quinta-feira, março 20, 2008
E se governassem e nos deixassem em paz?
"A fúria legislativa de um país que nem cheques sem cobertura consegue penalizar, que nem os carros consegue tirar das esquinas e de cima dos passeios, que pavimenta e atulha de prédios leitos de rios e ribeiras, que tem um pato-bravo a fazer de primeiro ministro, resolveu agora atacar o direito privado dos cidadãos muito para lá do que seria uma normal preocupação com a saúde pública."
"Que eu saiba sempre se furaram as orelhas das meninas em Portugal. É uma tradição que remonta, pelo menos, à época céltica, muito antes de Portugal existir, e muitíssimo antes de termos um parlamento atulhado de funcionários e manhosos suburbanos. O pascácio proponente deveria ser informado de que no nosso país não há "piercing", porque "piercing" é uma palavra inglesa. A minha filha, como as filhas de milhões de portugueses furaram as orelhas para lá colocarem os brincos de ouro oferecidos pelas madrinhas. Se agora a filha de um deputado pretender colocar um brinco na língua, no mamilo, ou no clítoris, que lhe havemos de fazer? É caso para recomendar ao deputado em causa, paciência e juízo. Que se preocupe com o regime de roubalheira instalado e com o futuro do país, e terá certamente muito que fazer."
Brincadeira ou especulação?
Não sei se há nisto algum fundamento de verdade ou se não passa apenas de brincadeira ou pura especulação mas, se os nomes de que se fala começam por "V", o melhor mesmo é termos consciência de que temos de continuar a lutar para que alguma coisa de substancial mude na política educativa do nosso país!
O desastre da Educação
A Educação é porventura o recurso mais decisivo para o progresso e o desenvolvimento de uma sociedade.
Muito mais do que uma uma actividade essencialmente lúdica e divertida, dominada pelo facilitismo e a ideia de que os objectivos estão à partida alcançados, ensinar e aprender são sobretudo trabalho. Ambas exigem dedicação, esforço, competência, a todos quantos nelas estão envolvidos.
Assim sendo, a relação pedagógica, elemento absolutamente fundamental do processo educativo, não pode nem deve ser igualitária. Os seus intervenientes, professores e alunos, têm papéis bem distintos: aos primeiros, exige-se que exerçam a autoridade, aos segundos, que a acatem. Com normalidade mas, sobretudo, sem ver nesse exercício qualquer tipo de autoritarismo ou atropelo à democracia e à liberdade.
É isto que se tem vindo a perder, nas últimas décadas, no nosso país, com as políticas educativas dos sucessivos governos e ministérios da Educação, em particular a do actual, com a desautorização e humilhação da classe docente e a publicação de um estatuto do aluno laxista e desresponsabilizador. Eles são os principais e primeiros causadores do desastre social a que chegámos, cujas consequências são agora, por demais, evidentes. Não adianta, por isso, escondê-las. Importa, isso sim, denunciá-las, explicá-las, desmascarar os seus responsáveis. Porque ontem já era tarde!
Muito mais do que uma uma actividade essencialmente lúdica e divertida, dominada pelo facilitismo e a ideia de que os objectivos estão à partida alcançados, ensinar e aprender são sobretudo trabalho. Ambas exigem dedicação, esforço, competência, a todos quantos nelas estão envolvidos.
Assim sendo, a relação pedagógica, elemento absolutamente fundamental do processo educativo, não pode nem deve ser igualitária. Os seus intervenientes, professores e alunos, têm papéis bem distintos: aos primeiros, exige-se que exerçam a autoridade, aos segundos, que a acatem. Com normalidade mas, sobretudo, sem ver nesse exercício qualquer tipo de autoritarismo ou atropelo à democracia e à liberdade.
É isto que se tem vindo a perder, nas últimas décadas, no nosso país, com as políticas educativas dos sucessivos governos e ministérios da Educação, em particular a do actual, com a desautorização e humilhação da classe docente e a publicação de um estatuto do aluno laxista e desresponsabilizador. Eles são os principais e primeiros causadores do desastre social a que chegámos, cujas consequências são agora, por demais, evidentes. Não adianta, por isso, escondê-las. Importa, isso sim, denunciá-las, explicá-las, desmascarar os seus responsáveis. Porque ontem já era tarde!
quarta-feira, março 19, 2008
Maria de Lurdes Rodrigues, chumbada!
A actual Ministra da Educação conseguiu o que até aqui nenhum outro seu antecessor lograra alcançar: a unanimidade da classe docente, dos sindicatos de professores e de toda a oposição, contra a sua desastrosa política.
Apesar disso, Maria de Lurdes Rodrigues, dando um péssimo exemplo da professora que já foi, recusa-se a dar explicações a quem quer que seja, mesmo tratando-se dos representantes eleitos pelos portugueses.
Seja por ignorância e incompetência de quem quer avaliar a sabedoria e competência dos outros, ou por falta de cultura democrática de quem foi democraticamente eleito, ou pior ainda, por ambas as razões, é muito grave.
Mas, o mais grave é que haja quem apoie e festeje tudo isto, como se de uma vitória se trate!…
Mais tarde ou mais cedo vão ter de prestar contas. Não passarão!
Apesar disso, Maria de Lurdes Rodrigues, dando um péssimo exemplo da professora que já foi, recusa-se a dar explicações a quem quer que seja, mesmo tratando-se dos representantes eleitos pelos portugueses.
Seja por ignorância e incompetência de quem quer avaliar a sabedoria e competência dos outros, ou por falta de cultura democrática de quem foi democraticamente eleito, ou pior ainda, por ambas as razões, é muito grave.
Mas, o mais grave é que haja quem apoie e festeje tudo isto, como se de uma vitória se trate!…
Mais tarde ou mais cedo vão ter de prestar contas. Não passarão!
A fonte dos males
terça-feira, março 18, 2008
Recusar o medo, afirmar a cidadania!
Num momento em que voltam a pairar sobre a escola portuguesa o medo e a chantagem, trazendo-nos à memória lembranças amargas de tempos que julgávamos definitivamente exorcizados, a nossa sincera homenagem a todos quantos votaram esta moção…Considerando a gravidade do estado a que chegou a Educação no nosso país, com a instalação de um clima de conflitualidade cuja responsabilidade se deve, em grande medida, à forma como a tutela tem tentado impor o diploma sobre a avaliação do desempenho dos professores, o Conselho da Turma X da Escola Secundária de Cantanhede, reunido em 17/ 18 de Março de 2008, lamenta a atitude intransigente do Ministério da Educação e manifesta a sua discordância em relação à insistência num processo que, além de ser injusto para a classe docente, pode prejudicar o normal funcionamento da Escola e os legítimos interesses dos seus alunos.
Contra a injustiça e a indignidade de que os professores têm sido vítimas. Mas também, em defesa da normalização da vida da Escola e dos interesses primeiros dos seus alunos.
Uma atitude de grande nobreza e genuína solidariedade. De verdadeira cidadania, ao fim e ao cabo.
domingo, março 16, 2008
Leitura obrigatória
O estado da educação em Portugal, em entrevista de Mário Nogueira ao Correio da Manhã. De tal forma notável que o jornalista, que não morre de amores pelos sindicatos, ficou siderado com a fantástica prestação do secretário-geral da Fenprof.
Leitura obrigatória para professores (e não só).
Leitura obrigatória para professores (e não só).
sábado, março 15, 2008
Crucifica-os… crucifica-os…
A entrada da Ministra da Educação no comício do P"S" traz-me à memória a cena bíblica em que Pilatos, apresentando Cristo à multidão, exclama "Eis o Homem", e os judeus, em fúria, lhe respondem "Crucifica-o… crucifica-o…".
Definitivamente, este P"S" não é um partido de esquerda e muito menos socialista e o governo de Sócrates é o mais autoritário e um dos mais incompetentes após o 25 de Abril. Quando cair (e há-de cair, nem que seja de podre…) sou eu que festejarei. Independentemente do que vier a seguir. A minha paciência esgotou-se!
Definitivamente, este P"S" não é um partido de esquerda e muito menos socialista e o governo de Sócrates é o mais autoritário e um dos mais incompetentes após o 25 de Abril. Quando cair (e há-de cair, nem que seja de podre…) sou eu que festejarei. Independentemente do que vier a seguir. A minha paciência esgotou-se!
sexta-feira, março 14, 2008
Medo nas escolas?!…
Quem diria?!… 34 anos depois do 25 de Abril, com um governo (supostamente) democrático e socialista!…
Há medo em algumas escolas. Há conselhos executivos, presidentes de conselhos pedagógicos e coordenadores de departamento (ainda que em escasso número) que copiam os tiques autoritários dos chefes. Alguns querem ir ainda mais longe do que o ME na política de silenciamento. Já recebi e-mails de professores, em pânico, a pedirem para eu retirar os seus depoimentos do blog. E eu retirei. É conveniente, por isso, que digam sempre se os depoimentos são para publicar ou para não publicar. Digam sempre, por favor, se posso identificar o autor ou se devo guardar o anonimato do autor. Por regra, não identifico a escola. Interessa-me denunciar situações de prepotência e intolerância e não os pequenos ditadores que cometem essas ofensas à liberdade de expressão. A luta pela liberdade de expressão nas escolas, pela defesa da transparência e da divulgação pública dos actos é um combate interminável. Mais do que impor um processo de avaliação de desempenho que visa, fundamentalmente, avaliar 140000 professores a custo zero e que procura impedir que dois terços dos professores atinjam o topo da carreira, esta política repressiva pretende, sobretudo, acabar com a liberdade pedagógica e a liberdade de expressão nas escolas. Os pequenos ditadores que vegetam por aqui e por ali são os paus mandados dessa intenção.[por Ramiro Marques, em ProfAvaliação]
Nunca como agora foi preciso recordar as palavras de Zeca Afonso:
Há medo em algumas escolas. Há conselhos executivos, presidentes de conselhos pedagógicos e coordenadores de departamento (ainda que em escasso número) que copiam os tiques autoritários dos chefes. Alguns querem ir ainda mais longe do que o ME na política de silenciamento. Já recebi e-mails de professores, em pânico, a pedirem para eu retirar os seus depoimentos do blog. E eu retirei. É conveniente, por isso, que digam sempre se os depoimentos são para publicar ou para não publicar. Digam sempre, por favor, se posso identificar o autor ou se devo guardar o anonimato do autor. Por regra, não identifico a escola. Interessa-me denunciar situações de prepotência e intolerância e não os pequenos ditadores que cometem essas ofensas à liberdade de expressão. A luta pela liberdade de expressão nas escolas, pela defesa da transparência e da divulgação pública dos actos é um combate interminável. Mais do que impor um processo de avaliação de desempenho que visa, fundamentalmente, avaliar 140000 professores a custo zero e que procura impedir que dois terços dos professores atinjam o topo da carreira, esta política repressiva pretende, sobretudo, acabar com a liberdade pedagógica e a liberdade de expressão nas escolas. Os pequenos ditadores que vegetam por aqui e por ali são os paus mandados dessa intenção.[por Ramiro Marques, em ProfAvaliação]
Nunca como agora foi preciso recordar as palavras de Zeca Afonso:Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
quinta-feira, março 13, 2008
Quem protesta não é premiado!
Para o Governo e os seus serventuários, o direito à indignação e ao protesto, mesmo com elevação, é incompatível com o prémio e a excelência. Para que conste.
Lutemos todos e unidos, pois!
Lamento discordar da tese da "escalada verbal" da Fenprof, do Paulo Guinote, que de resto, vem depois admitir que a Ministra da Educação e o Governo, contra tudo e contra todos, se mantêm irredutíveis nas suas posições, e da posição de FJSantos, do (Re)Flexões, que defende que a luta dos professores deve regressar às escolas, apostando na paralisia do processo de avaliação através do recurso sistemático a procedimentos administrativos/ burocráticos.
Sem prejudicar o funcionamento da Escola e os interesses dos alunos — por isso sou, nesta conjuntura, contra a greve — acho que devemos continuar unidos, a lutar enquanto classe, a manifestar na rua, por todo o país, o nosso descontentamento e, se for necessário, voltar a Lisboa, se possível todos, para exigir não apenas a suspensão do processo de avaliação e a demissão da equipa ministerial, mas sobretudo, uma nova política para a Educação.
É isso que me parece, salvo melhor opinião, que a Fenprof, com mais ou menos verbo, também quer. Não acho que se trate, portanto, de um ultimato, mas antes da definição clara do caminho a seguir para acabar com a irredutibilidade e o autismo do Governo. E se assim não for, pois teremos nós de o exigir! À Frenprof e ao ME. (Digo eu, que até sou associado da central!).
Sem prejudicar o funcionamento da Escola e os interesses dos alunos — por isso sou, nesta conjuntura, contra a greve — acho que devemos continuar unidos, a lutar enquanto classe, a manifestar na rua, por todo o país, o nosso descontentamento e, se for necessário, voltar a Lisboa, se possível todos, para exigir não apenas a suspensão do processo de avaliação e a demissão da equipa ministerial, mas sobretudo, uma nova política para a Educação.
É isso que me parece, salvo melhor opinião, que a Fenprof, com mais ou menos verbo, também quer. Não acho que se trate, portanto, de um ultimato, mas antes da definição clara do caminho a seguir para acabar com a irredutibilidade e o autismo do Governo. E se assim não for, pois teremos nós de o exigir! À Frenprof e ao ME. (Digo eu, que até sou associado da central!).
Acabou-se? Na sexta-feira veremos…
Confesso que, quando ontem vi e ouvi Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, depois da reunião com Jorge Pedreira, afirmar que agora "há uma luz ao fundo do túnel para desbloquear a situação", enquanto o secretário de Estado da Educação, apesar de usar um registo aparentemente mais flexível que o costume, garantia que o processo da avaliação de professores não seria suspenso, pensei com os meus botões que se tratava de mais um ardil de Maria de Lurdes Rodrigues para nos levar à certa. Ou seja, a alinhar (pouco menos que) incondicionalmente na fantochada por si montada e eufemisticamente designada de avaliação de professores.
Afinal estava enganado. A flexibilidade da equipa do Ministério da Educação e do Governo não passa de mera aparência e a sua irredutibilidade em relação à suposta avaliação dos professores é mesmo cegamente exigida pelo P"S" que, estribado na maioria absoluta de que (ainda) dispõe, continua sobranceiramente a confrontar-se com todos os sectores da sociedade que se opõem à "governação" do seu "querido líder".
Por isso, o Mário que todos nós — sindicalizados ou não na Fenprof — conhecemos — claro, directo, vertical — advertiu sem tibieza que a reunião da próxima sexta-feira, com Ministério da Educação, será "a última oportunidade" para a equipa de Maria de Lurdes Rodrigues demonstrar definitivamente se tem capacidade para "negociar e dialogar". Se tal não acontecer só nos resta um caminho: continuar a lutar e, se preciso for, ir — desta vez iremos todos! — a Lisboa exigir a sua demissão. Por outra política para a Educação. Pela nossa dignidade de professores e de cidadãos. Como disse o outro Mário (o Crespo): Acabou-se!
Afinal estava enganado. A flexibilidade da equipa do Ministério da Educação e do Governo não passa de mera aparência e a sua irredutibilidade em relação à suposta avaliação dos professores é mesmo cegamente exigida pelo P"S" que, estribado na maioria absoluta de que (ainda) dispõe, continua sobranceiramente a confrontar-se com todos os sectores da sociedade que se opõem à "governação" do seu "querido líder".
quarta-feira, março 12, 2008
Secundária de Cantanhede, de luto e em luta!
Como a imensa maioria das escolas portuguesas
a Secundária de Cantanhede também está de luto e em luta…
Para resistir no interior de cada escola
Procedimentos a tomar, em caso de dúvida relativa ao processo de avaliação, tendo por base o Código de Procedimento Administrativo - Decreto-Lei n.º 442/91, de 15 de Novembro de 1991 (Alterado pelo Decreto-Lei n.º 6/96, de 31 de Janeiro de 1996:
- Não assinar nunca nenhum documento em branco e trancar sempre todos os espaços não preenchidos, para que nada seja acrescentado depois.
- Não preencher nenhuma ficha com os objectivos individuais. O ponto 4. Do art.º 9º diz que se não houver acordo entre avaliador e avaliado, prevalecem os objectivos fixados pelo avaliador. Assim, pode ficar-se com os objectivos fixados pelo avaliador, alegando não ter nenhum a propor.
- Utilizar o modelo em anexo com as adaptações que forem necessárias para solicitar as cópias e requerimentos com as informações sobre todo o processo de alteração do regulamento interno.
- Solicitar, através de requerimento com entrada nos serviços administrativos, cópia dos extractos das actas das reuniões do Conselho Pedagógico em que foram propostos os objectivos e as metas fixados no Projecto Educativo e no Plano Anual de Actividades e das actas da Assembleia de Agrupamento em que essas propostas foram aprovadas. Não esquecer de pedir cópia autenticada dos requerimentos com o número da entrada, ou o recibo da entrega dos requerimentos com o respectivo número de registo de entrada.
- Solicitar também cópia das actas do pedagógico e da Assembleia em que foram aprovadas as alterações à estrutura dos departamentos e à composição do pedagógico para haver conformidade com o DR200/2007. (têm que ser requerimentos separados)
- Os presidentes do pedagógico e da Assembleia têm dez dias úteis para entregar esses documentos, caso contrário deve-se recorrer de imediato aos serviços de contencioso de um sindicato.
- De qualquer forma pode-se dar entrada, de imediato, de um recurso hierárquico arguindo a nulidade dos procedimentos de avaliação, uma vez que as deliberações dos órgãos colegiais só ganham eficácia após a aprovação das actas das reuniões em que essas deliberações foram tomadas. O recurso tem que ser dirigido ao presidente do PCE.
- Se tudo foi aprovado pelo pedagógico sem aprovação da Assembleia, pode-se arguir nulidade por usurpação de poderes. Procurar no regulamento interno da escola/agrupamento os artigos em que se fixam os procedimentos para a revisão desse regulamento.
- As alterações que tenham sido feitas até Dezembro não podem ainda contemplar as orientações do DR 2/2008 que só foi publicado e produziu efeitos a partir de Janeiro. A sequência de procedimentos é a seguinte: o conselho executivo elabora a proposta, o conselho pedagógico analisa (pode sugerir alterações) a proposta e a Assembleia aprova os documentos, tendo poderes para introduzir alterações.
- Tanto o estatuto do aluno como os procedimentos para a avaliação exigem alterações ao regulamento interno, que têm que seguir os passos descritos no ponto anterior.
- Finalmente, é conveniente não usar nunca comportamentos incorrectos, quer com os titulares dos órgãos de gestão, quer com o pessoal administrativo, para evitar que haja motivos para a abertura de procedimentos disciplinares.
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Com a devida vénia ao (Re)Flexões
terça-feira, março 11, 2008
Resistir é preciso!
Pra ter um companheiro nesta viagem
Vou meter um pauzinho na engrenagem
Segunda-feira é dia de continuar a luta
Ontem [sábado] aconteceu a festa da democracia com 100 mil professores nas ruas da capital e o país a assistir, nuns casos estupefacto e aterrorizado, noutros contente porque começa a ver a luz ao fundo do túnel e a acreditar que é possível remover “Pinto de Sousa e sus muchachos” do poder.
No entanto, amanhã [segunda] é dia de trabalho e os professores mostrarão nas suas escolas, frente a frente e olhos nos olhos com os seus alunos, que são profissionais responsáveis e dedicados à tarefa que lhes está cometida.
Mas também é dia de continuar a luta contra as políticas educativas erradas deste governo e contra o sitema ”Português Suave” que está instalado em muitas escolas e que tem como principais mentores os seus PCE’s, PCP’s e PAE’s.
[continua aqui]
Desta vez faz sentido usar a burocracia como arma
Nesta fase em que a mobilização é forte, mas da parte do governo a insensibilidade é teimosamente persistente, resta-nos utilizar a lei e a burocracia em nossa defesa.
O que sugiro é que se inundem as secretarias das escolas com pedidos de esclarecimento dirigidos aos titulares dos órgãos de gestão sobre os procedimentos que têm sido adoptados para iniciar o processo de avaliação de desempenho.
[continua aqui]
Dicas para lidar com os PCE que deixaram de ser professores e se tornaram serventuários
A principal arma do PCE serventuário é a intimidação. A segunda é a imposição do silêncio. O PCE serventuário receia acima de tudo a transparência e a divulgação pública das decisões tomadas em sede dos diversos órgãos da escola. O PCE serventuário receia dar ordens por escrito (prefere fazê-lo no aconchego do seu gabinete) e teme acima de tudo os requerimentos dos seus subordinados.
Se o seu PCE pertence a esta espécie de gente, sugiro que siga estas dicas:
[continua aqui]
Vou meter um pauzinho na engrenagem
José Mário Branco
Segunda-feira é dia de continuar a luta
Ontem [sábado] aconteceu a festa da democracia com 100 mil professores nas ruas da capital e o país a assistir, nuns casos estupefacto e aterrorizado, noutros contente porque começa a ver a luz ao fundo do túnel e a acreditar que é possível remover “Pinto de Sousa e sus muchachos” do poder.
No entanto, amanhã [segunda] é dia de trabalho e os professores mostrarão nas suas escolas, frente a frente e olhos nos olhos com os seus alunos, que são profissionais responsáveis e dedicados à tarefa que lhes está cometida.
Mas também é dia de continuar a luta contra as políticas educativas erradas deste governo e contra o sitema ”Português Suave” que está instalado em muitas escolas e que tem como principais mentores os seus PCE’s, PCP’s e PAE’s.
[continua aqui]
Desta vez faz sentido usar a burocracia como arma
Nesta fase em que a mobilização é forte, mas da parte do governo a insensibilidade é teimosamente persistente, resta-nos utilizar a lei e a burocracia em nossa defesa.
O que sugiro é que se inundem as secretarias das escolas com pedidos de esclarecimento dirigidos aos titulares dos órgãos de gestão sobre os procedimentos que têm sido adoptados para iniciar o processo de avaliação de desempenho.
[continua aqui]
Dicas para lidar com os PCE que deixaram de ser professores e se tornaram serventuários
A principal arma do PCE serventuário é a intimidação. A segunda é a imposição do silêncio. O PCE serventuário receia acima de tudo a transparência e a divulgação pública das decisões tomadas em sede dos diversos órgãos da escola. O PCE serventuário receia dar ordens por escrito (prefere fazê-lo no aconchego do seu gabinete) e teme acima de tudo os requerimentos dos seus subordinados.
Se o seu PCE pertence a esta espécie de gente, sugiro que siga estas dicas:
[continua aqui]
Ignomínia e jornalismo
Nojo, asco, repulsa, são os sentimentos que me desperta o amontoado de impropérios com que o senhor Emídio Rangel mimoseia a multidão de 100 000 professores, que apenas cometeu o crime de manifestar a sua indignação pelo modo como a classe tem sido maltratada pelo seu ministério. A raivosa catilinária do pseudo-jornalista só tem paralelo no furioso assalto que em tempos perpetrou, de berbequim em riste, às instalações da TSF.

Rangel há muito deixou de ser um jornalista de/ da verdade para se dedicar, certamente a soldo de interesses confessos, à ignomínia e ao vitupério. Ignoremo-lo, pois. Pode ser que se envenene no ódio que permanentemente destila. Mesmo porque muitos e bons jornalistas não faltam. Felizmente. E juízes… Até de apelido Rangel. Como é o caso deste.

Rangel há muito deixou de ser um jornalista de/ da verdade para se dedicar, certamente a soldo de interesses confessos, à ignomínia e ao vitupério. Ignoremo-lo, pois. Pode ser que se envenene no ódio que permanentemente destila. Mesmo porque muitos e bons jornalistas não faltam. Felizmente. E juízes… Até de apelido Rangel. Como é o caso deste.
Vitorino sugere avaliação experimental
O dirigente socialista António Vitorino sugeriu, esta segunda-feira, ao Governo que adopte um modelo experimental de avaliação dos professores, de um ano ou ano e meio, cuja instância de supervisão seria aberta à participação dos professores.
Muito interessante! Para mais, vindo de quem vem…
Só não se percebe que margem tem ainda o Governo para adoptar uma solução equilibrada como esta, sem recuar e sem ceder, quando, de forma autista, autocrática e arrogante, decidiu esticar a corda ao ponto de virar a imensa maioria de uma classe profissional — para não dizer toda — contra si.
Veremos se Sócrates tem humildade democrática e sentido de Estado para tal. Duvido…
Parece-me que ele vê apenas um braço-de-ferro neste diferendo. Que não quer perder, com receio das consequências eleitorais que uma tal derrota lhe possa originar.
Muito interessante! Para mais, vindo de quem vem…
Só não se percebe que margem tem ainda o Governo para adoptar uma solução equilibrada como esta, sem recuar e sem ceder, quando, de forma autista, autocrática e arrogante, decidiu esticar a corda ao ponto de virar a imensa maioria de uma classe profissional — para não dizer toda — contra si.
Veremos se Sócrates tem humildade democrática e sentido de Estado para tal. Duvido…
Parece-me que ele vê apenas um braço-de-ferro neste diferendo. Que não quer perder, com receio das consequências eleitorais que uma tal derrota lhe possa originar.
domingo, março 09, 2008
sexta-feira, março 07, 2008
É muita "ignorância" e "incompreensão" juntas!…
Maria de Lurdes Rodrigues jura a pés juntos que "o modelo de avaliação dos professores é mais simples e transparente do que o da avaliação dos funcionários públicos" (quem não terá gostado de ouvir isto terá sido Teixeira dos Santos, mas estes senhores são capazes de tudo para nos dar a volta). Chega mesmo ao desaforo de nos acusar de ignorância afirmando que "o que [ouve] nos protestos é revelador que as pessoas não sabem do que estão a falar".
Só não percebo é como pode haver tanto professor ignorante e incapaz de compreender a simplicidade do famigerado modelo ?!… É que amanhã, só em Lisboa, segundo previsões (obviamente insuspeitas) da polícia, seremos entre 60 a 70 mil a manifestar a nossa ignorância e incompreensão à senhora ministra!… É muita ignorância e incompreensão juntas!…
Parafraseando Bertolt Brecht, se os professores não compreendem a ministra mude-se os professores!
Só não percebo é como pode haver tanto professor ignorante e incapaz de compreender a simplicidade do famigerado modelo ?!… É que amanhã, só em Lisboa, segundo previsões (obviamente insuspeitas) da polícia, seremos entre 60 a 70 mil a manifestar a nossa ignorância e incompreensão à senhora ministra!… É muita ignorância e incompreensão juntas!…
Parafraseando Bertolt Brecht, se os professores não compreendem a ministra mude-se os professores!
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