Europa é a reeleição e
continuação de Barroso. Sobretudo quando a América teve o bom senso de
se livrar de Bush.
terça-feira, setembro 15, 2009
Onde está o socialismo do P"S"?
segunda-feira, setembro 14, 2009
Alegre: ponto final.
E acrescenta que, entre o PS e o PSD, está totalmente com o PS, o que, em nossa opinião, ainda seria compreensível, se de algum modo se demarcasse da actual direcção do partido, que nada tem a ver com a Esquerda. Era o mínimo que se esperaria de quem enfrentou Sócrates na corrida para secretário-geral do PS, se candidatou à Presidência da República como independente contra o candidato oficial do seu partido, constituiu um Movimento Independente de Cidadãos e abriu o diálogo e a reflexão política à Esquerda, assumiu posições de completa rotura com a direcção do P"S" em matérias fundamentais como o Código Laboral e a avaliação de professores.
Mas, ao afirmar peremptoriamente que "se for preciso fazer alguma coisa com José Sócrates, [fá-lo-á]", Alegre desfaz definitivamente as dúvidas que poderiam subsistir sobre os seus objectivos políticos: não são a recuperação do PS como partido de Esquerda, não são o diálogo e a unidade da Esquerda, são sim o posicionamento para uma futura candidatura às eleições presidenciais.
sexta-feira, setembro 11, 2009
Centrão ou Maioria de Esquerda?
- PS - 33,6%
- PSD - 32,5%
- BE - 9,6%
- CDU - 9,4%
- CDS - 8,0%
quinta-feira, setembro 10, 2009
P"S" e desigualdade
É, portanto, fácil de perceber por que é que, excluída a Roménia, Portugal é o país mais desigual da União Europeia em matéria de repartição do rendimento. O que já não se percebe é que isso aconteça com um governo que se autoproclama de socialista.
O(s) sonho(s) de Obama
A América é um paradoxo. Os americanos são capazes do melhor e do pior. E, muitas vezes, tendem a opor-se a quem quer resolver os graves problemas sociais do país (deve ser um problema de uma educação caracterizada pelo individualismo exacerbado, pelo salve-se quem puder). É o que está a acontecer com Obama, cuja popularidade parece estar a descer por querer implementar um plano que garanta o direito à assistência na doença a todos os americanos, em particular aos mais de quarenta milhões que actualmente não têm quaisquer meios para contratar um seguro de saúde. Mas estou certo que ele vai conseguir. Com a força da razão que lhe assiste.
quarta-feira, setembro 09, 2009
Legislativas — o que pensam os nossos leitores
- PS 8%
- BE 34%
- CDU 30%
- BE ou CDU 26%
- Qualquer das hipóteses anteriores 0%
Se acha que a resolução dos problemas de Portugal e dos portugueses passa por uma política de esquerda, qual a solução governativa que deveria resultar da próxima eleição?
- Governo de maioria absoluta do PS 5%
- Governo minoritário do PS 0%
- Governo de coligação PS-BE 11%
- Governo de coligação PS-CDU 11%
- Governo de coligação PS-BE-CDU 70%
sábado, setembro 05, 2009
Recuperar a democracia é preciso
Como é natural, todos os partidos condenaram energicamente este lamentável episódio e o próprio Presidente da República declarou textualmente esperar "que a liberdade de expressão e informação conquistada no 25 de Abril não esteja a ser posta em causa com o caso".
Pode não estar provado que houve (e admito que não tenha havido) instruções ou sugestões de Sócrates ou do P"S" no sentido do saneamento de MMG da TVI. Desde logo porque seriam eles as principais vítimas dos estilhaços do rebentamento da bomba num período tão delicado como o actual. Mas uma coisa é inegável, com o seu autismo, a sua arrogância, a prepotência como utilizou a sua maioria absoluta — criticando e pressionando a comunicação social, influenciando a magistratura judicional e o Ministério Público, ignorando, desprezando e, nalguns casos, policiando as organizações representativas dos trabalhadores — Sócrates alimentou uma cultura de desrespeito pelos mais elementares princípios democráticos. Não tem, portanto, qualquer legitimidade moral e política para vir agora fazer-se passar por vítima de uma situação que ele próprio criou ao longo dos últimos quatro anos e que tem vindo a estiolar o funcionamento da democracia.
sexta-feira, setembro 04, 2009
A unidade da Esquerda é possível (e desejável)
Evitando sempre o confronto e desvalorizando as diferenças que existem entre os seus partidos, o líder do BE referiu a convergência com o PCP no combate às medidas mais gravosas do governo-Sócrates, apontando como exemplo o Código do Trabalho, enquanto o líder comunista considerou que o Bloco é apenas um partido concorrente, sublinhando que o adversário do PCP é "a política de direita e os seus executantes".
Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa convergiram na crítica clara e frontal à política económica do Partido de Sócrates e, sobre a aliança com um eventual futuro governo do P"S", coincidiram igualmente na negativa, justificando que, com Sócrates, o PS não vai mudar de rumo.
Para quem estava à espera de um combate de boxe ou de uma guerra fratricida, terá sido uma desilusão.
Para nós, foi um debate, discussão, encontro — chamem-lhe o que quiserem — sobre a grande política entre dois grandes políticos, dois homens de esquerda, dois camaradas, que, em nome do interesse colectivo e de uma política ao serviço do povo português, souberam por de lado o que os divide e valorizar o que os une.
A partir de agora, não digam mais que não existe uma alternativa de esquerda para governar Portugal. Só é preciso que os socialistas do PS queiram. E, embora Sócrates não seja um deles, acredito que são a maioria.
Fontes: DN, TSF, Jornal de Negócios, SIC
quinta-feira, setembro 03, 2009
Jerónimo e Louçã
Lurdes Rodrigues e Sócrates: o testo e a panela
Lurdes Rodrigues tem, por isso, razão quando afirma que não viu uma crítica ao seu trabalho nas declarações do primeiro-ministro na entrevista de terça-feira à RTP. Nós também não.
Com o aproximar das eleições, o que assistimos é à tentativa desesperada e hipócrita de ambos de "amaciarem o pêlo" aos professores, como se estes não tivessem memória dos maus tratos que eles lhes infligiram durante os quatro anos do seu mandato.
Pasto para os grandes interesses privados
O relatório da Comissão Europeia sobre o sector da energia e transportes na UE, datado de 2009 e referente a 2006, revela que, em 27 Estados-membros, Portugal é o quinto com mais auto-estradas por cem mil habitantes, sendo que em nove das 25 auto-estradas portuguesas circulam em média, por dia, menos de dez mil carros, um dos critérios internacionais para justificar uma auto-estrada. Mesmo assim, com os projectos rodoviários em curso e os quatro a serem lançados até Junho de 2010, a rede irá aumentar 860 quilómetros. E entre Lisboa e Porto surgirá uma terceira ligação deste tipo. Correio da Manhã

quarta-feira, setembro 02, 2009
No dia 27, os professores farão o seu melhor
durante os quais tudo fez para transformá-la no bode expiatório dos
José Sócrates afirmou que tudo fará para restaurar uma relação
"delicada" e "atenta" com os professores. Interrogado sobre o que
fará, concretamente, para reconquistar a confiança daqueles
profissionais, caso vença as próximas eleições legislativas, o líder
do P"S" respondeu: "Farei o meu melhor". Ou seja, o mesmo que fez até
aqui.
Bem, à primeira, qualquer um pode cair; à segunda, só cai quem quer.
Acredito e espero, portanto, que no próximo dia 27 sejam os professores
a fazer o seu melhor.
O país desigual (filhos e enteados)
terça-feira, setembro 01, 2009
Farinha do mesmo saco
E a questão que agora se coloca é o que é que ambos têm em comum. Fácil, não é? Mostram à evidência que Ferreira Leite e Sócrates dizem uma coisa na oposição e fazem precisamente o contrário no governo. Não admira… são farinha do mesmo saco, como muito bem observou Jerónimo de Sousa.
Detesto perder! Prefiro fazer batota a ter que perder!
Carolina Patrocínio é uma jovem com uns olhos espertos que gostam de andar sempre muito juntos, uma cara patusca, um sorriso simpático e fácil. É rica, famosa e aparece em tudo o que é programa de televisão e revista cor de rosa. Ninguém sabe se aparece por ser famosa ou se é famosa porque aparece.
Os portugueses devem gostar muito de a ver em fato de banho, atendendo a que é quase impossível arranjar na net uma fotografia da moça vestida com outra indumentária. Muitos desses portugueses devem ter, para além disso, um especial prazer em vê-la a "ausentar-se", tal é a quantidade de fotografias em que aparece de costas.
Até há pouco tempo, não se lhe conhecia uma ideia sobre coisa nenhuma. Uma entrevista recente registada neste vídeo, onde Carolina fala exaustivamente do que gosta e não gosta, embora mantendo o suspense quanto às suas ideias sobre a situação sociopolítica nacional e internacional, as eleições que temos aí à porta e a sua importância para a juventude portuguesa, as saídas profissionais (ou a falta delas) para essa mesma juventude, etc, etc, etc, mesmo assim, deu-nos a conhecer outras características da jovem "apresentatriz". Ficámos a saber que trabalha apenas para se divertir (pois "felizmente não precisa de trabalhar"), que "detesta frutas que tenham que ser descascadas" e que "só come cerejas se a empregada lhes tirar os caroços" (aplicando o mesmo princípio às grainhas das uvas, que, segundo ela, "são uma grande trabalheira").
Foi escolhida para Mandatária para a Juventude pelo Partido Socialista de José Sócrates, provocando discussões acaloradas por todo o lado.
Para além de, como quase toda a gente, também não vislumbrar o que é que Sócrates acha que a juventude portuguesa com idade para votar deve ver na jovem e mediática Carolina Patrocínio, que lhe sirva como modelo ou exemplo a seguir, gostaria de chamar a atenção para uma pequena frase da Mandatária, logo a seguir à tal das cerejas e que parece ter escapado aos espectadores, que terão, muito compreensivelmente, ficado apardalados com a problemática dos caroços e das grainhas. Diz a Mandatária da Juventude:
"Sou muito competitiva. Detesto perder! Prefiro fazer batota, a ter que perder!"
Ora aí está! Quase que aposto ter sido esta a "qualidade" — para Sócrates um verdadeiro programa eleitoral... — que cativou o Primeiro Ministro e fez de Carolina uma incontornável Mandatária.
Guerra e paz
Ora, o que o país e as gerações futuras vão ter de pagar são as consequências da guerra que ela obstinadamente levou a cabo, promovendo o facilitismo e a indiciplina na Educação e a desqualificação e destruição da Escola Pública.
segunda-feira, agosto 31, 2009
A verdadeira escolha
Mas, se a mundivisão de Sócrates se traduz em mais de seiscentos mil desempregados (cerca de metade dos quais sem receberem qualquer apoio), no encarecimento do Serviço Nacional de Saúde cada vez menos acessível às pessoas mais carenciadas, na desqualificação da Escola Pública, no endividamento insensato do país com a construção de obras megalómanas e dispensáveis, na perseguição fiscal das famílias e das pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo que viabiliza negócios duvidosos e lucros chorudos aos grandes grupos económicos, a escolha dos portugueses — se ainda lhes resta um pingo de discernimento — não pode ser entre Ferreira Leite e Sócrates, entre o P"SD" e este P"S".
Sócrates versus Sócrates
Isto merece e deve ser visto e divulgado todos os dias, até 25 de Setembro, pelo menos.
quinta-feira, agosto 27, 2009
A herança de Sócrates
É esta a herança da brilhante governação Sócrates.
A primeira conclusão a tirar é que, no último ano, verificou-se uma destruição líquida de emprego de mais de 150 mil, situação que, a continuar, fará com que, no lugar dos novos 150.000 empregos prometidos por Sócrates, tenhamos menos 150.000. Ou seja, a economia portuguesa não só não está a criar emprego para aqueles que entram de novo no mercado de trabalho, mas está também a destruir o emprego de muitos que o tinham.
Por outro lado, o desemprego não está atingir de forma igual os trabalhadores de diferentes níveis de escolaridade. No mesmo período, os trabalhadores com menor escolaridade foram as principais vítimas, entrando no desemprego cerca de 235 000, ao passo que o número de empregos dos trabalhadores com o ensino secundário aumentou em 48,9 mil, e o dos trabalhadores com formação superior subiu em 34,1 mil.
Outra conclusão a tirar é que, enquanto os "Operários, artífices e trabalhadores similares" registaram uma destruição líquida de 115 mil empregos, e os Trabalhadores não qualificados", mais de 90 mil, o emprego de "Quadros superiores" aumentou em 46,4 mil e o de "Especialistas das profissões cientificas e intelectuais" em 23,1 mil.
Os jovens (15 aos 34 anos) foram também duramente penalizados, com uma diminuição líquida do emprego que representa 73,5% do total.
Finalmente, constata-e que dos 635,2 mil desempregados efectivos, apenas 323,2 mil recebem subsídio de desemprego, o que corresponde a somente 51% do total.
Em resumo, são os trabalhadores dos segmentos mais frágeis da população – operários e trabalhadores não qualificados, trabalhadores com mais baixo nível de escolaridade, jovens – que estão a ser mais afectados pelo desemprego e pela falta de protecção social.
É esta a herança da brilhante governação Sócrates. [adaptado daqui]
terça-feira, agosto 25, 2009
Cavaco: dois pesos e duas medidas!
Justificando a sua decisão, Cavaco considerou inoportuno que em final de legislatura se façam alterações de fundo à actual lei. No entanto, ainda há bem poucos dias promulgou a farsa da pseudo-avaliação simplificada de professores, vulgo simplex, que apenas contou com a aprovação da maioria governamental.
Enfim, dois pesos e duas medidas. Ou melhor, o que antes devia ter vetado promulgou, o que agora devia ter promulgado, vetou.
Semear ilusões, fazer propaganda
Por agora, que as eleições estão próximas, o que interessa ao governo é continuar a semear ilusões e a fazer propaganda.
domingo, agosto 23, 2009
quarta-feira, agosto 19, 2009
Contra a hipocrisia, a luta continua!
O Tribunal Constitucional admite que o decreto regulamentar que simplificou o modelo de avaliação de desempenho docente pode estar ferido de ilegalidade mas considera que esta matéria escapa à sua competência.
Finalmente, o Presidente da República lava as mãos e promulga o trambolho.
Estão bem uns para os outros. Todos a fazer de conta que nada de anormal se passou. Anormalidade de que são co-responsáveis.
Os professores prometem regressar à luta já em Setembro. Será que lhes deram outra alternativa?
Três cantos enfim juntos
segunda-feira, agosto 17, 2009
Gasolineiras à rédea solta
O PCP pede ao Governo uma intervenção urgente no mercado de combustíveis mas, a um mês das legislativas, é absolutamente claro que a única coisa que Sócrates vai continuar a fazer é propaganda eleitoral. Em 27 de Setembro ajustamos contas!
Varrer o lixo p'ra baixo do tapete
quarta-feira, agosto 12, 2009
O Estado não é pessoa de bem
Não admira. Quando se trata de cobrar, o Estado anda sempre à frente. Já para reembolsar os contribuintes não é tão expedito. E para pagar as dívidas à maioria dos fornecedores, como se vê, então nem se fala.
terça-feira, agosto 11, 2009
Simulações
A ideia até que faria sentido se, à semelhança das escolas finlandesas, as escolas portuguesas funcionassem em edifícios eficientes do ponto de vista térmico. Porém, o que na realidade acontece é que nas nossas miseráveis escolas (algumas a funcionar em pré-fabricados e contentores) se tirita de frio durante o Inverno e se sufoca com o calor no terceiro período. Nestas condições adversas não vejo como é possível poupar mais energia!
Diz-se que "a partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas".
domingo, agosto 09, 2009
Um proletariado explorador?
Enfim, parece que o dólar ainda não vai sair de cena tão cedo. E ocorre-me a velha questão de Charles Bettelheim: (há) "Um proletariado explorador?"
sexta-feira, agosto 07, 2009
Lurdes Rodrigues é o problema
E nós acrescentamos: sobretudo aos principais — a divisão da carreira em professor e professor titular, as quotas para atribuição de "Muito Bom" e "Excelente" no âmbito da avaliação de desempenho e a existência de um limite de vagas no acesso à categoria de titular.
Ao fim e ao cabo, as ditas alterações não passam de peanuts para ludibriar os incautos. Mas em Setembro os professores vão mostrar que ela e este PS são o verdadeiro problema. Já falta pouco!
sábado, julho 18, 2009
Desliguem-lhe a corrente, por favor!
Mesmo que este país continue a ser um dos mais pobres e desiguais da União Europeia (pior, só mesmo a Roménia).
quinta-feira, julho 16, 2009
Desigualdades e pobreza: na mesma como a lesma
Com efeito, ao longo dos quatro anos da sua governança, mesmo com as medidas de ajuda social do Estado, a percentagem de população a viver abaixo do limiar de pobreza desceu apenas de 20 para 18 por cento. Além disso, os jovens, com 23 por cento, e os idosos, com 22 por cento, são grupos particularmente afectados pela pobreza que, em valores absolutos, continua a flagelar cerca de 2 milhões de portugueses.
Em matéria de desigualdade da repartição do rendimento, em 27 estados-membros, pior do que nós só mesmo a Roménia, (como se pode ver no gráfico)!
Perante tão tristes resultados, a um governo supostamente socialista, melhor ficaria uma autocrítica e um pedido de desculpas do que o foguetório propagandístico que tem feito. Mas percebe-se. Começou a campanha eleitoral!
É verdade, só há duas hipóteses
Errado. Há três hipóteses: ou o P"S", ou a Direita ou a Esquerda. Ou melhor, tendo em atenção que este P"S" governa à direita, as opções são, de facto, duas: ou Direita (P"S" incluído) ou Esquerda.
quarta-feira, julho 15, 2009
Pior do que um incompetente…
Por aqui se percebe a razão do facilitismo no ensino. Quem dá este triste espectáculo não pode fazer grandes exigências!…
terça-feira, julho 14, 2009
O socialismo na gaveta
A esquerda e o país é que nunca ganharam com o PS a governar sozinho. O PS no poder mete o socialismo na gaveta e governa à direita. Essa é a verdade.
Por Portugal, pela esquerda, maioria absoluta do P"S", nunca mais!
domingo, julho 12, 2009
Sócrates e Alegre: que convergências?
Vejamos então os ponto de convergência entre ambos…
Primeiro, enquanto Sócrates fala na necessidade de mobilizar o P"S", Alegre defende que é urgente acordar o partido e exigir uma mudança de estilo, de pessoas e de políticas, ou seja, uma verdadeira refundação do PS.
Segundo, para Sócrates, a disputa destas eleições é entre o P"S" e a Direita. Porém, Alegre não reconhece em nenhum ponto da sua análise que este PS, com o "buraco negro" resultante da perda de "grande parte da sua base social", consiga, sozinho, fazer frente à Direita. E além disso, não considera que o P"S" tenha governado à esquerda, o que significa que não é uma alternativa fiável e credível à Direita.
Enfim, estas pseudo-convergências de Sócrates com Alegre mostram que, no P"S" nada de novo. Ao eleitorado de esquerda só resta reforçar a votação nos partidos de esquerda. E o PS de Sócrates não é um deles!
Aproximar as esquerdas
Apesar de afirmar ser preciso que os socialistas acordem urgentemente do seu torpor e que dentro do PS haja uma mudança não só de estilo, mas de pessoas e de políticas, no seu íntimo, ele não acreditará que isso seja possível neste P"S" alienado pelo culto da personalidade e anestesiado pelo pensamento único e a subserviência.
Por isso, ao fim de 34 anos como deputado, decidiu não concorrer às legislativas pelo seu partido de sempre.
E fez muito bem. Dá um sinal claro de que é imprescindível criar pontes que aproximem as esquerdas. Para que um país maioritariamente de esquerda não acabe uma vez mais a ser governado pela direita.
quinta-feira, julho 09, 2009
Faces da mesma moeda
Sócrates percebe muito bem tudo isto mas, fiel à sua táctica de mistificar a realidade, insiste em impor-nos uma falsa dicotomia: ou o P"SD", que "quer rasgar as políticas sociais" e faz da "resignação, do pessimismo e do negativismo" uma "linha política", ou o P"S", "que tem confiança no país, vontade e ambição" e "acredita no Estado social". Porém, a maioria dos portugueses começa a perceber que a diferença entre este P"S" e o P"SD" é apenas de nome e de semântica. Quanto ao resto, que é o essencial, eles são faces da mesma moeda.
Bem pode vir agora o Primeiro-ministro, à última da hora, apregoar "as três marcas da sua governação" — "Rigor e responsabilidade, ambição nas reformas modernizadoras do país e a marca social" — que a gente não vai esquecer!
Não vamos esquecer que a dívida pública se aproxima dos 100 por cento do PIB, o défice sobe para o nível do início da legislatura e milhões de euros foram enterrados na banca sem proveito para a economia real.
Como não vamos esquecer que a reforma da Educação semeou o caos, a indisciplina e o facilitismo na Escola Pública em nome de um sucesso meramente estatístico, o Serviço Nacional de Saúde, que a Constituição diz ser tendencialmente gratuito, é cada vez mais pago pelos utentes, a reforma da Justiça deixou tudo na mesma e o Código do Trabalho agravou a precariedade do emprego, já de si elevadíssima.
Como não podemos esquecer os mais de 600 mil desempregados (200 mil dos quais sem subsídio de desemprego), os quase dois milhões de pobres, os milhares de reformados com pensões de miséria que não chegam para as despesas de saúde.
Não. A verdadeira opção não é entre este P"S" e o P"SD" que, no essencial, põem em prática políticas semelhantes, políticas antipopulares, políticas de Direita. É uma escolha sem sentido.
A verdadeira opção tem de ser entre políticas de Direita e políticas de Esquerda. Para quem está cansado da falsa alternância do P"S" e do P"SD" no poder, a escolha é, portanto, muito clara: votar à Esquerda.
quarta-feira, julho 08, 2009
Desinfecção da 5 de Outubro
Mas não basta adoptar medidas profilácticas severas em todas as escolas. É preciso não esquecer a desinfecção da 5 de Outubro. Mas disso encarregamo-nos nós em 27 de Setembro.
A ministra continua a delirar
Não seria melhor riscar os artigos 37.º e 38.º da Constituição? Maria de Lurdes Rodrigues continua a delirar.
segunda-feira, julho 06, 2009
Governador do BdP ganha mal
A Comissão de Inquérito considera, no entanto, "que Vítor Constâncio podia ter sido mais diligente". Mas esquece que o Dr. Constâncio é "apenas" o terceiro governador mais bem pago do mundo. Se querem que o homem trabalhe mais têm de lhe pagar um pouco melhor!…
O sol brilha p'ra todos nós
Avante camarada, avante
Junta a tua à nossa voz
Avante camarada, avante camarada
O sol brilhará p'ra todos nós
O sol brilha p'ra todos nós. A crise, só para alguns. Por acaso, são a imensa maioria…
Na realidade, a crise é apenas para os mais de seiscentos mil desempregados, metade dos quais não recebe qualquer subsídio, para os cerca de dois milhões de trabalhadores precários que nunca sabem se em cada dia que vem ainda têm trabalho, para os quase dois milhões de pobres que sobrevivem silenciosamente à margem daquilo que é mais elementar.
Mas é também para os milhares de jovens que procuram desesperadamente o primeiro emprego que teima em não aparecer, para as dezenas de milhares de empresários muitos dos quais não conseguiram evitar a falência das suas micro, pequenas e médias empresas, para os reformados cujas pensões de miséria, em muitos casos, não dão sequer para pagar as despesas de saúde.
E até para muitas pessoas da classe média que, tendo contraído empréstimos que agora não conseguem liquidar, se vêem numa situação muito difícil.
Já para os banqueiros, os grandes empresários e os administradores e gestores dos grandes grupos económicos e financeiros, não há crise.
Eles continuam a viver nas mesmas sumptuosas vivendas, a conduzir os mesmos luxuosos carros, a fazer férias nos mesmos extravagantes destinos.
Alguns, na ânsia de enriquecerem cada vez mais e mais rapidamente, terão mesmo contribuído para a crise através de criminosas operações de engenharia financeira mas, da forma que a Justiça (não) funciona neste país, Jerónimo de Sousa bem pode esperar sentado para vê-los atrás das grades.
Por alguma razão, segundo o Eurostat, Portugal é o país da zona euro com a repartição do rendimento mais desigual.
Por alguma razão a corrupção no nosso país, que já era elevada em 2004, aumentou nos últimos quatro anos.
sábado, julho 04, 2009
O maior problema de Portugal
Conheço suficientemente a CRP para considerar que não é a Constituição que impede Portugal de se tornar um país mais desenvolvido, mais justo e mais igualitário.
O problema reside nos governos que há 30 anos se têm sucedido e nas políticas que têm implementado. Mas também na maioria dos eleitores que, por opção consciente ou, quiçá na maior parte dos casos, por ignorância ou ingenuidade, os têm sufragado com o seu voto.
Em suma, mais do que o défice orçamental, o maior problema de Portugal é o défice de educação dos portugueses.
Os monólogos da sinistra criatura
Há muito que os sindicatos deveriam ter deixado de participar numa encenação. Há muito que Lurdes Rodrigues devia ter sido deixada a monologar.
Cantiga do ódio
Há-de sentir o meu ódio
quem o meu ódio mereça:
ó vida, cega-me os olhos
se não cumprir a promessa.
Cantiga do Ódio, Carlos de Oliveira
Ao longo do seu trágico mandato, Maria de Lurdes Rodrigues não fez outra coisa senão odiar os professores.
Impôs-lhes um estatuto perverso e abusivo, dividiu-lhes a carreira em duas categorias impedindo a maioria de alguma vez poder atingir o topo daquela, tentou submetê-los a uma avaliação de desempenho baseada num modelo burocrático, injusto e inviável que acabaria por ser transformado numa palhaçada inqualificável, liquidou o que restava da gestão democrática das escolas, diminuindo drasticamente a participação dos professores e restaurando a figura autocrática do Director.
Mas, por baixo do seu falso ar seráfico, Lurdes Rodrigues tem aos professores uma raiva cega.
E o fel é tanto que os professores foram vilipendiados e apodados de professorzecos, ratos, covardes.
E vem agora esta mulherzinha queixar-se do ódio de quem quer que seja — mesmo que já tenha sido ministra da Educação e também não tenha deixado boas recordações — depois do esterco que fez e a que, eufemisticamente, chama políticas educativas? Que autoridade moral tem para tanto? Nenhuma.
Todo o ódio que os professores tivessem a Lurdes Rodrigues seria sempre pouco para as maldades que lhes fez e o calvário em que transformou as suas vidas.
Mas eles não se deixarão envenenar e paralisar por esse justo sentimento. Eles têm uma tarefa, direi mesmo um imperativo: contribuir para desinfectar a Educação desta coisa verde e pestilenta que a está a estiolar. E vão fazê-lo. Já falta pouco…
sexta-feira, julho 03, 2009
A 'obra' de Manuel Pinho
Evocamos aqui as principais realizações do ex-ministro da economia durante os seus quase quatro anos de passagem pelo governo:
- Em 2006, anunciou o "fim" da crise em Portugal.
- Em 2007, tentou lançar o programa 'Allgarve' para promover o turismo algarvio, que abortou pelo ridículo do nome.
- No mesmo ano, numa visita à China, apelou ao investimento chinês
no Terceiro Mundoem Portugal argumentando que os custos salariais são inferiores à média da União Europeia (UE). - Já este ano, entrou numa polémica envolvendo Paulo Rangel e Basílio Horta, dizendo que o líder parlamentar do P"SD" tinha "de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares do Dr. Basílio Horta".
- Ontem, tentou enfrentar a bancada do PCP mas, em vez de usar a cabeça, por ventura porque não suporta o vermelho, acabou por fazê-lo com "corninhos".

Sócrates perde assim uma cabeça dura, que muita falta lhe pode fazer para o renhido combate eleitoral que o espera.
De promessas está o inferno cheio
Naturalmente isto é música para os ouvidos de quem, durante quatro longos e penosos anos, foi humilhado, vexado, perseguido pelo governo mais autoritário e arrogante de que há memória em 30 anos de democracia.
Mas atenção, Ferreira Leite já foi Ministra da Educação e não deixou boas recordações. E de promessas está o inferno cheio (as últimas que lá caíram foram as de Sócrates!…).
É por isso que vou pela Esquerda: porque estou farto deste P"S", porque estou farto de maiorias absolutas, porque estou farto da eterna alternância do centrão!… E de promessas!…
quinta-feira, julho 02, 2009
Se…
Se um homem ou mulher é professor(a) é porque é (minimamente) inteligente.
Se é inteligente, sabe distinguir o que está certo do que está errado.
Se sabe o que está certo, sabe que o Ministério da (des)Educação está errado.
Se sabe que o Ministério está errado, sabe que não deve votar no P"S".
Se sabe que não deve votar no P"S", só o fará se tiver má-fé ou for estúpido.
Como um professor não é estúpido, se votar no P"S" só o fará por má-fé.
Se votar por má-fé não merece ser chamado 'Professor'.
Portanto, um professor digno desse nome não vota P"S".
Porque tem memória. Porque tem honra. Porque quer ter um futuro.
Porque quer andar de cabeça erguida. Na escola e na vida.
A cassete da Milú
Ralham as comadres
Até quando é que esta calamidade vai continuar? Até que a maioria dos portugueses acorde da letargia em que está megulhada há três décadas. Será que vai acordar de vez???…














