A verdade é que, segundo dados da Transparency Internacional já aqui citados, de 2004 para 2008, Portugal tem-se tornado um país cada vez mais infectado por aquele flagelo, fenómeno a que certamente não serão alheios, por um lado, a falta de vontade política do actual poder para o combater de forma consequente e, por outro, os exemplos de duvidosa seriedade e de questionável transparência dados por alguns responsáveis políticos, entre os quais o próprio primeiro-ministro.
Não espanta, por isso, que o P"S", instado pelo Bloco de Esquerda a pronunciar-se sobre a nomeação do empresário Domingos Névoa, condenado por corrupção no caso Bragaparques, para presidir à empresa intermunicipal de recolha e tratamento de lixos dos concelhos "socialistas" de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras de Bouro e Vieira do Minho, tenha mantido o mais completo mutismo.
É caso para concluir que, sob a cerrada névoa da corrupção que paira sobre o nosso país, há cada vez mais negociatas mal cheirosas.


