domingo, junho 07, 2009

Cá se fazem, cá se pagam!

Eu bem avisei aqui que os professores ajustariam contas com Sócrates. E foi o que aconteceu. A hecatombe foi te tal ordem que, como também aqui antecipei, (provavelmente) nenhum professor terá votado P"S".
Mas isto foi apenas a primeira fase do exame do governo. A fase final será em Outubro, com as legislativas. Aí será o chumbo definitivo de Sócrates, pela defesa da Escola Pública e por uma nova política educativa que qualifique o ensino e dignifique a classe docente.

Vem aí o Bloco Central?

Não foi uma grande vitória, a do PSD, cuja percentagem de votos de 31,7%, de resto, foi inferior à de 2004, em que atingiu 33,3%, embora coligado com o CDS.
Grande, estrondosa mesmo, foi a derrota do Partido de Sócrates, que deu um trambolhão caindo fragorosamente dos 44,5% de 2004 para os actuais 26,6%.
E a Esquerda só podia subir e ganhar com esta sangria do P"S": mais o Bloco, que cresceu de 4,9% para 10,7% , duplicando ou, porventura, triplicando o único mandato que tinha, do que a CDU, que passou de 9,1% para 10,7%, mantendo os dois mandatos que já possuía.
A maioria absoluta do P"S" está, portanto, feita em cacos. Ainda bem. Foi no que deu o seu autoritarismo e arrogância desenfreados, a sua falta de humildade democrática e de sensibilidade social.
Vamos agora para as legislativas e, se o actual cenário se mantiver, outro desafio se coloca já à Esquerda: reforçar o apoio ao Bloco e à CDU, de modo a evitar que este P"S" (ou o que dele resta) caia na tentação de reeditar o Bloco Central com o PSD. Apesar do centrão registar a sua mais baixa expressão eleitoral, não estamos completamente livres que um tal golpe possa vir a acontecer…

O voto é um dever cívico

Não me absterei, porque o voto é um dever cívico. Dever que cumprirei, desta vez, com redobrada convicção.
Vou penalizar quem me ofendeu e me humilhou, podem estar certos.

sexta-feira, junho 05, 2009

Com o P"S" é impossível sair da crise

Ao cabo de trinta anos de governança, as políticas de Direita mais não fizeram do que manter-nos entre os países mais pobres e atrasados da Europa e fazer de Portugal o mais injusto e desigual de todos, com uma pobreza endémica, um desemprego galopante, uma corrupção incontrolável, ao mesmo tempo que garantiram proventos abjectos aos políticos que as conduziram e às suas ávidas clientelas.
Com o CDS, o P"SD" e, infelizmente, o P"S", é impossível sair da crise (não apenas da que vem de fora, mas daquela que há muitos anos carregamos às costas e da qual são eles os únicos e exclusivos responsáveis, por acção ou omissão).
É por isso que agora é hora da Esquerda. Porque ontem já era tarde.

Sócrates, deixa-nos em paz!

Miguel Portas afirmou que objectivo do Bloco de Esquerda é que o PS fique "suficientemente longe da maioria absoluta". Pediu, por isso, que ninguém deixe de ir votar no próximo domingo, "para dizer a José Sócrates que se acabou a arrogância da maioria absoluta".
Absolutamente de acordo. O que nós queremos mesmo é que Sócrates nos deixe viver em paz. Maioria absoluta do P"S", jamé!

Mais trabalho e menos passeio

Ora vamos lá conferir a avaliação dos deputados portugueses ao Parlamento Europeu e aproveitemos para comparar o desempenho de Edite Estrela e Ilda Figueiredo:
As conclusões parecem-me óbvias: embora passe menos tempo em Estrasburgo que Edite Estrela, Ilda Figueiredo é a melhor eurodeputada portuguesa e a que mais trabalha.
Jerónimo de Sousa tem portanto toda a razão quando, da forma educada que o caracteriza, recomenda "mais cuidado" à número dois da lista do P"S" às eleições europeias, afirmando que Ilda Figueiredo "trabalhou três vezes mais" que Edite Estrela. Eu, que não sou tão delicado como Jerónimo, ter-lhe-ia recomendado mais trabalho e menos passeio.

P'ra grandes males…

Alguns dirão que isto é um caso de populismo, um atentado à liberdade económica ou o que resta dos genes do regime soviético, sei lá.
Para mim, trata-se apenas da intervenção reguladora do Estado numa economia capitalista onde a liberdade de iniciativa e o mercado não podem justificar tudo. Designadamente, não se pagar os salários a quem trabalha.
Em Portugal sucede o contrário. Os governos (este e os anteriores) são cúmplices, por acção ou omissão, com a injustiça social e até com a roubalheira.

quarta-feira, junho 03, 2009

Estou farto deles!


Não voto P”S”
Não voto na Direita


1. Infelizmente, Portugal é um dos países europeus onde a falta de transparência e a corrupção são mais elevadas e manifestam tendência para aumentar (de 2004 para 2008 passámos do 27.º para o 32.º lugar na lista da Transparency International), o que nos atira para a cauda da Europa em matéria de desenvolvimento e justiça social.

2. O caso é de tal modo grave que o vice-presidente do FMI afirmou em 2005 que, não fora a corrupção e Portugal poderia ser tão desenvolvido como a Finlândia!

3. Talvez se trate também de uma questão cultural. Não é por acaso que somos considerados um povo de brandos costumes: aguentámos pacientemente uma ditadura de 48 anos e agora há 30 que nos comportamos como zombies perante uma alternância democrática que nos leva a lado nenhum (a não ser uma desgraça cada vez maior).

4. Alternância democrática eufemisticamente chamada de centrão ou bloco central mas que, verdadeiramente, não é mais do que a Direita, quer através de coligações, algumas contra-natura, como aconteceu em 1978, entre o PS e o CDS, e em 1983, entre o PSD e o PS, ou de governos partidários do PSD ou do PS (que só é de Esquerda quando está na oposição!).

5. De uma forma ou de outra, o regime democrático está transformado numa vergonhosa cleptocracia em que a Direita (CDS, PSD e P”S” governamental) se tem aproveitado do poder político para distribuir prebendas e mordomias de Estado às suas clientelas e assenhorear-se de cargos milionários nos conselhos de administração das empresas públicas.

6. Como pôr um ponto final neste regabofe? Há quem desabafe dizendo que tal só seria possível com um novo 25 de Abril, desta vez a sério, sem cravos nas espingardas. Mas para isso seria precisa uma conjugação de factores que jamais se repetirá. Os militares e as pessoas estão hoje mais preocupados com as suas vidas. O 25 de Abril “foi um sonho lindo que acabou”, cantou um dia, desencantado, J. M. Branco.

7. Resta-nos, portanto, lutar com as forças que nos sobram e os direitos que a Constituição (ainda) nos garante: manifestarmo-nos, protestarmos, fazermos greve. Porém, com um governo autista e autoritário como é o actual, a vitória não é certa, como se tem visto com a luta gigantesca dos professores!

8. Temos, por isso, que democratizar o Poder, enfraquecendo a Direita e reforçando a Esquerda e para tal, é urgente retirar a maioria absoluta, no mínimo, ao Partido de Sócrates.

9. Nesse sentido, votar CDS, PSD ou P”S” está fora de questão. Seria mais do mesmo, ou seja, a continuação da desgraça.

10. Quanto à abstenção, mesmo que alguns disso não tenham consciência, representa a negação da democracia e a crença num regime autocrático e em salvadores-da-pátria (de que já bastaram 48 anos!).

11. Já o voto branco, embora seja uma escolha democrática, se fosse um voto em larga escala, como aconteceu na ficção de Saramago, Ensaio sobre a Lucidez, talvez provocasse um terramoto político de consequências ainda que imprevisíveis certamente mais interessantes do que o pântano em que estamos atolados. Na realidade, porém, trata-se de um voto residual e, mesmo que desta vez tivesse uma expressão ligeiramente maior, não teria qualquer influência nos resultados da eleição, como esclarece a CNE: “O voto em branco não é válido para efeitos de determinação do número de candidatos eleitos, não tendo influência no apuramento do n.º de votos e da sua conversão em mandatos, nos termos do artigo 16º da Lei nº 14/79. Deste modo, ainda que o número de votos em branco seja maioritário, a eleição é válida, visto que existem votos validamente expressos, só esses contando para efeitos do apuramento.” Na prática, portanto, de nada adianta votar branco.

12. A hipótese de votar em pequenos partidos apenas com o objectivo de diminuir o peso do centrão (o m.q. Direita), a única coisa que faz é enfraquecer a oposição, pela dispersão de votos que provoca.

13. De tudo isto, resulta que, no actual contexto político e social, as duas únicas opções de voto que se  afiguram aconselháveis são o Bloco de Esquerda e a CDU.

14. É entre elas que, no domingo, farei a minha escolha.

domingo, maio 31, 2009

Cassetes

"Os sindicatos não devem ser correias de transmissão de nenhum partido político." (José Sócrates)

Com excepção do nosso, não senhor ingenheiro Primeiro-ministro?… 
A propósito, se a UGT foi fundada, em 1978, pelo P"S", pelo P"SD" e pelo C"DS" tem, pelo menos três correias de transmissão?!… É obra!


"Os professores têm o direito de manifestar a sua insatisfação." (Maria de Lurdes Rodrigues)

Obrigado Maria. Conhecemos bem a Constituição: Artigo 45.º.


Professores não votam P"S"!

Depois da forma como o governo maltratou e humilhou a classe docente e da total indisponibilidade que sempre revelou para negociar seriamente com os seus sindicatos, com o desgaste e o desalento que tudo isso causou, era previsível que a manifestação de ontem dificilmente poderia igualar, em número de participantes, as de 8 de Março e 8 de Novembro de 2008.


Ficou definitivamente claro que agora só há mesmo uma saída: chumbar este governo e a sua arrogante maioria, e restabelecer o diálogo social. Só assim a paz regressará à Escola Pública e se reencontrará o caminho da Educação.
Já falta pouco. A primeira prova é já nas europeias. E daqui a três meses será o exame final das legislativas.
Nenhum professor, com o que lhe reste de memória e de respeito próprio, votará P"S"!

sábado, maio 30, 2009

O mestre da provocação e da demagogia

Julgava eu que o demagogo-mor do reino era Santana Lopes. Enganei-me. A campanha para as europeias tem mostrado até à saciedade que Vital o ultrapassa largamente, não apenas em demagogia, mas também na arte da provocação.
Assim sucedeu no 1.º de Maio quando, adoptando uma estratégia de vitimização, preferiu provocar os manifestantes da CGTP com a sua indesejada presença , em vez de, como seria natural, ir juntar-se aos correlegionários da UGT. Daí para cá tem sido um festival de aparentes  contradições com Sócrates (e a sua canina maioria) que mais não visa senão a sua mediatização.
Com o desenrolar da campanha eleitoral para as europeias, a sua obsessão pela caça ao voto e pelos holofotes da comunicação social é de tal ordem que não hesita agora em colar o P"SD" à "roubalheira" do BPN.
Embora o P"SD", quando foi governo, nada tenha propriamente feito para combater a corrupção,  a verdade é que nos últimos quatros anos de governo-Sócrates ela tem vindo a aumentar. 
Por outro lado, ainda que os "crimes" do BPN tenham envolvido "figuras gradas do PDS", com excepção de Dias Loureiro, nenhuma exercia funções políticas. De resto, a "roubalheira" só terá sido possível com a passividade e negligência do Banco de Portugal, governado desde 2000 por uma figura grada (e escandalosamente bem paga) do P"S", que goza obviamente da confiança política do Ministro das Finanças e do Primeiro-ministro.
E poderíamos ainda lembrar a forma abusiva como P"S" (e P"SD") se têm apoderado dos conselhos de administração das empresas do Estado e o alegado e não esclarecido envolvimento de Sócrates no estranho licenciamento do Freeport (e noutras minudências).
Sem falar nas Memórias de um PS desconhecido, do tempo do patriarca Soares.
Enfim, em matéria de ética política, o P"SD" tem muitas telhas de vidro, mas o P"S", infelizmente, não lhe fica atrás — desgraças do centrão que se tem vindo a governar à nossa custa! 

quinta-feira, maio 28, 2009

O partido camaleão

Este P"S" é um partido camaleão: Vital diz "sim", Sócrates diz "não".
Assim, de memória, três contradições entre as criaturas…
Primeiro, Vital declarou não apoiar a recandidatura de Barroso à presidência da Comissão Europeia, ao contrário de Sócrates que, desde a primeira hora, manifestou o apoio à continuação do mordomo da Cimeira da Guerra em Bruxelas. Porreiro, pá!
Depois, sobre o caso Lopes da Mota, o professor afirmou que, se estivesse no lugar do procurador, demitir-se-ia, enquanto a carneirada maioria "socialista" tudo tem feito para que Lopes da Mota nem sequer seja ouvido pela Assembleia da República e o Primeiro-ministro e o Ministro da Justiça pretenderam lavar as mãos (como se houvesse sabão que chegasse para tal), atirando a batata quente para o Procurador-Geral da República.
Votar no Partido de Sócrates é passar um cheque em branco. Ficou claro pouco tempo após a sua eleição. A candidatura de Vital veio apenas caricaturar uma realidade que, infelizmente, já conhecíamos: neste P"S", o que num dia é verdade no próximo pode ser mentira; basta apenas que o chefe queira.

quarta-feira, maio 27, 2009

Se todos os pais fossem assim

Da caixa de comentários desta notícia do Público tomei a liberdade de transcrever esta pérola…
"Defendam os vossos interesses e assumam a defesa da Escola Pública. Não dêem ouvidos a gente rancorosa e mal formada, muita se calhar com más memórias do seu desempenho escolar […]. Os piores alunos são sempre os que mais atacam a escola. Força, unam-se!!! Há gente do vosso lado."
27.05.2009 - 09h54 - Cristina, Lx
Se todos os pais fossem assim não haveria governo capaz de maltratar os professores, destruir a Escola Pública e pôr em causa o futuro dos estudantes.

terça-feira, maio 26, 2009

Adeus, Maria!

Com uma Ministra da "Educação" que tudo tem feito para vilipendiar e humilhar a classe docente, desautorizando-a sistematicamente perante alunos e pais, dividindo-a artificialmente em categorias, desvalorizando a sua participação na gestão das escolas com a imposição de um modelo autocrático e submetendo-a a uma palhaçada avaliação de desempenho eivada de ilegalidades, atropelos, remendos e injustiças, dificilmente os professores poderão vencer a guerra sem quartel que, particularmente nos últimos dois anos, lhe foi movida pelo governo de Sócrates.
A descrença, o desânimo, a resignação, têm vindo a instalar-se mas, até ao lavar dos cestos, é vindima.
Quem esteve entre os 25 000, no Rossio, os 100 000, no Terreiro do Paço, e outros tantos, no Marquês, não deixará de estar presente uma última vez. E quem nunca esteve, não deverá perder a derradeira oportunidade de o fazer. Pela defesa da Escola Pública, pela dignificação da profissão docente, por uma política educativa… decente.
No sábado, 30 de Maio, os professores vão dizer o adeus definitivo a Maria — não à Senhora de Fátima, mas à bruxa da 5 de Outubro, o demo em figura de gente. Vade retro, Satanás!
E nas eleições, se tiverem um resto de memória e de respeito próprio, ajustarão contas com Sócrates.

A escola está, hoje, pior

António Barreto
OLHEMOS para as imagens na televisão e nos jornais. Visitemos algumas escolas. Ouçamos os professores. Conversemos com os pais. Falemos com os estudantes. Toda a gente está cansada. A ministra e os dirigentes do ministério também. Os responsáveis governamentais já só têm uma ideia em mente: persistir, mesmo que seja no erro, e esperar sofridamente pelas eleições. Os professores procuram soluções para a desmoralização. Uns pedem a reforma ou tentam mudar de profissão. Outros solicitam transferência para novas escolas, na esperança de que uma mudança qualquer engane a angústia. Há muitos professores para quem o início de um dia de aulas é um momento de pura ansiedade. Foram milhares de horas perdidas em reuniões. Quilómetros de caminho para as manifestações. Dias passados a preencher formulários absurdos. Foram semanas ocupadas a ler directivas e despachos redigidos por déspotas loucos. Pais inquietos, mas sem meios de intervenção, lêem todos os dias notícias sobre as escolas transformadas em terrenos de batalha. Há alunos que ameaçam ou agridem os professores. E há docentes que batem em alunos. Como existem estudantes que gravam ou fotografam as aulas para poderem denunciar o que lá se passa. O ministério fez tudo o que podia para virar a opinião pública contra os professores. Os administradores regionais de educação não distinguem as suas funções das dos informadores. As autarquias deixaram de se preocupar com as escolas dos seus munícipes porque são impotentes: não sabem e não têm meios. Todos estão exaustos. Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano.

Votar no P"S" ou na Direita é a mesma coisa

Vital Moreira afirma que votar no PSD ou no CDS é a mesma coisa. De certa forma, é verdade. Porém, votar no P"S" ou na Direita também não é assim tão diferente.
Na realidade, o P"S" não só foi capaz de governar coligado com o CDS (1978) e com o PSD (1983-1985) como, em trinta anos de alternância governativa com o partido laranja, ajudou decisivamente a fazer de Portugal a desgraça que hoje é: um dos países mais pobres e o mais desigual e injusto da União Europeia.
O PS é um partido com uma matriz ideológica e histórica de Esquerda mas encerra dentro de si uma insanável contradição: só é (ou finge ser?) de Esquerda quando está na oposição; no poder, governa à Direita, com políticas anti-populares e anti-sociais.
Corrigindo o Dr. Vital, portanto, entendo que votar no P"S" ou na Direita é a mesma coisa. Porque, infelizmente, conduz aos mesmos dramáticos resultados. Que os portugueses vêem e sentem na pele.

segunda-feira, maio 25, 2009

Comecem por dar o exemplo

Quaisquer que sejam os objectivos que presidam à realização de testes e ao fabrico de armas, nucleares - guerra, dissuasão, chantagem - tais práticas são de todo inaceitáveis, por constituírem uma séria ameaça à segurança da humanidade.
Porém, enquanto as grandes potências se arrogarem o direito de desenvolver e possuir arsenais nucleares, pouca legitimidade terão, se terão alguma, para impedir os outros de fazer o mesmo. Ainda que os acusem de não serem regimes democráticos (como se os países acusadores o fossem, verdadeiramente). E a Coreia do Norte não o é (nem, tampouco, socialista, do meu ponto de vista).
Se querem acabar com a ameça nuclear comecem por dar exemplo. E depois, se preciso for, intervenham. A humanidade agradecerá. Os norte-coreanos, esfomeados, também.

Aparição da Virgem ao Teixeira

"O ministro das Finanças viu sinais de alívio na economia, com Portugal perto de um ponto de viragem da crise. Em ano de eleições, o ministro inaugurou a luz ao fundo do túnel." (João Paulo Guerra, Diário Económico, 25-5-09, via Público, A Frase)
Ou então, como estamos em Maio, T S deve ter visto Nossa Senhora de Fátima à sombra em cima duma azinheira que já não sabia a idade... oops! onde fui eu buscar o Grândola? na Cova da Iria. Com um túnel tão comprido e uma luz tão ténue, só ela lhe pode alumiar o caminho. Para o olho da rua, espero.

Quando Pinho analisa um processo...

Assessores do secretário de Estado da Indústria garantiram que o Ministério da Economia está a analisar o processo da empresa Platex/IFM, de Tomar.
O Pinho não é aquele rapaz ministro que disse que faria tudo para salvar a Quimonda?
Eu, se fosse aos trabalhadores da Platex, se "ele está a analisar o processo", ficaria de pé atrás...

domingo, maio 24, 2009

Vais levar poucas, vais!…

Com o Vital a jogar em casa e a presença do "grande líder europeu, Sapateiro Zapatero", Pinócrates Sócrates, com todo o jeito que se lhe reconhece para mistificar a realidade, afirmou que fez um grande comício de abertura da campanha.
Só se na foi montagem televisiva porque o facto é que não conseguiu encher o modesto pavilhão.
Porreiro, pá! Vais levar poucas, vais!…