"[…] Maria de Lurdes Rodrigues não pode ficar à espera de receber outra vez o apoio do primeiro-ministro. Depois disto, é seu dever sair do cargo. E não é, como diz constantemente, a mais fácil das soluções. É a medida necessária para que haja soluções. A saída da ministra é, viu-se agora, uma questão de segurança nacional. É a mensagem necessária para a comunidade escolar, alunos e professores, entenderem que o relaxe, a desordem e o experimentalismo desenfreado chegaram ao fim. Que não há protecção política que os salve já da incompetência do Ministério, da DREN e de tudo o mais que nestes três anos nos trouxe à vergonhosa situação que o vídeo do YouTube mostrou ao país e ao Mundo. Uma questão mais, os sindicatos viram as imagens de um crime a ser cometido em público contra uma professora. Façam o que devem. Façam as devidas queixas-crime contra a aluna agressora e contra quem filmou e usou abusiva e ilegalmente da imagem da professora a ser martirizada. O crime foi visto por todos. O Ministério Público tem competência para mover o adequado processo contra esses alunos. Cumpram o vosso dever sem tibiezas palavrosas. Já não se pode perder mais tempo com disparates."
segunda-feira, março 24, 2008
"Simplex": "branco" mais "branco", não há!
Um dos mistérios da actual política educativa é a imposição de rígidos critérios de avaliação aos professores em vez do que convencionou chamar-se de “progressão automática” na carreira e, no que respeita aos alunos, a opção pelo facilitismo e por uma espécie de “progressão automática” de ano com recurso a sucessivas “provas de recuperação”. As próprias classificações dos alunos contarão para a avaliação dos professores, o que significa que dar boas notas será meio caminho andado para um professor poder subir na carreira. Assim, não só no Estatuto da Carreira Docente a palavra “ensinar” desapareceu das atribuições dos professores, como estes estão hoje sujeitos a todas as formas de pressão (até física; ainda recentemente uma professora do Carolina Michaelis foi agredida por uma aluna a quem deu uma nota baixa), da parte de alunos, de pais e do próprio Ministério para serem permissivos. Desde que se matricule, um aluno tem a passagem de ano assegurada. Nem precisa de ir às aulas, basta-lhe fazer umas “provas de recuperação”. E, se nem isso resultar, obterá depois o diploma do 12º ano em 15 dias nas “Novas oportunidades” da sua junta de freguesia. Não seria mais “simplex” o diploma do 12.º ano ser de distribuição geral como o Bilhete de Identidade?Cá como no Terceiro Mundo. Ou pior…
O Ministério da Educação adoptou um sistema que permite ao aluno terminar os estudos aprendendo quase nada.
Muitos pais não se conformam e estão fazendo o possível para que os filhos sejam reprovados.
Não fosse a segunda frase e pensaríamos que isto se refere ao nosso país, onde o facilitismo e a falta de exigência têm caracterizado o ensino, orientando-o, não para uma sólida aquisição de conhecimentos e competências, mas antes, para o sucesso meramente estatístico, a ignorância e a iliteracia.
Afinal trata-se do Brasil (como o vídeo seguinte mostra) e a única diferença é que os pais de lá, ao contrário dos congéneres de cá, não aceitam que os seus filhos sejam aprovados sem aprenderem, porque entendem (e bem) que progredir dessa forma de pouco ou nada lhes servirá no futuro.
Conclusão: graças à política educativa de Sócrates e Lurdes Rodrigues, somos cada vez mais um país do Terceiro Mundo!…
Muitos pais não se conformam e estão fazendo o possível para que os filhos sejam reprovados.
Não fosse a segunda frase e pensaríamos que isto se refere ao nosso país, onde o facilitismo e a falta de exigência têm caracterizado o ensino, orientando-o, não para uma sólida aquisição de conhecimentos e competências, mas antes, para o sucesso meramente estatístico, a ignorância e a iliteracia.
Afinal trata-se do Brasil (como o vídeo seguinte mostra) e a única diferença é que os pais de lá, ao contrário dos congéneres de cá, não aceitam que os seus filhos sejam aprovados sem aprenderem, porque entendem (e bem) que progredir dessa forma de pouco ou nada lhes servirá no futuro.
Conclusão: graças à política educativa de Sócrates e Lurdes Rodrigues, somos cada vez mais um país do Terceiro Mundo!…
domingo, março 23, 2008
Discurso excelente
Discurso excelente. Ainda que nem sempre condizente com a prática.
De registar, apenas, a omissão relativamente à desautorização que os professores têm sofrido por parte do legislador, a gasolina que tem ateado a fogueira da violência na escola. Mas isso talvez fosse pedir demais a quem tem lugar privilegiado à mangedora do orçamento.
De registar, apenas, a omissão relativamente à desautorização que os professores têm sofrido por parte do legislador, a gasolina que tem ateado a fogueira da violência na escola. Mas isso talvez fosse pedir demais a quem tem lugar privilegiado à mangedora do orçamento.
sábado, março 22, 2008
Governo e pais, do lado errado da (falta de) Educação!
A Ministra da "Educação" (que, finalmente, resolveu falar…) e os pais (representados pela FECAP, Federação Concelhia das Associações de Pais de Porto) estão em perfeita sintonia em matéria de assunção das responsabilidades pela vergonha sucedida na escola secundária de Carolina Michaellis, ou seja, sacodem-nas.
Maria de Lurdes Rodrigues acusa a oposição de oportunismo político e repete uma vez mais, talvez para se convencer a si mesma, que o seu Estatuto do Aluno não desautorizou os professores nem tem nada a ver com o aumento da violência escolar. Acha até que isso é (mais) um problema para as escolas e os professores resolverem.
Os pais/ FECAP, por seu lado, seguindo o exemplo da ministra, lamentam o aproveitamento político da agressão por parte dos sindicatos e criticam a linha SOS Professor, criada para atender professores vítimas de agressão de alunos e pais/ encarregados de "educação" (têm de comer e calar, pelos vistos). Sobre a responsabilidade e o dever que por inteiro lhes cabem na educação dos filhos, que são seus, nada dizem, desculpando-se com "a complexidade dos problemas sociais em que vivemos" que, segundo parece, só os afligem a eles.
Moral da história:
Parece que a Escola e os professores, além de terem de transmitir conhecimentos e competências aos seus alunos, ainda têm de arcar com uma tarefa que compete, em primeiro lugar e no essencial, à família: a educação das crianças e dos jovens. Ainda por cima, as mais das vezes, enfrentando a incompreensão e a má educação de quem verdadeiramente tem essa responsabilidade, os pais. E, pior ainda, sem o necessário apoio do Estado. Não é justo. Assim, não vamos lá!…
Maria de Lurdes Rodrigues acusa a oposição de oportunismo político e repete uma vez mais, talvez para se convencer a si mesma, que o seu Estatuto do Aluno não desautorizou os professores nem tem nada a ver com o aumento da violência escolar. Acha até que isso é (mais) um problema para as escolas e os professores resolverem.
Os pais/ FECAP, por seu lado, seguindo o exemplo da ministra, lamentam o aproveitamento político da agressão por parte dos sindicatos e criticam a linha SOS Professor, criada para atender professores vítimas de agressão de alunos e pais/ encarregados de "educação" (têm de comer e calar, pelos vistos). Sobre a responsabilidade e o dever que por inteiro lhes cabem na educação dos filhos, que são seus, nada dizem, desculpando-se com "a complexidade dos problemas sociais em que vivemos" que, segundo parece, só os afligem a eles.
Moral da história:
Parece que a Escola e os professores, além de terem de transmitir conhecimentos e competências aos seus alunos, ainda têm de arcar com uma tarefa que compete, em primeiro lugar e no essencial, à família: a educação das crianças e dos jovens. Ainda por cima, as mais das vezes, enfrentando a incompreensão e a má educação de quem verdadeiramente tem essa responsabilidade, os pais. E, pior ainda, sem o necessário apoio do Estado. Não é justo. Assim, não vamos lá!…
Sociedade da miséria
A sociedade da miséria — económica, cultural, moral — é ela própria uma miséria de sociedade. Nela, tudo se vende, tudo se consome. Até a falta de educação.
Ditadores
Sócrates — de Maria de Lurdes Rodrigues já nem vale a pena falar! — mantem rigoroso silêncio sobre a vergonha que aconteceu na Escola Secundária de Carolina Michaellis que, como já todos sabemos, está longe de ser um caso raro no país.
Mas isso não é de admirar de quem, perante um protesto de professores como nunca antes se vira, disse rigorosamente nada e fez absolutamente coisa nenhuma.
Salazar era ditador e prepotente mas ainda se dava ao trabalho de explicar o que fazia.
Sócrates nem isso. O autismo como forma de governar…
Mas isso não é de admirar de quem, perante um protesto de professores como nunca antes se vira, disse rigorosamente nada e fez absolutamente coisa nenhuma.
Salazar era ditador e prepotente mas ainda se dava ao trabalho de explicar o que fazia.
Sócrates nem isso. O autismo como forma de governar…
Coimbra é uma lição…
Os telejornais das 13 horas noticiaram que todas as escolas e agrupamentos de Coimbra decidiram suspender a avaliação de desempenho. As razões apresentadas já eram conhecidas: falta de tempo, complexidade exagerada dos instrumentos de registo e de medida, providências cautelares que suspendem os procedimentos e impossibilidade de realizar uma avaliação justa a três meses do final do ano lectivo.
É o corolário do silêncio e da intransigência do Ministério da Educação perante o pedido de suspensão do processo de avaliação que anteriormente tinham feito.
Coimbra tem mais encanto, na hora de dizer… BASTA!
Coimbra é uma lição… Saibamos aprendê-la!
É o corolário do silêncio e da intransigência do Ministério da Educação perante o pedido de suspensão do processo de avaliação que anteriormente tinham feito.Coimbra tem mais encanto, na hora de dizer… BASTA!
Coimbra é uma lição… Saibamos aprendê-la!
sexta-feira, março 21, 2008
A herança de Sócrates
Numa tentativa clara de desvalorização do lamentável acontecimento ocorrido na Escola Secundária de Carolina Michaelis, no Porto, que foi amplamente noticiado pelas televisões e pelos jornais mas está longe de ser um caso isolado — basta pesquisarmos no You Tube e contaremos por dezenas os vídeos sobre casos de indisciplina e violência nas salas de aula e noutros espaços das nossas escolas — o senhor Primeiro-Ministro e a Ministra da Tutela remetem-se ao silêncio e resguardam-se atrás do secretário de Estado da Educação.
E o que faz Valter Lemos? Tenta sacudir a água do capote afirmando, sem qualquer pudor, a maior das mentiras: que "o Governo, ao fazer aprovar o novo Estatuto do Aluno, deu às escolas um instrumento para reforçar a autoridade dos professores" e combater os casos de violência escolar! "Esquece" o senhor secretário de Estado que todos sabemos (ele também) que o que o Ministério da Educação fez foi desautorizar e humilhar a classe docente, que se vê, cada vez mais, impotente e desprotegida para conter o mau comportamento dos alunos e, o que é mais grave, para defender a sua integridade física e moral das agressões não apenas de alunos mas, pior ainda, de pessoas que, de pais e encarregados de educação, apenas têm o nome.
Bem pode o Governo tentar, irresponsavelmente, varrer o lixo para baixo do tapete que não vai consegui-lo. É lixo a mais!
O que é já claro é que esta política educativa, assente numa sanha reformista que privilegia o número em vez da pessoa, a estatística em vez da realidade, o produto em vez do processo, não vai dar certo. Pelo contrário, causará danos de tal monta e de tal forma irreversíveis na actual geração jovem que os alicerces da nossa futura sociedade ficarão irremediavelmente minados.
Esta é uma das mais graves heranças que Sócrates nos vai legar. Maldito seja, por isso!
E o que faz Valter Lemos? Tenta sacudir a água do capote afirmando, sem qualquer pudor, a maior das mentiras: que "o Governo, ao fazer aprovar o novo Estatuto do Aluno, deu às escolas um instrumento para reforçar a autoridade dos professores" e combater os casos de violência escolar! "Esquece" o senhor secretário de Estado que todos sabemos (ele também) que o que o Ministério da Educação fez foi desautorizar e humilhar a classe docente, que se vê, cada vez mais, impotente e desprotegida para conter o mau comportamento dos alunos e, o que é mais grave, para defender a sua integridade física e moral das agressões não apenas de alunos mas, pior ainda, de pessoas que, de pais e encarregados de educação, apenas têm o nome.
Bem pode o Governo tentar, irresponsavelmente, varrer o lixo para baixo do tapete que não vai consegui-lo. É lixo a mais!
O que é já claro é que esta política educativa, assente numa sanha reformista que privilegia o número em vez da pessoa, a estatística em vez da realidade, o produto em vez do processo, não vai dar certo. Pelo contrário, causará danos de tal monta e de tal forma irreversíveis na actual geração jovem que os alicerces da nossa futura sociedade ficarão irremediavelmente minados.
Esta é uma das mais graves heranças que Sócrates nos vai legar. Maldito seja, por isso!
E para quando a avaliação dos papás?
O Carolina Michaëlis, que já teve o belo nome de liceu, não serve os miúdos do bairro do Aleixo, no Porto. Não, aquele vídeo não mostra gente com desculpas fáceis, vindas do piorio. Pela localização daquela escola, quem para lá vai vive às voltas da Boavista e os pais têm jantes de liga leve sem precisar de as gamar. Os pais da miúda histérica que agride a professora de francês estarão nessa média. Os pais do miúdo besta que filma a cena, também. Tudo isso nos remete para a questão tão badalada das avaliações. Claro que não me permito avaliar a citada professora. A essa senhora só posso agradecer a coragem. E pedir-lhe perdão por a mandar para os cornos desses pequenos cobardolas sem lhe dar as condições de preencher a sua nobre profissão. Já avaliar os referidos pais, posso: pelo visto, e apesar das jantes de liga leve, valem pouco. O vídeo mostrou-o. É que se ele foi filmado numa sala de aula, o que mostrou foi a sala de jantar daqueles miúdos.
Outros tempos, outra Educação
Creados mestres idóneos, é indispensável também retribuil-os suficientemente para que possam e queiram desempenhar-se do seu officio. Ordena-o a justiça; o interesse o aconselha.
Ao mestre pago do thesouro commum para educar, crear e instruir os filhos da nação, em que já palpita a nação futura, deve-se dar, além de um salário que o resgate de mendigo, a consideração que a importância da sua obra está pedindo; outhorgando-se-lhe um encurtamente razoável no seu trabalho quotidiano, que até hoje tem sido de escravo, e affiançando-se-lhe o jus á jubilação para antes da ultima decrepidez. (António Feliciano de Castilho em 1857, “Reforma do Ensino Público em Portugal” in Revista da Instrucção Publica para Portugal e Brazil, nº 1, p. 7.)
A primeira fase do saber é amar os nossos professores. (Erasmo de Roterdão, 1466-1536)
Ao mestre pago do thesouro commum para educar, crear e instruir os filhos da nação, em que já palpita a nação futura, deve-se dar, além de um salário que o resgate de mendigo, a consideração que a importância da sua obra está pedindo; outhorgando-se-lhe um encurtamente razoável no seu trabalho quotidiano, que até hoje tem sido de escravo, e affiançando-se-lhe o jus á jubilação para antes da ultima decrepidez. (António Feliciano de Castilho em 1857, “Reforma do Ensino Público em Portugal” in Revista da Instrucção Publica para Portugal e Brazil, nº 1, p. 7.)
A primeira fase do saber é amar os nossos professores. (Erasmo de Roterdão, 1466-1536)
Política educativa e violência nas escolas
Maria Beatriz Pereira, investigadora, docente da Universidade do Minho e presidente da Comissão Directiva e Cientifica de Doutoramento em Estudos da Crianças, chegou às seguintes conclusões, acerca da violência nas escolas:
Aqui estão as dramáticas consequências da política educativa do governo de Sócrates, assente no facilitismo da aprendizagem e no sucesso estatístico!
Por este caminho não iremos lá!… E o prejuízo maior até nem será dos professores! Antes de toda a sociedade portuguesa, que continuará a afundar-se inexoravelmente na cauda da Europa.
Hoje, Sexta-feira Santa, evocando Cristo no calvário, será caso para perguntarmos: "Meu Deus, meu Deus, por que nos abandonaste?".
- Os professores são as novas vítimas do bullying.
- Há casos em que os professores esperam ansiosamente que o ano escolar termine.
- Os professores têm dificuldade em controlar os alunos, não conseguem incentivá-los e ficam cada vez mais desmotivados.
- Quanto maior é o insucesso escolar maior é a incidência de bullying.
- [Os alunos] ofendem os professores, chamam-lhes nomes e ameaçam-nos, não com agressões físicas, mas com avisos de que, por exemplo, lhes vão destruir o carro.
- Nos casos que acompanha, os professores são constantemente denegridos, rebaixados e humilhados pelos alunos.
- [Os professores] apresentam queixa contra os estudantes no conselho executivo, as crianças podem ou não ser suspensas, os pais são chamados à escola e pouco mais.
- De todas as formas de bullying, as que mais parecem deixar marcas nos professores são o rebaixamento junto de colegas e alunos e as observações maldosas sobre o aspecto físico ou a forma de vestir.
- Quanto maior é o insucesso, maior é a agressividade e a necessidade de maltratar os outros.
- A única solução para reduzir os efeitos das agressões físicas e verbais é a criação, por parte das escolas, de regras rígidas e de punições para quem não as cumprir.
Aqui estão as dramáticas consequências da política educativa do governo de Sócrates, assente no facilitismo da aprendizagem e no sucesso estatístico!
Por este caminho não iremos lá!… E o prejuízo maior até nem será dos professores! Antes de toda a sociedade portuguesa, que continuará a afundar-se inexoravelmente na cauda da Europa.
Hoje, Sexta-feira Santa, evocando Cristo no calvário, será caso para perguntarmos: "Meu Deus, meu Deus, por que nos abandonaste?".
quinta-feira, março 20, 2008
Boas e más notícias
O Tribunal Administrativo de Lisboa rejeitou uma providência cautelar interposta por um sindicato da Fenprof para suspender o processo de avaliação de desempenho dos professores. Em todo o caso, restam ainda quatro providências sem decisão dos tribunais, o que significa que neste momento o resultado do jogo, 4-1, ainda é favorável aos professores.
Por outro lado, aumenta em todo o país o número de escolas que suspenderam ou pretendem suspender o processo de avaliação. Só para falar no centro do país, é o caso do agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho mas também de mais 20 agrupamentos de escolas e escolas secundárias do distrito de Coimbra — entre as quais, Avelar Brotero, D.Duarte, Jaime Cortesão, José Falcão, Quinta das Flores e Infanta D. Maria, a primeira escola pública do ranking — cujos presidentes apelaram hoje à ministra da Educação para suspender aquele processo até ao final do ano lectivo.
Tanto quanto julgamos saber, a Secundária de Cantanhede não seguiu este mau exemplo…
Por outro lado, aumenta em todo o país o número de escolas que suspenderam ou pretendem suspender o processo de avaliação. Só para falar no centro do país, é o caso do agrupamento de escolas de Montemor-o-Velho mas também de mais 20 agrupamentos de escolas e escolas secundárias do distrito de Coimbra — entre as quais, Avelar Brotero, D.Duarte, Jaime Cortesão, José Falcão, Quinta das Flores e Infanta D. Maria, a primeira escola pública do ranking — cujos presidentes apelaram hoje à ministra da Educação para suspender aquele processo até ao final do ano lectivo.
Tanto quanto julgamos saber, a Secundária de Cantanhede não seguiu este mau exemplo…
5 anos de invasão do Iraque: balanço de uma tragédia
- 150 mil a 600 mil mortos iraquianos (600 mil segundo o director do Centro de Resposta a Refugiados e Desastres da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins e responsável pelo inquérito publicado na Lancet, Johns Hopkins.
- 3987 soldados americanos mortos no Iraque
- 4295 soldados mortos no Iraque (1724 mortos com bombas de berma de estrada)
- 196 mil contractors no Iraque e no Afeganistão
- 5,1 milhões (em 27 milhões) de iraquianos deslocados. Apenas 20% recebe alguma ajuda de agências da ONU ou de ONG's

- 2,7 milhões de deslocados no Iraque
- 1,2 milhão de refugiados na Síria
- 500 a 600 mil de refugiados na Jordânia
- 43% dos iraquianos vivem com menos de um dólar por dia
- 12 horas de electricidade por dia na capital de um dos maiores produtores de petróleo do Mundo
- Um litro de gasolina custa 350 dinares (há dois anos custava 20 dinares)
- 25% a 40% de taxa de desemprego
- Custos directos e indirectos de 3 biliões de dólares para os EUA (segundo Joseph Stiglitz, Nobel da Economia em 2001)
- Armas de destruição em massa descobertas: 0
Cortesia "Arrastão"
E se governassem e nos deixassem em paz?
"A fúria legislativa de um país que nem cheques sem cobertura consegue penalizar, que nem os carros consegue tirar das esquinas e de cima dos passeios, que pavimenta e atulha de prédios leitos de rios e ribeiras, que tem um pato-bravo a fazer de primeiro ministro, resolveu agora atacar o direito privado dos cidadãos muito para lá do que seria uma normal preocupação com a saúde pública."
"Que eu saiba sempre se furaram as orelhas das meninas em Portugal. É uma tradição que remonta, pelo menos, à época céltica, muito antes de Portugal existir, e muitíssimo antes de termos um parlamento atulhado de funcionários e manhosos suburbanos. O pascácio proponente deveria ser informado de que no nosso país não há "piercing", porque "piercing" é uma palavra inglesa. A minha filha, como as filhas de milhões de portugueses furaram as orelhas para lá colocarem os brincos de ouro oferecidos pelas madrinhas. Se agora a filha de um deputado pretender colocar um brinco na língua, no mamilo, ou no clítoris, que lhe havemos de fazer? É caso para recomendar ao deputado em causa, paciência e juízo. Que se preocupe com o regime de roubalheira instalado e com o futuro do país, e terá certamente muito que fazer."
Brincadeira ou especulação?
Não sei se há nisto algum fundamento de verdade ou se não passa apenas de brincadeira ou pura especulação mas, se os nomes de que se fala começam por "V", o melhor mesmo é termos consciência de que temos de continuar a lutar para que alguma coisa de substancial mude na política educativa do nosso país!
O desastre da Educação
A Educação é porventura o recurso mais decisivo para o progresso e o desenvolvimento de uma sociedade.
Muito mais do que uma uma actividade essencialmente lúdica e divertida, dominada pelo facilitismo e a ideia de que os objectivos estão à partida alcançados, ensinar e aprender são sobretudo trabalho. Ambas exigem dedicação, esforço, competência, a todos quantos nelas estão envolvidos.
Assim sendo, a relação pedagógica, elemento absolutamente fundamental do processo educativo, não pode nem deve ser igualitária. Os seus intervenientes, professores e alunos, têm papéis bem distintos: aos primeiros, exige-se que exerçam a autoridade, aos segundos, que a acatem. Com normalidade mas, sobretudo, sem ver nesse exercício qualquer tipo de autoritarismo ou atropelo à democracia e à liberdade.
É isto que se tem vindo a perder, nas últimas décadas, no nosso país, com as políticas educativas dos sucessivos governos e ministérios da Educação, em particular a do actual, com a desautorização e humilhação da classe docente e a publicação de um estatuto do aluno laxista e desresponsabilizador. Eles são os principais e primeiros causadores do desastre social a que chegámos, cujas consequências são agora, por demais, evidentes. Não adianta, por isso, escondê-las. Importa, isso sim, denunciá-las, explicá-las, desmascarar os seus responsáveis. Porque ontem já era tarde!
Muito mais do que uma uma actividade essencialmente lúdica e divertida, dominada pelo facilitismo e a ideia de que os objectivos estão à partida alcançados, ensinar e aprender são sobretudo trabalho. Ambas exigem dedicação, esforço, competência, a todos quantos nelas estão envolvidos.
Assim sendo, a relação pedagógica, elemento absolutamente fundamental do processo educativo, não pode nem deve ser igualitária. Os seus intervenientes, professores e alunos, têm papéis bem distintos: aos primeiros, exige-se que exerçam a autoridade, aos segundos, que a acatem. Com normalidade mas, sobretudo, sem ver nesse exercício qualquer tipo de autoritarismo ou atropelo à democracia e à liberdade.
É isto que se tem vindo a perder, nas últimas décadas, no nosso país, com as políticas educativas dos sucessivos governos e ministérios da Educação, em particular a do actual, com a desautorização e humilhação da classe docente e a publicação de um estatuto do aluno laxista e desresponsabilizador. Eles são os principais e primeiros causadores do desastre social a que chegámos, cujas consequências são agora, por demais, evidentes. Não adianta, por isso, escondê-las. Importa, isso sim, denunciá-las, explicá-las, desmascarar os seus responsáveis. Porque ontem já era tarde!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
