sexta-feira, janeiro 20, 2006

Apelo final

Não deixe que outros decidam por si, não se abstenha!


E, em caso de dúvida, já sabe, faça pim-pam-pum


Por mim, o cavaquismo não há-de regressar!

Eu estive ! Porque acredito na Esquerda dos valores e sou um cidadão livre e independente!

Eu estive ! E cantei a Utopia, porque acredito na “cidade sem muros nem ameias”, com “gente igual por dentro, gente igual por fora”.

Eu estive ! E cantei a Chula da Liberdade, para Manuel Alegre, com as palavras que só ele poderia ter escrito:

"Eu sou livre como as aves
e passo a vida a cantar
coração que nasceu livre
não se pode acorrentar."

Sondagens II: Manuel Alegre há-de ir à segunda volta derrotar Cavaco!

Das quatro sondagens ontem e hoje publicadas, três dão Alegre claramente à frente de Soares nas intenções de voto:
  • Católica (RDP/RTP/Público), Alegre 19,0% - Soares 15,0%
  • Aximage (Correio da Manhã), Alegre 19,5% - Soares 15,4%
  • Marktest (DN/TSF), Alegre 20,6% - Soares 12,4%
Apenas a Eurosondagem (Expresso, RR, SIC), de Rui Oliveira e Costa, indefectível soarista, não alinha por esta tendência e coloca Soares ligeiramente à frente de Alegre ("empate técnico"): 16,9% contra 16,2%.

Razão tem Manuel Alegre para dizer que a Eurosondagem tem razões que a razão desconhece!

Enfim, a sondagem final é no domingo e, se tudo correr bem, Manuel Alegre há-de ir à segunda volta derrotar Cavaco!

Sondagens I: A segunda volta ao virar da esquina!

As sondagens ontem e hoje publicadas — Católica, Aximage, Eurosondagem e Marktest — parecem evidenciar uma vitória de Cavaco à primeira volta. Com efeito, todas lhe atribuem entre 52 a 53 por cento de intenções de voto.

No entanto, se tivermos em consideração que todas aquelas sondagens referem a existência de uma elevada percentagem de indecisos, provavelmente superior a um milhão de eleitores, e que esses eleitores são, na sua grande maioria, de Esquerda (socialistas), e ainda, que Cavaco, durante a campanha, foi perdendo quase por completo, o apoio que chegou a ter de eleitorado de Esquerda, designadamente do PS, então, facilmente se conclui que tudo está em aberto e a segunda volta está aí ao virar da esquina.

Portugal, segundo Cavaco

O encerramento da campanha de Cavaco, no Pavilhão Atlântico, foi elucidativo da ideia que ele tem para o nosso país:
  • Na pista, transformada em restaurante de luxo, a gente da alta , vestida a rigor, para assistir à gala.
  • Nas bancadas, a plebe, para aplaudir o "salvador da pátria".
É este o Portugal "maior" de Cavaco. Afinal, um Portugal só para alguns!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Adeus até ao meu regresso!

Vou-me embora. Vou p'ró Atlântico. O Pavilhão, claro. Hoje é "sempre a abrir". O meu heterónimo vai lá cantar para o futuro presidente. E eu, incorrigível utópico, sempre na margem Esquerda, livre e independente, quem mais poderia apoiar?
Não, por mim Cavaco não vai para Belém (quando muito pode ir p'ra Boliqueime…): não votarei nele (cruzes!) nem desperdiçarei o meu voto na abstenção ou no voto branco! Se ele fôr eleito (o que nem quero imaginar!) não terei culpa! Por isso, nunca o reconhecerei como meu presidente!…

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Já só faltam 3,3 por cento!…

De acordo com a sondagem diária da Marktest, ontem eram estas as intenções de voto:

E hoje a alegria continua.
Primeiro, porque o candidato da Direita espalhou-se novamente: regista agora 53,2 por cento e nunca esteve tão perto de ter de ir à segunda volta!
Depois, porque todos os "nossos" candidatos subiram, à excepção de Louçã, que sofreu uma ligeira descida.
E finalmente, porque Alegre é cada vez mais o candidato da Esquerda que, na segunda volta, irá defrontar e derrotar o responsável por um dos períodos mais tristes da nossa história recente.
É preciso acreditar! Não podemos morrer na praia! Aguenta coração!…

Contra natura

Cavaco Silva, apoiado pelo PPD/PSD e pelo CDS/PP, é o candidato da Direita dos interesses instalados. A apoiá-lo, encontram-se, naturalmente, alguns dos mais poderosos banqueiros e empresários portugueses, como se pode verificar na sua comissão de honra.
No entanto, ao examinar-se as intenções de voto em Cavaco, por classes sociais, na sondagem da Marktest, constata-se esta coisa absolutamente contra natura: enquanto na classe Média elas atingem "apenas" 51,4 por cento e mesmo na classe Alta/Média Alta, só 52,2, na classe Média Baixa/Baixa chegam aos 57,3 por cento! Ou seja, o povo — que, como diz a "Grândola" — é quem mais ordena, às vezes ordena mal: aguentou 48 anos de ditadura (quem cala consente!), aprovou 10 anos de "el dorado" cavaquista e, como parece não ter emenda e continua a preferir ver telenovelas em vez de ler e informar-se, dá ideia que volta a sonhar com o regresso de um salvador da pátria!
A iliteracia, o analfabetismo, a reduzida e deficiente escolarização, o défice de cultura, têm consequências graves, como se conclui. Espero que desta vez, apesar de tudo, nos poucos dias que faltam para o veredicto popular, ainda se faça luz na cabeça de muita gente. Continua aberta a "caça" aos indecisos e abstencionistas. Até ao lavar dos cestos é vindima! Traz outro amigo também ou, melhor ainda, venham mais cinco!
Cavaco não, obrigado!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Orgasmo ou ejaculação precoce?…

Tendo antecipadamente pedido desculpa pelo vernáculo, aos mais sensíveis, o meu amigo PM enviou-me este excerto da apreciação feita por um conhecido comentador político, cujo nome não referiu, sobre a ampanha eleitoral:

"Assim, esta campanha eleitoral assumiu um cariz particularmente erótico: são cinco contra um a apertá-lo, esfregá-lo, espremê-lo e sacudi-lo com afinco, e ele a ficar cada vez mais firme, mais hirto, mais teso.
Com esta inusitada estratégia da punheta, a mãozinha da esquerda parece empenhada em proporcionar ao Professor, candidato da dita direita, o maior orgasmo eleitoral da nossa jovem Democracia".

Caro PM, o vernáculo, a mim, nunca me susceptibiliza!
Agora, descontando o carácter provocatório da "piada" — a ideologia está presente em tudo, de forma expressa ou subliminar — o que me preocupa é que os tugas, tão devotos que são da Senhora de Fátima, se aprestem agora a trocá-la por um pretenso "santo milagreiro" em Belém!
Apesar de tudo, e fazendo fé na sondagem diária da Marktest, que ontem já só (ou ainda, dependendo do ponto de vista) lhe atribuía 54,6% de intenções de voto (quando há uma semana começou com mais de 60%!), ainda acredito que o candidato da Direita, em vez do "maior orgasmo eleitoral da nossa jovem — e, por vezes, ingénua, acrescento eu — Democracia", venha a ter uma simples ejaculação precoce e desista de vez da obsessão de querer ser um presidente-treinador!
É que, se quiséssemos um treinador na presidência, o eleito só poderia ser José Mourinho!
Enfim, já que a Senhora de Fátima nos livrou do comunismo, não se esqueça agora de nos livrar da ressurreição do cavaquismo! Pôrra, dez anos de desastre já foram demais!
PN-AM.

Milagres só em Fátima!

Na sondagem diária, Manuel Alegre registou, desta vez, uma baixa, alcançando agora 18,4 por cento das intenções de voto dos eleitores, enquanto Mário Soares, que subiu, situa-se agora nos 13,2 por cento. Enfim, não é grave.

Boa é a notícia de mais uma queda de quase dois pontos percentuais do candidato da Direita, que se situa agora nos 54,6 por cento.
Ainda é preocupante mas parece que os portugueses, que sempre foram fiéis devotos da Senhora de Fátima, começam a dar indícios de que não precisam de nenhum santo milagreiro em Belém. Espero bem que sim, e o mais rapidamente possível, que já não há muito tempo. E já agora, que Nossa Senhora os ilumine, que bem enganados têm andado!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Palavra de Presidente!

"Em nome de nenhuma eficácia, em nome de nenhuma gestão empresarial, não permitirei que se destrua o preceito constitucional do Serviço Nacional de Saúde e do sistema de Segurança Social."
Manuel Alegre, em Faro

Se está indeciso…

Lembre-se que voto branco ou voto nulo não servem para nada, nesta eleição.

Em caso de dúvida faça pim-pam-pum!


via Cavaco Fora de Belém

Contagem final

O nosso candidato-poeta é o que mais sobe nas sondagens. Alegremente.
O candidato do PPD/PSD e do CDS/PP caiu 5 por cento, mas não chega. E agora, que, ao que parece, a voz começa a faltar-lhe, vai certamente abrir menos vezes a boca e dizer menos asneiras. Bom para ele, mau para nós. Será?…

O problema

O problema não é o discurso demagógico do candidato da Direita.
O grande e decisivo problema é ainda haverem 56 por cento de papalvos que se deixam levar na "cantiga" de tal abantesma! E ele já mostrou que, para caçar votos, é capaz de cantar tudo, até a "Grândola, Vila Morena"…
Desgraça, será que a amnésia atacou tão forte em Portugal?…

Demagogia salazarista

O candidato apoiado pelos dois partidos da direita, PSD e CDS, afirma que também vem do povo e sabe "o que é trabalhar para subir na vida".
Verdadeiramente preocupante é que este discurso ainda possa resultar! Parece que o salazarismo ainda não está definitivamente morto e enterrado!…

Presidente do Chile: mulher e socialista!

Trinta e três anos após o golpe militar de extrema-direita do general Augusto Pinochet, que derrubou o governo legítimo do Presidente socialista Salvador Allende, extinguindo o regime democrático chileno e mergulhando o país num terrível banho de sangue, o Chile, recuperada a democracia, elege agora, pela primeira vez na sua história, uma mulher para a presidência. Michelle Bachelet, também ela médica e socialista, como Allende. Também ela empenhada, certamente, num Chile mais desenvolvido mas, ao mesmo tempo, mais justo e solidário.
Só espero que, desta vez, nenhum general golpista e assassino se lhe atravesse no caminho. Apesar do carrasco Pinochet, até hoje, nunca ter sido julgado e condenado pelos milhares de compatriotas mortos e desaparecidos por que foi responsável.

domingo, janeiro 15, 2006

Será o Boris Karloff?…

O meu dilecto amigo MF, referindo-se a estas "lindas" fotos que lhe enviei, garantiu-me que estou enganado, que não se trata do candidato da Direita à Presidência da República, mas sim do Boris Karloff a fazer de Gengis Draculão!....
Tem piada, mas receio bem que, em vez de um passageiro filme de terror, isto venha a transformar-se num longo e verdadeiro pesadelo se, até ao próximo dia 22, cinquenta e seis por cento dos eleitores não se libertarem da amnésia de que estão possuídos!

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Ainda é cedo mas…

Se isto continuar assim… é uma "Alegria"!…

Socialismo e solidariedade

Para os pobres do seu país, que constituem a imensa maioria da população, este homem é um herói. Desde a sua primeira eleição, em 1998, gastou já milhões de dólares sem conta no desenvolvimento de programas de bem-estar social, levando hospitais e escolas aonde antes nada havia.
É socialista, afirma-se cristão e, para ele, a solidariedade não é uma palavra sem sentido. Apesar de Bush o considerar um "perigoso demagogo", não confunde o povo americano com o Presidente dos EUA e, por isso mesmo, está a fornecer petróleo para aquecimento durante este inverno, a milhares de famílias pobres do Estado de Massachusetts, a quase metade do preço de mercado!

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Tenham medo!...

Por vós, mas acima de tudo pelos vossos filhos, tenham muito medo!




























Cortesia The great portuguese disaster 1985-1995

O regresso à escravatura

Num dia, um afirmou que a sustentabilidade da Segurança Social está comprometida e que daqui a dez anos não haverá dinheiro para pagar reformas. No dia seguinte, o outro esclareceu que, afinal, existem condições para vencer as dificuldades desde que sejam tomadas as medidas adequadas.
Por incrível que pareça, ambos são ministros do mesmo governo!

Com terrorismo verbal e chantagem psicológica deste tipo, a idade de reforma aos 65 anos deixa de ter discussão e, por este andar, seguindo o "bom" exemplo da Alemanha, facilmente haverão de subi-la para os 68. Ou, quem sabe?, acabar com o problema obrigando-nos simplesmente a trabalhar até cairmos de vez!
Com a selvajaria neo-liberal e a destruição do Estado-providência, o regresso à escravatura nunca esteve tão iminente!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Agora é a sério!

Mário Soares afirma-se preparado para tudo, porque acha que cumpriu o seu dever nesta campanha. E confessa que se perder a culpa será sua. Ou seja, ao terceiro dia da liça, fez haraquiri. Admitiu a derrota. Acabou.
Mais do que nunca, resta-nos Manuel Alegre! Vamos levá-lo à segunda volta!… Porque, a partir de agora, o combate é entre a Esquerda dos valores e dos direitos sociais e a Direita dos interesses instalados, a Esquerda da democracia e da liberdade e a Direita da coacção e do medo!
Só assim conseguiremos eleger um Presidente "Alegre"!… Em nome de Abril, do futuro, da esperança num Portugal mais justo e fraterno!…

terça-feira, janeiro 10, 2006

Eu estive lá!

Eu estive lá! Porque acredito na Esquerda dos valores e sou um cidadão livre e independente!

Eu estive lá! E cantei a Utopia, porque acredito na “cidade sem muros nem ameias”, com “gente igual por dentro, gente igual por fora”.

Eu estive lá! E cantei a Chula da Liberdade, para Manuel Alegre, com as palavras que só ele poderia ter escrito:
"Eu sou livre como as aves
e passo a vida a cantar
coração que nasceu livre
não se pode acorrentar."

domingo, janeiro 08, 2006

Vamos à pesca no cardume dos indecisos: a vitória é possível!

"A vantagem de Cavaco em “preferências” na abertura da campanha, é um bom sinal de tónico de vitalização para a esquerda. E talvez a esquerda até mereça e necessite deste abanão de, pela primeira vez, estar perante o alarme de um cenário em que a direita possa fazer uso e abuso de sinergia do poder em Belém e em São Bento.

E os 60% de Cavaco nas sondagens podem ser revertidos em factores favoráveis à esquerda. Por um lado, pode adormecer os ímpetos de empenho mobilizador da direita, contando com a vitória como favas contadas. Segundo, abanar as tendências abstencionistas na esquerda e no centro não cavaquista.

Há um número considerável de votos não decididos ou relutantes que se podem (e devem) ganhar. São eles que podem permitir a segunda volta. O pior que a esquerda poderia fazer seria tentar pescar (à linha ou com arpão) nos votos já decididos, à esquerda, ao centro ou à direita (falo, claro, da primeira volta). Esses implicam consumo de energia que fazem maior estrago que proveito, além de passarem a imagem derrotista de que o mais importante é o lugar (inútil) no podium dos vencidos. Cada fatia eleitoral ganha por qualquer um dos quatro candidatos da esquerda entre os eleitores dispostos ao “branco” ou á abstenção, unicamente esses, podem fazer a diferença e recriar a realidade eleitoral em que Cavaco navega." (João Tunes, in Água Lisa)

Saudação de Manuel Alegre



[012/2006]
Vamos mudar a vida

sábado, janeiro 07, 2006

Sejamos realistas, exijamos o impossível!

A "sondagem" definitiva é só no dia 22! Até lá temos de fazer tudo — mas tudo mesmo — para evitar o suicídio colectivo que seria a vitória e o regresso do responsável pela delapidação vergonhosa de milhões de euros de fundos comunitários, do responsável moral pela morte de doentes hemofílicos que utilizaram lotes de sangue importado, contaminado com HIV, do responsável moral por centenas de acidentes mortais devidos à "excelência" do traçado e das condições de "segurança" das suas famosas "auto-estradas" (IP3, IP4, IP5), do "mestre" do cassetete e do bastão (até das balas de borracha) no "diálogo" com os trabalhadores, os estudantes, os utentes da Ponte 25 de Abril (lembram-se?), enfim, do "brilhante" governante que, enquanto os nossos parceiros Espanha e Irlanda descolavam, nos deixou a vegetar na cauda da Europa…



Manuel Alegre está em segundo lugar mas isso de nada serviria se Cavaco vencesse à primeira! Não queremos o "prémio de consolação" de ter mais votos que Soares! Temos é de continuar a sonhar — e convencer os milhares de indecisos — que é possível, que é desejável, que é imperioso, obrigar Cavaco a ir à segunda volta! E depois, livrarmo-nos de vez de el-rei Sebastião e eleger Manuel Alegre Presidente de Portugal!

Como diria o Che, "Sejamos realistas, exijamos o impossível!"

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Votem neles, votem!…

"(…) ninguém pode pedir ideias a Cavaco. Ele é aquilo: homem de boas contas, se calhar até de boas intenções, com vontade de ser califa no lugar do califa sem ser ignóbil. Não é de direita nem de esquerda, é pragmático. Nisso, é quase tão perigoso como Soares. Com uma diferença: as boas ideias de Soares não são dele. Leu-as em qualquer lado ou alguém as soprou ao seu ouvido. De uma forma ou de outra, nunca serão praticadas. Soares sempre teve mais do que fazer do que pôr as boas ideias em prática.


No fundo, nestas eleições, não há um confronto entre direita e esquerda. O caminho para Belém é um tardio ajuste de contas entre Soares e Cavaco. Neles, o Portugal de democracia trintona vê-se ao espelho: não tem uma ideia do que foi ou do que é, nem sabe para onde vai."

(Miguel Carvalho, Visão Online)

Então qual é a alternativa?
Acabar com os mitos sebastianistas e
votar Manuel Alegre!


Cavaco: a Direita pimba

Cavaco não é a direita de Santa Comba nem é a direita catedrática, letrada ou de salão.















Cavaco é a direita de Boliqueime. Um misto de adoração a Nossa Senhora de Fátima, fé no euromilhões, peregrinação ao hipermercado e carro de alta cilindrada pago a prestações a armar em poupança.


Miguel Carvalho, Visão Online

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Coincidências

Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa — salvar a humanidade.



Almada Negreiros (1893-1970)





Até aqui os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo; a partir de agora o que importa é transformá-lo.



Karl Marx (1818-1883)

terça-feira, janeiro 03, 2006

Cavaquinho Alegre




Se o cavaco soares

Rasgando-o com alegria

Diferentes o som, os cantares

Serão como a noite do dia

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O professor que "gostava" de ser de Esquerda!

O senhor Professor César das Neves descobriu que afinal sofre de um grave complexo: “desabafa” que gostava de ser de Esquerda, desfazendo-se em elogios aos “dignos e elevados” objectivos desta, mas acaba por confessar aquilo que nós, de Esquerda, já sabíamos: que o senhor professor não é de Esquerda, por razões que, do alto da sua cátedra, e às vezes de forma ruidosa — como se o falar alto lhe desse mais razão — imputa à Esquerda.
E isso, porque discorda dos meios que a Esquerda emprega para atingir aqueles objectivos, o que, no seu douto entender, origina “cinco grandes contradições”.

1. A primeira tem a ver com o pretenso “dogmatismo” da Esquerda e a sua prisão a “conceitos abstractos e modelos arcaicos”. Mas, já que o senhor professor aprecia o pragmatismo, diga-nos lá a que governos e políticas se devem os cerca de 2 milhões de pobres, os mais de 500 mil desempregados, a mais injusta repartição do rendimento nacional e o mais baixo crescimento económico da União Europeia que se verificam neste desgraçado pais? Não me vai dizer que é a governos de Esquerda e muito menos a políticas de Esquerda, ou vai? E uma vez que parecem ser a justiça social e a dignidade humana — que o senhor professor, ironicamente, designa de "direitos adquiridos" e "conquistas inalienáveis" — os empecilhos à competitividade, que tal recorrer ao “modelo chinês”, acabando de vez com quaisquer direitos sociais e sindicais, aumentando o horário de trabalho até aos limites da capacidade humana e reduzindo os salários ao mínimo de subsistência? É que, segundo a doutrina neo-liberal que vossa excelência defende e a sujeição plena à sacrossanta lei da selva, perdão, do mercado, de outra forma não iremos lá!…

2. “Na análise económica”, então, o senhor professor, académico tão conceituado, abusa de “chavões” “esmagadores”, acusando a “intervenção do Estado, toda paga com impostos dos trabalhadores”, de ter “criado e mantido enormes desperdícios e abusos.” No que até estamos de acordo, sobretudo no que se refere aos altos honorários, reformas e mordomias dos gestores das empresas públicas e dos comissários políticos dos sucessivos governos da “alternância” da política de direita.
Uma política verdadeira e consequentemente social-democrata (ou socialista, se quiser), empenhada na criação de riqueza, mas sem nunca esquecer a sua justa repartição, empenhada não no crescimento económico sem regras nem princípios mas sobretudo no desenvolvimento sustentado e acessível a todos, é possível! O Estado-providência é possível, é desejável, existe senhor professor! Veja o exemplo da Noruega: de há cinco anos a esta parte o pais mais desenvolvido do planeta. A Islândia, o segundo! A Suécia, o sexto!
Mas o senhor professor sabe (tão bem ou melhor do que este humilde “comentador”, que os EUA, paradigma do modelo neo-liberal que o senhor tanto aprecia, têm de contentar-se com o 10.º lugar, apesar da sua economia registar um apreciável crescimento que não chega para evitar défices monstruosos quer da balança comercial, quer do orçamento. E já agora a China — e por favor não me venha dizer que “aquilo” é Esquerda! — com o seu ultra-liberalismo-vale-tudo, apesar de “ameaçar” ser a primeira potência económica do séc. XXI, no seu 85.º lugar, está muito longe de ser — e por este caminho acho que nunca será — um pais desenvolvido e socialmente justo. E muito menos democrático.

3. A Esquerda é internacionalista e não é por referir a experiência mal sucedida do “socialismo num só país" de Estaline (que derrotou a tese da “revolução permanente” de Trotsky) ou os equívocos da Revolução Cultural maoista, que vai provar o contrário. De resto, lamento dizer que o senhor mente — o que não é bonito — quando afirma que a Esquerda “virou proteccionista numa luta míope e retrógrada contra a globalização”. A Esquerda defende é outro conceito de globalização, que não exclua os países do 3.º Mundo das vantagens do comércio internacional e do desenvolvimento, como o Fórum Social Mundial tem vindo a demonstrar. Claro que o senhor defende uma “globalização” sem regras porque acha que os consumidores assim terão produtos mais baratos. Esquece é que, no limite, sem empresas, sem postos de trabalho, sem salários, as famílias consomem o quê?

4. Na alegada luta da Esquerda contra a família, aqui é que — perdoe-me a frontalidade — revela a sua tacanhez de espírito. Vejamos.
Legalização do aborto, quando se é rica o suficiente, para se ir comodamente a Barcelona ou a Londres fazê-lo nas melhores condições clínicas e sem ser incriminada, para quê? A imensa maioria das mulheres, que não tem meios para recorrer a esse “luxo”, pois que se desenrasque e vá parar à barra do tribunal…
A eutanásia é apenas uma questão muito triste. Triste demais para se falar dela em duas palavras. Em todo o caso lembro-lhe apenas que nem todos somos crentes em Deus e por isso, pondo de lado a Religião e a Moral, cada um é dono do seu destino.
Quanto à prostituição já aqui disse o que penso: é preferível legislar, regulamentar, proteger, educar, em vez de assobiar para o lado e deixar que as coisas aconteçam por aí em qualquer lado e de qualquer forma.
E quanto aos casais de homossexuais, só temos certeza de uma coisa: não podem gerar filhos, tem toda a razão, mas não me venha dizer que, adoptando-os, não podem educá-los tão bem ou melhor que os casais heterossexuais e constituir famílias tão ou mais felizes. É tudo uma questão de amor, percebe senhor professor?

5. Para reforçar a sua tese podia ter acrescentado a célebre frase de Marx “a religião é o ópio do povo” mas, toldado por uma “irritação espúria” contra a Esquerda, esqueceu-a, provavelmente admitindo que nela haverá um fundo de verdade, se, como interpreto — e é legítimo fazê-lo — Marx se estava a referir à hierarquia da Igreja, que, como a História comprova, quase sempre esteve do lado dos mais fortes. O Papa João XXIII (o papa socialista) é a excepção à regra. E bispos “de Esquerda”, em Portugal, lembro-me apenas de D. António Ferreira Gomes e D. Manuel Martins, no Brasil, D. Hélder Câmara, e em El Salvador, D. Óscar Romero, exemplo na luta em defesa dos direitos humanos, assassinado com um tiro no peito, durante uma celebração eucarística, por um esquadrão da morte ultradireitista e que viria a perder o direito de canonização de Roma para Escrivá Balaguer, fundador da Opus Dei, uma organização secreta à Igreja Católica, de ultradireita.
Isto demonstra o quê? Que alem da instituição “Igreja” há também outra igreja que luta pelos pobres, defende os pobres, morre, se for preciso, pelos pobres.

Senhor professor César das Neves, não proclame a Esquerda e os seus valores de forma adúltera e leviana.
E sobretudo, como académico e articulista que, seguramente, é pago — e provavelmente bem — para escrever, faça-o com a devida fundamentação e evite as frases feitas. A bem da seriedade intelectual. Ainda que o senhor não seja de Esquerda!

domingo, janeiro 01, 2006

Queremos um Futuro feliz e urgente!

Pronto, 2005 já é passado.
Já recebemos 2006 com a nossa esperançosa taça de espumante e as doze passas dos nossos veementes desejos.


Mas o presente não será melhor que o passado, se não lutarmos pelo futuro, feliz e urgente, a que todos, sem excepção, temos direito.

sábado, dezembro 31, 2005

2006: não deixem de lutar para ser felizes!

(…)
O negro espectro que plana sobre as nossas cabeças mais do que ameaçar uma parte de nós, constitui um perigo para todos. As relações entre os portugueses deterioraram-se com as injustiças, as mentiras, as falsas (e, por isso, hediondas) promessas.
(…)
Vivemos numa dessas épocas tenebrosas. O País não está coeso, nem espiritual, nem social nem politicamente. A ética cívica e o sentido da solidariedade, bandeiras republicanas, decompuseram-se de tal modo que, perante as negações, aparentemente sem remédio, a prefiguração do salvador da pátria reemerge do pior dos nossos abismos ancestrais.
(…)
Os crimes (porque de crimes se trata) cometidos em nome da "competitividade", do "desenvolvimento sustentado", da "modernidade", espezinharam quase todas as formas de benevolência e de compaixão. Católicos de genuflexão, rosário e reza, trepados aos diversos Governos, do PS e do PSD, tripudiaram sobre os preceitos mais rudimentares das suas crenças, e alimentaram a ganância, a busca do lucro, o crescendo da precarização do trabalho e do desemprego.
(…)
Dir-se-á: mas os restaurantes estão cheios, as viagens são cada vez mais e para longes sítios, carros há-os por todo o lado. É verdade que há gente feliz. É verdade que há gente cheia de lágrimas. Esta última é a maior de todas as maiorias. O sinistro avejão que paira, medonho, representa um sistema de valores contrário às aspirações populares, e elimina, completamente, a possibilidade de uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais comprometida com a própria noção de comunidade e de partilha. Não há sistema sem imposições.
Chegámos a um patamar onde a necessidade de mudança é um imperativo. No entanto, a "mudança" resulta de decisões governativas, nunca de iniciativas presidenciais, a não ser que, subrepticiamente, se pretenda alterações profundas ao regime. Seja como for, a situação tornou-se dilemática. E não está posta de parte a eventualidade de um golpe de Estado constitucional.
Dilectos: aconteça o que acontecer, cá estamos para o que der e vier. Independentemente da consciência das incertezas, Boas-Festas, um Bom Ano, e - por favor! - nunca deixem de lutar para ser felizes!

Ano Novo, vida velha

A partir de 1 de Janeiro, as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama vão aumentar, respectivamente, 4,3 e 5 por cento na classe 1 (ligeiros de passageiros).

Prestação da casa pode subir 10% até final de 2006.

Pão, tabaco e portagens sobem mais em 2006 do que preços tabelados.

Ano novo, preços novos. Tudo mais caro a partir de Domingo. Alguns produtos como o pão, os cigarros ou as portagens vão mesmo subir acima da inflação.

Os impostos sobre os combustíveis vão aumentar mais de quatro cêntimos por litro a partir do início de 2006, prevendo-se uma incidência de 10% no gasóleo e 7% na gasolina.


Hoje vamos celebrar o quê?

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Memórias


Alentejo, 1955
© Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos

Nazaré, 1955
© Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos

A nossa "guerra"

"Ao Presidente da República, como comandante supremo das Forças Armadas, cabe-lhe a defesa do território. Mas não temos inimigos, defender o território é lutar pelo desenvolvimento do país."

Quo vadis Portugal?

Um estudo recente dos Institutos de Estatística de Portugal e de Espanha veio comprovar aquilo que nós já sabíamos: o nosso nível de desenvolvimento é bem inferior ao do país vizinho, com excepção da região de Lisboa que, dando razão ao velho ditado "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem", é a única que se compara com as regiões mais abastadas de Espanha, como Madrid e Catalunha.
Portugal, que é actualmente o único país da União dos 25 com um crescimento abaixo da média europeia, pode no entanto "gabar-se" de estar à frente na sinistralidade automóvel e possuir a maior árvore de Natal da Europa! Nalguma coisa havíamos de ser os primeiros, ora!…

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Empresários têm défice de formação

Segundo o documento "A Península Ibérica em números", publicado pelos institutos nacionais de estatística de Portugal e de Espanha, no ano passado, apenas um em cada quatro patrões portugueses era licenciado ou tinha completado o ensino secundário, o que representa metade da percentagem registada em Espanha.
No que respeita à formação dos empregados, ainda no ano passado, a Espanha tinha também o dobro de empregados licenciados ou com o ensino secundário completo em relação a Portugal, que se ficava pelos 27 por cento, situação, apesar de tudo, ligeiramente melhor que a que se refere aos empresários.
Já na União Eueropeia, os valores médios daqueles indicadores são de 71 por cento, no caso dos patrões, e de 72 por cento, no caso dos empregados.
Duas conclusões se podem daqui extrair:
1. Resulta daqui claramente por que é que a nossa produtividade é bem inferior à da Espanha e da média europeia.
2. As razões da nossa baixa produtividade não podem ser exclusivamente assacadas aos nossos trabalhadores, como alguns gostam de fazer, uma vez que os nossos empresários têm uma formação comparativamente pior.

Woody Allen, ontem, no CCB

Realizador e comediante genial. Até a tocar clarinete é divertido!



terça-feira, dezembro 27, 2005

O "grande timoneiro"…

Dando cada vez mais fartos e brilhantes exemplos dos seus conhecimentos em matéria constitucional, Cavaco Silva veio desta vez propor a criação de uma secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras "esquecendo-se" que, na condição de (candidato a) Presidente da República, está a ingerir em assuntos que são da exclusiva competência do Governo.
E acrescenta à insconstitucionalidade que isto revela, a sua estranha concepção de "liberdade" e "transparência" do mercado, de resto já muito praticada por Salazar na década de 60 para "comprar" a conivência e o silêncio de algumas grandes potências capitalistas perante a política e a guerra colonial!
Decididamente, este homem não tem perfil para Presidente da República. Nunca irá "esquecer" que foi primeiro-ministro (e mau). E em Belém iria querer ser o "grande timoneiro"…
Não há, portanto, nada a fazer senão evitar a sua eleição! A todo o custo…

O Carrasco vai ser julgado? Tarde de mais…

Augusto Pinochet subiu ao poder no Chile através de um golpe militar, em 11 de setembro de 1973, que derrubou Salvador Allende, o primeiro presidente socialista eleito democraticamente num país latino-americano.
Com a ditadura de Pinochet, o Chile deixou de ser a sociedade liberal que era desde 1930. Tornou-se palco de uma repressão criminosa, torturas e assassinatos. Cerca de trinta mil chilenos foram mortos e mais de cem mil foram presos sem julgamento. Foi o reinado do terror. Quem se opôs à junta de Pinochet foi perseguido e eliminado. O Estádio Nacional de Santiago a última prisão para milhares de vítimas.

Pinochet, que governou o Chile de 1973 a 1990, começou por ser indiciado e incriminado pelo Juiz espanhol Baltazar Garzón, em 1999, mas a defesa do ditador conseguiu sempre impedir o seu julgamento alegando razões de saúde.

Agora, o Supremo Tribunal chileno rejeitou o apelo para que Pinochet não fosse submetido a julgamento pelo seu envolvimento na “Operação Colombo”, que resultou em 119 desaparecidos, a primeira de uma série de acusações relacionadas com violações dos direitos humanos cometidas enquanto esteve no poder.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Canção de Natal

Aurélio Malva - Bento Airoso


Oh Bento airoso mistério divino
Encontrei a Maria à beira do rio
E lavando os cueiros do bendito filho

Oh Bento airoso mistério divino
Maria lavava, S. José estendia
E o Menino chorava c'o frio que fazia

Oh Bento airoso mistério divino
Calai meu Menino, calai meu amor
É que as vossas verdades me matam com dor


Tradicional de Paradela, Miranda do Douro
Recolha de Michel Giacometti, 1960

domingo, dezembro 25, 2005

Um dia como os outros

Dia de natal

Tristeza vai-te embora
Tristeza
pequena morte
Chega a noite, vai-se o dia
e assim há-de desaparecer este pobre diabo
que eu sou
com calças rotas
camisola cosida
Esperavas um milagre nesta noite de natal?
A camisola não recebeste
as calças não tas deram
Bem feito
para não acreditares em anjos.

Mário, 1960
in "a criança e a vida", de Maria Rosa Colaço

sábado, dezembro 24, 2005

Prendas do Natal

MEU QUERIDO JESUS:

Aqui estou neste sítio pobre
nesta rua fria
com as árvores vermelhas
a anunciar a tua chegada,
Os anjinhos de estrelas
que vieram a meu lado
quando eu estava sentado naquela rocha
disseram-me que não chorasse
porque teria umas calças vermelhas
e uma camisola de lã branca.
Mas só tenho os pés roxos
os dedos não os sinto
Se me deixasses uma caixa de fósforos
para me aquecer
ou me levasses nos braços para o céu
como se fosse um farrapo de neve
essa era a minha melhor prenda de Natal

Victor Moreira, 1960
in "a criança e a vida", de Maria Rosa Colaço

Carta para o Pai Natal


Ho ho ho ho ho ho
Merry Christmas

olá, pai natal, é a primeira vez que escrevo para ti
venho de Lisboa, o pessoal chama-me AC
desculpa o atrevimento, mas tenho alguns pedidos
espero que não fiquem nalguma prateleira esquecidos
como nunca te pedi nada,
peço tudo de uma vez e fica a conversa despachada
talvez aches os pedidos meio extravagantes
queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes
tira-lhes as armas e a vontade da guerra,
é que senão acabamos a pedir-te uma nova terra
ao sem-abrigo indigente dá-lhe uma vida decente
e arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente
e ao pobre coitado e ao desempregado
arranja-lhe um emprego em que ele não se sinta explorado
e ao soldado manda-o de volta para junto da mulher,
acredita que é isso que ele quer
vai ver África de perto, não vejas pelos jornais
dá de comer às crianças, ergue escolas e hospitais
cura as doenças e distribui vacinas
dá carrinhos aos meninos e bonecas às meninas
e dá-lhes paz e alegria
ao idoso sozinho em casa arranja-lhe boa companhia
já sei que só ofereces aos meninos bem comportados
mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados
jactos privados, carros topo de gama importados,
grandes ordenados, apagas pecados a culpados
desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal
não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial
parece que é desculpa para um ano de costas voltadas
e a única coisa que interessa é se as prendas estão compradas
e quando passa o natal dás à sola,
há quem diga que não existes, que quem te inventou foi a coca-cola
não te preocupes que eu não digo a ninguém
e se és pai natal, deves ser pai de alguém
para mim natal é qualquer hora, basta querer
gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer
e já agora para acabar sem querer abusar,
dá-nos paz e amor e nem é preciso embrulhar
muita felicidade, saúde acima de tudo
se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo
desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas...
feliz natal para ti e
já agora, baixa as rendas!

Feliz Natal!