domingo, maio 31, 2009

Cassetes

"Os sindicatos não devem ser correias de transmissão de nenhum partido político." (José Sócrates)

Com excepção do nosso, não senhor ingenheiro Primeiro-ministro?… 
A propósito, se a UGT foi fundada, em 1978, pelo P"S", pelo P"SD" e pelo C"DS" tem, pelo menos três correias de transmissão?!… É obra!


"Os professores têm o direito de manifestar a sua insatisfação." (Maria de Lurdes Rodrigues)

Obrigado Maria. Conhecemos bem a Constituição: Artigo 45.º.


Professores não votam P"S"!

Depois da forma como o governo maltratou e humilhou a classe docente e da total indisponibilidade que sempre revelou para negociar seriamente com os seus sindicatos, com o desgaste e o desalento que tudo isso causou, era previsível que a manifestação de ontem dificilmente poderia igualar, em número de participantes, as de 8 de Março e 8 de Novembro de 2008.


Ficou definitivamente claro que agora só há mesmo uma saída: chumbar este governo e a sua arrogante maioria, e restabelecer o diálogo social. Só assim a paz regressará à Escola Pública e se reencontrará o caminho da Educação.
Já falta pouco. A primeira prova é já nas europeias. E daqui a três meses será o exame final das legislativas.
Nenhum professor, com o que lhe reste de memória e de respeito próprio, votará P"S"!

sábado, maio 30, 2009

O mestre da provocação e da demagogia

Julgava eu que o demagogo-mor do reino era Santana Lopes. Enganei-me. A campanha para as europeias tem mostrado até à saciedade que Vital o ultrapassa largamente, não apenas em demagogia, mas também na arte da provocação.
Assim sucedeu no 1.º de Maio quando, adoptando uma estratégia de vitimização, preferiu provocar os manifestantes da CGTP com a sua indesejada presença , em vez de, como seria natural, ir juntar-se aos correlegionários da UGT. Daí para cá tem sido um festival de aparentes  contradições com Sócrates (e a sua canina maioria) que mais não visa senão a sua mediatização.
Com o desenrolar da campanha eleitoral para as europeias, a sua obsessão pela caça ao voto e pelos holofotes da comunicação social é de tal ordem que não hesita agora em colar o P"SD" à "roubalheira" do BPN.
Embora o P"SD", quando foi governo, nada tenha propriamente feito para combater a corrupção,  a verdade é que nos últimos quatros anos de governo-Sócrates ela tem vindo a aumentar. 
Por outro lado, ainda que os "crimes" do BPN tenham envolvido "figuras gradas do PDS", com excepção de Dias Loureiro, nenhuma exercia funções políticas. De resto, a "roubalheira" só terá sido possível com a passividade e negligência do Banco de Portugal, governado desde 2000 por uma figura grada (e escandalosamente bem paga) do P"S", que goza obviamente da confiança política do Ministro das Finanças e do Primeiro-ministro.
E poderíamos ainda lembrar a forma abusiva como P"S" (e P"SD") se têm apoderado dos conselhos de administração das empresas do Estado e o alegado e não esclarecido envolvimento de Sócrates no estranho licenciamento do Freeport (e noutras minudências).
Sem falar nas Memórias de um PS desconhecido, do tempo do patriarca Soares.
Enfim, em matéria de ética política, o P"SD" tem muitas telhas de vidro, mas o P"S", infelizmente, não lhe fica atrás — desgraças do centrão que se tem vindo a governar à nossa custa! 

quinta-feira, maio 28, 2009

O partido camaleão

Este P"S" é um partido camaleão: Vital diz "sim", Sócrates diz "não".
Assim, de memória, três contradições entre as criaturas…
Primeiro, Vital declarou não apoiar a recandidatura de Barroso à presidência da Comissão Europeia, ao contrário de Sócrates que, desde a primeira hora, manifestou o apoio à continuação do mordomo da Cimeira da Guerra em Bruxelas. Porreiro, pá!
Depois, sobre o caso Lopes da Mota, o professor afirmou que, se estivesse no lugar do procurador, demitir-se-ia, enquanto a carneirada maioria "socialista" tudo tem feito para que Lopes da Mota nem sequer seja ouvido pela Assembleia da República e o Primeiro-ministro e o Ministro da Justiça pretenderam lavar as mãos (como se houvesse sabão que chegasse para tal), atirando a batata quente para o Procurador-Geral da República.
Votar no Partido de Sócrates é passar um cheque em branco. Ficou claro pouco tempo após a sua eleição. A candidatura de Vital veio apenas caricaturar uma realidade que, infelizmente, já conhecíamos: neste P"S", o que num dia é verdade no próximo pode ser mentira; basta apenas que o chefe queira.

quarta-feira, maio 27, 2009

Se todos os pais fossem assim

Da caixa de comentários desta notícia do Público tomei a liberdade de transcrever esta pérola…
"Defendam os vossos interesses e assumam a defesa da Escola Pública. Não dêem ouvidos a gente rancorosa e mal formada, muita se calhar com más memórias do seu desempenho escolar […]. Os piores alunos são sempre os que mais atacam a escola. Força, unam-se!!! Há gente do vosso lado."
27.05.2009 - 09h54 - Cristina, Lx
Se todos os pais fossem assim não haveria governo capaz de maltratar os professores, destruir a Escola Pública e pôr em causa o futuro dos estudantes.

terça-feira, maio 26, 2009

Adeus, Maria!

Com uma Ministra da "Educação" que tudo tem feito para vilipendiar e humilhar a classe docente, desautorizando-a sistematicamente perante alunos e pais, dividindo-a artificialmente em categorias, desvalorizando a sua participação na gestão das escolas com a imposição de um modelo autocrático e submetendo-a a uma palhaçada avaliação de desempenho eivada de ilegalidades, atropelos, remendos e injustiças, dificilmente os professores poderão vencer a guerra sem quartel que, particularmente nos últimos dois anos, lhe foi movida pelo governo de Sócrates.
A descrença, o desânimo, a resignação, têm vindo a instalar-se mas, até ao lavar dos cestos, é vindima.
Quem esteve entre os 25 000, no Rossio, os 100 000, no Terreiro do Paço, e outros tantos, no Marquês, não deixará de estar presente uma última vez. E quem nunca esteve, não deverá perder a derradeira oportunidade de o fazer. Pela defesa da Escola Pública, pela dignificação da profissão docente, por uma política educativa… decente.
No sábado, 30 de Maio, os professores vão dizer o adeus definitivo a Maria — não à Senhora de Fátima, mas à bruxa da 5 de Outubro, o demo em figura de gente. Vade retro, Satanás!
E nas eleições, se tiverem um resto de memória e de respeito próprio, ajustarão contas com Sócrates.

A escola está, hoje, pior

António Barreto
OLHEMOS para as imagens na televisão e nos jornais. Visitemos algumas escolas. Ouçamos os professores. Conversemos com os pais. Falemos com os estudantes. Toda a gente está cansada. A ministra e os dirigentes do ministério também. Os responsáveis governamentais já só têm uma ideia em mente: persistir, mesmo que seja no erro, e esperar sofridamente pelas eleições. Os professores procuram soluções para a desmoralização. Uns pedem a reforma ou tentam mudar de profissão. Outros solicitam transferência para novas escolas, na esperança de que uma mudança qualquer engane a angústia. Há muitos professores para quem o início de um dia de aulas é um momento de pura ansiedade. Foram milhares de horas perdidas em reuniões. Quilómetros de caminho para as manifestações. Dias passados a preencher formulários absurdos. Foram semanas ocupadas a ler directivas e despachos redigidos por déspotas loucos. Pais inquietos, mas sem meios de intervenção, lêem todos os dias notícias sobre as escolas transformadas em terrenos de batalha. Há alunos que ameaçam ou agridem os professores. E há docentes que batem em alunos. Como existem estudantes que gravam ou fotografam as aulas para poderem denunciar o que lá se passa. O ministério fez tudo o que podia para virar a opinião pública contra os professores. Os administradores regionais de educação não distinguem as suas funções das dos informadores. As autarquias deixaram de se preocupar com as escolas dos seus munícipes porque são impotentes: não sabem e não têm meios. Todos estão exaustos. Todos sentem que o ano foi em grande parte perdido. Pior: todos sabem que a escola está, hoje, pior do que há um ano.

Votar no P"S" ou na Direita é a mesma coisa

Vital Moreira afirma que votar no PSD ou no CDS é a mesma coisa. De certa forma, é verdade. Porém, votar no P"S" ou na Direita também não é assim tão diferente.
Na realidade, o P"S" não só foi capaz de governar coligado com o CDS (1978) e com o PSD (1983-1985) como, em trinta anos de alternância governativa com o partido laranja, ajudou decisivamente a fazer de Portugal a desgraça que hoje é: um dos países mais pobres e o mais desigual e injusto da União Europeia.
O PS é um partido com uma matriz ideológica e histórica de Esquerda mas encerra dentro de si uma insanável contradição: só é (ou finge ser?) de Esquerda quando está na oposição; no poder, governa à Direita, com políticas anti-populares e anti-sociais.
Corrigindo o Dr. Vital, portanto, entendo que votar no P"S" ou na Direita é a mesma coisa. Porque, infelizmente, conduz aos mesmos dramáticos resultados. Que os portugueses vêem e sentem na pele.

segunda-feira, maio 25, 2009

Comecem por dar o exemplo

Quaisquer que sejam os objectivos que presidam à realização de testes e ao fabrico de armas, nucleares - guerra, dissuasão, chantagem - tais práticas são de todo inaceitáveis, por constituírem uma séria ameaça à segurança da humanidade.
Porém, enquanto as grandes potências se arrogarem o direito de desenvolver e possuir arsenais nucleares, pouca legitimidade terão, se terão alguma, para impedir os outros de fazer o mesmo. Ainda que os acusem de não serem regimes democráticos (como se os países acusadores o fossem, verdadeiramente). E a Coreia do Norte não o é (nem, tampouco, socialista, do meu ponto de vista).
Se querem acabar com a ameça nuclear comecem por dar exemplo. E depois, se preciso for, intervenham. A humanidade agradecerá. Os norte-coreanos, esfomeados, também.

Aparição da Virgem ao Teixeira

"O ministro das Finanças viu sinais de alívio na economia, com Portugal perto de um ponto de viragem da crise. Em ano de eleições, o ministro inaugurou a luz ao fundo do túnel." (João Paulo Guerra, Diário Económico, 25-5-09, via Público, A Frase)
Ou então, como estamos em Maio, T S deve ter visto Nossa Senhora de Fátima à sombra em cima duma azinheira que já não sabia a idade... oops! onde fui eu buscar o Grândola? na Cova da Iria. Com um túnel tão comprido e uma luz tão ténue, só ela lhe pode alumiar o caminho. Para o olho da rua, espero.

Quando Pinho analisa um processo...

Assessores do secretário de Estado da Indústria garantiram que o Ministério da Economia está a analisar o processo da empresa Platex/IFM, de Tomar.
O Pinho não é aquele rapaz ministro que disse que faria tudo para salvar a Quimonda?
Eu, se fosse aos trabalhadores da Platex, se "ele está a analisar o processo", ficaria de pé atrás...

domingo, maio 24, 2009

Vais levar poucas, vais!…

Com o Vital a jogar em casa e a presença do "grande líder europeu, Sapateiro Zapatero", Pinócrates Sócrates, com todo o jeito que se lhe reconhece para mistificar a realidade, afirmou que fez um grande comício de abertura da campanha.
Só se na foi montagem televisiva porque o facto é que não conseguiu encher o modesto pavilhão.
Porreiro, pá! Vais levar poucas, vais!…

sexta-feira, maio 22, 2009

A negligência compensa

Só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália são mais bem pagos que Vítor Constâncio. O governador do Banco de Portugal, no cargo desde 2000, recebe cerca de 250 mil euros por ano. Ou seja, quase o dobro dos 140 mil euros que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke, […] e 18 vezes o rendimento per capita de Portugal […].
A remuneração de Constâncio é, portanto, 39,7 vezes maior que o salário mínimo nacional.
Em qualquer país decente e desenvolvido dificilmente isto aconteceria. Em Portugal, um dos países mais pobres e atrasados da União Europeia e, mais precisamente, aquele onde se verifica a pior distribuição do rendimento, com um banco central cuja actuação na regulação do funcionamento da Banca tem sido verdadeiramente passiva e complacente, como o atestam as fraudes ocorridas no BCP, BPN e BPP, assume foros de vergonhosa imoralidade.
Para ficar de bem com a consciência, se a tem, o governador do Banco de Portugal diz-que-tem-dito "que deveria haver uma redução". O Ministro das Finanças encolhe os ombros como se não fosse o responsável-mor do escândalo.
Em Portugal nem só o crime compensa. Como se vê, a negligência também.

Quem semeia ventos…

… (mais tarde ou mais cedo) colhe tempestades!

Então não é que agora até um simples projecto de requalificação de uma escola de artes, antes mesmo de a obra sequer começar, também tem de ser inaugurado? e logo por três artistas membros do governo? A propaganda eleitoral do P"S" não tem limites.

Os genes pidescos não se extinguiram

Os efeitos colaterais do choque tecnológico aí estão, chocantes: delação e bufaria por via electrónica. Os genes pidescos não se extinguiram em definitivo. Adaptaram-se à sociedade digital.

Afinal ainda há democracia

Afinal ainda há democracia. Mas não é cá. Acredite se quiser.

O país e a justiça que temos

Num país em que a Justiça actuasse de forma expedita, seis meses seria tempo mais do que suficiente para deduzir a acusação de um arguido, por mais "excepcional" que fosse a "complexidade" do processo em questão. De resto, num país assim seria impensável, ao fim de tanto tempo, haver apenas um único arguido (???…) em prisão preventiva, tratando-se, afinal, de um processo excepcionalmente tão complexo.
Mas este é o país e a justiça que temos. Por isso a corrupção grassa como a erva daninha.

O primeiro prémio já tem dono

Sócrates é, indubitavelmente, um especialista em castelos de areia: o Magalhães (também conhecido por Cegalhães), a Avaliação-faz-de-conta, os Diplomas-CNO-para-contagem-estatística, sem esquecer as obras-primas — o TGV e o aeroporto do "Deserto".
Se o Primeiro-ministro concorrer à maior exposição de esculturas em areia do mundo, o primeiro prémio já tem dono.

quinta-feira, maio 21, 2009

Dar o sangue e a pele

Até há bem pouco tempo, apesar da crise interna com que a nossa economia já se debatia, a Auto-Europa era apontada como um modelo de concertação social entre administração e trabalhadores. Agora, com a recessão internacional definitivamente instalada e o desemprego a subir em flecha, pedem mais competitividade às empresas.

Obviamente não estão a sugerir a contenção das remunerações chorudas nem a supressão das mordomias escandalosas dos administradores. O que eufemisticamente querem dizer é que o único direito que os trabalhadores têm é o de dar o sangue e a pele em troca do posto de trabalho. E, se for preciso, passam a comer enquanto são comidos trabalham, como caricaturou o genial Charlie Chaplin no sempre actual "Tempos Modernos".
Maldito capitalismo sem escrúpulos!