O Primeiro-ministro admitiu que existem "discrepâncias" entre o simplex e as disposições contidas no Estatuto da Carreira Docente.
O Tribunal Constitucional admite que o decreto regulamentar que simplificou o modelo de avaliação de desempenho docente pode estar ferido de ilegalidade mas considera que esta matéria escapa à sua competência.
Finalmente, o Presidente da República lava as mãos e promulga o trambolho.
Estão bem uns para os outros. Todos a fazer de conta que nada de anormal se passou. Anormalidade de que são co-responsáveis.
Os professores prometem regressar à luta já em Setembro. Será que lhes deram outra alternativa?
quarta-feira, agosto 19, 2009
Três cantos enfim juntos
Três cantos. Três formas de amar, de ser livre, de resistir. Três cantos. Com voz própria, caminho distinto, personalidade singular. Três cantos enfim juntos. Solidários, cúmplices, no plural. Três cantos. Coro que, apesar de ser no Outono, será sempre da Primavera. Cantigas do Maio, porque viver (também) é lutar. Três cantos. Que serão milhares, vindos de todos os cantos. "Ergue-te ó sol de Verão, somos nós os teus cantores!"
segunda-feira, agosto 17, 2009
Gasolineiras à rédea solta
Portugal é um dos países mais pobres da UE mas, paradoxalmente, é um dos que tem os combustíveis mais caros. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos que, supostamente, devia regular a transparência do mercado, limita-se a elaborar longos estudos, mas nada faz, deixando as gasolineiras subir os preços a seu bel-prazer (mesmo com quedas do crude, como hoje se verificou) e engrossar os seus astronómicos lucros.
O PCP pede ao Governo uma intervenção urgente no mercado de combustíveis mas, a um mês das legislativas, é absolutamente claro que a única coisa que Sócrates vai continuar a fazer é propaganda eleitoral. Em 27 de Setembro ajustamos contas!
O PCP pede ao Governo uma intervenção urgente no mercado de combustíveis mas, a um mês das legislativas, é absolutamente claro que a única coisa que Sócrates vai continuar a fazer é propaganda eleitoral. Em 27 de Setembro ajustamos contas!
Varrer o lixo p'ra baixo do tapete
Mas afinal que limpeza é que Manuela Ferreira Leite fez no PSD ao "engolir" a candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa e aceitar arguidos nas listas do partido? Que limpeza existe num grupo de conveniência que dá cobertura a um títere que passa a vida a ofender os portugueses do continente e os órgãos de soberania da República?
Já não há pachorra para aguentar os dislates que Alberto João Jardim arrota constantemente… Uma vez que ninguém consegue pô-lo na linha, o melhor seria mesmo ignora-lo, mas é deste lixo que a imprensa se alimenta. Infelizmente!…
quarta-feira, agosto 12, 2009
O Estado não é pessoa de bem
A procura do "factoring" (cedência de créditos a uma empresa que trata da sua cobrança) aumentou durante o primeiro semestre de 2009 devido a atrasos de pagamento no sector público.
Não admira. Quando se trata de cobrar, o Estado anda sempre à frente. Já para reembolsar os contribuintes não é tão expedito. E para pagar as dívidas à maioria dos fornecedores, como se vê, então nem se fala.
Não admira. Quando se trata de cobrar, o Estado anda sempre à frente. Já para reembolsar os contribuintes não é tão expedito. E para pagar as dívidas à maioria dos fornecedores, como se vê, então nem se fala.
terça-feira, agosto 11, 2009
Simulações
Um projecto desenvolvido por duas empresas de Coimbra, em parceria com congéneres finlandesas, pretende ensinar os estudantes portugueses a poupar energia nas escolas já a partir do próximo ano lectivo.
A ideia até que faria sentido se, à semelhança das escolas finlandesas, as escolas portuguesas funcionassem em edifícios eficientes do ponto de vista térmico. Porém, o que na realidade acontece é que nas nossas miseráveis escolas (algumas a funcionar em pré-fabricados e contentores) se tirita de frio durante o Inverno e se sufoca com o calor no terceiro período. Nestas condições adversas não vejo como é possível poupar mais energia!
Diz-se que "a partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas".
A ideia até que faria sentido se, à semelhança das escolas finlandesas, as escolas portuguesas funcionassem em edifícios eficientes do ponto de vista térmico. Porém, o que na realidade acontece é que nas nossas miseráveis escolas (algumas a funcionar em pré-fabricados e contentores) se tirita de frio durante o Inverno e se sufoca com o calor no terceiro período. Nestas condições adversas não vejo como é possível poupar mais energia!
Diz-se que "a partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas".
Na realidade, os alunos só podem mesmo fazer simulações, porque medidas a sério para poupar energia, sem pôr em risco a sua saúde, terão inevitavelmente de passar pela melhoria da eficiência energética e do conforto dos edifícios escolares. Mas, no país do faz-de-conta, ainda hão-de passar muitos e bons anos para que isso venha a acontecer.
domingo, agosto 09, 2009
Um proletariado explorador?
Já há muito tempo sabíamos que os americanos vivem literalmente à custa dos chineses. Os asiáticos são os maiores detentores de obrigações do Tesouro da Reserva Federal Americana, razão pela qual manifestam grande preocupação sobre a segurança do seu investimento, tendo em atenção o crescimento do astronómico défice orçamental norte-americano. E o pior é que o valor das obrigações é agora bem mais baixo do que quando foram adquiridas, o que não só desaconselha o seu resgate, como ainda leva a comprar mais títulos de modo a afastar o perigo do afundamento da economia americana.
Enfim, parece que o dólar ainda não vai sair de cena tão cedo. E ocorre-me a velha questão de Charles Bettelheim: (há) "Um proletariado explorador?"
Enfim, parece que o dólar ainda não vai sair de cena tão cedo. E ocorre-me a velha questão de Charles Bettelheim: (há) "Um proletariado explorador?"
sexta-feira, agosto 07, 2009
Lurdes Rodrigues é o problema
Lurdes Rodrigues, afirma que as alterações ao Estatuto da Carreira Docente (ECD), aprovadas em Conselho de Ministros, respondem "a muitos dos problemas" sentidos pelos professores quanto ao seu desenvolvimento profissional, mas não a todos.
E nós acrescentamos: sobretudo aos principais — a divisão da carreira em professor e professor titular, as quotas para atribuição de "Muito Bom" e "Excelente" no âmbito da avaliação de desempenho e a existência de um limite de vagas no acesso à categoria de titular.
Ao fim e ao cabo, as ditas alterações não passam de peanuts para ludibriar os incautos. Mas em Setembro os professores vão mostrar que ela e este PS são o verdadeiro problema. Já falta pouco!
E nós acrescentamos: sobretudo aos principais — a divisão da carreira em professor e professor titular, as quotas para atribuição de "Muito Bom" e "Excelente" no âmbito da avaliação de desempenho e a existência de um limite de vagas no acesso à categoria de titular.
Ao fim e ao cabo, as ditas alterações não passam de peanuts para ludibriar os incautos. Mas em Setembro os professores vão mostrar que ela e este PS são o verdadeiro problema. Já falta pouco!
sábado, julho 18, 2009
Desliguem-lhe a corrente, por favor!
"Cada vez que o PS passa pelo Governo, reduz-se a pobreza e as desigualdades sociais".
Na era do digital, agora que o vinil e a cassete passaram à história, este é um dos loops que mais vamos ter de gramar até 25 de Setembro.
Mesmo que este país continue a ser um dos mais pobres e desiguais da União Europeia (pior, só mesmo a Roménia).
Mesmo que este país continue a ser um dos mais pobres e desiguais da União Europeia (pior, só mesmo a Roménia).
quinta-feira, julho 16, 2009
Desigualdades e pobreza: na mesma como a lesma
Sócrates vangloria-se de que as desigualdades e a pobreza reduziram-se em Portugal, na última legislatura.
Com efeito, ao longo dos quatro anos da sua governança, mesmo com as medidas de ajuda social do Estado, a percentagem de população a viver abaixo do limiar de pobreza desceu apenas de 20 para 18 por cento. Além disso, os jovens, com 23 por cento, e os idosos, com 22 por cento, são grupos particularmente afectados pela pobreza que, em valores absolutos, continua a flagelar cerca de 2 milhões de portugueses.
Em matéria de desigualdade da repartição do rendimento, em 27 estados-membros, pior do que nós só mesmo a Roménia, (como se pode ver no gráfico)!
Perante tão tristes resultados, a um governo supostamente socialista, melhor ficaria uma autocrítica e um pedido de desculpas do que o foguetório propagandístico que tem feito. Mas percebe-se. Começou a campanha eleitoral!
Com efeito, ao longo dos quatro anos da sua governança, mesmo com as medidas de ajuda social do Estado, a percentagem de população a viver abaixo do limiar de pobreza desceu apenas de 20 para 18 por cento. Além disso, os jovens, com 23 por cento, e os idosos, com 22 por cento, são grupos particularmente afectados pela pobreza que, em valores absolutos, continua a flagelar cerca de 2 milhões de portugueses.
Em matéria de desigualdade da repartição do rendimento, em 27 estados-membros, pior do que nós só mesmo a Roménia, (como se pode ver no gráfico)!
Perante tão tristes resultados, a um governo supostamente socialista, melhor ficaria uma autocrítica e um pedido de desculpas do que o foguetório propagandístico que tem feito. Mas percebe-se. Começou a campanha eleitoral!
É verdade, só há duas hipóteses
Sócrates considera que só há duas hipóteses: "Ou o PS ou a direita".
Errado. Há três hipóteses: ou o P"S", ou a Direita ou a Esquerda. Ou melhor, tendo em atenção que este P"S" governa à direita, as opções são, de facto, duas: ou Direita (P"S" incluído) ou Esquerda.
Errado. Há três hipóteses: ou o P"S", ou a Direita ou a Esquerda. Ou melhor, tendo em atenção que este P"S" governa à direita, as opções são, de facto, duas: ou Direita (P"S" incluído) ou Esquerda.
quarta-feira, julho 15, 2009
Pior do que um incompetente…
Só mesmo três! Arre!…
Por aqui se percebe a razão do facilitismo no ensino. Quem dá este triste espectáculo não pode fazer grandes exigências!…
Por aqui se percebe a razão do facilitismo no ensino. Quem dá este triste espectáculo não pode fazer grandes exigências!…
terça-feira, julho 14, 2009
O socialismo na gaveta
Sócrates diz que "nunca houve vitórias da esquerda com o enfraquecimento do PS". Mentira!
A esquerda e o país é que nunca ganharam com o PS a governar sozinho. O PS no poder mete o socialismo na gaveta e governa à direita. Essa é a verdade.
Por Portugal, pela esquerda, maioria absoluta do P"S", nunca mais!
A esquerda e o país é que nunca ganharam com o PS a governar sozinho. O PS no poder mete o socialismo na gaveta e governa à direita. Essa é a verdade.
Por Portugal, pela esquerda, maioria absoluta do P"S", nunca mais!
domingo, julho 12, 2009
Sócrates e Alegre: que convergências?
Replicando ao artigo de Manuel Alegre publicado pelo "Expresso", Sócrates, num golpe de rins em que já se tornou especialista, afirma preferir salientar os pontos de convergência com Alegre, como se eles existissem.
Vejamos então os ponto de convergência entre ambos…
Primeiro, enquanto Sócrates fala na necessidade de mobilizar o P"S", Alegre defende que é urgente acordar o partido e exigir uma mudança de estilo, de pessoas e de políticas, ou seja, uma verdadeira refundação do PS.
Segundo, para Sócrates, a disputa destas eleições é entre o P"S" e a Direita. Porém, Alegre não reconhece em nenhum ponto da sua análise que este PS, com o "buraco negro" resultante da perda de "grande parte da sua base social", consiga, sozinho, fazer frente à Direita. E além disso, não considera que o P"S" tenha governado à esquerda, o que significa que não é uma alternativa fiável e credível à Direita.
Enfim, estas pseudo-convergências de Sócrates com Alegre mostram que, no P"S" nada de novo. Ao eleitorado de esquerda só resta reforçar a votação nos partidos de esquerda. E o PS de Sócrates não é um deles!
Vejamos então os ponto de convergência entre ambos…
Primeiro, enquanto Sócrates fala na necessidade de mobilizar o P"S", Alegre defende que é urgente acordar o partido e exigir uma mudança de estilo, de pessoas e de políticas, ou seja, uma verdadeira refundação do PS.
Segundo, para Sócrates, a disputa destas eleições é entre o P"S" e a Direita. Porém, Alegre não reconhece em nenhum ponto da sua análise que este PS, com o "buraco negro" resultante da perda de "grande parte da sua base social", consiga, sozinho, fazer frente à Direita. E além disso, não considera que o P"S" tenha governado à esquerda, o que significa que não é uma alternativa fiável e credível à Direita.
Enfim, estas pseudo-convergências de Sócrates com Alegre mostram que, no P"S" nada de novo. Ao eleitorado de esquerda só resta reforçar a votação nos partidos de esquerda. E o PS de Sócrates não é um deles!
Aproximar as esquerdas
Manuel Alegre gostaria que o PS tivesse governado de outra maneira, à esquerda. Na educação, no trabalho (cujo Código acha imperioso rever), na Justiça, na função pública, na relação com os sindicatos, na afirmação do primado da política e na urgência de libertar o Estado de interesses que o condicionam. Mas tal não aconteceu.
Apesar de afirmar ser preciso que os socialistas acordem urgentemente do seu torpor e que dentro do PS haja uma mudança não só de estilo, mas de pessoas e de políticas, no seu íntimo, ele não acreditará que isso seja possível neste P"S" alienado pelo culto da personalidade e anestesiado pelo pensamento único e a subserviência.
Por isso, ao fim de 34 anos como deputado, decidiu não concorrer às legislativas pelo seu partido de sempre.
E fez muito bem. Dá um sinal claro de que é imprescindível criar pontes que aproximem as esquerdas. Para que um país maioritariamente de esquerda não acabe uma vez mais a ser governado pela direita.
Apesar de afirmar ser preciso que os socialistas acordem urgentemente do seu torpor e que dentro do PS haja uma mudança não só de estilo, mas de pessoas e de políticas, no seu íntimo, ele não acreditará que isso seja possível neste P"S" alienado pelo culto da personalidade e anestesiado pelo pensamento único e a subserviência.
Por isso, ao fim de 34 anos como deputado, decidiu não concorrer às legislativas pelo seu partido de sempre.
E fez muito bem. Dá um sinal claro de que é imprescindível criar pontes que aproximem as esquerdas. Para que um país maioritariamente de esquerda não acabe uma vez mais a ser governado pela direita.
quinta-feira, julho 09, 2009
Faces da mesma moeda
Os portugueses podem estar confusos, não saberem ainda bem o que querem, mas se há coisa que os resultados das eleições europeias não escondem é que eles estão a ficar fartos da bipolarização no P"S" e no P"SD" e, ainda mais, das maiorias absolutas. Na realidade, nunca os partidos do centrão, responsáveis pela medíocre governação que já dura há mais de trinta anos, tiveram, em conjunto, um resultado tão baixo, enquanto a Esquerda registou o seu melhor resultado de sempre e a Direita conseguiu uma votação significativa. Quanto ao P"S", sofreu uma das derrotas mais expressivas da sua história.
Sócrates percebe muito bem tudo isto mas, fiel à sua táctica de mistificar a realidade, insiste em impor-nos uma falsa dicotomia: ou o P"SD", que "quer rasgar as políticas sociais" e faz da "resignação, do pessimismo e do negativismo" uma "linha política", ou o P"S", "que tem confiança no país, vontade e ambição" e "acredita no Estado social". Porém, a maioria dos portugueses começa a perceber que a diferença entre este P"S" e o P"SD" é apenas de nome e de semântica. Quanto ao resto, que é o essencial, eles são faces da mesma moeda.
Bem pode vir agora o Primeiro-ministro, à última da hora, apregoar "as três marcas da sua governação" — "Rigor e responsabilidade, ambição nas reformas modernizadoras do país e a marca social" — que a gente não vai esquecer!
Não vamos esquecer que a dívida pública se aproxima dos 100 por cento do PIB, o défice sobe para o nível do início da legislatura e milhões de euros foram enterrados na banca sem proveito para a economia real.
Como não vamos esquecer que a reforma da Educação semeou o caos, a indisciplina e o facilitismo na Escola Pública em nome de um sucesso meramente estatístico, o Serviço Nacional de Saúde, que a Constituição diz ser tendencialmente gratuito, é cada vez mais pago pelos utentes, a reforma da Justiça deixou tudo na mesma e o Código do Trabalho agravou a precariedade do emprego, já de si elevadíssima.
Como não podemos esquecer os mais de 600 mil desempregados (200 mil dos quais sem subsídio de desemprego), os quase dois milhões de pobres, os milhares de reformados com pensões de miséria que não chegam para as despesas de saúde.
Não. A verdadeira opção não é entre este P"S" e o P"SD" que, no essencial, põem em prática políticas semelhantes, políticas antipopulares, políticas de Direita. É uma escolha sem sentido.
A verdadeira opção tem de ser entre políticas de Direita e políticas de Esquerda. Para quem está cansado da falsa alternância do P"S" e do P"SD" no poder, a escolha é, portanto, muito clara: votar à Esquerda.
Sócrates percebe muito bem tudo isto mas, fiel à sua táctica de mistificar a realidade, insiste em impor-nos uma falsa dicotomia: ou o P"SD", que "quer rasgar as políticas sociais" e faz da "resignação, do pessimismo e do negativismo" uma "linha política", ou o P"S", "que tem confiança no país, vontade e ambição" e "acredita no Estado social". Porém, a maioria dos portugueses começa a perceber que a diferença entre este P"S" e o P"SD" é apenas de nome e de semântica. Quanto ao resto, que é o essencial, eles são faces da mesma moeda.
Bem pode vir agora o Primeiro-ministro, à última da hora, apregoar "as três marcas da sua governação" — "Rigor e responsabilidade, ambição nas reformas modernizadoras do país e a marca social" — que a gente não vai esquecer!
Não vamos esquecer que a dívida pública se aproxima dos 100 por cento do PIB, o défice sobe para o nível do início da legislatura e milhões de euros foram enterrados na banca sem proveito para a economia real.
Como não vamos esquecer que a reforma da Educação semeou o caos, a indisciplina e o facilitismo na Escola Pública em nome de um sucesso meramente estatístico, o Serviço Nacional de Saúde, que a Constituição diz ser tendencialmente gratuito, é cada vez mais pago pelos utentes, a reforma da Justiça deixou tudo na mesma e o Código do Trabalho agravou a precariedade do emprego, já de si elevadíssima.
Como não podemos esquecer os mais de 600 mil desempregados (200 mil dos quais sem subsídio de desemprego), os quase dois milhões de pobres, os milhares de reformados com pensões de miséria que não chegam para as despesas de saúde.
Não. A verdadeira opção não é entre este P"S" e o P"SD" que, no essencial, põem em prática políticas semelhantes, políticas antipopulares, políticas de Direita. É uma escolha sem sentido.
A verdadeira opção tem de ser entre políticas de Direita e políticas de Esquerda. Para quem está cansado da falsa alternância do P"S" e do P"SD" no poder, a escolha é, portanto, muito clara: votar à Esquerda.
quarta-feira, julho 08, 2009
Desinfecção da 5 de Outubro
A Ministra da Saúde tem razão. Adiar a abertura do ano lectivo não é solução para evitar a propagação do vírus. Como também o não é paralisar o país (mais do que o que já está).
Mas não basta adoptar medidas profilácticas severas em todas as escolas. É preciso não esquecer a desinfecção da 5 de Outubro. Mas disso encarregamo-nos nós em 27 de Setembro.
Mas não basta adoptar medidas profilácticas severas em todas as escolas. É preciso não esquecer a desinfecção da 5 de Outubro. Mas disso encarregamo-nos nós em 27 de Setembro.
A ministra continua a delirar
Para a Ministra da "Educação", as responsabilidades do insucesso nunca são das suas políticas. São (algumas vezes) dos alunos, (quase sempre) dos professores e agora (até) dos jornalistas!
Não seria melhor riscar os artigos 37.º e 38.º da Constituição? Maria de Lurdes Rodrigues continua a delirar.
Não seria melhor riscar os artigos 37.º e 38.º da Constituição? Maria de Lurdes Rodrigues continua a delirar.
segunda-feira, julho 06, 2009
Governador do BdP ganha mal
É preciso fazer alguma coisa para que tudo continue como dantes. É o que se pode dizer do inquérito parlamentar, se assim lhe podemos chamar, ao caso BPN que, ao fim de seis meses, se limita a ilibar o Banco de Portugal de falhas na sua acção fiscalizadora pois, "no mundo dos negócios, como noutras esferas, é possível praticar actos fraudulentos e mantê-los em segredo".
A Comissão de Inquérito considera, no entanto, "que Vítor Constâncio podia ter sido mais diligente". Mas esquece que o Dr. Constâncio é "apenas" o terceiro governador mais bem pago do mundo. Se querem que o homem trabalhe mais têm de lhe pagar um pouco melhor!…
A Comissão de Inquérito considera, no entanto, "que Vítor Constâncio podia ter sido mais diligente". Mas esquece que o Dr. Constâncio é "apenas" o terceiro governador mais bem pago do mundo. Se querem que o homem trabalhe mais têm de lhe pagar um pouco melhor!…
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