terça-feira, dezembro 20, 2005

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A Voz da Liberdade não se rende!

Manuel Alegre garante que vai até ao fim e afirma que "quem cometeu erros que os assuma e que dê a cara pelos erros que cometeu; em República não há presidentes coroados, em democracia não há coroações e em eleições democráticas não há vencedores antecipados."

Manuel Alegre afirma igualmente que, se for eleito Presidente da República, não aspira a governar, mas recusará ser um «corta-fitas» e qualquer conivência com o Executivo.

domingo, dezembro 18, 2005

A ignorância e o provincianismo ao Poder!…


"O dr. Cavaco foi a Paris para prometer, à puridade, «recuperar a imagem de Portugal no estrangeiro». Quis, assim, de cabeça alta e a costumeira graciosidade espelhada no rosto, criticar a prosápia e a vilania dos governos que o antecederam - os quais teriam, maldosamente, ofuscado essa imagem. Depois, satisfeitíssimo, tomou o avião e regressou à pátria, por ele considerada «excessivamente deprimida». Claro que também possui remédio e sólidos métodos para extirpar esta atroz maleita.

Há algo de equívoco nas afirmações do candidato do PSD-CDS. Foi num governo dele que Saramago se viu impedido de participar num importante prémio europeu, o que atribuiu à «imagem de Portugal» um colete de infâmia, de intolerância e de estupidez. Enorme chinfrim fez a Imprensa lá de fora. Nessa ocasião, como em outras, o dr. Cavaco, primeiro-ministro, não exautorou nem despediu, como lhe competia, os vigilantes da «cultura» no seu governo: Santana Lopes e Sousa Lara.

O culto da juventude pela juventude atingiu, na década de Cavaco, o requinte de doutrina de governo e de símbolo de «modernidade». É a época na qual é inculcada a concepção da economia como sagrada força de exemplo. Por sistema foram ignorados a educação, o desenvolvimento harmonioso, a aplicação dos modos relativos à natureza das técnicas. A genealogia da amnésia histórica começou a exteriorizar-se, com o apagamento do passado e a remoção daqueles que representavam o espírito do 25 de Abril. Assistiu-se ao aggiornamento de abjurados da extrema-esquerda, promovidos a lugares de decisão. Ressurgiram os velhos mitos patrioteiros e a preponderância do autoritarismo sobre a razão. Bem entendido: não foi Cavaco Silva o autor da teoria: faltam-lhe leitura e reflexão filosóficas, bases culturais e prospectiva. Ele foi a causa determinante.

Sabe-se que ciência, arte, literatura, cinema, teatro não se encontram no quadro dos interesses essenciais do dr. Cavaco. E que as suas famosas confusões culturais, deploráveis num primeiro-ministro tornam-se imperdoáveis num homem que ambiciosa Belém. Mesmo o gosto pelo fado «novo», trovado por Katia Guerreiro, é aquisição recente e, suspeito, passageira.

(...)

Na inesquecível viagem a Paris, utilizando o patronímico na forma majestática, declarou: «Todos eles atacam o Cavaco porque há falta de argumentos melhores». Entre a urdidura desta frase, trôpega pelo percalço gramatical, a verdade dos factos, e a pompa egocêntrica, compõe-se o retrato de um homem que tem de si próprio a melhor das opiniões. Além de nos reforçar a ideia de que não possui um pingo de humor.

Estamos a grande distância do perfil adequado a um Presidente da República, o qual deve legar-nos uma égide de humanismo, contemporização, ampla curiosidade de interesses, espírito dialogante, aproximação afectiva. Este homem não é só um frigorífico de emoções: desperta muito do que de mais assustador existe, adormecido ou dissimulado, na sociedade portuguesa. (...)."

Com Alegre até ao fim, decididos e unidos!

Sócrates quer governar com Cavaco Silva em Belém. Vasco Graça Moura já o tinha aqui demonstrado lucidamente.
Por isso o PS escolheu Soares para candidato à Presidência da República, sabendo que dificilmente ele poderia fazer o pleno da Esquerda e derrotar Cavaco.
Mas essas sinistras intenções surgem agora bem mais claras, com os pesos-pesados Jorge Coelho, António Vitorino e António Costa a apelarem descaradamente à desistência dos candidatos da Esquerda a favor de Soares, sabendo-se que, nesse caso, muitos eleitores de Alegre, Louçã e Jerónimo optariam pela abstenção, já para não admitir que alguns até poderiam votar logo em Cavaco facilitando a sua vitória na primeira volta. Sócrates poderia assim atribuir as culpas da derrora de Soares aos que "dividiram a Esquerda" e não a um erro de escolha do PS ou mesmo à recusa pelo eleitorado do regresso a Belém de alguém que já cumpriu dois mandatos presidenciais.
Mas para que esta maquiavélica estratégia resultasse na "perfeição", seria necessário que Mário Soares, mesmo perdendo, ficasse claramente à frente de Manuel Alegre. É que se acontecer o contrário — Alegre ter mais votos que Soares — , além de ser uma humilhação para Sócrates (& Cia.), a situação tornar-se-lhe-á delicada, pois a escolha dos eleitores será entendida como uma crítica às políticas anti-sociais do Governo, tornando-o assim mais dependente do apoio do "presidente" Cavaco Silva.
Não admira, por isso, que, com o agudizar da campanha, o directório do PS, mais do que preocupar-se em derrotar Cavaco, eleja Manuel Alegre o principal adversário a abater!

Mas nós não desistiremos. Iremos com Alegre até ao fim, decididos e unidos!

E acreditem, como dizia Sérgio Godinho,


"que não sou o único que acho
que a gente o que tem é que estar unida,
unida como as uvas estão no cacho."

sábado, dezembro 17, 2005

O DN faz propaganda a Bush?

O senhor embaixador americano em Portugal, Alfred Hoffman Jr., vem dizer-nos que os EUA — um país que viola grosseiramente o Direito Internacional invadindo Estados soberanos (democráticos ou não, essa não é a questão…) e assassinando milhares de civis inocentes, desrespeita os Direitos Humanos praticando a tortura e a prisão arbitrária, "passeia" abusivamente pelo espaço aéreo e os aeroportos de nações soberanas como se fosse dono do mundo — "estão empenhados nesta organização mundial [ONU] enquanto instrumento de promoção da paz, segurança, liberdade, direitos humanos e desenvolvimento."
Se não se tratasse de uma questão verdadeiramente trágica, esta afirmação seria desde já candidata à melhor piada de 2005!
Em todo o caso, estamos perante um péssimo serviço do Diário de Notícias ao jornalismo e à (in)formação, ao publicar um texto propagandístico, como de uma simples e legítima opinião se tratasse!
Ou será que se trata de "serviço" a pagar pela administração americana à conta dos 300 milhões que Bush vai gastar em propaganda?…

Ainda a crise — irreversível — do petróleo e o "cemitério" da Ota

Após o pico de Hubbert, e a consequente alta do preço do petróleo, o volume de tráfego aéreo em todo o mundo irá estagnar e até mesmo regredir.

Todos reconhecem já esta dramática — não há qualquer exagero na palavra — realidade: Alan Greenspan, presidente do banco central dos EUA, a Chevron, uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, que solicita a ajuda do público a fim de racionalizar o uso do petróleo e a maioria dos governos e instituições, como se pode conferir no sítio da ASPO.

O governo "socrático", que nada herdou do pai da filosofia e parece mais empenhado em seguir cegamente a máxima cavaquista ("nunca tenho dúvidas e raramente me engano"), em vez de ter participado na importante conferência internacional realizada em Lisboa pela ASPO, em 19-20 de Maio último, onde poderia ter tomado consciência da preocupante realidade que se avizinha, preferiu assobiar e fazer de conta que vivemos no melhor dos mundos. É preciso dar pasto fresco aos lobbies da construção civil e da alta finança, mesmo que no fim, em vez de um aeroporto cuja plena utilização virá muito provavelmente a estar em dúvida, venhamos a ter um cemitério de aviões parados… por falta de jet-fuel!
Em todo o caso, se o senhor engenheiro ainda quiser rever a sua obstinada decisão, pode consultar aqui as comunicações apresentadas no encontro.

Resta-me desejar-vos um bom fim de semana com… pouco automóvel e muita caminhada.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Bush investe na propaganda

Até ao momento, a administração americana já "enterrou" mais de 226 biliões de dólares com a Invasão (ilegal, nunca é de mais recordá-lo) e ocupação do Iraque e lançou para a morte 2152 militares americanos — sem falar dos prejuízos e vítimas, dezenas de vezes mais elevados, do lado iraquiano, tudo isto porque, segundo as patranhas inventadas por Bush e os seus sequazes, Saddam apoiava a Al Qaeda, o Iraque possuía MDW's e era uma perigosa ditadura (pelos vistos a Coreia do Norte, o Paquistão, o Irão, são democracias!…). Wolfowitz, ao menos, foi sincero, numa entrevista ao Guardian, a propósito da invasão: "o que é que vocês querem, o país (o Iraque) nada num lago de petróleo", disse.
Mas George W. fez mais: a sua política ambiental (ou ausência dela) tem contribuído para o maior surto de furacões e catátrofes naturais de que há memória o que, aliado, à sua incompetência para prevenir e acautelar esse tipo de calamidades originou o "lindo" resultado de Nova Orleães, de consequências ainda por apurar exactamente.

E, apesar da economia americana registar um crescimento razoável de cerca de 4/5% (superior ao da UE, mas muito aquém do da China ou de outros "tigres" asiáticos…), Bush, com a sua política armamentista tresloucada, colocou a América nas mãos dos investidores asiáticos, vendendo-lhes títulos da Reserva Federal Americana, por causa dos gigantescos défices comercial e orçamental (são de tal ordem de grandeza que preocupam inclusivamente o FMI… e talvez nos devessem preocupar também a nós, europeus — uma falência dos EUA aonde é que pode levar o Mundo?).

Com tudo isto e depois do que (não) fez, sentindo o terreno da popularidade a fugir-lhe debaixo dos pés, Bush vai gastar 300 millhões em propaganda. De resto, uma prática habitual dos ditadores, como aconteceu com Hitler e o seu Gobells, ou Salazar e o seu António Ferro. Neste caso, no entanto, o "homem" é tão "mauzinho" que bem pode gastar os milhões que quiser em "cosmética" que dificilmente enganará quem quer que seja! Parafraseando um site humorístico americano, "he's too stupid to be president"!

Humor presidencial

Cavaco Silva e Mário Soares declinaram o convite para participarem no programa "Levanta-te e ri!"...




Um não consegue rir-se…






… o outro não consegue levantar-se!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Saddam: que "julgamento"?

"O conceito, o pessoal, o financiando e as funções do Tribunal Especial Iraquiano foram escolhidos e são ainda controlados pelos Estados Unidos, dependendo da sua vontade e dos seus desejos particulares. Isso contribui para corromper a justiça, de fato e na aparência, e criar mais ódio e somente um outro tribunal, que seja realmente competente, independente e imparcial, pode realizar um julgamento de acordo com a Lei.
Qualquer tribunal que considerar as acusações de crimes contra Saddam Hussein deve ter o poder e o mandato de considerar igualmente as acusações contra os líderes e o pessoal militar dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e das outras nações que participaram na agressão contra o Iraque, se a igualdade da Justiça perante a Lei ainda tem algum significado.
Nenhum poder, ou pessoa, podem estar acima da lei. Para que haja paz, os dias da "Justiça" do vencedor têm de acabar. A defesa de um caso destes é um desafio de grade importância para a Verdade, o primado da Lei e a Paz. Um advogado qualificado para esta tarefa e capaz de empreendê-la, se for escolhido, deve aceitar este serviço como o seu dever mais elevado."
Ramsey Clark, ex-advogado geral (attorney general) do antigo Presidente Lyndon B. Johnson

Condoleezza Rice, no entanto, acusou ontem a comunidade internacional de boicotar o "julgamento" do antigo ditador iraquiano Saddam Hussein e de ter feito pouco para o perseguir na justiça.
Percebe-se este frenesim da Casa Branca em "julgar" Saddam depressa e de qualquer forma, ou antes, da forma que melhor convém a George Bush e aos seus capangas, ilibando-os da destruição e do genocídio que perpetraram no Iraque!
É que Saddam, que os americanos criaram e colocaram no Poder, sabe demais…

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Até Luís Delgado reconheceu…

Quem tenha assistido ao debate entre Cavaco Silva e Francisco Louçã, na TVI, com o mínimo de seriedade, é forçado a admitir que o deputado do Bloco de Esquerda fez o candidato da Direita passar um mau bocado.
Até mesmo 0 "propagandista neo-liberal" Luís Delgado, adepto confesso de Cavaco, reconhece que este perdeu o debate, atribuindo-lhe apenas 3, 5 pontos enquanto a Louçã deu 4!…

domingo, dezembro 11, 2005

Arruaça na campanha

"Um antigo combatente da guerra colonial insultou e agrediu neste domingo em Barcelos o candidato a Presidente da República Mário Soares, apelidando-o de "vigarista" devido ao seu papel na descolonização." (SIC online)


Estas atitudes, que de democrático nada têm e só contribuem para confundir o eleitorado, são sempre de condenar, venham da Esquerda (como na Marinha, em 1985), ou da (Extrema-)Direita, como no caso presente!

No entanto as situações parecem-me bem distintas.
Desde logo, como atrás referi, nas motivações ideológicas que lhe estão subjacentes.
E depois, porque, enquanto na Marinha Grande a agressão foi a expressão colectiva do descontentamento das massas contra a anterior governação impopular de Soares, agora resultou da acção desesperada, mas individual, de um saudosista do colonialismo, há muito condenado pela História, em todo o mundo.

Portanto, não acredito — e não espero, como apoiante de Alegre — que o Dr. Mário Soares venha a tirar dividendos eleitorais deste episódio, mas aproveito para lhe testemunhar a minha solidariedade democrática!

São sempre os mesmos a "pagar as favas"

Os trabalhadores portugueses podem não ser os melhores do mundo mas, devidamente dirigidos e enquadrados, pedem meças a quaisquer outros!…
Já os "nossos" empresários e gestores é o que se vê. Os primeiros não funcionam (?) sem subsídios, contenção salarial, isenção fiscal (quando não recorrem mesmo à fuga ao fisco e às contribuições para a Segurança Social, ou até ao branqueamento de capitais…). Os segundos, cuja competência, eficácia e responsabilidade tanto deixam a desejar, ganham frequentemente mais que os seus colegas de países bem mais ricos, mais até que alguns craques da bola (talvez porque aquilo que fazem não seja assim tão diferente do pontapé no "coiro"… neste caso, no "nosso" coiro!).
Enfim, certo certo é que, 30 anos de "alternância democrática" e "centrão gelatinoso" deram nisto: Portugal é um pântano sem Futuro onde são sempre os mesmos a "pagar as favas". Nós!…
O que nos vale (?) é sermos "um povo de brandos costumes"! Se assim não fosse, há muito já teria havido "festa rija" e "fogo de artifício"…

Jerónimo e Soares: a mesma "luta"!

É lamentável, é triste, é incompreensível, que, segundo as sondagens, uma parte significativa dos eleitores comunistas, à segunda volta (se é que não é já à primeira…) vá votar Cavaco, chegando ao cúmulo de, se fosse Soares a enfrentá-lo, darem apenas pouco mais de 40 por cento dos seus votos ao candidato do PS e quase 50 por cento ao candidato da Direita. Com Alegre, apesar de tudo, os comunistas portar-se-iam bem melhor e dar-lhe-iam quase 70 por cento dos seus votos.
Indiferente a esta "calamidade", Jerónimo prefere continuar a "bater" em Alegre, seguindo o exemplo de Soares. Será que existe algum acordo entre os dois, que nós desconheçamos?
A acompanhar com atenção os próximos capítulos…

sábado, dezembro 10, 2005

O Contraditório

Os nossos inimigos… nunca deixam de pensar em novas formas de fazer mal ao nosso país e ao nosso povo, e nós também não.

Our enemies...never stop thinking about new ways to harm our country and our people, and neither do we.

George W. Bush




Todos estão preocupados em pôr fim ao terrorismo. Bem, há uma maneira realmente fácil: deixar de participar nele.

Everybody's worried about stopping terrorism. Well, there's a really easy way: stop participating in it.

Noam Chomsky

A mentira não resultará

Mário Soares, candidato presidencial apoiado pelo Partido Socialista, acusou Manuel Alegre e Cavaco Silva de andarem a "vender gato por lebre quando dizem que não são políticos, que não são apoiados por partidos", mas mentiu.
Não em relação a Cavaco. Mas no que a Alegre diz respeito. Primeiro, porque nunca ninguém ouviu Manuel Alegre afirmar que não é político, antes pelo contrário, que tem muita honra em sê-lo. E depois, porque a sua candidatura é rigorosamente apartidária e apoiada apenas por cidadãos.
O Dr. Mário Soares mentiu, portanto, e certamente vai continuar a mentir, na tentativa desesperada de caçar votos para ir à segunda volta. Mas desta vez não vai conseguir. 1985 não se repetirá.
Contra a vontade dos directórios partidários, Manuel Alegre passará à segunda volta e irá ser eleito Presidente da República. Por vontade dos cidadãos.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Elogios mútuos

No debate entre Mário Soares e Jerónimo de Sousa não houve grandes divergências. E até houve elogios.
Soares que, segundo algumas sondagens, num hipotético cenário de segunda volta, obteria menos votos dos comunistas que Cavaco, classificou-os como “um eleitorado consciente” e o seu líder como “inteligente”, numa tentativa descarada e não muito ética de inverter aquela tendência.
Jerónimo haveria de declarar que gostou do segundo mandato presidencial de Soares, tudo levando a crer que se prepara para lhe estender a passadeira.
E ainda dizem que o debate Alegre – Cavaco foi morno!… E este foi o quê?…

quinta-feira, dezembro 08, 2005

John Lennon forever!

J. Lennon - Imagine


Há 25 anos tiraram-te cobardemente a vida, mas as tuas palavras, essas ninguém as apagará da nossa memória. Porque nos falam de paz e solidariedade, de partilha e fraternidade. Porque nos falam da utopia de um mundo novo:

Imaginem que o paraíso não existe
(É fácil se tentarem)
Sem inferno por baixo
E por cima apenas o céu
Imaginem toda a gente
A viver o dia a dia

Imaginem que não há países
(Tentem, não é difícil)
Que não existe nada por que se mate ou se morra
Nem religião também
Imaginem toda a gente
Vivendo a vida em paz...

Imaginem que a propriedade não existe
Admiro-vos se forem capazes
A ganância ou a fome não fazem qualquer falta
Todos os homens são irmãos
Imaginem toda a gente
Partilhando o mundo inteiro...

Podem dizer que sou um sonhador
Mas não sou o único
Espero que um dia nos juntemos todos
E o mundo será apenas um

Portugal Melhor, precisa-se!

A competitividade e a sobrevivência da nossa economia, da qual depende certamente a continuidade de Portugal enquanto nação soberana, só será possível com uma estratégia que privilegie a qualidade e a excelência, e nunca a quantidade e a massificação que caracterizam as economias que recorrem à sobre-exploração dos trabalhadores.
De resto, no debate com Alegre, Cavaco reconheceu ter dado "muita atenção à quantidade" e menos à "qualidade", quando foi primeiro-ministro.
Então porque é que, no slogan da sua campanha, volta a cometer o mesmo erro e a defender um “Portugal Maior”?…

Pois é, senhor professor, o que nós precisamos é de um PORTUGAL MELHOR… com Alegre na Presidência! Claro!…

Cantiga de Maio (7)

Utopia


Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu desafio


Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?


Zeca Afonso, "Como se fora seu filho", 1983

quarta-feira, dezembro 07, 2005

O Expresso apoia Cavaco?

Um "estudo de opinião", levado a cabo pela Eurosondagem, entre as 22h e as 23h15 da passada segunda feira, concluiu que para 27,3 por cento dos inquiridos Cavaco Silva ganhou o debate presidencial, enquanto 15,7 por cento acharam que foi Manuel Alegre o vencedor.
No entanto, mais de metade dos inquiridos — 57 por cento — responderam não ter visto o debate, não saber qual dos candidatos saiu vencedor, ou ainda, que não queriam responder.
Então, se a maioria das pessoas sondadas efectivamente não se pronunciou, como é que um jornal pode titular que "Cavaco saiu-se melhor"? Só se estiver a fazer campanha pelo candidato da Direita, claro!…