segunda-feira, janeiro 22, 2007
A IVG foi despenalizada há 34 anos!
A decisão garantiu às mulheres americanas total autonomia sobre a gravidez durante o primeiro trimestre e definiu diferentes níveis de intervenção pública relativamente ao segundo e terceiro trimestres. Em consequência, as leis de 46 estados foram alteradas pela decisão do Supremo Tribunal americano.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
sábado, janeiro 06, 2007
José Pacheco Pereira, contorcionista
| José Pacheco Pereira escreveu, no Abrupto: |
| Antes de se falar da morte de Saddam, o que "fala" nas imagens que vimos na televisão é a morte. |
E não é a morte que "fala", nas centenas de milhares de vítimas mortais causadas por uma estúpida e hipócrita invasão e nas dezenas ou centenas de mortos que diariamente acontecem devido a uma não menos estúpida e hipócrita ocupação?
Escreve, JPP, que "Não há diálogo com a Ceifeira, não há palavras que possam ser ditas", apenas porque é politicamente correcto, porque, como se viu obrigado a reconhecer, "Saddam portou-se com dignidade". A dignidade, a moralidade e a verdade de que outros não deram mostras quando invadiram o Iraque e provocaram o morticínio brutal que todos sabemos. E que JPP e muitos outros apoiaram.
E vêm, ainda e agora, despudoradamente, acusar de "irracionalidade" os que sempre se opuseram à irracionalidade e estupidez de um genocídio? Tenham um pingo de decência, se lhes resta alguma…
2. Todo o arrazoado de JPP está refém do apoio que deu à invasão do Iraque. Não espanta, por isso que, condenando apenas o espectáculo da execução — por mais ginástica verbal que use foi apenas isso que fez — tenha dado o seu aval ao simulacro de julgamento do tribunal "especial" iraquiano. Cujo desfecho era não só previsível mas desejável por parte dos cúmplices de Saddam.
| E JPP, cínico, escreveu: |
| Havia, aliás, uma maneira não americana, nem ingénua de pensar esta questão. Estaline era especialista nessa maneira, que certamente seria muito mais realista e eficaz: a de que "acabando-se com o homem, acabava-se com o problema." |
E não é isso que, de forma brutal, foi feito com a arbitrariedade de uma invasão?
E não é isso que, de forma subtil — falhou apenas a "cerimónia" do enforcamento — foi feito com Saddam?
É que o TPI, para quem se recusa a submeter-se-lhe, poderia ser um incómodo. Pois…
quarta-feira, janeiro 03, 2007
USA e Grã-Bretanha: impérios do mal
Hoje, passados seis anos, é mais claro do que nunca que o "terrorismo de Estado" anglo-americano não só não venceu o terrorismo nem aumentou a segurança do mundo, como ainda deixou para trás um rasto de morte e destruição.
Os "impérios do mal" só têm a autoridade das armas. Moral, nenhuma!
Como diria Noam Chomsky, "Todos estão preocupados em acabar com o terrorismo. Bem, é muito fácil: deixem de participar nele!"
Este texto, para o qual peço a vossa atenção, é um verdadeiro libelo acusatório irrefutável da cumplicidade americana e inglesa com o ex-ditador Saddam.
Saddam, que foi julgado — foi? — e condenado. Enquanto outros, tão ou mais criminosos que ele, ficarão certamente impunes.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Morreu o carniceiro

Que a terra se lhe seja "leve" como chumbo e que a alma (se a tem…), apesar de lhe terem dado a "extrema-unção", não tenha o perdão de Deus (se existe…) e arda para sempre no fogo dos infernos!
E não é "castigo" bastante pelo mal que cometeu!…
quinta-feira, novembro 30, 2006
Perguntas
Não foram os EUA que apoiaram a subida de Saddam Hussein ao poder em 1979 e empurraram o Iraque contra o Irão numa guerra de oito anos (1980-1988) onde as armas norte-americanas transformaram o Iraque numa potência local, ao mesmo tempo que vendiam secretamente armas ao Irão, de onde conseguiam dinheiro sujo para financiar os "contras" na Nicarágua?
Assim sendo, as invasões do Afeganistão e do Iraque tiveram alguma coisa a ver com a propagandeada luta contra o terrorismo e a democratização daqueles países — cujas trágicas consequências estão à vista de todos — ou antes, com os interesses geo-estratégicos dos EUA e o insaciável apetite das suas corporações?
E já agora, partindo do pressuposto que a NATO — criada na ressaca 2.ª GM, ao que parece para defender o "Ocidente" da ameaça do Pacto de Varsóvia — ainda é a Organização do Tratado do Atlântico Norte, porque que é que esta organização tem de participar nos ataques "preventivos" do império americano, no Médio Oriente, em África ou onde lhe dá na real gana?
(Esperem… só se a NATO não passa de um instrumento da política militar dos EUA! Ou então, a geografia já não é o que era e o Médio Oriente, a África ou qualquer sítio invadido pelos americanos, são banhados pelo Atlântico Norte!)
Concluindo…
Quem invadiu, bombardeou, destruiu e chacinou, mesmo se, nalguns casos, com o vergonhoso beneplácito da ONU, não tem qualquer direito de envolver terceiros!
Quem criou os problemas — e que problemas! — que os resolva.
Comecem por regressar a casa, de onde não deviam ter saído. Depois, faltará apenas, à semelhança de Milosevic ou de Saddam, serem julgados pelos hediondos crimes de guerra que cometeram. Mas isso não será possível. Enquanto forem donos do mundo.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Neo-liberalismo escondido com o rabo de fora!
“Esquece”, no entanto, como lhe convém, no seu frenesim “reformista” e “modernizador”, que estamos num país de baixos salários, emprego precário, elevados encargos das famílias com a saúde e a educação. Um país que está longe de ser a Dinamarca. Um país onde, contrariamente ao que se passa nos países nórdicos, o Estado social é cada vez mais uma miragem.
Por este caminho, se alguma coisa se vai conseguir, além do enriquecimento cada vez maior dos mesmos, é o aumento da pobreza e da exclusão social. Restar-nos-á, então, a “caridade” dos ricos, com o “alto patrocínio” de Cavaco!
terça-feira, novembro 28, 2006
Viva o Estado de Direito democrático!
A decisão de avançar com a co-incineração de resíduos industriais perigosos em Souselas, povoação que, à custa da cimenteira da Cimpor ali instalada, segundo um estudo recente da Administração Regional de Saúde do Centro, regista a maior incidência de casos de bronquite crónica, doenças tumorais, endócrinas, cardíacas e diabetes, da região centro, e no Outão, cuja cimenteira da Secil, está situada em pleno Parque Natural da Arrábida, classificado como área de paisagem protegida pela própria União Europeia, é bem reveladora do respeito que este governo tem pelas pessoas e pelo ambiente que diz defender.
Contra a opinião das populações, das autarquias, das associações ambientalistas, de toda a Oposição parlamentar (enfim, mais uma cambada de "privilegiados" que estão contra o "interesse nacional" — tudo pela Nação, nada contra a Nação, lembram-se?) o governo, com a cumplicidade da sua "maioria silenciosa", insiste em cometer um grave atentado, um crime imperdoável, contra a saúde pública e o ambiente.
Só não o conseguiu ainda porque, às vezes, os Tribunais, o Estado de Direito e a democracia, funcionam. Como agora aconteceu.
Viva o Estado de Direito democrático!
domingo, novembro 26, 2006
A oeste nada de novo
Quem o afirma, em entrevista ao CM, é o professor e fiscalista José Luís Saldanha Sanches que, sem papas na língua, como já nos habituou, ainda vai mais longe, ao afirmar que "o ministro da Justiça tem sido um desastre" e que "[o primeiro-ministro] não tem vontade nenhuma de resolver os problemas da Justiça e parece não gostar muito de tribunais."
Afinal, que é feito da apregoada "coragem" deste governo?
É que o que isto parece revelar também começa por "c" mas não se chama coragem. Tem antes o nome de conivência!…
sábado, novembro 25, 2006
O Salazarismo está vivo?
Não me interessaria, portanto, mais esta catarse "laranja", não fora a intervenção de Pacheco Pereira, que teve duas tiradas particularmente relevantes com as quais, de certa forma, estou de acordo.
A primeira, quando refere a adopção da trilogia salazarista "Deus, Pátria e Família" por parte de Cavaco, quando foi primeiro-ministro.
O professor (de Finanças, como Salazar) nunca foi social democrata (se é que verdadeiramente alguém o é naquele partido?!…), nem sequer um verdadeiro militante do P"SD". Serviu-se apenas do partido para alcançar o poder e nele se manter (de resto, foi por "mero acaso" que ele foi eleito secretário-geral, quando foi experimentar o carro à Figueira da Foz!…). Mas isso não é de admirar em quem sempre teve horror ao discurso político e aos partidos, como recentemente ficou demonstrado na sua campanha presidencial. Como Salazar, "Tudo pela Nação, nada contra a Nação" (a sua Comissão de Candidatura era uma amostra muito significativa da "nação" que ele defende!…).
A segunda, quando afirma que "O PS vai pagar caro por governar mantendo o partido num canto" e conclui que "um partido de funcionários políticos é um desastre".
Sem dúvida que um partido de funcionários "políticos" é um desastre mas quem paga não é o PS (nem a sua clientela)! Quem paga é o país! Quem paga somos nós!
E o partido não está no canto! Bem pelo contrário! Ele é a verdadeira União Nacional de que Sócrates se serve para levar a cabo as suas "corajosas reformas".
Há apenas um "pequeno" senão: a contestação dos estudantes e dos professores, dos médicos e dos enfermeiros, dos funcionários públicos, dos trabalhadores e dos desempregados, dos consumidores e dos contribuintes, dos pequenos e médios empresários, dos magistrados judiciais e dos polícias, até dos militares — se é que não me esqueci de alguma classe de "privilegiados"?!… — mas isso resolve-se com uns processos disciplinares! Ou, se a teimosia crescer, com umas chanfalhadas da polícia de choque!…
E quanto aos chatos dos sindicatos — alguns dos quais até foram criados pelo P"S" e pelo P"SD", lembram-se? — e dos partidos da oposição, já que não se pode ilegalizá-los — e não convém, para dar a ideia de que isto ainda é uma democracia… — ficam a falar sozinhos.
A comunicação social e as sondagens fazem o resto.
Como dizia o Zeca, "o país vai de carrinho"!
quarta-feira, novembro 22, 2006
Protesto contra que aulas de substituição?
Mas o que não é explicado é contra que aulas de substituição eles, justamente e com toda a razão, se manifestam.
Vejamos.
Diz o ministério da "educação", no seu portal, nas instruções para a organização e distribuição do serviço docente nas escolas, em 2006-2007 (extraídas do Despacho n.º 13 599/2006 (2.ª série), de 28 de Junho) que:
Tendo em vista garantir o cumprimento dos programas, o professor deve, sempre que possível, entregar ao conselho executivo o plano da aula a que irá faltar.
O conselho executivo, na posse do plano da aula, deve providenciar para que a mesma seja leccionada por um professor com formação adequada, dando preferência aos docentes do quadro cuja componente lectiva necessite de ser completada. Quando tal não for possível [e na maior parte das vezes não é, seja pelo imprevisto da falta, seja por naquele momento não haver professores com formação adequada], devem ser organizadas actividades de enriquecimento e complemento curricular, entre as quais se contam as seguintes actividades educativas:
* actividades em salas de estudo;
* clubes temáticos;
* actividades de uso das tecnologias de informação e comunicação;
* leitura orientada;
* pesquisa bibliográfica orientada;
* actividades desportivas orientadas e actividades oficinais, musicais e teatrais.
Acontece que, em vez disso, à revelia do que a lei manda e a pedagogia aconselha, os alunos estão a ser enclausurados na sala de aula com um qualquer professor, o qual, por mais imaginação e capacidade de improviso que tenha, nunca conseguirá fazer daquela situação uma verdadeira aula. Desde logo porque os alunos a não aceitam…
É apenas isto que os alunos não querem! Por mais atestados de menoridade mental que lhes queiram passar!
Será que o governo já se esqueceu do que ainda há tão pouco tempo legislou?
segunda-feira, novembro 20, 2006
Todos devemos alguma coisa a um professor!
É justamente isso que se faz em França, onde o Ministério da Educação está a promover uma campanha de reabilitação e valorização do papel social do professor subordinada ao lema "Todos devemos alguma coisa a um professor!".
Cá, o ministério da "educação" enxovalha e enlameia irremediavelmente os professores, transformando-os em bodes expiatórios dos males do nosso ensino!…
Com isso, não serão só os professores os prejudicados!
Serão também e principalmente os jovens e o país, que irá continuar a vegetar na cauda da Europa por muitos e bons (=maus) anos!
sábado, novembro 18, 2006
António Borges dá razão ao PCP!
Agora vem reconhecer aqui que, "se calhar, não estávamos à altura do desafio, porque não tivemos consciência das dificuldades da mudança de regime", acrescentando que agora o país “não tem os mesmos instrumentos de política monetária de que então dispunha, e que usou para lidar com as crises de 1975 e 1985".
Isso já há muito todos percebemos e não somos economistas. Pena é que este laureado "economista" tenha levado 4 anos a chegar a esta triste conclusão!
Razão tem o PCP quando defende aqui a suspensão do Pacto de Estabilidade e Crescimento por considerar que a adesão de Portugal à moeda única trouxe consequências económicas e sociais negativas para Portugal e, em particular, para os trabalhadores portugueses (estagnação económica, contenção salarial, desemprego).
O curioso desta história é a razão dos comunistas ser agora reforçada pelo mea culpa de quem foi responsável pela loucura!…
terça-feira, outubro 24, 2006
Novo CD da Brigada Victor Jara
A Brigada Victor Jara, 30 anos de resistência na defesa da cultura e da música popular portuguesas, acaba de lançar o seu último trabalho, Ceia Louca, nas discotecas a partir de ontem.
Provem esta amostra da Ceia!
Crimes de guerra
Em Novembro de 2004, as tropas americanas também já tinham utilizado munições de fósforo durante o bombardeamento de Faluja, no Iraque, deixando atrás de si uma sementeira de corpos de civis queimados.
A Convenção de Genebra, no seu Protocolo Terceiro sobre Armas Convencionais, proibe a utilização de "armas incendiárias", designadamente de fósforo.
Acontece que Israel e os Estados Unidos não são signatários do Protocolo Terceiro da Convenção de Genebra.
Como Estados fora-da-lei e acima da Lei, podem, portanto, cometer as maiores atrocidades que o TPI não é para eles!
Tudo em casa!
O norte-americano Elie Wiesel poderá ser o próximo Presidente de Israel. O nome do escritor tem estado a ser referido, ao longo desta quarta-feira, pela classe política israelita.
O nome de Wiesel é um dos vários mencionados para substituir o actual chefe do Estado judaico. Moshé Katsav é acusado de ter violado uma colaboradora.
Para quem viola, de forma brutal e sistemática, os mais elementares direitos de um povo, a violação de uma secretária é coisa menor.
Quanto à eleição de um americano para presidente de um protectorado dos EUA, não me espanta! Fica tudo em casa…
O país em que vivemos
Já há muito não estamos no país da "velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha", de que fala Nicolau Santos.
Porém, com "tanto" caso de sucesso que ele aponta, parece até que não estamos num dos países mais pobres e menos desenvolvidos da UE.
Um país com valores dos mais baixos para o PIB per capita, a produtividade, os salários.
Um país com a mais baixa taxa de crescimento do PIB, a mais injusta repartição do rendimento, a mais baixa percentagem de adultos que concluíram o ensino secundário (e, no casos dos jovens, uma das mais baixas).
Um país com uma das mais baixas capitações da despesa com a protecção social, onde as famílias estão entre as que mais gastam com a alimentação e, inversamente, menos gastam em cultura e recreio.
Um país cujos gestores e empresários, segundo insuspeita análise, são os principais responsáveis pelo seu atraso.
Um país onde a crise se "resolve" por um simples exercício de retórica ministerial.
Enfim, um país que, ao cabo de 30 anos de mediocridade governativa e outros 20 de regabofe à custa dos fundos comunitários, enquanto os seus pares se desenvolveram, permanece tristemente entre os mais atrasados da UE.
Mas é verdade!
Utilizando as palavras de NS, “É este o País em que (…) vivemos. (…) o País estatisticamente sempre na cauda da Europa (…).”
Infelizmente!…
segunda-feira, outubro 16, 2006
Contradições… ou talvez não!
Milhares de pessoas em todo o Mundo levantaram-se nas últimas 24 horas contra a pobreza numa campanha que pretende ser a maior mobilização de sempre de cidadãos contra o flagelo da pobreza extrema.
Um quinto da população mundial sobrevive em condições de extrema pobreza, dispondo de menos de 1 euro por dia, o que leva a que cerca de 30 mil crianças morram à fome, em cada dia que passa!
A erradicação da pobreza até 2015 é um dos Objectivos do Milénio, da ONU, mas, pelo caminho que as coisas seguem, sabe-se já que não irá ser alcançado. E no entanto, não é uma questão de falta de recursos — o dinheiro gasto em despesas militares dava e sobrava para resolver o problema! — mas apenas de falta de vontade política: os interesses da indústria de armamento falam mais alto!
2. Obesidade
Paradoxalmente (ou talvez não…), há hoje mais pessoas com excesso de peso do que a passar fome!
A obesidade afecta já mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo e deixou de ser apenas uma característica dos países ricos. Portugal, por exemplo, com 2 milhões de pobres, conta com 1 milhão de obesos.
Consequências da "democratização" da "fast food"! Uma vez mais (e sempre) os interesses das grandes corporações estão primeiro. As pessoas só interessam enquanto consumidores!
O atoleiro iraquiano
Depois da "limpeza" de 655 000 iraquianos (a maioria deles, provavelmente, sunita), só faltava mesmo a constituição de um Estado islâmico iraquiano.
terça-feira, outubro 10, 2006
Blue Man Group on Global Warming
| Your attention please. Thank you for choosing earth as your planetary vehicle. We hope you enjoy the many wonderful features of this planet, as you hurtle through the cosmos. Please note, that in the event of continued inaction in the face of global warming - your seat cushion can be used as a flotation device. Please take a moment to locate this planet's emergency exits. As you can see, there aren't any! | |
